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Blog do Desemprego Zero

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Brasil exige explicação dos EUA sobre 4ª Frota

Postado em 7 dEurope/London julho dEurope/London 2008

Por: Luciana Sergeiro

Com o encerramento da 35ª Cúpula do Mercosul, o presidente Lula cobrou do governo Bush uma explicação convincente sobre a reativação da 4ª Frota de Intervenção dos Estados Unidos, que deve começar a patrulhar águas sul-americanas nos próximos dias. Lula salientou ainda que, por que a necessidade de uma 4ª frota quando se vive em uma região pacifica, onde a única guerra é contra a fome e a pobreza.

Hugo Chávez, também questionou o porquê dessa 4ª frota. Porém fontes ligadas ao governo norte-americano garantem que o objetivo dessa frota é o combate ao narcotráfico e realização de ajuda humanitária além de exercícios militares junto com aliados.

Chávez citou uma reportagem publicada no Clarín, que diz o seguinte: “a iniciativa do governo Bush é, na realidade, um recado belicista e intimidante aos governos progressistas que foram eleitos em países como Brasil, Venezuela, Argentina, Bolívia, Equador, Uruguai e Paraguai, entre outros.”

Publicado em: Vermelho Online

Por: Umberto Martins

O presidente Lula cobrou ontem do governo Bush, no encerramento da 35ª Cúpula do Mercosul, em San Miguel de Tucumán (Argentina), uma explicação convincente sobre a reativação da 4ª Frota de Intervenção dos Estados Unidos, que deve começar a patrulhar águas sul-americanas no próximo dia 12. O chanceler Celso Amorim aguarda uma resposta da secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, acerca da questão.

a..”Descobrimos petróleo a 300 quilômetros da nossa costa marítima. Qual é a lógica dessa 4ª frota se vivemos numa região pacífica? Nossa única guerra é contra a fome e a pobreza”, salientou o presidente brasileiro. Ameaça Lula somou sua voz à do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, o primeiro a levantar a questão durante a cúpula.

b.. “Qual é a razão para que nos enviem essa tropa?”, questionou o líder da revolução bolivariano. “Não vão admitir que seja pelos recursos naturais da região. Não tenho dúvidas de que é uma ameaça e precisamos que alguém nos explique o porquê”, acrescentou.

c.. Fontes ligadas ao governo norte-americano sustentam que o objetivo da reativação da armada é “pacífico” e até generoso: combater o narcotráfico e realizar ajuda humanitária, além de exercícios militares conjuntos com aliados.

Pretextos

Analistas com espírito crítico acreditam que as explicações oficiosas do império não são convincentes e traduzem pretextos parecidos com os que foram usados para justificar a guerra imperialista contra o Iraque em 2003. Para quem não se lembra, cabe recordar que à época o presidente Bush e seus prepostos juraram que o país árabe, então governado por Sadam Hussein, tinha produzido um grande arsenal de armas de produção de massas e financiava o terrorismo.

As duas mentiras foram desmascaradas pela história, mas convém rememorá-las ao investigar os reais motivos que estão por trás desta atitude imperialista, que causou desconforto no Mercosul e se revela francamente hostil aos povos e nações latino-americanas. Leia o resto do artigo »

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Meta de inflação de 2010 fica em 4,5%

Postado em 6 dEurope/London julho dEurope/London 2008

Por Katia Alves

O Conselho Monetário Nacional (CMN) definiu a meta de inflação de 2010 em 4,5%, cristalizando a percepção entre os analistas do mercado financeiro de que essa será a inflação de longo prazo a ser perseguida no Brasil. No ano passado, o BC queria uma meta de 4%, e o Ministério da Fazenda, após uma acirrada disputa, conseguiu que ela fosse estabelecida em 4,5%.

Incluindo 2010, esse é o sexto ano seguido em que a meta de inflação é definida em 4,5%. O mercado financeiro começa a acomodar suas expectativas a esse patamar, reconhecendo que ele será o objetivo de longo prazo para a inflação no Brasil.

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse que o governo irá combater a alta da inflação, mas sem “esculhambar” com a economia brasileira.

Por Alex Ribeiro

Publicado no Valor Online

O Conselho Monetário Nacional (CMN) definiu a meta de inflação de 2010 em 4,5%, cristalizando a percepção entre os analistas do mercado financeiro de que essa será a inflação de longo prazo a ser perseguida no Brasil. Ao contrário do que aconteceu no ano passado, quando foi definida a meta de inflação de 2009, dessa vez a decisão foi unânime. “O desenho atual foi mantido porque permite que sejam absorvidos choques como o que acontecem hoje”, disse o secretário de Política Econômica da Fazenda, Bernard Appy.

No ano passado, o BC queria uma meta de 4%, e o Ministério da Fazenda, após uma acirrada disputa, conseguiu que ela fosse estabelecida em 4,5%. O principal argumento da Fazenda neste ano para manter a meta de 4,5% é a aceleração recente da inflação, que, nas projeções do mercado, deverá chegar a 6,3% em 2008. O presidente do BC, Henrique Meirelles, concordou com a meta de 4,5%. Mas dentro do BC havia a visão alternativa de que não necessariamente a aceleração recente da inflação impede que seja perseguida uma meta mais ambiciosa já em 2010.

Segundo esse entendimento, a alta da inflação se deve, em grande parte, a mudanças de preços relativos, agravada por uma demanda interna excessivamente aquecida. Preços de alimentos, energia e commodities metálicas estão se tornando maiores em relação a outros preços, como serviços e bens não comercializáveis. Mudanças de preços relativos, em tese, podem ser acomodadas mesmo com uma meta mais baixa. O BC acha que o surto inflacionário será controlado antes de 2010. Leia o resto do artigo »

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Gasto maior com juros da dívida deve anular superávit primário adicional

Postado em 6 dEurope/London julho dEurope/London 2008

Por Katia Alves

O aumento no gasto com juros da dívida publica deverá consumir praticamente todo o superávit primário adicional anunciado pelo governo para este ano. Os gastos com juros vão subir, em boa medida, devido ao atual ciclo de aperto monetário.

O aumento da despesa com juros em maio é explicada principalmente pela valorização de 3,43% na taxa de câmbio no mês. A perda do BC em contratos de “swap” cambial, em que a autoridade monetária assume posição comprada em dólar, foi de R$ 2,014 bilhões.

Por Alex Ribeiro

Publicado originalmente no Valor

O aumento no gasto com juros da dívida publica deverá consumir praticamente todo o superávit primário adicional anunciado pelo governo para este ano. O Banco Central aumentou em 0,4 ponto percentual (p.p.) do Produto Interno Bruto (PIB), de 5,4% para 5,8%, a projeção oficial para os gastos com juros. A despesa adicional representa 80% do aumento na meta de superávit primário do ano, que foi de 3,8% para 4,3% do PIB.

Os gastos com juros vão subir, em boa medida, devido ao atual ciclo de aperto monetário. Na suas projeções, o BC não discrimina a magnitude desse fator. Mas a política monetária contracionista tem impacto direto nos juros pagos em títulos indexados pela taxa Selic. Também aprofunda a valorização da taxa de câmbio, reduzindo a remuneração do governo em seus ativos em dólar – o setor público é credor em moeda estrangeira.

Estatísticas divulgadas ontem pelo BC mostram que o governo já fez uma parcela importante do esforço fiscal necessário para entregar um superávit primário de 4,3% do PIB neste ano. O superávit primário acumulado pelo setor público nos 12 meses encerrados em maio chegou a 4,34% do PIB, ou R$ 116,529 bilhões.

Os resultados de maio, em particular, foram bastante positivos. O superávit primário somou R$ 13,207 bilhões, o valor nominal mais alto já registrado para um mês de maio desde o início da atual série estatística do BC, de 1991. Leia o resto do artigo »

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O reverso do Ipea

Postado em 5 dEurope/London julho dEurope/London 2008

Publicado originalmente no Monitor Mercantil

Por J. Carlos de Assis*

Partiu de mim a sugestão ao então secretário Roberto Mangabeira Unger para que escolhesse o economista Márcio Pochmann para a presidência do Ipea. Não é meu, porém, o mérito pelo fato de ele ter aceitado. É do atual ministro Mangabeira.

Alegando problemas reais de família, Márcio me fez acreditar que não aceitaria. Foi Mangabeira, com uma insistência tenaz, quem o convenceu do contrário. Com isso, honrou o Governo Lula com um dos mais competentes quadros do país no terreno da pesquisa e da investigação econômica.

Não precisei de indicar João Sicsú para o segundo posto no Ipea. Quando ia mencionar o seu nome, Márcio já o havia escolhido. Indiquei, sim, como pesquisador ou para qualquer outro posto no instituto, o economista Miguel Bruno.

É o mais notável da nova geração de pesquisadores econômicos brasileiros. Fez uma primorosa tese de doutorado na França sobre financeirização da economia. Eu a usei na carta Momento Nacional, do Instituto Desemprego Zero, mostrando que 29% da renda interna líquida do país, entre 1992 e 2005, são juros.

É graças a essa tese, ignorada pela maior parte da imprensa brasileira, que o jovem doutor está sendo submetido à mais sórdida campanha de alguns jornais – os mesmos que denigrem a imagem do Ipea, com base em informantes desqualificados de ressentidos.

A motivação explícita é uma mudança de métodos na divulgação de pesquisas de conjuntura. A implícita é o despudor de quem quer fazer com que o Ipea continue sendo uma “dobradinha” do mercado financeiro.

Para o jornalista Elio Gaspari, “o comissariado está destruindo o Ipea”. Gaspari conhece as artes da destruição. Ele ajudou a destruir a ditadura com um competente jornalismo no Jornal do Brasil. Infelizmente, tomou de amores por sua principal fonte, o general Golbery, eminência parda dos governos Castello Branco e Geisel. Leia o resto do artigo »

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Sinuca de Bico

Postado em 5 dEurope/London julho dEurope/London 2008

Por: Paulo Passarinho* 

Há alguns meses, o presidente Lula e ministros afirmavam que o país se encontrava “blindado” contra os efeitos da crise que se esboçava a partir dos Estados Unidos, em decorrência da chamada crise do seu setor imobiliário. 

Trata-se de crise muito mais grave, envolvendo o sistema financeiro como um todo. Com a desegmentação dos mercados financeiros, torna-se muito difícil a identificação precisa das dimensões de créditos financeiros concedidos, sem as devidas garantias oferecidas por empresas que se especializaram na expectativa dos lucros fáceis, viabilizados por um longo período de excesso de liquidez, valorização de ativos e expansão do crédito. 

Nesta semana, quando divulgado o relatório anual do BIS – O Banco de Compensações Internacionais, interlocutor privilegiado dos bancos centrais de todo o mundo, a descrição da complexidade do imbróglio pode ser avaliada a partir do seu seguinte trecho: “empréstimos de qualidade cada vez pior foram concedidos, e então vendidos para os crédulos e gananciosos, com esses últimos freqüentemente recorrendo à alavancagem (empréstimos junto a terceiros) e ao financiamento de curto prazo para elevar ainda mais os seus lucros. Somente isto já é uma grave fonte de vulnerabilidade. Pior, a obscuridade do processo implica que a localização final das exposições nem sempre é evidente.” 

Em outro trecho do relatório, é descrito que “a atual confusão no mercado dos principais centros financeiros do mundo é inédita no período do pós-guerra”, e, ainda, “com o risco significativo de recessão nos Estados Unidos combinado com a alta acentuada da inflação em muitos países, crescem os temores de que a economia global estaria em algum ponto de virada. Esses temores não são improcedentes”.  Leia o resto do artigo »

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Tenebrosas transações

Postado em 5 dEurope/London julho dEurope/London 2008

Por Katia Alves

O Banco Central (BC) vem realizando operações heterodoxas e desnecessárias que resultam em prejuízos reiterados de bilhões de reais repassados ao Tesouro Nacional. É o chamado “swap” cambial, o agentes privados fazem uma operação de “swap” quando trocam ativos com diferentes rentabilidades e prazos de vencimento.

Ao vender swap cambial reverso, o governo aumenta o preço do dólar futuro, pois é como se “apostasse” na desvalorização do Real. Por arbitragem, o preço do dólar spot seria pressionado para cima e a apreciação da taxa de câmbio seria evitada. Entretanto, a autoridade monetária não tem conseguido sucesso com tal instrumento.

 Publicado originalmente na Folha online

 Por César Benjamin

O BANCO Central (BC) vem realizando operações heterodoxas e desnecessárias que resultam em prejuízos reiterados de bilhões de reais repassados ao Tesouro Nacional. É o chamado “swap” cambial. A tecnicalidade dos procedimentos e a blindagem nos meios de comunicação têm garantido a impunidade.

Economistas e jornalistas, implacáveis com qualquer aumento nos gastos públicos, ignoram a suspeitíssima sangria. Na linguagem do sistema financeiro, agentes privados fazem uma operação de “swap” quando trocam ativos com diferentes rentabilidades e prazos de vencimento. Problema deles. O “swap” cambial é uma aposta nas variações das taxas de câmbio e de juros: ganha quem acerta no comportamento futuro dessas duas variáveis.

É uma operação puramente especulativa: um lado ganha exatamente o que o outro perde. No Brasil, porém -e só no Brasil-, quem oferece o negócio é o BC. É, pois, problema nosso. Estranha operação. Pois o próprio BC, numa ponta, fixa a taxa básica de juros; na outra, como gestor das reservas cambiais, interfere decisivamente na taxa de câmbio. É como se, em um jogo qualquer, um dos times pudesse escalar também o juiz. Os especuladores aceitam uma aposta contra um adversário que controla as regras do jogo. Incrivelmente, ganham! Leia o resto do artigo »

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Potencial de arrecadação municipal e o PMAT

Postado em 4 dEurope/London julho dEurope/London 2008

Por Gustavo Antônio Galvão dos Santos

O Programa de Modernização da Administração Tributária e da Gestão de Setores Sociais Básicos (PMAT) tem o objetivo de financiar investimentos na melhoria da gestão tributária dos municípios. O programa tem origem no diagnóstico de que existe um potencial não explorado de arrecadação municipal.

O PMAT é um programa do BNDES lançado em agosto de 1997. O objetivo inicial do programa era contribuir para a melhoria da gestão tributária dos municípios. Posteriormente, o programa incluiu outros aspectos de gestão, como controle de gastos e racionalização do uso de recursos públicos, além de melhoria da qualidade de atendimento ao cidadão e maior transparência na ação governamental.                           

Este trabalho objetiva propor um método para estimar esse potencial. Essa estimativa será útil para os municípios e para o BNDES. Os primeiros poderão usá-la para fazer um pré-diagnóstico das suas deficiências arrecadatórias e, assim, planejar mais adequadamente seus projetos. O Banco poderá usá-la em três atividades fundamentais: fomento, avaliação de projetos e acompanhamento. Além de propormos o método, mostramos seus resultados para os dados municipais do Finbra – Finanças do Brasil de 2005.

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Inflação e juros

Postado em 4 dEurope/London julho dEurope/London 2008

Por Katia Alves

Segundo resultado da Dieese houve um rápido aumento do custo da cesta básica em 16 capitais. As expectativas de inflação continuam subindo, a inflação esperada para 2008 vem aumentando há 14 semanas consecutivas.

O governo brasileiro terá de agir por conta própria e já começou a fazê-lo, no entanto, é preciso ter muito cuidado com os caminhos a serem tomados, pois uma taxa de juros muito elevada tem um aspecto negativo na economia e também o País já é conhecido pela usura, é um paraíso para os rentistas e especuladores. Diminui o nível de investimento das indústrias, prejudica também o governo, pois grande parte da dívida interna está indexada à taxa Selic ou tem prazo médio muito curto. E com taxas elevadas de juros maior será a tendência à sobrevalorização cambial.

O grande desafio é domar a inflação e seus efeitos sobre os pobres sem prejudicar demais o dinamismo da economia e os investimentos.

Publicado na Folha Online

Por  Paulo Nogueira Batista Jr

A INFLAÇÃO é o tema do momento. Ontem, a Folha publicou com destaque os resultados de pesquisa do Dieese que mostram o rápido aumento do custo da cesta básica em 16 capitais. Nos 12 meses até junho, o aumento da cesta variou de 27% em Porto Alegre a 52% em Natal.

As expectativas de inflação continuam subindo. Segundo o último levantamento semanal do BC, as estimativas de mercado situam a inflação medida pelo IPCA em 6,3% em 2008, quase batendo no teto da meta oficial. A inflação esperada para 2008 vem aumentando há 14 semanas consecutivas. O que deve ser feito? Como se sabe, a aceleração da inflação é um fenômeno mundial. Mas não podemos, é claro, contar com iniciativas de âmbito internacional. Haverá discursos, documentos, resoluções, mas de prático pouco se fará em benefício de países de renda média como o Brasil. Leia o resto do artigo »

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