Postado em 8 dEurope/London setembro dEurope/London 2009
(Veiculado no Monitor Mercantil de 03/09/2009)
Por Paulo Metri – Diretor do Instituto Solidariedade Brasil
Chega! Cansei de me segurar! A grande mídia está, há mais de um mês, execrando o Sarney como o pior dos crápulas. Malham-no como a um Judas em praça pública. Desculpem-me todos os maranhenses, inclusive minha mãe, e o Jackson Lago pelo que vou dizer a seguir. Aliás, salvo engano, o Jackson tem se mantido reservado, neste momento, o que faz admirá-lo mais ainda, pois seria tão fácil chutar um cachorro ferido.
Sarney está longe de ser uma vestal. Quanto a ser um crápula, não sei se ele chega a estar nesta categoria. Contudo, tenho medo de queimaduras, por isso, não coloco minha mão no fogo por ele. Entretanto, este não é mais um artigo de pichação sobre ele. Por falar nisso, virou esporte nacional falar mal dele. Aquele que escondeu algo do Imposto de Renda, o dono de jornal que recebeu muito dinheiro para veicular matéria para ludibriar a opinião pública, aquele que corrompeu o guarda de trânsito e o guarda que foi corrompido, todos juntos malham o Sarney. Parece que este ato expia as culpas gerais. Leia o resto do artigo »
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Postado em 8 dEurope/London setembro dEurope/London 2009
Por Paulo Passarinho
O governo finalmente definiu as suas propostas para o pré-sal. Em discussão no âmbito do governo desde meados de 2008, inicialmente previa-se que os projetos de alteração da legislação vigente, e criação de uma nova institucionalidade para melhor aproveitarmos a riqueza do petróleo oceânico, iriam ser apresentados antes mesmo das eleições municipais de 2008.
Contudo, depois de sucessivos adiamentos, somente agora temos a oportunidade de conhecer o projeto do governo em toda sua amplitude. Ele foi corporificado em quatro distintos projetos de lei. Esses projetos tratam, respectivamente, do novo marco regulatório, exclusivo para a exploração do petróleo do pré-sal, baseado no regime de partilha da produção; da criação de uma nova estatal – a Petrosal – para a gestão dos futuros contratos de partilha; da criação do Fundo Social que administrará os recursos a serem obtidos pela União com a venda do petróleo, e que deverão ser investidos nas áreas de educação, combate à pobreza, desenvolvimento científico e tecnológico, cultura e sustentabilidade ambiental; e da autorização para o aumento do capital da Petrobrás, através de um mecanismo onde a União cede à empresa áreas do pré-sal, até o limite de cinco bilhões de barris, é remunerada através de títulos públicos de propriedade da estatal, e ao mesmo tempo aporta na Petrobrás recursos no mesmo montante do valor da operação envolvendo esses títulos. Leia o resto do artigo »
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Postado em 7 dEurope/London setembro dEurope/London 2009
Por Thomaz Wood Jr.
Fonte: CartaCapital
Em meados da década de 1990, as empresas de consultoria estavam eufóricas. A liberalização econômica, iniciada na década anterior, implantara um clima de desassossego no mundo corporativo. Beneficiada pelo pânico latente, a indústria do conselho comemorava ano após ano crescimentos a taxas de dois dígitos. À luz da ribalta, sucediam-se cenas de superação e sucesso. Nos bastidores, entretanto, a realidade não era tão dourada. Eis que, na curvatura da década, um consultor anônimo publicou, na revista Fortune, uma inspirada diatribe. Sob o sugestivo título Confissões de um ex-Consultor, o impenitente autor revelou mazelas de seus pares e clientes.
Começou por explicar a necessidade de consultores: em uma escala de 0 a 10, os presidentes de empresas são nota 5; eles (e elas) são profissionais medianos, que circularam pela empresa tempo suficiente para mostrar que são minimamente confiáveis; então, precisam dos consultores para resolver os problemas mais difíceis. Os consultores, por sua vez, têm mais interesse nos problemas do que nas soluções, e raramente têm a experiência de implementar suas próprias receitas. Eles flanam de cliente em cliente sem nunca realmente fincar o pé na realidade; cultivam a arte de se fazerem indispensáveis; e gastam mais tempo tentando vender novos projetos para seus clientes do que resolvendo problemas. E arremata: “Você pode não estar doente, mas o diagnóstico de um consultor vai convencê-lo de que você está”. Curiosamente, algumas organizações viciam-se em consultores. Por falta de confiança em seus próprios quadros, elas terceirizam as decisões estratégicas, a gestão e até a liderança. Leia o resto do artigo »
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Postado em 7 dEurope/London setembro dEurope/London 2009
Fonte: Valor Econômico (02.09.2009)
O economista anglo-neozelandês Robert Wade, 65, professor de política econômica e desenvolvimento da London School of Economics, não compartilha do otimismo que tem permeado os mercados nas últimas semanas quanto ao fim da crise econômica mundial. Em entrevista ao Valor, ele pintou um quadro preocupante. Disse que o movimento de recuperação industrial em curso no mundo desenvolvido é apenas uma recomposição de estoques. E que, por não ter sustentação, vai desaguar em nova crise em 2010, provocada pelos altos preços do petróleo e dos alimentos.
Com os países ricos retraídos e a China mantendo uma política exportadora agressiva, Wade avalia que os chamados países emergentes, como o Brasil, têm motivos para se preocupar, pois as exportações chinesas tendem a se direcionar para esses mercados. Não é a China, mas a especulação dos bancos ocidentais com dinheiro emprestado por seus governos para combater a crise que está elevando os preços do petróleo e dos alimentos, diz ele.
Além disso, o economista vê a formação de uma bolha imobiliária na China que deve estourar em algum momento, causando novo abalo. Segundo Wade, os empréstimos bancários na China cresceram mais de 60% no primeiro semestre deste ano, e o quadro em gestação é semelhante ao da crise asiática de 1997, o que a maioria dos economistas ainda rejeita.
Todo esse panorama, na sua avaliação, não é bom para o Brasil, país cuja economia ele diz não conhecer em profundidade. Para Wade, a estratégia comercial exportadora chinesa tem entre seus efeitos inibir a industrialização em países como o Brasil, mantendo-os majoritariamente como fornecedores de commodities. Leia o resto do artigo »
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Postado em 7 dEurope/London setembro dEurope/London 2009
Por Villas-Bôas Corrêa
Fonte: Jb online
De repente, a crise da roubalheira do Senado foi sendo rebaixada das manchetes e da primeira página dos jornais, das capas de revistas e dos destaques dos noticiários das emissoras de televisão, com a promoção da campanha eleitoral e do bate-boca sobre o pré-sal.
Não é apenas o cansaço e o tédio enojado sobre as trapaças escondidas pelos atos secretos, a conivência e a audácia de diretores qualificados, cúmplices e autores de mágicas com o dinheiro da Viúva que desaparecia sem deixar rastro, com o desvio de milhões. Mas a dupla evidência que entrava pelas butucas até dos mais sonsos, que a desmoralização do Congresso – a níveis só igualados nos 21 anos da ditadura militar, com o rodízio dos cinco generais-presidentes, que manteve o Legislativo aberto mas sob a tutela da censura à imprensa, dos atos institucionais, das cassações de mais de uma centena de mandatos, dos senadores biônicos, da prática da tortura nas câmaras de suplício dos Doi-Codis, das prisões arbitrárias, da bomba do Riocentro – desembocaria num colapso da democracia, que não se sabe aonde iria parar. Os parlamentares afinal caíram em si. E, em poucos dias, trocaram o enredo da trama para a comédia que nos diverte e irrita. Leia o resto do artigo »
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Postado em 4 dEurope/London setembro dEurope/London 2009
Por Manuel Alcino Ribeiro da Fonseca
Os resultados atribuídos à política monetária que têm marcado a economia brasileira nos últimos quatorze anos são frequentemente comemorados como uma história de sucesso inquestionável. Parece claro que, de modo geral, poucos discordam da veracidade dessa tese. Certamente essa avaliação positiva ajuda a explicar o fato de que os fundamentos econômicos desse longo período mantiveram-se relativamente inalterados ao longo de quatro mandatos de dois presidentes que, na origem de suas trajetórias políticas, estavam ambos entre os principais opositores a diretrizes econômicas percebidas como conservadoras.
Segundo a avaliação de muitos economistas, defensores do status quo, a estabilidade econômica do período pós-Real deve-se a três elementos fundamentais: disciplina monetária, responsabilidade fiscal e equilíbrio financeiro do Estado. A estratégia econômica atual, que tem na política monetária seu elemento principal, foi estabelecida a partir de 1999, após a crise cambial que forçou o País a fechar um acordo com o FMI.
O principal objetivo deste artigo é examinar criticamente a experiência econômica do período pós-Real – em particular, a política monetária – e, dessa forma, avaliar se o julgamento predominantemente favorável se justifica. Para isso, as principais informações macroeconômicas e financeiras da última década e meia serão investigadas. A próxima Seção contém uma análise em perspectiva histórica da política monetária. Posteriormente, nas Seções 3 e 4, as principais tendências econômicas do período pós-Real são examinadas. Na Seção 5, são analisadas as mudanças ocorridas nos mercados financeiros domésticos, que refletem as principais tendências internacionais do período. Finalmente, algumas conclusões são incluídas na última Seção. Leia o artigo…
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Postado em 4 dEurope/London setembro dEurope/London 2009
Fonte: CartaCapital
Após deixar o comando da Eletrobrás, em 2004, o físico Luiz Pinguelli Rosa voltou à universidade decepcionado com a incapacidade do governo Lula de reorganizar o setor elétrico, destruído pela malfadada experiência de liberalização na administração de Fernando Henrique Cardoso e pelo racionamento de 2001. O físico, escaldado, alimentava uma renitente dúvida sobre o modelo de exploração do pré-sal alinhavado no Planalto. Mas desta vez seus piores temores não se concretizaram. “Saiu até melhor do que eu esperava”, disse à CartaCapital o atual diretor da Coppe, o centro que organiza os programas de pós-graduação em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Segundo Pinguelli Rosa, o governo age certo ao dar sentido de urgência aos projetos encaminhados ao Congresso. Por quê? “A taxa de corrupção pode diminuir.”
CartaCapital: O que o senhor achou da proposta do governo?
Luiz Pinguelli Rosa: Saiu até melhor do que eu esperava. A principal mudança é a adoção do modelo de partilha e não da concessão. Isso dá maior poder ao Brasil sobre o destino do petróleo. Também acho importante garantir à Petrobras o papel de empresa tecnológica, responsável pela exploração e operação. Assim se permite a continuidade de investimentos da indústria brasileira, como a Petrobras já faz. Outro ponto importante é o fundo para onde se destinará parte dos recursos. Só espero que essa receita, no futuro, não vá toda para garantir o superávit primário, como aconteceu no caso da CPMF. Tem de ser direcionada para desenvolver o Brasil, atenuar nossa desigualdade social, investir em tecnologia e infraestrutura. O petróleo, além disso, não deve matar nossa vantagem na utilização de hidreletricidade e combustíveis renováveis. O fundo deve ser pensado também para o controle de emissões de gases de efeito estufa e no uso de fontes alternativas de energia.
CC: O senhor acha necessário criar uma nova estatal?
LPR: É uma maneira de fazer as coisas. E nem é a essência do modelo. É como a pedra na sopa de pedra. Poderiam tirá-la e tomar a sopa, mas com ela tudo bem, é uma maneira. A Petrobras é uma empresa de economia mista. Para operar a parte contábil da operação, cria-se uma estatal. Não é nenhum bicho de sete cabeças. A Noruega faz isso. É uma cópia do modelo norueguês.
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Postado em 3 dEurope/London setembro dEurope/London 2009
Por Janio de Freitas
Publicado na Folha de S. Paulo de 03/09/09
OS ATAQUES AO grau de participação da Petrobras no sistema pré-sal, tal como proposto pelo governo ao Congresso, há muito mais da irracional ojeriza à empresa -só superada para colher lucros com suas ações- do que um esforço de lucidez crítica. Ao menos duas considerações precisariam ser examinadas nos ataques, para dar-lhe sentido.
Os estudos geológicos para identificação das áreas potencialmente promissoras, as pesquisas, os testes, os equipamentos e a habilitação, para que o pré-sal seja a promessa de futuro que é, foram de iniciativa e de desenvolvimento pela Petrobras. Só isso já lhe garantiria direitos especiais na exploração e nos resultados que proporcione. Méritos aos quais, ainda neste capítulo, devem-se juntar os bilhões em investimentos gastos no trabalho até aqui, os quais, mais do que exigir pleno ressarcimento, justificam a retribuição em participação privilegiada no sistema e em possível rentabilidade especial. Leia o resto do artigo »
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