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Blog do Desemprego Zero

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Resumo Diário – 07/07/2008

Postado em 7 dEurope/London julho dEurope/London 2008

MANCHETES dos principais veículos de notícias do Brasil e do mundo

*Por Kátia AlvesLuciana Sergeiro 

Política

Líder na pesquisa Datafolha para a Prefeitura do Rio com 26%, mas também alvo da maior rejeição, 29%, o candidato Marcelo Crivella (PRB) repetiu ontem gesto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na campanha de 2002: lançou uma “Carta ao Povo do Rio de Janeiro”, assumidamente inspirada na “Carta ao Povo Brasileiro” de seis anos atrás.

Folha Online: Como Lula, Crivella faz carta anti-rejeição

Um projeto de lei com a finalidade de incentivar a utilização de energia solar poderá ser votado pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS), em reunião marcada para esta quarta-feira. A proposta, de autoria do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), altera o Estatuto da Cidade (Lei 10.257/01) para prever a instituição, pelos municípios, de normas para que edificações de uso coletivo contenham sistemas de aquecimento de água com essa modalidade de energia.

JB Online: Senado pode aprovar projeto solar

Economia

O IPC-C1 (O Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1), calculado com base nas despesas de consumo das famílias com renda entre 1 e 2,5 salários mínimos mensais, teve ligeira desaceleração e subiu 1,29% em junho (contra 1,38% em maio), segundo dados divulgados nesta segunda-feira pela FGV (Fundação Getulio Vargas). No primeiro semestre, o índice acumulou alta de 5,97% e nos 12 meses até junho, a alta foi de 9,11% –maior registrada pela série histórica do índice.

Folha Online:  Inflação da população de baixa renda tem alta de 1,29% em junho, diz FGV 

O dólar operou bem próximo da estabilidade durante boa parte da manhã, acompanhando os movimentos do mercado externo e da Bovespa. Mas no fim do período a moeda estrangeira recuou 0,50%, para R$ 1,60 na venda. A valorização da bolsas européias e nova-iorquinas e o recuo do nos preços do petróleo dão suporte a nossa moeda. Lá fora, o barril do “ouro negro” voltou a beirar US$ 141 depois de ter batido US$ 146 na semana passada. 

JB Online:  Melhora externa impulsiona real

A alta dos preços dos alimentos ameaça reverter todos os avanços globais com desenvolvimento e levar 100 milhões de pessoas em todo o mundo para baixo da linha de pobreza, advertiram nesta segunda-feira o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, e o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick. 

O Estadão: Crise pode deixar 100 mi na miséria, alertam ONU e Bird 

Internacional 

O Exército israelense fechou nesta segunda-feira os escritórios de quatro ONGs palestinas na cidade de Nablus, na Cisjordânia, por entender que elas pertencem à infra-estrutura do movimento extremista islâmico Hamas, informaram fontes humanitárias e de segurança palestinas. 

Folha Online: Israel fecha ONGs supostamente ligadas ao Hamas na Cisjordânia

A ex-candidata à Presidência da Colômbia, Ingrid Betancourt, e o também ex-refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Luis Eladio Pérez, tentaram chegar ao Brasil a nado durante uma das tenattivas de fuga do cativeiro na selva colombiana. A afirmação foi feita pelo ex-congressista, libertado no início deste ano, em reportagem da CNN. Ele ainda afirmou que a ex-senadora escapou de diversas tentativa de estupro nos seis anos em que foi detida pelos rebeldes.

O Estadão: Ingrid tentou fugir para o Brasil a nado, diz ex-refém

O presidente boliviano, Evo Morales, diz que vai voltar a plantar coca caso perca no referendo que decidirá sobre seu mandato, marcado para o dia 10 de agosto. Ele enfrenta uma disputa com governadores de oposição.

Reuters: Morales voltará a plantar coca se perder cargo em referendo

Desenvolvimento

O grupo norueguês de serviços petrolíferos Scorpion Offshore encomendou uma nova plataforma junto a Keppel FELS, em Cingapura, por cerca de 700 milhões de dólares e fez acordo para alugar a estrutura por seis anos para a Petrobras por 1,1 bilhão de dólares, informou a Scorpion no fim de semana.

Reuters: Scorpion Offshore encomenda plataforma e aluga para Petrobras

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A cultura do consumo

Postado em 7 dEurope/London julho dEurope/London 2008

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A ciência do “faz de conta” e a urna

Postado em 7 dEurope/London julho dEurope/London 2008

Por: Luciana Sergeiro 

Para Delfim Netto ainda não há como transformar a Economia Política numa exuberante Ciencia Economica, já que não se pode combinar o conhecimento empírico com o pragmatismo. A urna revela a livre escolha dos cidadãos soberanos no mercado “político”, da mesma forma que os preços revelam a escolha (condicionada por sua renda) dos consumidores soberanos no mercado de bens e serviços. No mercado “político” o condicionante é que há uma inevitável troca física entre a possibilidade de maior consumo “hoje” e, logo, menor investimento “hoje” e, conseqüentemente, menor crescimento e menor consumo “amanhã”. 

Um exemplo de conselho que nos parece típico dos “fora de lugar” é a sempre renovada sugestão da economia do “faz de conta” de valorizar ainda mais o real elevando brutalmente a já maior taxa de juro real do mundo para controlar a taxa de inflação. A ciência do “faz de conta” nunca resistiu à tentação de valorizar o câmbio para reduzir a inflação, cada vez que nossos “termos de troca” melhoraram. E o Brasil nunca deixou de pagar caro por isso, como vai, lamentavelmente, fazê-lo de novo, em breve… 

Publicado em: Valor Online (restrito a assinantes do jornal)

Por: Delfim Netto 

Quando no futuro a Economia Política honrar a sua promessa de ser um instrumento útil para ajudar as pessoas a realizarem-se mais plenamente e dar aos governos meios eficientes para criar as condições em que elas possam fazê-lo, ela há de ser uma combinação de conhecimento empírico e pragmatismo. Infelizmente ainda não há como transformar a modesta Economia Política numa exuberante Ciência Econômica. 

As construções da “ciência” do “faz de conta”: “faz de conta que o mundo é assim”, “faz de conta que o comportamento é racional”, “faz de conta que existe uma função de produção macroeconômica”, “faz de conta que sabemos como medir o capital físico heterogêneo”, “faz de conta que todos os cidadãos são iguais ao agente representativo com vida infinita”, “faz de conta que não existe desemprego involuntário”, “et sic de ceteris”, são extremamente úteis para organizar nosso pensamento. É preciso, entretanto, cuidado ao dar o “salto” (freqüentemente ignorado) que transforma suas conclusões em marco de referência “científica” com o qual se julga a política econômica. Esta, obviamente, há de incorporar o conhecimento concreto da realidade econômica que é condicionada pela “cultura”, pela demografia, pela história e pela geografia da sociedade viva em que é praticada. 

Do ponto de vista da macroeconomia existem condições “universais”, as identidades da contabilidade nacional, cujas tentativas de violação (de fato, elas nunca serão violadas) produzem resultados indesejados. Mas aqui também é preciso cuidado: são identidades, não relações funcionais. Concretizam-se permanentemente pelo ajustamento dos preços básicos da economia: salário, taxa de câmbio e taxa de juros reais. Estes formam-se endogenamente e simultaneamente dentro do quadro institucional no qual se insere o sistema econômico. Para dar um exemplo: podemos encontrar sofisticada “desculpa racional” para a taxa de juro real do Brasil ser a maior do mundo, mas a “explicação pedestre” encontra-se na péssima qualidade da política monetária defensiva (que por hipótese seria passageira) utilizada e perpetuada desde o Plano Real.  Leia o resto do artigo »

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BC perde R$ 14 bi em operação

Postado em 7 dEurope/London julho dEurope/London 2008

Por Katia Alves

Uma operação de nome e natureza complexos, realizada pelo Banco Central, provocou prejuízo ao Tesouro Nacional, entre 2007 e maio deste ano, de mais de R$ 14 bilhões.

O assunto é tratado com cautela pela direção do banco. O presidente Henrique Meirelles, seus diretores e auxiliares temem a politização do assunto, que vem ganhando espaço no terreno livre da internet.

Rodrigo de Almeida Ubirajara Loureiro

Publicado originalmente no Jornal do Brasil

Uma operação de nome e natureza complexos, realizada pelo Banco Central, provocou prejuízo ao Tesouro Nacional, entre 2007 e maio deste ano, de mais de R$ 14 bilhões. O tamanho das perdas do BC é inversamente proporcional aos lucros obtidos pelo sistema bancário com o chamado swap reverso, operação no mercado de derivativos em que os investidores apostam nas variações do câmbio e dos juros. No mercado de derivativos, as transações são liquidadas no futuro. Os preços no futuro derivam dos preços no mercado à vista – daí vem o nome “derivativos”.

Repleto de tecnicalidades, o assunto é tratado com cautela pela direção do banco. O presidente Henrique Meirelles, seus diretores e auxiliares temem a politização do assunto, que vem ganhando espaço no terreno livre da internet. Sob a condição de terem os nomes preservados, dois técnicos do BC falaram ao JB. Eles exibiram um estudo sobre o tema, mostraram gráficos e tabelas e chegaram aos R$ 14 bilhões. Ressalvaram que não há uma ilegalidade sequer na operação. É jogo limpo, tipicamente de mercado especulativo. Apontam, porém, “erros e omissões” por parte da diretoria do BC.

O JB ouviu ainda mais dois economistas para compreender o difícil mundo dos swaps. É uma área para iniciados. O swap reverso é uma operação na qual o BC vende contratos futuros de juros e compra contratos futuros de câmbio. Esses contratos são negociados, por exemplo, na Bolsa Mercantil de Futuros (BM&F). O balanço é feito e pago diariamente, com referência ao desempenho futuro do Certificado de Depósito Interbancário (DI) – taxa que regula o custo de transações entre os bancos – e a variação cambial. A cada dia comparam-se DI e câmbio. Se o DI, ancorado na taxa Selic, é maior do que a desvalorização cambial, o BC precisa depositar a diferença na conta dos bancos. E vice-versa. É uma aplicação “virtual”. O dinheiro não entra na economia real. Leia o resto do artigo »

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Brasil exige explicação dos EUA sobre 4ª Frota

Postado em 7 dEurope/London julho dEurope/London 2008

Por: Luciana Sergeiro

Com o encerramento da 35ª Cúpula do Mercosul, o presidente Lula cobrou do governo Bush uma explicação convincente sobre a reativação da 4ª Frota de Intervenção dos Estados Unidos, que deve começar a patrulhar águas sul-americanas nos próximos dias. Lula salientou ainda que, por que a necessidade de uma 4ª frota quando se vive em uma região pacifica, onde a única guerra é contra a fome e a pobreza.

Hugo Chávez, também questionou o porquê dessa 4ª frota. Porém fontes ligadas ao governo norte-americano garantem que o objetivo dessa frota é o combate ao narcotráfico e realização de ajuda humanitária além de exercícios militares junto com aliados.

Chávez citou uma reportagem publicada no Clarín, que diz o seguinte: “a iniciativa do governo Bush é, na realidade, um recado belicista e intimidante aos governos progressistas que foram eleitos em países como Brasil, Venezuela, Argentina, Bolívia, Equador, Uruguai e Paraguai, entre outros.”

Publicado em: Vermelho Online

Por: Umberto Martins

O presidente Lula cobrou ontem do governo Bush, no encerramento da 35ª Cúpula do Mercosul, em San Miguel de Tucumán (Argentina), uma explicação convincente sobre a reativação da 4ª Frota de Intervenção dos Estados Unidos, que deve começar a patrulhar águas sul-americanas no próximo dia 12. O chanceler Celso Amorim aguarda uma resposta da secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, acerca da questão.

a..”Descobrimos petróleo a 300 quilômetros da nossa costa marítima. Qual é a lógica dessa 4ª frota se vivemos numa região pacífica? Nossa única guerra é contra a fome e a pobreza”, salientou o presidente brasileiro. Ameaça Lula somou sua voz à do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, o primeiro a levantar a questão durante a cúpula.

b.. “Qual é a razão para que nos enviem essa tropa?”, questionou o líder da revolução bolivariano. “Não vão admitir que seja pelos recursos naturais da região. Não tenho dúvidas de que é uma ameaça e precisamos que alguém nos explique o porquê”, acrescentou.

c.. Fontes ligadas ao governo norte-americano sustentam que o objetivo da reativação da armada é “pacífico” e até generoso: combater o narcotráfico e realizar ajuda humanitária, além de exercícios militares conjuntos com aliados.

Pretextos

Analistas com espírito crítico acreditam que as explicações oficiosas do império não são convincentes e traduzem pretextos parecidos com os que foram usados para justificar a guerra imperialista contra o Iraque em 2003. Para quem não se lembra, cabe recordar que à época o presidente Bush e seus prepostos juraram que o país árabe, então governado por Sadam Hussein, tinha produzido um grande arsenal de armas de produção de massas e financiava o terrorismo.

As duas mentiras foram desmascaradas pela história, mas convém rememorá-las ao investigar os reais motivos que estão por trás desta atitude imperialista, que causou desconforto no Mercosul e se revela francamente hostil aos povos e nações latino-americanas. Leia o resto do artigo »

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Meta de inflação de 2010 fica em 4,5%

Postado em 6 dEurope/London julho dEurope/London 2008

Por Katia Alves

O Conselho Monetário Nacional (CMN) definiu a meta de inflação de 2010 em 4,5%, cristalizando a percepção entre os analistas do mercado financeiro de que essa será a inflação de longo prazo a ser perseguida no Brasil. No ano passado, o BC queria uma meta de 4%, e o Ministério da Fazenda, após uma acirrada disputa, conseguiu que ela fosse estabelecida em 4,5%.

Incluindo 2010, esse é o sexto ano seguido em que a meta de inflação é definida em 4,5%. O mercado financeiro começa a acomodar suas expectativas a esse patamar, reconhecendo que ele será o objetivo de longo prazo para a inflação no Brasil.

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse que o governo irá combater a alta da inflação, mas sem “esculhambar” com a economia brasileira.

Por Alex Ribeiro

Publicado no Valor Online

O Conselho Monetário Nacional (CMN) definiu a meta de inflação de 2010 em 4,5%, cristalizando a percepção entre os analistas do mercado financeiro de que essa será a inflação de longo prazo a ser perseguida no Brasil. Ao contrário do que aconteceu no ano passado, quando foi definida a meta de inflação de 2009, dessa vez a decisão foi unânime. “O desenho atual foi mantido porque permite que sejam absorvidos choques como o que acontecem hoje”, disse o secretário de Política Econômica da Fazenda, Bernard Appy.

No ano passado, o BC queria uma meta de 4%, e o Ministério da Fazenda, após uma acirrada disputa, conseguiu que ela fosse estabelecida em 4,5%. O principal argumento da Fazenda neste ano para manter a meta de 4,5% é a aceleração recente da inflação, que, nas projeções do mercado, deverá chegar a 6,3% em 2008. O presidente do BC, Henrique Meirelles, concordou com a meta de 4,5%. Mas dentro do BC havia a visão alternativa de que não necessariamente a aceleração recente da inflação impede que seja perseguida uma meta mais ambiciosa já em 2010.

Segundo esse entendimento, a alta da inflação se deve, em grande parte, a mudanças de preços relativos, agravada por uma demanda interna excessivamente aquecida. Preços de alimentos, energia e commodities metálicas estão se tornando maiores em relação a outros preços, como serviços e bens não comercializáveis. Mudanças de preços relativos, em tese, podem ser acomodadas mesmo com uma meta mais baixa. O BC acha que o surto inflacionário será controlado antes de 2010. Leia o resto do artigo »

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Gasto maior com juros da dívida deve anular superávit primário adicional

Postado em 6 dEurope/London julho dEurope/London 2008

Por Katia Alves

O aumento no gasto com juros da dívida publica deverá consumir praticamente todo o superávit primário adicional anunciado pelo governo para este ano. Os gastos com juros vão subir, em boa medida, devido ao atual ciclo de aperto monetário.

O aumento da despesa com juros em maio é explicada principalmente pela valorização de 3,43% na taxa de câmbio no mês. A perda do BC em contratos de “swap” cambial, em que a autoridade monetária assume posição comprada em dólar, foi de R$ 2,014 bilhões.

Por Alex Ribeiro

Publicado originalmente no Valor

O aumento no gasto com juros da dívida publica deverá consumir praticamente todo o superávit primário adicional anunciado pelo governo para este ano. O Banco Central aumentou em 0,4 ponto percentual (p.p.) do Produto Interno Bruto (PIB), de 5,4% para 5,8%, a projeção oficial para os gastos com juros. A despesa adicional representa 80% do aumento na meta de superávit primário do ano, que foi de 3,8% para 4,3% do PIB.

Os gastos com juros vão subir, em boa medida, devido ao atual ciclo de aperto monetário. Na suas projeções, o BC não discrimina a magnitude desse fator. Mas a política monetária contracionista tem impacto direto nos juros pagos em títulos indexados pela taxa Selic. Também aprofunda a valorização da taxa de câmbio, reduzindo a remuneração do governo em seus ativos em dólar – o setor público é credor em moeda estrangeira.

Estatísticas divulgadas ontem pelo BC mostram que o governo já fez uma parcela importante do esforço fiscal necessário para entregar um superávit primário de 4,3% do PIB neste ano. O superávit primário acumulado pelo setor público nos 12 meses encerrados em maio chegou a 4,34% do PIB, ou R$ 116,529 bilhões.

Os resultados de maio, em particular, foram bastante positivos. O superávit primário somou R$ 13,207 bilhões, o valor nominal mais alto já registrado para um mês de maio desde o início da atual série estatística do BC, de 1991. Leia o resto do artigo »

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O reverso do Ipea

Postado em 5 dEurope/London julho dEurope/London 2008

Publicado originalmente no Monitor Mercantil

Por J. Carlos de Assis*

Partiu de mim a sugestão ao então secretário Roberto Mangabeira Unger para que escolhesse o economista Márcio Pochmann para a presidência do Ipea. Não é meu, porém, o mérito pelo fato de ele ter aceitado. É do atual ministro Mangabeira.

Alegando problemas reais de família, Márcio me fez acreditar que não aceitaria. Foi Mangabeira, com uma insistência tenaz, quem o convenceu do contrário. Com isso, honrou o Governo Lula com um dos mais competentes quadros do país no terreno da pesquisa e da investigação econômica.

Não precisei de indicar João Sicsú para o segundo posto no Ipea. Quando ia mencionar o seu nome, Márcio já o havia escolhido. Indiquei, sim, como pesquisador ou para qualquer outro posto no instituto, o economista Miguel Bruno.

É o mais notável da nova geração de pesquisadores econômicos brasileiros. Fez uma primorosa tese de doutorado na França sobre financeirização da economia. Eu a usei na carta Momento Nacional, do Instituto Desemprego Zero, mostrando que 29% da renda interna líquida do país, entre 1992 e 2005, são juros.

É graças a essa tese, ignorada pela maior parte da imprensa brasileira, que o jovem doutor está sendo submetido à mais sórdida campanha de alguns jornais – os mesmos que denigrem a imagem do Ipea, com base em informantes desqualificados de ressentidos.

A motivação explícita é uma mudança de métodos na divulgação de pesquisas de conjuntura. A implícita é o despudor de quem quer fazer com que o Ipea continue sendo uma “dobradinha” do mercado financeiro.

Para o jornalista Elio Gaspari, “o comissariado está destruindo o Ipea”. Gaspari conhece as artes da destruição. Ele ajudou a destruir a ditadura com um competente jornalismo no Jornal do Brasil. Infelizmente, tomou de amores por sua principal fonte, o general Golbery, eminência parda dos governos Castello Branco e Geisel. Leia o resto do artigo »

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