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Blog do Desemprego Zero

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‘Estou certo de que já estamos em recessão’

Postado em 22 dEurope/London julho dEurope/London 2008

Por Katia Alves

Em entrevista ao jornal O Globo, Paul Krugman, que virá ao Brasil dar palestras, afirma que a crise financeira pode se agravar, no entanto o contágio da crise será mais ameno, pois os EUA não são mais motor da economia mundial.

Em relação ao Brasil, Krugman declara que o país é uma das partes vigorosas do mundo, tem ido melhor do que o resto (do mundo). Não tem tido um desempenho espetacular, mas está com um crescimento razoável. O Brasil está no lado “ganhador” da alta das commodities. No que diz respeito ao programa brasileiro de etanol, ele afirmou que para os preços de alimentos, o etanol brasileiro é inocente. Não há um desvio na produção de alimentos nem de longe parecido com o etanol americano. E a cana-de-açúcar é uma fonte muito mais eficiente para etanol do que o milho (usado nos EUA). Então, em termos econômicos, o programa brasileiro tem muito mais sentido. Mas ressaltou a necessidade de se verificar sobre os impactos ambientais que poderia causar.

Sobre a alta do preço de petróleo, observa que o preço do petróleo tem subido basicamente por uma combinação de crescimento dos países emergentes com piores condições geológicas. Está mais difícil prospectar petróleo. E a China e outras economias emergentes estão consumindo muito mais petróleo. Então, temos uma combinação de demanda em expansão e oferta estagnada.

Por Luciana Rodrigues

Publicado originalmente no O Globo

A crise financeira americana pode se agravar?

PAUL KRUGMAN: Sim, pode piorar. Mas, agora, estou menos assustado do que estava no início deste ano. Tivemos uma crise que levou a um colapso completo da confiança no sistema. Agora, apesar de algumas falências (de bancos) e da crise na Fannie Mae e na Freddie Mac (grandes companhias hipotecárias dos EUA), os problemas estão ocorrendo numa parte da economia em que há mecanismos muito bem estabelecidos para lidar com isso. Pode haver uma corrida a bancos, mas os depósitos estão assegurados. As duas grandes financiadoras imobiliárias, Fannie e Freddie, são parcialmente patrocinadas pelo governo. Então, é ruim que a crise continue atingindo as instituições. Mas, de certa maneira, o quadro agora é mais controlável. Porém, a economia real continuará sofrendo, e estou certo de que já estamos numa recessão.

Uma recessão nos EUA afetará o mundo da mesma forma do que no passado?

KRUGMAN: O contágio será menos intenso. Os EUA não são mais o motor da economia mundial. Podemos ter uma recessão nos EUA sem termos uma recessão no resto do mundo. Mas é preciso levar em conta que a economia européia está tendo sérios problemas também. Há uma crise similar na Europa, com bolha imobiliária. Uma crise que afeta as duas principais economias do mundo é um grande choque. Apesar disso, eu ficaria surpreso se houvesse uma recessão global.

Os grandes emergentes, Brasil, Rússia, Índia e China, chamados de Brics, assumiram novo papel na economia global?

KRUGMAN: A categoria Brics é estúpida. São todos grandes, todos são economias em desenvolvimento. Além disso, não têm mais nada em comum. Índia e China podem em algum sentido serem agrupadas. Rússia é um grande exportador de petróleo. O Brasil é grande exportador de commodities e de manufaturados. A questão principal é que o centro de gravidade do mundo migrou dos EUA e da Europa. Ambos continuam sendo grandes economias, continuam sendo os principais jogadores em campo, mas grande parte da economia mundial não está mais nos centros industriais tradicionais. A maior parte do crescimento econômico está vindo dos países emergentes. Leia o resto do artigo »

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Brizola sem retoques

Postado em 22 dEurope/London julho dEurope/London 2008

Por Katia Alves

A carta Capital realizou uma entrevista com Francisco das Chagas Leite Filho, que foi assessor de Leonel Brizola a partir da década de 80, o jornalista cearense FC Leite Filho, como é conhecido, extraiu, dessa convivência e de inúmeras entrevistas que realizou inclusive no exterior, as histórias para a biografia El Caudillo. Onde aborda em detalhes o período em que Brizola foi eleito governador do Rio Grande do Sul, aos 37 anos, quando viveria sua fase heróica. E seus dois mandatos de governador do Rio de Janeiro, marcados pelo enfrentamento com a mídia, de modo geral, e com a Globo, em especial.

Publicado na Carta Capital

Por Luis Antônio Cintra

CartaCapital: Brizola nasceu no meio rural, mais tarde foi fazendeiro no Uruguai. Em que medida o mundo rural o influencia?

Francisco das Chagas Leite Filho: Não sou sociólogo nem antropólogo, por isso optei por fazer um perfil biográfico. É apenas um lado da biografia que está no livro. Mas é possível pegar o exemplo dos irmãos dele. Brizola foi o único cara que sobressaiu entre os irmãos. Era um cara muito inteligente, muito esperto na verdade, sempre muito ligado à mãe, dona Oniva, professora primária. Todos receberam a mesma educação. Dos cinco irmãos, alguns meios-irmãos do segundo casamento de dona Oniva, um é motorista de caminhão, outro, pequeno produtor rural, e outro, advogado. A irmã mais velha, Francisca, a Quica Brizola, também teve importância na família. Essa história da influência do meio é muito relativa. Não concordo com aqueles que apresentavam Brizola como uma figura ressentida por ter vindo do meio rural, onde seu pai foi assassinado. (O pai foi morto pela brigada militar gaúcha, em 1923, quando Brizola tinha menos de 2 anos, após a assinatura de um acordo de paz firmado entre os maragatos, grupo de José Brizola, e os chimangos, governistas. José participava de um regimento guerrilheiro cujo comandante se chamava Leonel, de onde o menino batizado Itagiba tiraria o nome com o qual ficou famoso.)

Quando olhamos para a figura do Brizola, vemos que não existe nada disso, ao contrário. Quando perdia uma eleição, nunca apelava para golpes ou ameaças. A linguagem do Brizola, esta, sim, era uma linguagem toda campesina, com aquelas parábolas que ele criava.

CC: Na fase inicial, ainda nos anos 40, Brizola entra para a política na esteira do getulismo. Qual a importância da relação dele com Getúlio Vargas?

FCLF: No começo, Brizola forma a chamada ala moça do PTB. Como era um cara muito atirado, vê-se ainda muito jovem deputado estadual. Mas cogitou de uma composição orgânica. Para compor a ala moça, pega alguns líderes operários, líderes estudantis, do comércio… era muito jovem e muito esperto, tinha vivido na pobreza e visto muita coisa. Leia o resto do artigo »

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Resumo Diário – 21/07/2008

Postado em 21 dEurope/London julho dEurope/London 2008

MANCHETES dos principais veículos de notícias do Brasil e do mundo

*Por Katia Alves e Luciana Sergeiro

Economia

O Tesouro Nacional entregou ao Banco Central (BC), no fim de junho, cerca de R$ 10 bilhões em títulos federais além do necessário para rolar integralmente sua dívida mobiliária. Foi a primeira vez que isso ocorreu desde que a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) proibiu o BC de emitir seus próprios títulos para fazer política monetária, obrigando-o a trabalhar apenas com papéis emitidos pelo Tesouro.

Valor Econômico: BC tem mais flexibilidade para regular a liquidez

Por conta do alto ritmo da inflação dos alimentos, o governo federal estima que deixará de distribuir neste ano cerca de 500 mil cestas básicas às famílias consideradas em “situação de insegurança alimentar”. Sem-terra, quilombolas, indígenas e atingidos por barragens, entre outros, integram esse rol de beneficiários. A maioria deles está em acampamentos, debaixo de barracos de lona e, sem endereço fixo, fora do Bolsa Família, principal programa de transferência de renda do governo federal.

Folha de S. Paulo: Governo estima corte neste ano de 500 mil cestas básicas

Distante apenas 160 km de Brasília, uma obra que já consumiu R$ 35,8 milhões dos cofres públicos apodrece a céu aberto. Iniciado há 10 anos, o projeto de irrigação de Três Barras, em Cristalina, atenderia 182 famílias de pequenos produtores. Mal planejado, mostrou-se superdimensionado e economicamente inviável. Jamais funcionou. Agora, o governo federal e o governo de Goiás querem investir mais R$ 20 milhões para concluir o projeto. Os próprios agricultores dizem que esse dinheiro também seria jogado fora. Auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) constata: a obra é resultado de uma “aberração administrativa” e a tendência é que nunca venha a funcionar.

Correio Braziliense: Aberração administrativa

As apostas para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), agendada para amanhã e quarta-feira, se dividem em dois grupos: os que acreditam que o colegiado manterá o tom conservador e a política gradualista, elevando a taxa básica de juros (Selic) em 0,5 ponto percentual para 12,75% ao ano e os que projetam um aperto monetário ainda maior, de 0,75 ponto percentual para 13% ao ano. A maioria dos consultados pela Gazeta Mercantil – 11 de um total de 15 – acredita que o Copom manterá o ritmo de ajuste moderado na Selic, elevando a taxa em 0,5 ponto percentual.

Gazeta Mercantil: Primeiro Plano – Copom define juro básico

Política

Polícia Federal e Ministério Público avaliam que a análise dos documentos apreendidos em casas e escritórios do banqueiro Daniel Dantas, do investidor Naji Nahas, do ex-prefeito Celso Pitta e de mais 21 investigados na Operação Satiagraha deverá consumir quatro meses de trabalho. A polícia irá periciar o que estima ser uma tonelada de papéis e equipamentos apreendidos.

A PF irá periciar o que estima ser uma tonelada de papéis e equipamentos -resultado das 56 ordens de busca e apreensão cumpridas por cerca de 300 agentes no último dia 8, quando a operação foi deflagrada

Folha de S. Paulo:Perícia da PF no caso Dantas pode durar até quatro meses

A menção aos nomes de alguns dos nomes de peso do PT nas investigações da Operação Satiagraha, da Polícia Federal (PF), deverá ser tema de discussão da Executiva Nacional do PT, na primeira semana de agosto.

No total, cinco petistas tiveram os nomes citados nos relatórios da PF sobre as investigações – do ministro da Justiça, Tarso Genro, ao chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Gilberto Carvalho, o secretário-geral do PT, José Eduardo Cardozo, e dois ex-deputados federais Luiz Eduardo Greenhalgh (SP) e Sigmaringa Seixas (DF).

JB Online: Executiva se reúne para analisar Greenhalgh, Sigmaringa e outros nomes de peso do partido

O conjunto nacional das alianças partidárias das principais siglas nas capitais do País mostra alinhamento ideológico e projeta composições para 2010, apesar da preponderância das realidades locais. Ao contrário de 2004, as alianças do PT com partidos de esquerda cresceram em 2008. Separadamente ou em bloco, PCdoB, PSB e PDT tem 40 alianças com o PT nas capitais. Eram 29 em 2004. Naquele ano, o PCdoB estava alinhado ao PT em 19 capitais. O PSB, em oito e o PDT, em duas. Agora as alianças PT/PSB saltam para 14 e aquelas com o PDT para 11, ficando ainda do PCdoB hoje ao lado dos petistas em 15 capitais.

Valor Econômico: Alianças têm realinhamento ideológico

Internacional

O chanceler Celso Amorim lamentou ontem um possível mal-estar que possa ter causado ao citar um ministro nazista no sábado, quando afirmou que os países ricos usam a desinformação para não fazerem a sua parte nas negociações comerciais da Rodada Doha. Mas se manteve na ofensiva e, indagado, concordou que a reação irritada dos Estados Unidos é uma tática de negociação.

Ao saber da referência a um nazista feita por Amorim, a delegação americana reagiu com irritação. O porta-voz da representante do Comércio dos Estados Unidos, Susan Schwab, que é filha de sobreviventes do Holocausto, classificou a citação de “incrivelmente errada” e “insultante”.

Folha de S. Paulo: Para país, reação dos EUA a citação de nazista é tática

As tarifas de importação de automóveis, calçados e têxteis no Brasil podem cair de 35% para 23,6% no cenário de liberalização mais ambiciosa na negociação industrial da Rodada Doha esta semana, de acordo com cálculos de negociadores. No entanto, os países industrializados consideram o percentual insuficiente, enquanto a Argentina acha que é alto demais e que o Mercosul não tem como aceitar esse tipo de concessão.

Mais uma vez a Argentina e a Venezuela deixaram claro a resistência a se mover na área industrial, enquanto o Brasil, África do Sul e outros emergentes mostram-se mais moderados na tentativa de acordo em Doha. A posição da Argentina e da Venezuela não prevaleceu ontem quando o chamado grupo Nama-11, de 11 países em desenvolvimento, procurou delinear a estratégia para a negociação que começa hoje. Os dois ficaram isolados, segundo negociadores.

Valor Econômico: Argentina e Venezuela resistem a concessões

Mais de 2 milhões de colombianos, usando camisetas brancas e carregando bandeiras da Colômbia, saíram ontem às ruas de várias cidades pedindo o fim dos seqüestros e a libertação de todos os reféns em poder da guerrilha e de outros grupos ilegais. Só as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) têm mais de 700 reféns.

O Estado de S. Paulo: Milhões pedem paz na Colômbia

Desenvolvimento

O Estado do Rio de Janeiro deve virar um canteiro de obras nos próximos dois anos. São esperados investimentos públicos e privados que variam de R$ 107 bilhões, segundo levantamentos da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), a R$ 122 bilhões, de acordo com a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços. Lideram os investimentos os setores de petróleo e gás, siderurgia, petroquímica e logística.

Na lista de empreendimentos previstos, a Petrobras aparece como principal investidor, seguida por grupos como o ThyssenKrupp, Votorantim Metais, MMX e Vale, entre outros. A violência, no entanto, tornou a capital fluminense uma área de conflagração e fez com que prestadores de serviços abandonassem a cidade.

JB Online: Rio de Janeiro receberá mais de R$ 100 bi em investimento

O medo de que a lei de saneamento travasse os investimentos no setor devido à falta de prazos de transição para os contratos que estavam vencendo não se confirmou. Apenas a Caixa Econômica Federal acertou o financiamento de R$ 2,4 bilhões de janeiro a junho deste ano, valor que já representa 74% do total liberado em 2007. A saída encontrada pelo Ministério das Cidades para dar tempo de adaptação aos municípios nessa situação – somente em São Paulo e no Rio Grande do Sul são cerca de 60 – tem garantido a liberação de financiamentos, mas ainda é alvo de controvérsias.

Valor Econômico: Setor de saneamento ignora dúvidas na legislação e acelera investimentos

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Felicidade, dos banqueiros e a nossa

Postado em 21 dEurope/London julho dEurope/London 2008

Por Katia Alves

Delfim retrata abaixo que por causa de mudanças na política econômica, ao colocar o Estado e o setor privado nacional no centro do desenvolvimento do País, através do PAC, o presidente resolveu entregar a direção do IPEA ao Márcio Pochmann. E, no entanto, os monetaristas de plantão e seus porta-vozes instalados na mídia não tardaram a chiar contra a mudança e a reforçar, agora, o coro histérico contra Pochmann e sua equipe.

Delfim Netto ressalta o comportamento do colunista Elio Gaspari, da Folha de S. Paulo, que chegou a acusar a nova direção do órgão a praticar a “grosseria” de um “comissariado bolchevique”. Gaspari insurgiu-se contra a correta e oportuna decisão tomada pelo IPEA de suspender a divulgação de projeções macroeconômicas.  Em quase meia página de jornal, o colunista faz questão de não esconder sua preferência por Pedro Malan e Edmar Bacha, entre outros responsáveis pela desastrosa política econômica adotada nos anos FHC, quando o País, literalmente, andou para trás em matéria de crescimento econômico e de distribuição de renda.

O autor também observa que muitos países puderam se desenvolver graças a uma política de juros baixos e fortes investimentos, e sem a radicalidade dos superávits primários que aqui no Brasil ainda verificamos e o uso da ameaça inflacionária como instrumento de terror e de chantagem para manter as medidas vigentes. E que o sistema de “metas de inflação” é apenas uma excrescência artificial inventada para extrair juros dos países periféricos.

Por Antonio  Neto

Publicado no DCI

O sistema de “metas de inflação” é apenas uma excrescência artificial inventada para extrair juros dos países periféricos

Historicamente, o Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (IPEA) foi um instrumento de aconselhamento econômico estritamente alinhado às políticas econômicas hegemônicas vigentes. Foi assim durante a ditadura e persistiu  dessa forma nos anos neoliberais, especialmente nos dois governos da administração FHC.

O presidente Lula conviveu com essa situação em seu primeiro mandato, quando prevaleceram algumas dessas políticas baseadas no tripé meta de inflação, juro alto e superávit primário.

Mas, em razão de uma importante mudança nos rumos da política econômica, ao colocar o Estado e o setor privado nacional no centro do desenvolvimento do País, através do PAC, o presidente resolveu entregar a direção do IPEA, na segunda fase de seu governo, a economistas liderados pelo competente professor Márcio Pochmann, da Unicamp, cuja linha de pensamento está totalmente dissociada do conservadorismo monetário reinante no Banco Central.

Os monetaristas de plantão e seus porta-vozes instalados na mídia não tardaram a chiar contra a mudança e a reforçar, agora, o coro histérico contra Pochmann e sua equipe, que resolveram, acertadamente, suspender a divulgação sistemática da Carta de Conjuntura daquele órgão, cuja linha editorial está muito mais alinhada à política do BC do que com o novo IPEA.

Quem mais estrebuchou foi o colunista Elio Gaspari, da Folha de S. Paulo, que chegou a acusar a nova direção do órgão a praticar a “grosseria” de um “comissariado bolchevique”. Um preconceito atroz contra os responsáveis por um dos fatos mais marcantes da história contemporânea, que foi a Revolução Russa de 1917, para ele, certamente, muito mais grave que a política antes praticada pelos tsares. Leia o resto do artigo »

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Medidas para o combate da inflação de alimentos são alienadas e mecanicistas

Postado em 21 dEurope/London julho dEurope/London 2008

Por Katia Alves

No artigo abaixo, Guilherme Delgado, economista do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas – IPEA – escreve sobre as medidas adotadas pelo governo para combater a pressão de preços dos alimentos: elevação da taxa de juros que o Banco Central vem operando e o chamado Plano de Safra Agrícola – 2008/2009.

Para o autor o arranjo de política agrícola está incompleto e a política do Banco Central é contraditória e inadequada para lidar com inflação oriunda de pressão estrutural sobre os alimentos.

Escrito por Guilherme Costa Delgado

Publicado no Correio da Cidadania

Duas medidas de política econômica recentes, adotadas com explícita referência à pressão dos preços dos alimentos, dão o tom e a dimensão da resposta oficial a um problema ainda mal explicado. A primeira classe de medidas (de nítido caráter restritivo ao consumo interno em geral) refere-se à sucessão de elevações da taxa de juros que o Banco Central vem operando desde maio-junho, com promessas de continuidade por todo o segundo semestre. No biênio 2009/2010 também continuaria a mesma política, haja vista a meta inflacionária fixada para estes dois anos (4,5% como centro da meta).

Uma outra medida que também faz referência explícita à elevação dos preços dos alimentos e pretende combatê-la é o chamado Plano de Safra Agrícola – 2008/2009. Este se propõe a incentivar a elevação e recomposição da produção agrícola a partir do segundo trimestre de 2009. Neste entremeio ocorrem decisões econômicas de plantio e colheita, que ainda precisam ser sancionadas pelas condições climáticas.

A recomposição da oferta agrícola, prometida pelo Ministério da Agricultura, revela um problema implícito, carregado nos últimos anos, que é a necessidade de recuperar a produção semi-estagnada das culturas mais diretamente provedoras da cesta básica (arroz, feijão, trigo e milho), todas, à exceção do milho, deslocadas pelo “boom” das exportações primárias. Os produtos agrícolas também revelam níveis praticamente nulos de estoques públicos até o final do ano. Leia o resto do artigo »

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País envelhece com mais rapidez do que se previa

Postado em 21 dEurope/London julho dEurope/London 2008

Por: Luciana Sergeiro 

Taxa de natalidade atingiu 1,8 filho por mulher em 2006, nível esperado pelo IBGE somente para 2043. Nem mesmo as projeções da ONU indicavam uma taxa abaixo de 2,0 antes de 2010. O Brasil irá possuir mais velhos e menos crianças, impactando as políticas públicas que terão que ser revistas para se adaptar a uma nova estrutura com mais idosos. O envelhecimento mais rápido que o estimado traz desafios ao país. Um deles é aumentar os investimentos em saúde para atender melhor aos idosos. 

A diminuição das taxas de fecundidade traz também oportunidades que podem ser aproveitadas pelo país para acelerar o crescimento econômico e investir mais na infância, afirmam pesquisadores. 

Antes do envelhecimento e da redução da população, o Brasil vai passar por uma janela de oportunidade demográfica que possibilitará uma arrancada do desenvolvimento e um aumento da qualidade de vida, desde que este bônus seja inteligentemente aproveitado. 

Publicado em: Folha Online

Por: ANTÔNIO GOIS

Taxa de natalidade atingiu 1,8 filho por mulher em 2006, nível esperado para 2043.

Com cada vez mais velhos e menos crianças, políticas públicas terão que ser revistas para se adaptar à realidade da população

O envelhecimento populacional brasileiro chegará antes do que se estimava. A divulgação, no início deste mês, da PNDS (Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde) mostrou que o país chegou, em 2006, a uma taxa de fecundidade de 1,8 filho por mulher. O IBGE, em sua estimativa oficial, feita em 2004, previa que esse patamar só seria atingido em 2043.

Nem mesmo projeções da ONU menos conservadoras indicavam uma taxa abaixo de 2,0 antes de 2010. Diante dessa e de outras pesquisas que registraram fecundidade menor, o IBGE revisará suas estimativas.

Mais do que uma simples revisão de um cálculo estatístico, a constatação de que o Brasil terá cada vez mais idosos e menos crianças antes do previsto tem impacto em cálculos de aposentadoria e traz desafios para políticas públicas, que terão que se adaptar a uma estrutura populacional envelhecida.

A demógrafa Elza Berquó, do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento e coordenadora da PNDS, lembra que as Pnads (Pesquisas Nacionais por Amostra de Domicílios, feitas anualmente pelo IBGE) já indicavam que a fecundidade caía num ritmo mais acelerado do que o estimado pelo instituto.
Em 2004, a taxa chegou ao nível de 2,1 filhos por mulher, patamar que indica tendência de reposição populacional e que, pelas estimativas do IBGE, só seria atingido em 2014. Leia o resto do artigo »

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Estado do Rio atrai investimento recorde

Postado em 21 dEurope/London julho dEurope/London 2008

Por: Luciana Sergeiro

Ao se analisar a relação de empreendimentos previstos para o Rio, a Petrobras se situa como o principal investidor. Sozinha, estima a Secretaria de Desenvolvimento, a empresa deve desembolsar US$ 24,5 bilhões no estado em projetos de petróleo até 2010. A companhia também é a principal investidora do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).

O estado se transformará na capital da petroquímica da América Latina. A Firjan estima que o empreendimento aumente em 300% a produção de plásticos no estado, com impacto de até 7% sobre o PIB fluminense.

Publicado em: Gazeta Online (restrito a assinantes)

Por: Ana Cecília Americano

O Estado do Rio de Janeiro deverá se transformar num imenso canteiro de obras nos próximos dois anos. São esperados investimentos públicos e privados que variam de R$ 107 bilhões, segundo levantamentos da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), a R$ 122 bilhões, de acordo com a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços. Lideram os investimentos os setores de petróleo e gás, siderurgia, petroquímica e logística.

“Este é o melhor momento em trinta anos para o Brasil e, em particular, para o Rio de Janeiro”, afirma Ernani Torres, superintendente da área de pesquisa do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “Não tivemos um ciclo de investimento público como o que estamos vendo hoje desde Carlos Lacerda”, afirma Julio Bueno, secretário estadual de Desenvolvimento. “Estamos fazendo hoje no Rio de Janeiro o maior investimento da história da ThyssenKrupp em todo o mundo”, diz Rodrigo Tostes, diretor comercial da siderúrgica multinacional.

“Esse fenômeno está consistente com as projeções que fazemos para o Brasil”, afirma Torres. Segundo ele, o investimento no País deverá chegar a 21% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2010. Para o economista, alguns investimentos simplesmente estão dados, ainda que indicadores da economia variem negativamente. É o caso dos setores de capital intensivo, a exemplo do petróleo. E, no Rio de Janeiro, ocorre a feliz coincidência de o grosso do petróleo da bacia de Campos estar situado bem em frente ao estado.

O mesmo ocorre com os setores de extração mineral e siderurgia. “O Brasil deverá dobrar sua capacidade de produção de aço em 5 anos e o investimento virá para cá, com a economia indo bem ou mal, com altas ou baixas taxas de juros”, aposta Torres. Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira, presidente da Firjan, enxerga a vocação logística do estado como outro fator decisivo para o novo ciclo de investimentos em curso. “No Rio, se você colocar o compasso no centro do estado e rodá-lo num raio de 500 quilômetros, ele incluirá quase 70% do PIB do País, incluindo São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo.” Vieira acredita que a infra-estrutura do estado é a mais lógica para escoar mercadorias do Centro-Oeste, Minas Gerais e São Paulo. “O porto de Santos tem suas limitações físicas e somos uma alternativa econômica atraente”, resume. Leia o resto do artigo »

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Polêmicas da semana: Arrecadação federal sobe e bate recorde, o superávit da balança comercial cai, Celso Amorim, Rodada Doha, Bovespa, Prejuízo do Wachovia, IRI, Lula e a PF, ACM Neto

Postado em 21 dEurope/London julho dEurope/London 2008

Por Beatriz Diniz e Katia Alves

Economia

  • Na Rodada Doha Brasil tentar garantir acordo de biodiversidade. Neste está previsto que ao explorar os recursos naturais de uma determinada região, as empresas devem especificar no rótulo qual a origem da matéria-prima. Clique aqui para ler
  • A Bovespa conseguiu garantir a alta na segunda-feira graças as ações da Vale e da Petrobrás que foram as mais negociadas. Clique aqui para ler
  • O banco americano Wachovia, um dos maiores do país, teve um prejuízo de mais de 8 bilhões de dólares no segundo trimestre. O prejuízo é resultado da inadimplência das hipotecas, motivo pelo qual teve de aumentar reservas para cobrir as perdas, além dos encargos. Clique aqui para ler
  • A arrecadação de impostos e contribuições cresceu 10,43% no primeiro semestre de 2008 e atingiu novo recorde. Mesmo com o fim da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), a Receita Federal arrecadou R$ 333,208 bilhões. Somente no mês de junho foram R$ 55,747 bilhões, aumento de 7,11% em relação ao mesmo mês do ano passado. Para ler mais clique aqui
  • O superávit da balança comercial caiu para US$ 459 milhões na terceira semana de julho, resultado de exportações de US$ 4,36 bilhões, com média diária de US$ 872 milhões, e importações de US$ 3,9 bilhões, com média de US$ 780 milhões. Para ler mais clique aqui

Política

  • O Instituto Republicano Internacional (IRI) principal grupo americano de influencia para reformas políticas dos EUA, além de ter participado da derrubada do presidente do Haiti e da retirada de Chávez do poder por algumas horas, esteve no Brasil num seminário promovido com investimento americano com o objetivo de incentivar uma reforma política brasileira. Clique aqui para ler
  • O caso Dantas ainda gera novas polêmicas no país. Desta Lula discursa sobre a necessidade de restauração da hierarquia da Polícia Federal, considerando o posicionamento do delegado Protógenes diante de seus superiores. Lula ainda revela sua insatisfação a respeito da conduta do delegado no processo investigativo. Clique aqui para ler
  • Parece que o coronelismo irá permanecer na Bahia. Segundo pesquisa feita em Salvador, ACM Neto lidera as intenções de voto entre os candidatos para a prefeitura. Clique aqui para ler
  • A representante comercial dos EUA, Susan Schwab, desfez hoje a imagem de que o comentário do ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, sobre o chefe da propaganda nazista, Joseph Goebbels serviria para desviar a atenção do foco, que é a retomada das negociações da Rodada Doha. Para ler mais clique aqui
  • O governo brasileiro alerta que os Estados Unidos estão usando as declarações do chanceler Celso Amorim sobre o nazismo para tentar enfraquecer a posição do Itamaraty nas negociações da Organização Mundial do Comércio (OMC). No sábado, Amorim acusou os países ricos de estarem usando técnicas de desinformação dos nazistas nas negociações. Para ler mais clique aqui

Leia mais destaques da semana:

Resumo Diário – 21/07/2008

Polêmicas da semana passada

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