Postado em 8 dEurope/London dezembro dEurope/London 2009
Depois de uma queda significativa no início do ano, a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não para de subir e já encosta no recorde da série histórica da pesquisa CNI-Ibope. Leia mais na BBC Brasil.
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Postado em 4 dEurope/London dezembro dEurope/London 2009
Por Luiz Gonzaga Belluzzo
O artigo de Cesar Benjamim sobre o filme Lula, o Filho do Brasil, publicado na Folha de S. Paulo em 27 de novembro, caiu na armadilha de transformar a crítica política em character assassination.
O leitor há de concordar que a prática não escasseia nas mídias contemporâneas. Seja como for, o artigo de Benjamim suscitou uma controvérsia que envolveu o “grande jornalismo” e seus “inimigos” abrigados nos blogs da internet. Com exceções honrosas, graças aos céus não tão raras, o debate foi dominado por argumentos ad hominem, num jogo de espelhos em que os defensores do bom jornalismo começam por violar as regras recomendadas ao adversário ou “inimigo”. Em alguns cantos e tantos recantos, Benjamim foi massacrado impiedosamente, numa retorsão que só abastarda o padrão já miserável em que se desenvolveu a contenda.
Talvez Paul Virilio, importante pensador francês da atualidade, tenha exagerado ao observar que, na moderna sociedade capitalista de massas, a mídia é o único poder que tem a prerrogativa de editar suas próprias leis, ao mesmo tempo que sustenta a pretensão de não se submeter a nenhuma outra. Digo talvez, porque essa convicção tornou-se ainda mais agressiva e generalizada com o desenvolvimento das novas mídias, espaço em que o anonimato e a inexistência de regras criaram uma “sociedade” hobbesiana. Nela, a loucura do sonho iluminista da liberdade guiada pela razão é superada pela realidade do pesadelo da liberdade da loucura, uma aventura da desrazão. Clique aqui para ler o artigo na CartaCapital.
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Postado em 4 dEurope/London dezembro dEurope/London 2009
O presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), Ben Bernanke, rejeitou na quinta-feira a ideia de que as taxas de juro baixas dos EUA estavam ajudando a alimentar a especulação externa e potencialmente inflando perigosas bolhas de novos ativos. Respondendo a perguntas em sua audiência de confirmação no Comitê Bancário do Senado, Bernanke disse efetivamente que se outros países estavam preocupados com o caso, que era problema deles. “Não é responsabilidade dos Estados Unidos assegurar que não haja distorções nas economias de todo o mundo”, disse Bernanke. “Eu acho que é preciso ser entendido que a política monetária dos Estados Unidos se destina a tratar problemas tanto financeiros como econômicos nos Estados Unidos”. No início deste mês, um alto funcionário chinês acusou o compromisso do Fed de manter as taxas dos EUA baixas por um longo período, juntamente com o dólar fraco, de estar criando um “novo risco sistêmico” para a economia global. Clique aqui para ler mais.
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Postado em 3 dEurope/London dezembro dEurope/London 2009
Por MICHAEL PETTIS
Da Folha (03/12/2009):
Os países que não puderem desvalorizar suas moedas para se manter competitivos vão reagir com protecionismo
A DECISÃO do Vietnã de desvalorizar sua moeda em 5%, a fim de se proteger contra a subvalorização do yuan, e a resposta da Tailândia e de outros países asiáticos sugerem que talvez já se tenha tornado impossível impedir um conflito comercial mundial. Enquanto um grupo de países tenta ganhar ou manter vantagem comercial via manipulação da taxa de câmbio, os precedentes históricos sugerem que as nações que não forem capazes de promover desvalorização reagirão por meio de protecionismo -e, como consequência, o comércio mundial sofrerá.
Nos anos 30, muitas das grandes economias, mas não todas, impuseram restrições draconianas ao comércio internacional, que resultaram em uma severa contração dos intercâmbios comerciais e quase certamente retardaram a recuperação mundial. Já se sabia que o colapso do comércio internacional só agravaria a crise, mas ainda assim os países adotaram um comportamento que foi pior para todos. Leia o resto do artigo »
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Postado em 3 dEurope/London dezembro dEurope/London 2009
(Publicado no Monitor Mercantil em 02/12/09)
Paulo Metri – Diretor do Instituto Solidariedade Brasil
Um descendente do ditador Fulgêncio Batista participava em Havana de uma organização clandestina que tinha como objetivo derrubar o governo de Fidel Castro, utilizando práticas terroristas. Foi visto, inclusive, em uma ação violenta buscando desestabilizar o regime, em que quatro pessoas morreram. Depois, testemunharam ter sido ele o responsável pelas mortes.
Batista foi preso, fugiu de Cuba, foi julgado e condenado, sem ser precisa a ordem dos fatos, e depois de muitas voltas, apareceu no Brasil, onde foi preso, pois havia um pedido para tal emitido pelo governo cubano. Logo depois, Cuba pediu a extradição ao governo brasileiro deste assassino comum, segundo o julgamento da Ilha. Obviamente, Batista é um personagem fictício com história bem parecida à de Battisti, só que passada em Cuba e, não, na Itália. Leia o resto do artigo »
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Postado em 3 dEurope/London dezembro dEurope/London 2009
Paulo Passarinho
Encerrei o meu último artigo nesse espaço – onde me reportei à sessão da CPI da Dívida Pública em que estive presente na Câmara Federal – manifestando o meu espanto com a demonstração de fragilidade dada por Armínio Fraga. O ex-presidente do Banco Central, na ocasião, explicou aos parlamentares que, frente ao jogo duro do mercado, para aceitar rolar a dívida da União, em 2001 e 2002, não restou alternativa que não fosse atender o apetite e voracidade dos agentes financeiros por mais juros, cláusulas cambiais e prazos mais curtos de vencimento para os títulos do governo.
Rigorosamente, não se trata de debilidade da autoridade monetária de então, conforme ironicamente insinuei. Uma das principais características observada no comando da política econômica do país, já há muitos anos, e independentemente do presidente de plantão, é o absoluto controle exercido pelo sistema financeiro sobre os cargos de direção do Banco Central, o verdadeiro lócus decisório dos rumos do país em termos econômicos. Neste artigo já mencionado, lembrei, por exemplo, que desde 1988 iniciou-se um processo de desmontagem de todas as restrições à livre movimentação de capitais no Brasil, aparentemente de forma absolutamente ilegal. Leia o resto do artigo »
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Postado em 2 dEurope/London dezembro dEurope/London 2009
Por CÉSAR BENJAMIN
Da Folha (02/12/09):
DEIXO de lado os insultos e as versões fantasiosas sobre os “verdadeiros motivos” do meu artigo “Os Filhos do Brasil”. Creio, porém, que devo esclarecer uma indagação legítima: “por quê?”, ou, em forma um pouco expandida, “por que agora?”. A rigor, a resposta já está no artigo, mas de forma concisa. Eu a reitero: o motivo é o filme, o contexto que o cerca e o que ele sinaliza.
Há meses a Presidência da República acompanha e participa da produção desse filme, financiado por grandes empresas que mantêm contratos com o governo federal.
Antes de finalizado, ele foi analisado por especialistas em marketing, que propuseram ajustes para torná-lo mais emotivo.
O timing do lançamento foi calculado para que ele gire pelo Brasil durante o ano eleitoral. Recursos oriundos do imposto sindical -ou seja, recolhidos por imposição do Estado- estão sendo mobilizados para comprar e distribuir gratuitamente milhares de ingressos. Reativam-se salas pelo interior do país e fala-se na montagem de cines volantes para percorrerem localidades que não têm esses espaços. O objetivo é que o filme seja visto por cerca de 5 milhões de pessoas, principalmente pobres. Leia o resto do artigo »
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Postado em 1 dEurope/London dezembro dEurope/London 2009
Fonte: Revista Oikos
Por GUSTAVO ANTÔNIO GALVÃO DOS SANTOS
BRUNO GALVÃO DOS SANTOS
RODRIGO LOUREIRO MEDEIROS
ROBERTO PEREIRA D’ARAÚJO
Este trabalho analisa as grandes transformações mundiais possivelmente decorrentes da difusão do carro elétrico, que é a principal tecnologia para o novo mundo de baixo carbono. O automóvel revolucionou o século XX. A rede urbana, a estrutura econômica, a produtividade agrícola, a economia dos serviços, as grandes corporações se organizaram e cresceram por causa dele. A indústria automobilística foi sinônimo de desenvolvimento. Isso decorre também da sua importância dentro da metal-mecânica nas Indústrias Centrais, da qual faz parte também a química e a eletrônica. Essas indústrias correspondem a aproximadamente 70% das inovações e das exportações brasileiras feitas nos últimos 3 anos: pré-sal, etanol, metal-mecânica do diesel e carros populares e carnes. Para estar preparado para a tendência de motorização elétrica, o Brasil precisa também investir em carros elétricos e híbridos. A melhor forma de fazê-lo é através de campeões nacionais. A tecnologia mais promissora para o Brasil para abastecimento da motorização elétrica é provavelmente a célula combustível a etanol e só um campeão nacional pode garantir espaço de mercado para o país impor essa solução que lhe favorece.
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