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Blog do Desemprego Zero

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Inflação da baixa renda tem nova alta em maio por alimentos

Postado em 5 dEurope/London junho dEurope/London 2008

A alta dos preços dos alimentos tem impactado o poder de compras das famílias de baixa renda, a inflação aumenta a distância entre as classes sociais.

No ano, a inflação dos mais pobres soma 4,62 por cento e em 12 meses, 8,24 por cento. O IPC-Brasil acumula 3,05 por cento e 5,59 por cento, respectivamentede. Os alimentos pesam no orçamento dos mais pobres 40 por cento enquanto que no IPC-Brasil 28 por cento.

O Brasil tem vivido os custos da inflação mundial de alimentos, mas o câmbio é um atenuante. O preocupante é que dificilmente a taxa de câmbio vai cair mais a ponto de continuar ajudando.

Por Luciana Sergeiro – Editora

Publicado em: O Estadão

Por: Rodrigo Viga Gaier

A inflação dos mais pobres se manteve am maio acima da variação de preços das demais classes de renda e a distância entre as camadas se ampliou nos últimos meses, segundo pesquisa da FGV.

A Fundação Getúlio Vargas afirmou que essa tendência deve continuar no curto prazo em razão da pressão dos alimentos impactando o poder de compra das famílias de baixa renda.

O Índice de Preços ao Consumidor da baixa renda (IPC-C1) subiu 1,38 por cento em maio, ante alta de 0,97 por cento em abril, enquanto que o IPC-Brasil variou, respectivamente, 0,87 por cento e 0,72 por cento.

No ano, a inflação dos mais pobres soma 4,62 por cento e em 12 meses, 8,24 por cento. O IPC-Brasil acumula 3,05 por cento e 5,59 por cento, respectivamentede. Leia o resto do artigo »

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Porque o BC do Brasil é tão diferente dos outros BCs ortodoxos do mundo?

Postado em 5 dEurope/London junho dEurope/London 2008

Por Bruno Galvão dos Santos*

É gritante a diferença de reação do BC do Brasil e dos outros em relação a crise mundial dos preços dos alimentos e combustíveis. Agora o presidente da Colômbia, o inegavelmente conservador Alvaro Uribe, discute a redução da taxa de juros.

Clique aqui para mais informações

No Brasil, se o Ministro da Fazenda resolve dar opinião (que todos em um regime democrático tem como direito garantido pela constituição), o BC alega que tem que aumentar os juros para mostrar ao “mercado” que não sofre pressões políticas. Sai muito cara essa demonstração de “independência”, cada aumento de 0,25% na Selic custa ao Brasil R$ 3 bilhões/ano.

Contudo, a situação da Colômbia é muito distinta da do Brasil. A inflação (6,4%) lá está bem maior do que o intervalo superior da meta (4,5%). No Brasil, a inflação (5,1%), embora um pouco maior do que o centro da meta (4,5%), está bem menor do que o intervalo superior das metas (6,5%). O mesmo ocorre no Peru. É interessante notar que na primeira página dos BCs eles procuram mostrar em gráficos bem destacados que a ultrapassagem da meta deve-se a inflação de alimentos. No Brasil, ao contrário, o presidente do BC sai por aí gritando “Fogo, fogo, a hiperinflação está prestes a voltar”. Deve-se notar que, mesmo com o desconto do preço dos alimentos a inflação na Colômbia está maior do que o intervalo superior da meta. No Brasil, a inflação descontado os alimentos está em apenas 3,03%, quase no limite mínimo da meta. 

A evidência da distinção entre a gestão Meirelles com a atuação de qualquer outro BC que adota metas de inflação e com a gestão Armínio é gritante demais. Com uma atuação tão distintas entre os BCs que adotam metas de inflação, eu só posso concluir que ou os outros BCs prevaricam com a inflação para crescer mais do que podem ou o BC do Brasil impede o Brasil de crescer como a média dos emergentes a um custo fiscal altíssimo. Leia o resto do artigo »

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4º Balanço do PAC mostra evolução satisfatória

Postado em 5 dEurope/London junho dEurope/London 2008

Publicado originalmente no Blog Logística e Transporte

Por José Augusto Valente*

A ministra Dilma Roussef apresentou hoje o 4º Balanço do PAC, referente ao período janeiro a abril de 2008, disponível neste link no Portal do Governo Brasileiro.

A Apresentação menciona que os primeiros “filhos” do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) nasceram entre o final de 2007 e abril deste ano.

São 88 obras concluídas nas áreas de infra-estrutura logística e energética, equivalentes a investimentos de R$ 10,1 bilhões.

Das 2.120 ações acompanhadas no primeiro quadrimestre de 2008 pelo Comitê Gestor do PAC, 1.845 (87%) desenvolveram-se em ritmo adequado.

Destas, 61% são obras em andamento que deverão “vir à luz” progressivamente nos próximos meses.

Já sabemos que a imprensa e a Oposição se restringirão à execução orçamentária, especialmente o que já foi pago, como se cronograma físico tivesse sincronia com o cronograma financeiro, o que é impossível na Administração Pública, assim como na administração privada.

(Clique aqui e leia os comentários críticos que fizemos à matéria sobre a avaliação do TCU na execução do PAC. Esse post expõe de forma mais completa a nossa interpretação sobre esse assunto)

Todos sabemos que a imprensa se ocupa em mostrar a parte vazia do copo. Poderia muito bem mostrar o que foi realizado e o que ainda falta realizar, mas não o faz e, por esse motivo, a sociedade fica desinformada.

Além disso, o PAC não contempla apenas obras. Além destas, há os projetos que precisam ser elaborados, a preparação das licitações e a tramitação destas, até o início daquelas.

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Ipea: fim da Confins tiraria 6,4 milhões de cidadãos da miséria

Postado em 5 dEurope/London junho dEurope/London 2008

O Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) apresenta nesta quinta-feira (5) ao Senado, durante audiência que discute tributação, um levantamento que aponta que a eliminação da Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) resultaria em um ganho de renda para as camadas mais pobres da população.

Segundo o economista Márcio Pochmann.”O combate a desigualdade passa pela Justiça tributária.O fim da Cofins, que está embutida principalmente em bens de consumo, iria representar uma queda de 32,5% dos brasileiros que se encontram abaixo da linha da pobreza para  29%, o que resultaria em 6,4 milhões de brasileiros.

A diferença entre o peso dos impostos está na forma de cobrança. A base da arrecadação no Brasil é mais forte na chamada tributação indireta, ou seja, embutida em alimentos ou bens de consumo. Como o brasileiro mais pobre gasta a maior parte de sua renda nesses itens, paga mais impostos proporcionalmente. Portanto, a extinção da Cofins tornaria o consumo mais barato e retiraria uma boa parcela dessa população abaixo da linha da pobreza.

Por Luciana Sergeiro – Editora

Publicado em: Portal Vermelho

O Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) apresenta nesta quinta-feira (5) ao Senado, durante audiência que discute tributação, um levantamento que aponta que a eliminação da Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) resultaria em um ganho de renda para as camadas mais pobres da população. Com isso, ao menos 6,4 milhões de brasileiros deixariam a linha de pobreza.

O levantamento mostra que uma transferência dos tributos chamados indiretos – embutidos nos bens de consumo, como o ICMS – para a cobrança direta -como o Imposto de Renda – reduziria a pobreza.

“O combate a desigualdade passa pela Justiça tributária. É uma experiência internacional. Todos os países que reduziram a pobreza ajustaram sua tributação”, afirma o economista Márcio Pochmann, presidente do Ipea.

De acordo com o estudo, 32,5% dos brasileiros estão abaixo da linha da pobreza e têm renda de até meio salário mínimo per capita por mês – R$ 207,50. Leia o resto do artigo »

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Banco Central dá tiro de R$ 14 bi no próprio pé

Postado em 5 dEurope/London junho dEurope/London 2008

Por Rogério Lessa Benemond*

O Banco Central (BC) perdeu, nos dois últimos anos, R$ 14,2 bilhões no mercado de derivativos denominado swap reverso, um jogo no qual investidores apostam nas variações do câmbio e dos juros. Detentor do poder de determinar os juros e, indiretamente, o câmbio, o BC acabou arbitrando seu próprio prejuízo, e favorecendo o mercado financeiro.

Carlos Thadeu de Freitas, ex-diretor do BC e consultor econômico da Confederação Nacional do Comércio (CNC), lembra que as perdas do BC significam prejuízo para a sociedade: “No fundo é um prejuízo fiscal, pois os bancos centrais transferem seus lucros ou prejuízos para o Tesouro. Nos EUA, existe hoje uma preocupação muito grande com isso. O fundamental é saber até que ponto esse prejuízo fiscal que está sendo gerado pelo swap reverso está sendo compensado. O BC está conseguindo deter a queda do dólar? A que custo?”, questionou Freitas.

Para ele, “esse jogo não compensa”, porque “quando a trajetória de juros é para cima o BC perde e, quando estava em queda, também teve prejuízo, porque juros caíram menos que o dólar”.

O ex-diretor do BC acrescentou que os BCs, geralmente, não operam com apostas: “Não conheço nenhum. Fizemos isso em 1999, quando o BC entrava no mercado futuro de câmbio. Quando houve desvalorização, houve perda grande, mas swap é pior, porque não é contrato, mas mercado de derivativos.”

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Codesp fecha 2007 com R$ 84,5 milhões de lucro

Postado em 5 dEurope/London junho dEurope/London 2008

Publicado originalmente no Blog Logística e Transporte

Por José Augusto Valente*

A CODESP – Companhia Docas de São Paulo, da qual faz parte o Porto de Santos, encerrou o exercício de 2007 com lucro líquido de R$ 84,5 milhões, revertendo o prejuízo verificado em 2006 de R$ 120,8 milhões, consolidando o equilíbrio financeiro da empresa que honrou rigorosamente dentro dos vencimentos seus compromissos junto a pessoal, fornecedores, prestadores de serviços, impostos, taxas, contribuições e contas de qualquer natureza a pagar.

Em decorrência desse cenário, a Companhia obteve todos certificados e certidões de regularidade discal junto à Secretaria da Receita Federal, Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, INSS, FGTS e outros, além de ter possibilitado a amortização de parte do passivo existente.

Os investimentos em infra-estrutura chegaram a R$ 20,5 milhões, 72,3% acima do ano anterior.

Desse total, R$ 15,4 milhões foram aporte do Tesouro Nacional, dos quais R$ 14,4 milhões destinados para o Programa de Aceleração do Crescimento – PAC e R$ 1,0 milhão para outras ações, além de R$ 5,1 milhões em recursos próprios da CODESP.

(Clique em cima da tabela para vê-la inteira)

Leia mais no site da CODESP

Mais uma vez, estamos tentando demonstrar que os fatos objetivos, os números e a confiança depositada (pelos clientes) no porto de Santos, desmentem o discurso oposicionista de que os portos públicos são ineficientes, que estão levando a um “apagão logístico” e bobagens do gênero.

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BC pagou caro pela alta e baixa do dólar

Postado em 5 dEurope/London junho dEurope/London 2008

Por Rogério Lessa*

Aposta com “swap” começou com Fraga para “puxar” cotação na onda antiLula

A permissão para que investidores apostassem, via mercado de derivativos, no desempenho futuro da taxa (diária) de juros do CDI e na taxa de câmbio, denominadas operações de swap, partiu de Armínio Fraga, quando presidiu o Banco Central (BC).

Em 2002, o BC usou essas operações sob a alegação de evitar a alta do dólar: “Na época, o BC poderia subir juros ou vender swap cambial. O mercado queria comprar dólares e o BC fez uma opção técnica pela venda de swaps”, recorda o consultor econômico da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Carlos Thadeu de Freitas, ex-diretor do BC.

Em 2002, houve forte especulação aproveitando as eleições presidenciais, que levaram à vitória de Luiz Inácio Lula da Silva.

“O BC poderia ter optado pela alta dos juros, em 2002, mas optou por vender swaps, que foi opção não-conservadora. Mas todos os BCs são conservadores. Creio que devam usar instrumentos tradicionais. E swaps não são tradicionais”, observa Freitas. Leia o resto do artigo »

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Questionamentos do Banco Central dentro da lógica de metas de inflação

Postado em 5 dEurope/London junho dEurope/London 2008

Por Bruno Galvão dos Santos*

1) Intervalo

O mundo hoje está no maior choque de preços de alimentos e de combustíveis em quase 30 anos. Contudo, o BC está dando um choque de juros pela simples expectativa de que a inflação será um pouco maior do que o centro da meta e bem menor do que o intervalo superior da meta, o que é uma demonstração que ele não utiliza os intervalos da meta. Para que serve o intervalo da meta, se nem numa crise de tão magnitude, o utiliza?

2) Diferenças

A gestão Meirelles tem agido de modo muito distinto dos outros países que utilizam metas de inflação e da gestão Armínio. Ela tem sido muito mais conservadora.

Situação A

Em 2004, sem um motivo aparente que justificasse deu um forte choque de juros sob a justificativa de que a inflação ficaria acima do centro da meta de inflação e que o Brasil não tem capacidade de crescer acima de 5% a.a., sendo que a média de crescimento dos emergentes, desde 2003, têm variado entre 6,5% a.a. e 8% a.a. O BC poderia ter sido, pelo menos, mais cauteloso. Durante a meta de gestão Armínio, quando da adoção da meta de inflação até a eleição do Lula, ele nunca tinha elevado os juros para 19,75% a.a., como fez o Meirelles. Apesar a inflação do Armínio se manter bem acima da meta. A qualquer um que olhe os dados, percebe que foi um erro (não se sabe se intencional) um choque tão forte de juros quanto o de 2004-5. O Brasil paga até hoje por esse erro, que promoveu: a) deterioração das contas externas (apesar de não aparecer, o crescimento da quantidade exportada se reduziu muito depois de 2005 e a quantidade importada aumentou muito); b) a mediocridade do crescimento em 2005 e em 2006; c) prejuízos fiscais de mais de R$ 100 bilhões, que poderiam ser utilizados em atividades mais úteis.

Alias, inflação acima do centro da meta não tem nada de tão problemático, como o Meirelles diz ser. O México, país que ninguém questiona a ortodoxia, não sofreu nenhum choque de juros por conta disso.

Gráfico inflação e meta no México

Fonte: Banxico

Situação B

Agora, a despeito do Brasil ter atualmente o segundo menor desvio da meta de inflação entre 20 países emergentes, o Brasil vem apresentando o maior choque de juros.

Fonte: Fitch

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