Postado em 13 dEurope/London agosto dEurope/London 2009
Por Dani Rodrik
Publicado no Valor Econômico em 12/08/09:
O que atrapalhou Greenspan e Bernanke como reguladores financeiros foi sua excessiva reverência a Wall Street
A corrida para preencher o cargo de política econômica mais importante do mundo começou. O mandato do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) acaba em janeiro e o presidente do país, Barack Obama, precisa decidir antes disso: ou mantém Bernanke ou escolhe outra pessoa – os nomes mencionados com mais frequência são Larry Summers e Janet Yellen – com credenciais democratas mais sólidas.
É uma decisão de consequências cruciais não apenas para os EUA, mas também para a economia mundial. Como guardiões da base monetária do país e encarregados das taxas de juros de curto prazo, as autoridades monetárias sempre desempenham papel crítico. Reduza demais os juros e o resultado será inflação e instabilidade monetária. Eleve-os demais e a economia deslizará em recessão e desemprego.
A política monetária dificilmente é uma ciência, portanto um bom banqueiro central precisa ser humilde. Precisa reconhecer os limites de seu poder de compreensão e da eficácia das ferramentas a sua disposição. Não pode, entretanto, ser visto como indeciso, algo que apenas seria um convite para uma especulação financeira desestabilizadora. Leia o resto do artigo »
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Postado em 13 dEurope/London agosto dEurope/London 2009
Havia grande esperança na América Latina quando o presidente Obama foi eleito. A posição dos Estados Unidos na região tinha atingido um ponto baixo sob George W. Bush e todos os governos de esquerda exprimiram otimismo de que Obama daria à política de Washington uma nova direção.
Essa esperança se desfez. O presidente Obama continuou as políticas de Bush e em alguns casos fez pior. Leia mais…
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Postado em 13 dEurope/London agosto dEurope/London 2009
Se as utopias de esquerda levaram – em muitos casos – ao totalitarismo, a utopia liberal e sua permanente negação do papel do poder e da preparação para a guerra, na história do capitalismo e das relações internacionais, leva, com freqüência, os intelectuais e dirigentes destes países mais fracos, à uma posição de servilismo internacional.
Por José Luís Fiori
Neste tipo de sistema mundial, por outro lado, é muito difícil acreditar na possibilidade do “fim do imperialismo”, e ainda menos, neste início do século XXI, em que as grandes potências – velhas e novas – se lançam sobre a África, e sobre a América Latina, disputando palmo a palmo o controle monopólico dos seus mercados e das fontes de energia e matérias primas estratégicas. E soa quase ingênua a crença liberal nos “mercados abertos”, num mundo em que todas as grandes potências impedem o acesso às tecnologias de ponta, não aceitam a venda de suas empresas estratégicas, e protegem de forma cada vez mais sofisticada seus produtores industriais e seus mercados agrícolas.
Neste ponto, chama atenção a facilidade com que os economistas liberais confundem os mercados de petróleo, armas e moedas, por exemplo, com os mercados de chuchu, queijos e vinhos. Leia mais em Carta Maior…
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Postado em 12 dEurope/London agosto dEurope/London 2009
Por Gustavo A. G. dos Santos e Rodrigo Medeiros
Fonte: Valor Econômico (12/08/2009)
Carro elétrico terá impacto profundo nas exportações brasileiras, muito dependentes de uma em breve anacrônica cadeia metal-mecânica
A crise financeira levou a GM à concordata, desmembramento e nacionalização. A estatização sempre foi tabu nos EUA. Para entendê-la, é preciso compreender a importância do setor.
Os setores metal-mecânico, químico e eletroeletrônico respondem por algo entre 55% e 75% das exportações dos países desenvolvidos e tigres asiáticos e mais de dois terços das patentes industriais. Chamamos esses setores de indústrias centrais em artigo recente publicado na revista “Custo Brasil”, em março.
As indústrias centrais constituem a base das inovações e da competitividade das nações desenvolvidas, cujos gastos em P&D respondem por 70% dos globais. Quem deseja se tornar desenvolvido, precisa estar presente competitivamente nessas indústrias. Leia o resto do artigo »
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Postado em 12 dEurope/London agosto dEurope/London 2009
Fonte: Newsgroups.derkeiler
Auditoria do TCU (Tribunal de Contas da União) apurou o custo do apagão elétrico, produzido pelo governo tucano de FHC, para os brasileiros:
R$ 45,2 bilhões!
Esse foi o valor retirado diretamente do bolso dos brasileiros através do impacto nas tarifas e através do Tesouro Nacional.
O valor é suficiente para a construção de 6 usinas hidrelétricas do porte de Jirau, uma das maiores em construção.
Não foi incluído no cálculo as perdas indiretas como desacelaração do crescimento econômico (PIB), inibição de investimentos e de geração de empregos.
O apagão ocorreu em 2001 e continuou afetando diretamente a atividade econômica até 2002. O estado mínimo tucano saiu bem mais caro, do que se houvesse, na época, planejamento e investimento estatal.
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Postado em 11 dEurope/London agosto dEurope/London 2009
By PAUL KRUGMAN
Op-Ed Columnist NYT
So it seems that we aren’t going to have a second Great Depression after all. What saved us? The answer, basically, is Big Government.
Just to be clear: the economic situation remains terrible, indeed worse than almost anyone thought possible not long ago. The nation has lost 6.7 million jobs since the recession began. Once you take into account the need to find employment for a growing working-age population, we’re probably around nine million jobs short of where we should be. Leia o resto do artigo »
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Postado em 11 dEurope/London agosto dEurope/London 2009
Por Mauricio Dias
Fonte: Carta Capital
A instalação da CPI da Petrobras tem combustível suficiente para levar os conflitos no Senado muito mais longe do que foram até agora. E é mesmo possível que ninguém saia incólume do confronto. Há estoques de problemas e explicações a serem dadas para todos os gostos e tamanhos. No presente e no passado.
Foram fartos em recursos da estatal, por exemplo, os programas desenvolvidos pelo Comunidade Solidária, durante o governo Fernando Henrique Cardoso, que era presidido pela primeira-dama, Ruth Cardoso. Nem por isso se deve, em princípio, levantar suspeitas de relações espúrias. Mas há problemas diversos nas prestações de contas.
Há também registro de trabalhos remunerados feitos por Luciana Cardoso, filha do então presidente, prontamente aprovados e pagos. Mas que problema haveria nisso se o que a filha do presidente propôs, executou e comprovou atendia aos interesses da empresa estatal? Leia o resto do artigo »
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Postado em 7 dEurope/London agosto dEurope/London 2009
Por Luís Nassif
Há uma discussão retórica em torno do câmbio. No pano de fundo, estão dois modelos de desenvolvimento, beneficiando grupos distintos. O que importa para a discussão é saber qual modelo é mais adequado para o país como um todo.
No modelo livre-cambista, deixa-se a porteira aberta para a entrada e saída de capitais. Beneficia os detentores desses capitais internacionais – a maior parte dos quais capital brasileiro que saiu do país por diversas vias, inclusive por doleiros.
O principal argumento dos defensores desse modelo é que o Brasil não teria poupança interna suficiente para investir, necessitando assim de recursos externos.
É argumento capcioso por diversos motivos. O primeiro deles é que o capital de investimento, de fato, aquele que traz indústrias, moderniza a economia, não é de curto prazo. É um capital que aposta no longo prazo e não gosta de variações constantes do câmbio – como ocorre com economias expostas a esses fluxos de curto prazo. Portanto, os fluxos de curto prazo prejudicam a entrada de capitais de longo prazo. Leia mais…
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