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Blog do Desemprego Zero

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Câmbio e Confúcio

Postado em 3 dEurope/London julho dEurope/London 2008

Por: Luciana Sergeiro

No artigo publicado na Folha de São Paulo, Delfim Netto responde a duas questões feitas por um leitor referente a um artigo anterior. A primeira questão é como a supervalorização cambial passageira pode levar a destruição de um setor competitivo, visto que a competitividade depende de dois fatores, da produtividade física e das condições macroeconômicas em que está imerso. Para manter a atualização tecnológica, os lucros têm que está sempre crescente, porém com o aumento das taxas de juros reais fica mais caro o investimento em tecnologia e diminui as exportações, mas permite à concorrência interna, essa concorrência interna produz dois efeitos, atrasa a capacidade de atualização tecnológica e aumenta o custo médio do produto arruinando sua capacidade de recuperação.

Quanto a segunda questão referente como a poupança pode preceder o investimento, Delfim diz que os investimentos realizados nas empresas são provenientes de recursos internos, ou seja, com a poupança acumulada depois que a produção é realizada. Essa poupança acumulada explica o virtuoso crescimento da China.

Publicado em: Folha Online

Por: Antonio Delfim Netto

Vamos hoje tentar responder a duas interessantes questões colocadas por um leitor, com referência a um artigo anterior: 1ª) como uma “super” valorização cambial passageira pode levar à destruição de um setor até então competitivo?; e 2ª) como a poupança pode preceder o investimento?

Com relação à primeira é preciso considerar que a “competitividade”  internacional de um setor depende de dois fatores: 1º) de sua produtividade física interna, que é associada ao seu nível tecnológico e à dimensão do seu mercado; e 2º) das condições macroeconômicas em que está imerso (política econômica e qualidade da infra-estrutura). A atualização tecnológica é muito rápida (talvez menos de três anos), o que significa que, quando os lucros decrescem (pela “super” valorização cambial) e o custo de capital de terceiros cresce (pelo aumento da taxa de juro real que sustenta a “super” valorização), torna-se mais difícil a sua concretização. Leia o resto do artigo »

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Mídia: a patética torcida pelo aumento da inflação

Postado em 2 dEurope/London julho dEurope/London 2008

Por Katia Alves

O autor no texto a seguir observa que a mídia vem dando grande destaque com a volta do fantasma da inflação. Entretanto, o noticiário internacional ressalta exatamente o contrário, que o Brasil é um dos que melhor tem enfrentado esta crise globalizada. E ressalta como o contraste é brutal quando se ler um jornal brasileiro (ele cita a Folha) com um jornal internacional (dá o exemplo do “New York Times”).

E que nesta segunda-feira também foram divulgados os novos índices da pesquisa Ibope/CNI, mostrando que a popularidade do governo Lula se mantém inalterada num patamar recorde, com 58% de aprovação, agências e jornais fizeram um contorcionismo danado para destacar aspectos negativos do levantamento, omitindo o principal.

Publicado originalmente no Último segundo

Por Ricardo Kotscho

Venho notando nos últimos dias um crescente frisson dos mancheteiros e nobres colunistas da nossa grande mídia com a volta do fantasma da inflação.

Desde abril, quando surgiram os primeiros sintomas de alta, a cada novo índice prevê-se o fim do mundo para amanhã mesmo, na próxima esquina.

É até engraçada esta torcida agora indisfarçada para que o pior aconteça e o governo se exploda, quando comparamos o noticiário nativo com o que se escreve lá fora sobre o Brasil. Regra geral, os mais respeitados e influentes meios de comunicação do mundo constatam que o nosso País é um dos que melhor tem enfrentado esta crise globalizada.

Quando fico muito desanimado, depois de ver os telejornais da noite e dar uma olhada nos principais jornais no café da manhã, termino sempre minha rotina informativa lendo a coluna “Toda Mídia”, publicada pelo Nelson de Sá, na “Folha”.

O contraste é brutal com o que se lê no noticiário das outras páginas do matutino paulista. Nesta terça-feira, por exemplo, Sá abre a sua coluna com o que escrevem sobre nós os dois principais jornais dos Estados Unidos: Leia o resto do artigo »

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Para Fiesp, BC erra no diagnóstico da inflação

Postado em 2 dEurope/London julho dEurope/London 2008

Por Katia Alves

A Fiesp considerou um erro o diagnóstico feito pelo Banco Central, pois o bacen afirmou que a oferta da indústria não estaria apta a atender o crescimento da demanda. Estudo da Fiesp apresentou dados mostrando que os investimentos industriais estão ocorrendo e se maturando em tempo hábil.

O trabalho da Fiesp mostra, porém, que, dos 20 itens que compõem o IPA, apenas quatro registram uma alta de preços acima da média da indústria. Segundo o empresário Paulo Francini, diretor do departamento de pesquisas e estudos econômicos da Fiesp, o objetivo do trabalho é o de mostrar que a indústria não é a principal causa da inflação, como o Banco Central e muitos analistas têm dito ultimamente. A indústria até, de acordo com o estudo, está ajudando no controle da inflação.

Publicado na  Folha

Por Guilherme Barros

Nos dois últimos relatórios de inflação, o Banco Central tem afirmado que a oferta da indústria não estaria apta a atender o crescimento da demanda. O relatório do dia 25 de junho foi ainda mais enfático ao dizer que “o maior risco, porém, advém dos preços industriais, pois, além de se localizarem mais próximos da etapa do consumo final e, por conseguinte, transmitirem-se mais rapidamente para os preços do consumidor, costumam mostrar maior persistência”.

A Fiesp considera um erro esse diagnóstico do Banco Central. Segundo estudo do departamento de pesquisas e estudos econômicos da entidade, os dados mostram que os investimentos industriais estão ocorrendo e se maturando em tempo hábil. Ao apontar suas baterias contra os preços industriais, o Banco Central usa como parâmetro a variação do IPA (Índice de Preços por Atacado), da Fundação Getulio Vargas. O IPA total registrou até maio uma elevação de 15,36% no acumulado dos últimos 12 meses. Já o IPA da indústria de transformação, de 9,08%.

O trabalho da Fiesp mostra, porém, que, dos 20 itens que compõem o IPA, apenas quatro registram uma alta de preços acima da média da indústria. São exatamente os setores mais atingidos diretamente pela alta de preços global. Leia o resto do artigo »

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Sistema de Produção do Açaí

Postado em 1 dEurope/London julho dEurope/London 2008

Publicado em: Embrapa Amazônia Oriental

Por: Jorge Alberto Gazel Yared

Chefe Geral da Embrapa Amazônia Oriental 

O Sistema de Produção do Açaí resulta de criterioso trabalho de revisão de publicações, de conhecimentos e de informações atuais obtidas junto aos atores da produção e do processamento de frutos, bem como sobre o alcance do mercado e comercialização do açaí. 

Neste árduo trabalho tiveram papel importante os representantes de órgãos da esfera governamental, como Banco da Amazônia S.A., Agência de Desenvolvimento da Amazônia, Secretaria Executiva de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente e Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará; de órgãos não-governamentais e da iniciativa privada, como Programa Pobreza e Meio Ambiente na Amazônia, Frutos da Amazônia Ltda., Muaná Alimentos, Pamar Indústria de Palmitos, Açaí Palamaz e Granja Hiura, que, juntamente com os pesquisadores da Embrapa Amazônia Oriental, em seminário realizado em 28 de junho de 2002, discutiram os pontos básicos da cadeia produtiva do açaizeiro e, assim, tomava forma este instrumento de consulta prática, agregando conhecimentos sobre o cultivo do açaizeiro, a comercialização e o processamento dos frutos. 

Os pesquisadores desta Unidade da Embrapa, recentemente organizaram e realizaram o WORKSHOP REGIONAL DO AÇAIZEIRO: Pesquisa, Produção e Comercialização. Este evento contou com a participação de 127 técnicos, representando 51 instituições e empresas públicas e privadas que, no período de 14 a 16 de junho de 2005, discutiram as questões mais relevantes da cadeia produtiva do açaizeiro e atualizaram os dados técnicos que vinham sendo trabalhados na organização deste livro. 

A Embrapa Amazônia Oriental tem a satisfação de disponibilizar à sociedade e, de modo especial, aos produtores e processadores de frutos, pesquisadores, professores, extensionistas e técnicos de instituições de crédito e desenvolvimento regional, esta publicação técnica que será de grande utilidade para impulsionar o desenvolvimento dessa importante cadeia produtiva regional.

Para ler o texto na íntegra clique aqui.

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Polêmicas da Semana: FHC, Candidatura de Suplicy, Ações sociais, Etanol, Papa Bento XVI, Mercosul

Postado em 1 dEurope/London julho dEurope/London 2008

Por Beatriz Diniz

Política

FHC

  • Durante a missa de sétimo dia da morte da ex-primeira dama Ruth Cardoso, FHC chora ao agradecer a população o carinho e apoio que têm dado Clique aqui para ler

Candidatura de Suplicy

  • Após oficialização da candidatura de Marta Suplicy para a prefeitura de São Paulo, o programa de governo erra dados e insere verbas do governo federal na promessa de dobrar as linhas de metrô da capital paulista Clique aqui para ler

Ações sociais

  • O período eleitoral não impedirá o governo federal de prosseguir com as ações destinadas a população de baixa renda, apesar de ser acusado pela oposição de eleitoreiras Clique aqui para ler

Economia

Etanol

  • Lula defende o Etanol em cúpula do Mercosul, porém afirma que se este causar fome ele abre mão do combustível Clique aqui para ler

Papa Bento XVI

  • Visita do Papa Bento XVI pode atrair um maior número de clientes para os bordéis de Sidney, na Austrália. Espera-se uma alta de até 200% de lucro Clique aqui para ler

Mercosul

  • Durante abertura da cúpula do Mercosul, a presença da Quarta Frota norte-americana foi condenada por Chávez, enquanto que Kirchner que adverte quanto a perda da oportunidade existente de integração e desenvolvimento da região Clique aqui para ler

Mais Destaques:

Resumo Diário – 30/06/2008

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Boletim Semanal – n. 14, ano 1 – 24/06/2008 a 01/07/2008

Postado em 1 dEurope/London julho dEurope/London 2008

Destaques da Semana no Blog

1. Economia

FED INTERROMPE CORTE NOS JUROS E MANDA RECADO AOS MERCADOS

AS JUSTIFICATIVAS IMPLAUSÍVEIS DO BC

2. Desenvolvimento

Cresce disputa por royalties após descoberta no pré-sal

Reflexões sobre aspectos estruturais do setor elétrico brasileiro

3. Política

Lula prepara a volta de Palocci

Ipea veta divulgação de projeções

4. Internacional

Cuba Registra vacina contra câncer Gr 250608 de pulmão

Dependência de capital brasileiro e de outros emergentes é risco para EUA Leia o resto do artigo »

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O Brasil não vai escapar da inflação

Postado em 1 dEurope/London julho dEurope/London 2008

Por: Luciana Sergeiro 

Em entrevista concedida a revista Isto É o economista Carlos Lessa faz um alerta ao governo, dizendo que este não está dando a devida importância à crise internacional de petróleo, ainda que o Brasil tenha reservas, a situação mundial pressionará os preços, especialmente das commodities, e o País não pode como ter única resposta o aumento das taxas de juros e a política cambial para controlar a inflação, Lessa diz que medidas como essas são consideradas como suicídio.

Mesmo o Brasil, tendo uma posição favorável devido às descobertas do pré-sal, o País não ficara livre da inflação mundial já que o petróleo é o formador dos custos de todos os alimentos de commodities do mundo. Lessa diz ainda que, a política do petróleo do País ligada ao futuro está apenas justificando as elevações dos juros feitas por Meirelles. Essa elevação dos juros gera a premiação do capital especulativo, e impede que o governo faça política de saúde, educação entre outras.

Favorável aos biocombustíveis apóia Lula na questão do biodiesel e do combustível renovável. O Brasil tem tudo para ser uma grande potência. “Nós temos muita energia hidrelétrica e podemos ampliar muito a oferta. E é a mais renovável de todas. Temos sol quase todo o ano, temos solo e temos água. Então, podemos produzir comida e energia renovável. Temos petróleo no pré-sal e temos urânio. Temos a sexta reserva de urânio do mundo e mais da metade do território nacional ainda não foi pesquisada. Mas não se discute energia neste País, discutem-se juros.”

Publicado em: ISTOÉ

Por: OCTÁVIO COSTA E RUDOLFO LAGO 

Brasil deixou de ser a República de Empreiteiras para ser o Império dos Banqueiros. Ex-presidente do BNDES critica estratégia do governo para enfrentar alta do petróleo, mas elogia biocombustível.

Entrevista com Carlos Lessa

Aos 72 anos, o economista Carlos Lessa desistiu de disputar a Prefeitura do Rio de Janeiro pelo PSB. Por um partido de estrutura ínfima no Estado, seria uma aventura sem maiores conseqüências. Mas a receita que Lessa teria para o Rio é a mesma que tem para o Brasil: é preciso que tanto a cidade como o País recuperem a auto-estima. “O presidente Lula é muito bom nas políticas sociais e tem instinto para o que quer o povo brasileiro, mas não tem nenhuma visão nacional; se ele tivesse, não se deslumbrava tanto com os aplausos que recebe no Exterior”, critica. Duro e irônico, Lessa cobra, inclusive, a atitude da mulher de Lula, Marisa Silva, que requereu cidadania italiana para ela e para os filhos: “Se o Lula soubesse o que é Estado nacional, teria dado uma bronca na mulher.” Crítico ferrenho da política econômica – motivo, inclusive, da sua saída da presidência do BNDES em novembro de 2004 -, Lessa alerta que o governo não está dando a devida importância à crise internacional de petróleo. Ainda que o Brasil tenha reservas, a situação mundial pressionará os preços, especialmente das commodities, e o País não pode ter como única resposta o aumento das taxas de juros e a política cambial, determinados pelo Banco Central. “Querer controlar a inflação com câmbio é suicídio nacional”, dispara. Lessa afirma que “é preciso acabar com a ‘paulistocentria’ na política brasileira”. Sua chapa ideal seria formada pelo governador tucano Aécio Neves e o deputado Ciro Gomes, do PSB. Na segunda-feira 23, Lessa deu a seguinte entrevista à ISTOÉ:

ISTOÉ – A crise do petróleo que abala a economia mundial veio para ficar?

Carlos Lessa – Veio para ficar, por uma razão muito simples: há 25 anos, as reservas conhecidas e estimadas de petróleo vêm crescendo menos do que o consumo. Grande parte do crescimento das reservas se dá por reavaliação dos campos já conhecidos. Não há descobertas relevantes de novos grandes campos.

ISTOÉ – A escassez tende a se agravar?

Lessa – Sem dúvida. E a escassez empurraria inexoravelmente o preço do petróleo para cima. Eu não entendo por que o governo brasileiro não assume isso como um dado estratégico. Isso modifica todo o futuro. Talvez seja o dado mais importante à meditação do planejamento do País.

ISTOÉ – O governo alega que, graças às reservas de pré-sal, o Brasil está em situação mais confortável.

Lessa – Não é esse o problema. Em primeiro lugar, é inexorável uma inflação mundial. E o Brasil não vai escapar a ela. Por quê? O petróleo é o formador de custos de todos os alimentos e de todas as commodities no mundo. Tudo que é produzido tem um componente pesado de transportes, principalmente as commodities e as matérias- primas. Então, todos os preços mundiais não vão parar de subir.

ISTOÉ - Nesse quadro, não importa se você é auto-suficiente ou não?

Lessa – Só se você tiver uma política em relação ao seu próprio petróleo, diferenciando o preço para dentro do preço para fora. Aliás, é o que eu recomendaria ao Brasil. Não se trata de subsidiar. Deveria se vender pelo preço internacional para o mundo, mas, internamente, o combustível seria vendido com certa margem de ganho, porém pequena. Em vez de a crise inspirar uma política de petróleo para o País, ligada ao futuro, está inspirando outra coisa. Leia o resto do artigo »

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“Crise mundial dos alimentos representa uma grande oportunidade para o Brasil”

Postado em 30 dEurope/London junho dEurope/London 2008

Por Katia Alves

Segundo Cassel a crise, ao mesmo tempo que apresenta problemas sérios, representa uma oportunidade rara para o Brasil. “O Brasil é hoje um dos grandes exportadores de alimentos do mundo e é o país que pode ampliar ainda mais a sua produção, seja por um pequeno aumento de área e, especialmente, por um aumento de produtividade”

O debate sobre a necessidade de um novo padrão de desenvolvimento rural ocorre em um contexto de crise mundial do preço dos alimentos. Para o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, essa crise representa uma rara oportunidade para o país. A agricultura familiar e os assentamentos de reforma agrária podem ajudar o Brasil a dar um salto na produção de alimentos com qualidade, garantindo soberania e segurança alimentar à população.

Por Marco Aurélio Weissheimer

Publicado originalmente na Carta Maior

A atual crise mundial do preço dos alimentos recoloca de uma maneira muito clara o papel da agricultura familiar e dos assentamentos de reforma agrária para garantir soberania e segurança alimentar para a população. A avaliação é do ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, que, em entrevista à Carta Maior, trata dos objetivos e da importância da 1ª Conferência Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário.

Para Cassel, essa crise, ao mesmo tempo que apresenta problemas sérios, representa uma oportunidade rara para o Brasil. “O Brasil é hoje um dos grandes exportadores de alimentos do mundo e é o país que pode ampliar ainda mais a sua produção, seja por um pequeno aumento de área e, especialmente, por um aumento de produtividade”, defende. Na avaliação do ministro, o setor patronal da agricultura brasileira já se encontra numa fronteira de produtividade e é muito difícil ampliá-la. “Quem pode auxiliar o Brasil neste momento, combater a inflação e produzir mais alimentos de qualidade são os agricultores familiares e os assentados de reforma agrária”. Na entrevista, Cassel também fala das políticas de segunda geração do governo Lula para aumentar a produção de alimentos no país e aborda a polêmica em torno dos biocombustíveis.

Carta Maior: Quais os objetivos e a importância desta Iª Conferência Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário?

Guilherme Cassel: Em primeiro lugar, é importante destacar que a conferência acontece em um momento histórico muito singular. A humanidade vive hoje uma crise do preço dos alimentos como nunca se viu antes. Isso recoloca de uma maneira mais clara o papel da agricultura familiar e dos assentamentos de reforma agrária para garantir aos nossos povos soberania e segurança alimentar. Quem produz alimentos neste país são os agricultores familiares e os assentados da reforma agrária. São eles que produzem o arroz, o feijão, o leite, as aves, aquilo que a gente consome no dia-a-dia. Portanto, essa crise, que é uma crise mundial, coloca para o nosso país a necessidade de ter uma política de segurança alimentar e também de exportação de alimentos.

CM: Na sua avaliação, considerando esse contexto de crise mundial, qual é a situação da agricultura brasileira hoje?

GC: Se é verdade que essa é uma crise mundial, que pressiona a inflação, que recolocou o tema dos preços dos produtos agrícolas em um outro patamar, se é verdade que ela coloca dificuldades para todos os países, inclusive o Brasil, na medida que vamos enfrentar daqui para frente problemas de oscilação de preços e pressões inflacionárias, também é verdade que é uma oportunidade rara para o país. Leia o resto do artigo »

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