O mito dos serviços
Postado em 11 dEurope/London julho dEurope/London 2008
Por: Luciana Sergeiro
O processo inflacionário que o País vive hoje, processo vindo de fora, perturbou o crescimento vivido
no Brasil até então, porém o País deve redobrar os esforços nas tarefas necessárias a garantir a desejada permanência do ciclo de progresso alcançado. E uma das tarefas que cabem ao Estado é, sem dúvida, pisar no acelerador das inversões em infra-estrutura, mantendo o estímulo a que o setor produtivo privado siga liderando a alta dos investimentos, como o faz a 17 trimestres consecutivos.
O PAC tem tudo para ser, já tardiamente, a porta desse retorno estatal às suas obrigações. Mas ele precisa ser tratado com a urgência que a letra “A” da sigla sugere. A redução dos empenhos para o programa, de R$ 2,2 bilhões em maio para R$ 1,2 bilhão em junho, pode ser simplesmente uma vicissitude burocrática, mas acende um sinal amarelo, para ficar no simbolismo cromático que a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, usa para acompanhar a evolução do seu “filho”. No Brasil, historicamente, a distância entre as intenções anunciadas e os fatos concretizados, quando se trata de obras públicas, é notória.
Publicado em: Valor Online (restrito a assinantes)
Por: Chico Santos
O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) chegou tarde! O governo federal foi eficiente em elevar a taxa de crescimento da economia brasileira para além da casa dos 3% que os economistas ortodoxos diziam até há pouco ser o Produto Interno Bruto (PIB) potencial do país. Após os 3,75% de 2006, a taxa saltou para 5,42% no ano passado e para este ano as expectativas não indicam nada abaixo de 4,5%, salvo chuvas e terremotos.
Graças a expressivos saldos comerciais, o balanço de pagamentos chegou a ficar superavitário, até que, sob efeito da enxurrada de dólares, o real valorizou-se de tal modo que provocou o retorno, ainda brando, à trilha histórica do déficit. As metas fiscais foram sistematicamente alcançadas, ainda que mais por esforço de arrecadação do que de parcimônia, o risco Brasil despencou, a inflação foi domada e a taxa de juros básica (Selic) pode, finalmente, ser reduzida até 11,25% em setembro de 2007.
O crédito disparou, o desemprego caiu e o consumo doméstico em alta vem embalando os sonhos de melhores dias de um grande número de brasileiros. Tudo isso entrou em xeque quando a turbulência vinda de fora perturbou o sono do dragão inflacionário. A curva dos juros inverteu-se e uma nuvenzinha mais escura surgiu lá longe, no perder de vista de um mar de almirante.
Não é hora de colocar tapumes para proteger o barco abrigado entre as rochas e esperar pela tempestade, como fez o apaixonado Gilliat, de Victor Hugo, em “Os Trabalhadores do Mar”. Mas é hora de arregaçar as mangas e redobrar os esforços nas tarefas necessárias a garantir a desejada permanência do ciclo de progresso alcançado. E uma das tarefas que cabem ao Estado é, sem dúvida, pisar no acelerador das inversões em infra-estrutura, mantendo o estímulo a que o setor produtivo privado siga liderando a alta dos investimentos, como o faz a 17 trimestres consecutivos. Leia o resto do artigo »
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Os investimentos estrangeiros em atividades agrícolas, de extração mineral e petróleo estão crescendo em um ritmo maior que nos ramos da indústria e serviços, segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Até o ano 2000, o setor primário da economia brasileira participava com pouco mais de 2% desse total de recursos. Em 2007, esse índice chegou a 14%, totalizando investimentos na ordem de US$ 12 milhões (um crescimento da ordem de 500%).
Por José Augusto Valente*
Segundo Delfim, a instituição da reeleição nos municípios ajuda no processo de corrupção, pois oito anos ininterruptos são em geral suficientes para organizar e estratificar um mecanismo de corrupção local.