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Blog do Desemprego Zero

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Um novo mundo nos trópicos?

Postado em 22 dEurope/London julho dEurope/London 2008

Por Katia Alves

O economista João Paulo dos Reis Velloso, é um personagem singular na cena política brasileira. Ministro do Planejamento de 1969 a 1979. Extremamente sensível ao papel da ciência e da tecnologia nesse âmbito, tanto que criou o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), ajudou a fazer da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) uma agência competente com um fundo respeitável para gerir, o FNDCT (Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e ainda trabalhou para transformar o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) em fundação.

João Paulo dos Reis Velloso diz que usamos demais a política monetária, quer dizer, elevação de taxa de juros, nós somos o país com maior taxa de juros do mundo, e não estamos usando a política fiscal, contenção de gastos, falando claramente. Quer dizer, nós estamos sob o signo da incerteza mundialmente. Porque há três crises, simultaneamente. As crises são: a crise financeira dos Estados Unidos, a crise dos alimentos e a crise do petróleo. Principalmente nas duas últimas, o Brasil é a solução, não é o problema.

Publicado Pesquisa FAPESP

Por Mariluce Moura

O economista João Paulo dos Reis Velloso, 77 anos feitos neste 12 de julho, é uma personagem singular na cena política brasileira. Ministro do Planejamento de 1969 a 1979, portanto, em dois governos do período da ditadura militar, os dos generais Médici e Geisel, dificilmente alguém o relaciona com o clima de medo, supressão de liberdades políticas e civis, tortura e mortes que assinalou os duros anos inaugurados em 1964. Pensa-se em Reis Velloso antes como o planejador competente da infra-estrutura institucional voltada para o desenvolvimento do país nos anos 1960 e 1970, extremamente sensível ao papel da ciência e da tecnologia nesse âmbito, tanto que criou o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), ajudou a fazer da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) uma agência competente com um fundo respeitável para gerir, o FNDCT (Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e ainda trabalhou para transformar o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) em fundação. Ou pensa-se nele como o coordenador do I e o II PND (Plano Nacional de Desenvolvimento) que paralelamente percebeu, em dado momento, que a universidade brasileira e a pesquisa acadêmica ganhariam muito se os professores trabalhassem em regime de tempo integral e, melhor ainda, com dedicação exclusiva. O ex-ministro é também identificado como alguém que contribuiu decisivamente para que se organizasse a pós-graduação no país em bases eficazes, o que, 30 anos depois, repercutiu de forma visível na expansão e na qualidade da pesquisa nacional.

Quem convive mais de perto com Reis Velloso, casado desde 1975 com Isabel Barrozo do Amaral, cinco filhos no conjunto (um deles já falecido), sabe também de sua ligação especial com o cinema brasileiro, de seu gosto pela literatura, pelas artes plásticas, e de sua relação com a cultura de forma mais geral. E percebe com que delicadeza ele traz à cena suas lembranças do Piauí e de Parnaíba, a cidade em que nasceu.

Depois que saiu do governo em 1979 Reis Velloso fez uma breve incursão pela iniciativa privada, mas se reencontrou na tarefa de pensar o Brasil, apresentar idéias e projetos para o país no Fórum Nacional que inventou em 1988 e que, a essa altura, já acumula 80 livros onde ambos estão muito bem documentados. O XX Fórum, ocorrido entre 26 e 30 de maio último, com o tema “Um novo mundo nos trópicos (sob o signo da incerteza)”, forneceu a ocasião perfeita para a conclusão dessa entrevista que, na verdade, começara em fins de 2005 (para uma tese de doutorado). A conversa, apesar da interrupção de dois anos e meio, continuou fluente.

A impressão que ficou desse XX Fórum Nacional foi de que estamos diante da possibilidade real de um momento de virada no Brasil. Qual o seu balanço das idéias que passaram pelo fórum?

- Eu acho que o Brasil realmente está diante de uma grande oportunidade, como há muito tempo não tínhamos. É claro que há alguns problemas na área chamada macroeconômica, com a inflação querendo voltar e uma nuvem escura no horizonte relativamente à questão de vulnerabilidade externa que não havia, mas como somos criativos, inventamos um câmbio flutuante que flutua para baixo e ainda ontem o dólar deu menos de R$ 1,6. Sugiro que você viaje já ou pelo menos compre todas as passagens. Isso se deve em grande medida ao fato de que estamos usando demais a política monetária, quer dizer, elevação de taxa de juros, nós somos o país com maior taxa de juros do mundo, e não estamos usando a política fiscal, contenção de gastos, falando claramente. Quer dizer, nós estamos sob o signo da incerteza mundialmente. Porque há três crises, simultaneamente. Leia o resto do artigo »

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Boletim Semanal do Blog Desemprego Zero

Postado em 22 dEurope/London julho dEurope/London 2008

N.17, ano 1 – 16/07/2008 a 22/07/2008

Destaques da Semana no Blog

1. Economia

IPEA – Contas externas e imprensa

O fim do neoliberalismo?

Taxa de juros é inócua no combate aos principais vilões

2. Política

STF e o caso Daniel Dantas: a democracia jogada no lixo

Exemplar Sr. Dantas

3. Desenvolvimento

O investimento privado em P&D pela indústria de transformação no Brasil

O Estado do Rio atrai investimento recorde

4. Internacional

Crescimento espetacular

Para Pinheiro Guimarães a AL precisa de um Plano Marshall

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Lula tem na mão a maior batata quente desde o início do Governo

Postado em 22 dEurope/London julho dEurope/London 2008

RIVE GAUCHE

Léo Nunes – Paris - O presidente Lula já pensou em antecipar a saída de Henrique Meirelles do Banco Central. É o que conta o jornalista Kennedy Alencar na sua coluna na Folha on line, reproduzida abaixo. O que o jornalista não sabe é que agora, por razões bem mais relevantes, o presidente do BC voltou a ficar na linha de corner, ele e todos os membros do Conselho Monetário Nacional. É que Meirelles é o principal responsável pela edição da Medida Provisória 435, destinada a legalizar as imensas perdas do Banco Central em swap reverso – R$ 14 bilhões em 2006 e 2007, R$ 4 bilhões neste ano, até maio, e R$ 2 bilhões somente em maio.

Essa Medida Provisória é uma verdadeira armadilha para Lula. Tudo indica que o presidente não tinha como saber que havia um dispositivo alheio ao objetivo da MP. Sua data é de quatro semanas atrás (26/06/08), no mesmo período em que uma outra Medida Provisória, a que trata da criação do Banco do Sul, foi assinada pelo Presidente, mas não remetida ao Congresso. Um alto funcionário do Governo, o senador Paulo Paim, alertou sobre essa Medida no sentido de que ele interviesse e a mandasse de volta ao Executivo para evitar um constrangimento maior para o presidente, já que nela se inclui um dispositivo (que nada tem a ver com o objetivo dela) que esconde na contabilidade do Banco Central e do Tesouro os prejuízos com o swap reverso.

É possível que as trapalhadas do Governo com a Medida Provisória 435 custe mais que a saída de Meirelles. Guido Mantega é co-responsável por ela, e pode vir a ser substituído pelo conselheiro privado de Lula, Delfim Netto; Paulo Bernardo é outro co-responsável, e pode ser substituído por Luiz Gonzaga Belluzzo, também ele conselheiro privado do Presidente. Para Meirelles, os substitutos mais indicados seriam os ex-diretores Carlos Thadeu de Freitas Gomes, Francisco Amadeo e Nakao. Não tem tanta confiança do mercado como o substituto que Meirelles quer fazer, Tombini, mas têm o maior respeito e a maior admiração da própria Casa. Além de serem respeitadíssimos como servidores públicos exemplares.

20/07/2008

Meirelles quase perdeu a presidência do BC

KENNEDY ALENCAR
colunista da Folha Online

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, quase deixou o cargo na virada de abril para maio. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu trocá-lo quando Meirelles o procurou para dizer que pensava em deixar o banco em 2009 a fim de disputar o governo de Goiás no ano seguinte. O presidente disse que seria melhor antecipar a mudança. O presidente do BC ficou surpreso, mas não teve como voltar atrás. E começou a dizer a pessoas próximas que deixaria o cargo. Leia o resto do artigo »

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‘Estou certo de que já estamos em recessão’

Postado em 22 dEurope/London julho dEurope/London 2008

Por Katia Alves

Em entrevista ao jornal O Globo, Paul Krugman, que virá ao Brasil dar palestras, afirma que a crise financeira pode se agravar, no entanto o contágio da crise será mais ameno, pois os EUA não são mais motor da economia mundial.

Em relação ao Brasil, Krugman declara que o país é uma das partes vigorosas do mundo, tem ido melhor do que o resto (do mundo). Não tem tido um desempenho espetacular, mas está com um crescimento razoável. O Brasil está no lado “ganhador” da alta das commodities. No que diz respeito ao programa brasileiro de etanol, ele afirmou que para os preços de alimentos, o etanol brasileiro é inocente. Não há um desvio na produção de alimentos nem de longe parecido com o etanol americano. E a cana-de-açúcar é uma fonte muito mais eficiente para etanol do que o milho (usado nos EUA). Então, em termos econômicos, o programa brasileiro tem muito mais sentido. Mas ressaltou a necessidade de se verificar sobre os impactos ambientais que poderia causar.

Sobre a alta do preço de petróleo, observa que o preço do petróleo tem subido basicamente por uma combinação de crescimento dos países emergentes com piores condições geológicas. Está mais difícil prospectar petróleo. E a China e outras economias emergentes estão consumindo muito mais petróleo. Então, temos uma combinação de demanda em expansão e oferta estagnada.

Por Luciana Rodrigues

Publicado originalmente no O Globo

A crise financeira americana pode se agravar?

PAUL KRUGMAN: Sim, pode piorar. Mas, agora, estou menos assustado do que estava no início deste ano. Tivemos uma crise que levou a um colapso completo da confiança no sistema. Agora, apesar de algumas falências (de bancos) e da crise na Fannie Mae e na Freddie Mac (grandes companhias hipotecárias dos EUA), os problemas estão ocorrendo numa parte da economia em que há mecanismos muito bem estabelecidos para lidar com isso. Pode haver uma corrida a bancos, mas os depósitos estão assegurados. As duas grandes financiadoras imobiliárias, Fannie e Freddie, são parcialmente patrocinadas pelo governo. Então, é ruim que a crise continue atingindo as instituições. Mas, de certa maneira, o quadro agora é mais controlável. Porém, a economia real continuará sofrendo, e estou certo de que já estamos numa recessão.

Uma recessão nos EUA afetará o mundo da mesma forma do que no passado?

KRUGMAN: O contágio será menos intenso. Os EUA não são mais o motor da economia mundial. Podemos ter uma recessão nos EUA sem termos uma recessão no resto do mundo. Mas é preciso levar em conta que a economia européia está tendo sérios problemas também. Há uma crise similar na Europa, com bolha imobiliária. Uma crise que afeta as duas principais economias do mundo é um grande choque. Apesar disso, eu ficaria surpreso se houvesse uma recessão global.

Os grandes emergentes, Brasil, Rússia, Índia e China, chamados de Brics, assumiram novo papel na economia global?

KRUGMAN: A categoria Brics é estúpida. São todos grandes, todos são economias em desenvolvimento. Além disso, não têm mais nada em comum. Índia e China podem em algum sentido serem agrupadas. Rússia é um grande exportador de petróleo. O Brasil é grande exportador de commodities e de manufaturados. A questão principal é que o centro de gravidade do mundo migrou dos EUA e da Europa. Ambos continuam sendo grandes economias, continuam sendo os principais jogadores em campo, mas grande parte da economia mundial não está mais nos centros industriais tradicionais. A maior parte do crescimento econômico está vindo dos países emergentes. Leia o resto do artigo »

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Brizola sem retoques

Postado em 22 dEurope/London julho dEurope/London 2008

Por Katia Alves

A carta Capital realizou uma entrevista com Francisco das Chagas Leite Filho, que foi assessor de Leonel Brizola a partir da década de 80, o jornalista cearense FC Leite Filho, como é conhecido, extraiu, dessa convivência e de inúmeras entrevistas que realizou inclusive no exterior, as histórias para a biografia El Caudillo. Onde aborda em detalhes o período em que Brizola foi eleito governador do Rio Grande do Sul, aos 37 anos, quando viveria sua fase heróica. E seus dois mandatos de governador do Rio de Janeiro, marcados pelo enfrentamento com a mídia, de modo geral, e com a Globo, em especial.

Publicado na Carta Capital

Por Luis Antônio Cintra

CartaCapital: Brizola nasceu no meio rural, mais tarde foi fazendeiro no Uruguai. Em que medida o mundo rural o influencia?

Francisco das Chagas Leite Filho: Não sou sociólogo nem antropólogo, por isso optei por fazer um perfil biográfico. É apenas um lado da biografia que está no livro. Mas é possível pegar o exemplo dos irmãos dele. Brizola foi o único cara que sobressaiu entre os irmãos. Era um cara muito inteligente, muito esperto na verdade, sempre muito ligado à mãe, dona Oniva, professora primária. Todos receberam a mesma educação. Dos cinco irmãos, alguns meios-irmãos do segundo casamento de dona Oniva, um é motorista de caminhão, outro, pequeno produtor rural, e outro, advogado. A irmã mais velha, Francisca, a Quica Brizola, também teve importância na família. Essa história da influência do meio é muito relativa. Não concordo com aqueles que apresentavam Brizola como uma figura ressentida por ter vindo do meio rural, onde seu pai foi assassinado. (O pai foi morto pela brigada militar gaúcha, em 1923, quando Brizola tinha menos de 2 anos, após a assinatura de um acordo de paz firmado entre os maragatos, grupo de José Brizola, e os chimangos, governistas. José participava de um regimento guerrilheiro cujo comandante se chamava Leonel, de onde o menino batizado Itagiba tiraria o nome com o qual ficou famoso.)

Quando olhamos para a figura do Brizola, vemos que não existe nada disso, ao contrário. Quando perdia uma eleição, nunca apelava para golpes ou ameaças. A linguagem do Brizola, esta, sim, era uma linguagem toda campesina, com aquelas parábolas que ele criava.

CC: Na fase inicial, ainda nos anos 40, Brizola entra para a política na esteira do getulismo. Qual a importância da relação dele com Getúlio Vargas?

FCLF: No começo, Brizola forma a chamada ala moça do PTB. Como era um cara muito atirado, vê-se ainda muito jovem deputado estadual. Mas cogitou de uma composição orgânica. Para compor a ala moça, pega alguns líderes operários, líderes estudantis, do comércio… era muito jovem e muito esperto, tinha vivido na pobreza e visto muita coisa. Leia o resto do artigo »

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Brasil superpotência ??

Postado em 21 dEurope/London julho dEurope/London 2008

Heldo Siqueira *

Recentemente o Financial Times disse que o Brasil está à beira de se tornar uma superpotência, clique aqui para ler.

Essa conclusão pode parecer estranha para alguns. Entretanto, sob o novo quadro internacional, faz muito sentido.

A dicotomia liberal, sob a qual quanto mais livre forem os movimentos de capitais, menos alternativas políticas um país têm para o desenvolvimento, parece ter dado espaço a um pouco de bom senso. Surfando na onda internacional, parece que o capitalismo brasileiro vai se libertando de algumas amarras do modelo de acumulação internacional. As vantagens comparativas brasileiras parecem estar deixando de ser heranças divinas e passando, gradativamente, a ser frutos de políticas industriais de desenvolvimento focadas para nossas alternativas. Leia o resto do artigo »

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Resumo Diário – 21/07/2008

Postado em 21 dEurope/London julho dEurope/London 2008

MANCHETES dos principais veículos de notícias do Brasil e do mundo

*Por Katia Alves e Luciana Sergeiro

Economia

O Tesouro Nacional entregou ao Banco Central (BC), no fim de junho, cerca de R$ 10 bilhões em títulos federais além do necessário para rolar integralmente sua dívida mobiliária. Foi a primeira vez que isso ocorreu desde que a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) proibiu o BC de emitir seus próprios títulos para fazer política monetária, obrigando-o a trabalhar apenas com papéis emitidos pelo Tesouro.

Valor Econômico: BC tem mais flexibilidade para regular a liquidez

Por conta do alto ritmo da inflação dos alimentos, o governo federal estima que deixará de distribuir neste ano cerca de 500 mil cestas básicas às famílias consideradas em “situação de insegurança alimentar”. Sem-terra, quilombolas, indígenas e atingidos por barragens, entre outros, integram esse rol de beneficiários. A maioria deles está em acampamentos, debaixo de barracos de lona e, sem endereço fixo, fora do Bolsa Família, principal programa de transferência de renda do governo federal.

Folha de S. Paulo: Governo estima corte neste ano de 500 mil cestas básicas

Distante apenas 160 km de Brasília, uma obra que já consumiu R$ 35,8 milhões dos cofres públicos apodrece a céu aberto. Iniciado há 10 anos, o projeto de irrigação de Três Barras, em Cristalina, atenderia 182 famílias de pequenos produtores. Mal planejado, mostrou-se superdimensionado e economicamente inviável. Jamais funcionou. Agora, o governo federal e o governo de Goiás querem investir mais R$ 20 milhões para concluir o projeto. Os próprios agricultores dizem que esse dinheiro também seria jogado fora. Auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) constata: a obra é resultado de uma “aberração administrativa” e a tendência é que nunca venha a funcionar.

Correio Braziliense: Aberração administrativa

As apostas para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), agendada para amanhã e quarta-feira, se dividem em dois grupos: os que acreditam que o colegiado manterá o tom conservador e a política gradualista, elevando a taxa básica de juros (Selic) em 0,5 ponto percentual para 12,75% ao ano e os que projetam um aperto monetário ainda maior, de 0,75 ponto percentual para 13% ao ano. A maioria dos consultados pela Gazeta Mercantil – 11 de um total de 15 – acredita que o Copom manterá o ritmo de ajuste moderado na Selic, elevando a taxa em 0,5 ponto percentual.

Gazeta Mercantil: Primeiro Plano – Copom define juro básico

Política

Polícia Federal e Ministério Público avaliam que a análise dos documentos apreendidos em casas e escritórios do banqueiro Daniel Dantas, do investidor Naji Nahas, do ex-prefeito Celso Pitta e de mais 21 investigados na Operação Satiagraha deverá consumir quatro meses de trabalho. A polícia irá periciar o que estima ser uma tonelada de papéis e equipamentos apreendidos.

A PF irá periciar o que estima ser uma tonelada de papéis e equipamentos -resultado das 56 ordens de busca e apreensão cumpridas por cerca de 300 agentes no último dia 8, quando a operação foi deflagrada

Folha de S. Paulo:Perícia da PF no caso Dantas pode durar até quatro meses

A menção aos nomes de alguns dos nomes de peso do PT nas investigações da Operação Satiagraha, da Polícia Federal (PF), deverá ser tema de discussão da Executiva Nacional do PT, na primeira semana de agosto.

No total, cinco petistas tiveram os nomes citados nos relatórios da PF sobre as investigações – do ministro da Justiça, Tarso Genro, ao chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Gilberto Carvalho, o secretário-geral do PT, José Eduardo Cardozo, e dois ex-deputados federais Luiz Eduardo Greenhalgh (SP) e Sigmaringa Seixas (DF).

JB Online: Executiva se reúne para analisar Greenhalgh, Sigmaringa e outros nomes de peso do partido

O conjunto nacional das alianças partidárias das principais siglas nas capitais do País mostra alinhamento ideológico e projeta composições para 2010, apesar da preponderância das realidades locais. Ao contrário de 2004, as alianças do PT com partidos de esquerda cresceram em 2008. Separadamente ou em bloco, PCdoB, PSB e PDT tem 40 alianças com o PT nas capitais. Eram 29 em 2004. Naquele ano, o PCdoB estava alinhado ao PT em 19 capitais. O PSB, em oito e o PDT, em duas. Agora as alianças PT/PSB saltam para 14 e aquelas com o PDT para 11, ficando ainda do PCdoB hoje ao lado dos petistas em 15 capitais.

Valor Econômico: Alianças têm realinhamento ideológico

Internacional

O chanceler Celso Amorim lamentou ontem um possível mal-estar que possa ter causado ao citar um ministro nazista no sábado, quando afirmou que os países ricos usam a desinformação para não fazerem a sua parte nas negociações comerciais da Rodada Doha. Mas se manteve na ofensiva e, indagado, concordou que a reação irritada dos Estados Unidos é uma tática de negociação.

Ao saber da referência a um nazista feita por Amorim, a delegação americana reagiu com irritação. O porta-voz da representante do Comércio dos Estados Unidos, Susan Schwab, que é filha de sobreviventes do Holocausto, classificou a citação de “incrivelmente errada” e “insultante”.

Folha de S. Paulo: Para país, reação dos EUA a citação de nazista é tática

As tarifas de importação de automóveis, calçados e têxteis no Brasil podem cair de 35% para 23,6% no cenário de liberalização mais ambiciosa na negociação industrial da Rodada Doha esta semana, de acordo com cálculos de negociadores. No entanto, os países industrializados consideram o percentual insuficiente, enquanto a Argentina acha que é alto demais e que o Mercosul não tem como aceitar esse tipo de concessão.

Mais uma vez a Argentina e a Venezuela deixaram claro a resistência a se mover na área industrial, enquanto o Brasil, África do Sul e outros emergentes mostram-se mais moderados na tentativa de acordo em Doha. A posição da Argentina e da Venezuela não prevaleceu ontem quando o chamado grupo Nama-11, de 11 países em desenvolvimento, procurou delinear a estratégia para a negociação que começa hoje. Os dois ficaram isolados, segundo negociadores.

Valor Econômico: Argentina e Venezuela resistem a concessões

Mais de 2 milhões de colombianos, usando camisetas brancas e carregando bandeiras da Colômbia, saíram ontem às ruas de várias cidades pedindo o fim dos seqüestros e a libertação de todos os reféns em poder da guerrilha e de outros grupos ilegais. Só as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) têm mais de 700 reféns.

O Estado de S. Paulo: Milhões pedem paz na Colômbia

Desenvolvimento

O Estado do Rio de Janeiro deve virar um canteiro de obras nos próximos dois anos. São esperados investimentos públicos e privados que variam de R$ 107 bilhões, segundo levantamentos da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), a R$ 122 bilhões, de acordo com a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços. Lideram os investimentos os setores de petróleo e gás, siderurgia, petroquímica e logística.

Na lista de empreendimentos previstos, a Petrobras aparece como principal investidor, seguida por grupos como o ThyssenKrupp, Votorantim Metais, MMX e Vale, entre outros. A violência, no entanto, tornou a capital fluminense uma área de conflagração e fez com que prestadores de serviços abandonassem a cidade.

JB Online: Rio de Janeiro receberá mais de R$ 100 bi em investimento

O medo de que a lei de saneamento travasse os investimentos no setor devido à falta de prazos de transição para os contratos que estavam vencendo não se confirmou. Apenas a Caixa Econômica Federal acertou o financiamento de R$ 2,4 bilhões de janeiro a junho deste ano, valor que já representa 74% do total liberado em 2007. A saída encontrada pelo Ministério das Cidades para dar tempo de adaptação aos municípios nessa situação – somente em São Paulo e no Rio Grande do Sul são cerca de 60 – tem garantido a liberação de financiamentos, mas ainda é alvo de controvérsias.

Valor Econômico: Setor de saneamento ignora dúvidas na legislação e acelera investimentos

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Felicidade, dos banqueiros e a nossa

Postado em 21 dEurope/London julho dEurope/London 2008

Por Katia Alves

Delfim retrata abaixo que por causa de mudanças na política econômica, ao colocar o Estado e o setor privado nacional no centro do desenvolvimento do País, através do PAC, o presidente resolveu entregar a direção do IPEA ao Márcio Pochmann. E, no entanto, os monetaristas de plantão e seus porta-vozes instalados na mídia não tardaram a chiar contra a mudança e a reforçar, agora, o coro histérico contra Pochmann e sua equipe.

Delfim Netto ressalta o comportamento do colunista Elio Gaspari, da Folha de S. Paulo, que chegou a acusar a nova direção do órgão a praticar a “grosseria” de um “comissariado bolchevique”. Gaspari insurgiu-se contra a correta e oportuna decisão tomada pelo IPEA de suspender a divulgação de projeções macroeconômicas.  Em quase meia página de jornal, o colunista faz questão de não esconder sua preferência por Pedro Malan e Edmar Bacha, entre outros responsáveis pela desastrosa política econômica adotada nos anos FHC, quando o País, literalmente, andou para trás em matéria de crescimento econômico e de distribuição de renda.

O autor também observa que muitos países puderam se desenvolver graças a uma política de juros baixos e fortes investimentos, e sem a radicalidade dos superávits primários que aqui no Brasil ainda verificamos e o uso da ameaça inflacionária como instrumento de terror e de chantagem para manter as medidas vigentes. E que o sistema de “metas de inflação” é apenas uma excrescência artificial inventada para extrair juros dos países periféricos.

Por Antonio  Neto

Publicado no DCI

O sistema de “metas de inflação” é apenas uma excrescência artificial inventada para extrair juros dos países periféricos

Historicamente, o Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (IPEA) foi um instrumento de aconselhamento econômico estritamente alinhado às políticas econômicas hegemônicas vigentes. Foi assim durante a ditadura e persistiu  dessa forma nos anos neoliberais, especialmente nos dois governos da administração FHC.

O presidente Lula conviveu com essa situação em seu primeiro mandato, quando prevaleceram algumas dessas políticas baseadas no tripé meta de inflação, juro alto e superávit primário.

Mas, em razão de uma importante mudança nos rumos da política econômica, ao colocar o Estado e o setor privado nacional no centro do desenvolvimento do País, através do PAC, o presidente resolveu entregar a direção do IPEA, na segunda fase de seu governo, a economistas liderados pelo competente professor Márcio Pochmann, da Unicamp, cuja linha de pensamento está totalmente dissociada do conservadorismo monetário reinante no Banco Central.

Os monetaristas de plantão e seus porta-vozes instalados na mídia não tardaram a chiar contra a mudança e a reforçar, agora, o coro histérico contra Pochmann e sua equipe, que resolveram, acertadamente, suspender a divulgação sistemática da Carta de Conjuntura daquele órgão, cuja linha editorial está muito mais alinhada à política do BC do que com o novo IPEA.

Quem mais estrebuchou foi o colunista Elio Gaspari, da Folha de S. Paulo, que chegou a acusar a nova direção do órgão a praticar a “grosseria” de um “comissariado bolchevique”. Um preconceito atroz contra os responsáveis por um dos fatos mais marcantes da história contemporânea, que foi a Revolução Russa de 1917, para ele, certamente, muito mais grave que a política antes praticada pelos tsares. Leia o resto do artigo »

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