Postado em 10 dEurope/London novembro dEurope/London 2008
Na comparação com agosto, criação de vagas ficou estável. No acumulado no ano, o crescimento foi de 2,7%.
Publicado em: Portal G1
Em setembro, o emprego industrial cresceu 0,1% em relação a agosto e 2,2% em relação aos números de um ano atrás, revelou nesta segunda-feira (10) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A expansão de setembro na comparação anual é a 27ª seguinda, segundo o Instituto.
A variação acumulada nos últimos doze meses (2,9%), que vinha crescendo desde 2006, ficou praticamente estável em relação ao ritmo de crescimento do pessoal ocupado de agosto (3,0%).
Já no acumulado de 2008, o crescimento foi de 2,7% em relação a igual período de 2007. Leia o resto do artigo »
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Postado em 10 dEurope/London novembro dEurope/London 2008
Publicado em: Folha Online
Por: GUSTAVO PATU
O que era uma onda de calotes no mercado imobiliário dos Estados Unidos se transformou em uma crise nos mercados de ações, de crédito e de câmbio do planeta –e os efeitos já começam a chegar ao comércio, aos empregos e ao cotidiano de todos. As próximas páginas procuram trazer à linguagem comum as origens da crise, a dinâmica do mundo financeiro e os desafios a serem enfrentados pelo Brasil.
Leia a seguir dez explicações que ajudam a entender a atual crise:
1 – Como um momento de euforia econômica e se transforma em pânico financeiro?
Crises especulativas como a atual –documentadas desde o século 17, com dimensões variadas– são sempre gestadas em momentos de juros baixos e crédito farto, mais comuns em fases de prosperidade. E a economia mundial vivia o melhor momento desde a década de 70.
O acesso mais fácil ao dinheiro reduz a noção geral de risco. Tanto profissionais do mercado quanto cidadãos comuns se tornam mais propensos a investimentos ousados, em busca de lucros mais altos e rápidos.
Nesse cenário, surgem as ‘bolhas’: um tipo de investimento -sejam ações, moedas, imóveis, empréstimos ou, em tempos mais remotos, canais, ferrovias e até tulipas- se torna uma mania e se valoriza muito além das reais possibilidades de retorno. Cria-se um círculo vicioso: quanto mais gente entra no mercado, mais ele se valoriza; quanto mais se valoriza, mais gente entra.
No caso atual, a bolha foi criada no mercado imobiliário americano, antes de se disseminar por outros mercados e países. Casas e apartamentos com preços em alta serviam de garantia para financiamentos imobiliários que ajudavam a elevar os preços. A espiral culminou em financiamentos de altíssimo risco para clientes sem capacidade de pagamento. Leia o resto do artigo »
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Postado em 7 dEurope/London novembro dEurope/London 2008
Publicado em: Correio da Cidadania
Por: Luiz Fernando Novoa Garzon
Com a onda de privatizações nos anos 90, o Brasil repassou para o setor privado, em grande parte transnacional, o controle de sua infra-estrutura. Desde então, os critérios determinantes dos investimentos em infra-estrutura passaram a ser taxas de retorno compensadoras e o uso “competitivo” dos equipamentos (dutos, usinas hidroelétricas, térmicas, redes viárias e de comunicações). O bloco de poder, como prescindia de qualquer “projeto nacional” para manter-se no comando, conduziu a privatização desses setores estratégicos de forma a oferecer oportunidades de negócios parasitários para grupos empresariais aproximados e ao mesmo tempo proporcionar ao capital transnacional corredores abertos para a desarticulação da economia nacional. Os setores de infra-estrutura dão acesso a funções de comando e coordenação na cadeia de valor, indispensáveis para a continuidade e o aprofundamento da globalização neoliberal.
O encadeamento produtivo em escala nacional e regional é preterido em nome de um outro encadeamento ditado de fora para dentro, ao qual devemos nos submeter para garantir a “eficiência” requerida. Eficiência é a única virtude permitida aos que operam e se adequam, mas que nunca decidem – proscrita a infra-estrutura que busque antecipar e viabilizar novos horizontes de desenvolvimento, válida somente a que otimize e cristalize o modelo vigente, focado na ampliação da escala de produção de commodities agrícolas e minerais.
As instituições financeiras internacionais, especialmente FMI e Banco Mundial, fizeram da dívida pública um instrumento para aprofundar as privatizações e as desregulamentações decorrentes. Das condicionalidades específicas dos nos 90 chegamos às condicionalidades sistêmicas de hoje: “ações prévias”, “critérios estruturais de implementação”, “parâmetros de referência”. As IFIS, convertidas em avalistas dos mercados, tratam de rastrear as evidências de renúncia da soberania nacional e popular e de terceirização do processo político-decisório do país. Certificam o cumprimento das exigências dos investidores tais como tetos de gastos públicos, níveis competitivos de tarifas e mecanismos de governança público-privada dos projetos “estruturantes”. Leia o resto do artigo »
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Postado em 22 dEurope/London outubro dEurope/London 2008
Publicado em: Uol Economia
A China deve melhorar seu sistema de segurança alimentar para com uma só lei e autoridade poder detectar em que ponto da cadeia – do produtor ao consumidor – existem problemas e adotar as medidas necessárias, disseram hoje analistas da ONU em Pequim.
O gigante asiático deve obter um sistema de segurança alimentar em maior conformidade com os padrões internacionais, afirmaram estes analistas, autores do relatório intitulado “Avançando na Segurança Alimentar na China”.
O documento foi apresentado hoje em Pequim pelo representante da ONU na China, Khalid Malik, que disse que esta nação “é ainda um país em desenvolvimento” e a entidade internacional pode ajudá-lo a colocar em prática um novo sistema de controle de alimentos.
“A China deveria contar com uma lei única que legisle desde a produção ao consumo final ou pelo menos com regulações coordenadas”, declarou Anthony Hazzard, especialista em Segurança Alimentar da Organização Mundial de Saúde (OMS) e autor do relatório. Leia o resto do artigo »
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Postado em 16 dEurope/London outubro dEurope/London 2008
Publicado em: Valor Online
Por: David Kupfer*
Para os contadores, liquidez é uma medida da capacidade de pagamento da empresa, expressa pela proporção em que o valor do seu passivo circulante é coberto pelo valor do seu ativo circulante com estoques (liquidez corrente) ou sem estoques (liquidez seca). Para os economistas, liquidez é dinheiro na mão. E exatamente o dinheiro na mão que sumiu depois que o estouro da bolha imobiliária americana, nutrida por uma inconcebível combinação de exorbitante ativismo dos mercados financeiros, expresso na tendência a financeirização de todo tipo de ativo, e uma passividade igualmente sem precedentes do governo americano, contagiou rapidamente o globalizado e desregulado sistema financeiro mundial.
Após algumas semanas de hesitação, a proposta inglesa para a saída da crise tornou-se consensual e está fornecendo a linha para a uma ação coordenada das autoridades monetárias dos países centrais. Além das iniciativas voltadas para ajudar na digestão dos chamados ativos tóxicos, o plano de resgate ora em marcha implica medidas visando recapitalizar os bancos, garantir depósitos para prevenir corridas aos bancos e reativar o mercado interbancário, tudo isso por meio da injeção de centenas de bilhões de dólares na nacionalização parcial dos sistemas bancários desses países. Ao que tudo indica, as medidas vem conseguindo acalmar os mercados, devolvendo-lhes as condições mínimas de precificação dos ativos e restaurando os fluxos de liquidez requeridos para recolocar a economia mundial novamente em funcionamento.
Não é fácil extrair implicações para a economia real de todo esse imbróglio financeiro. A autonomização da dimensão financeira em escala global provou que pode ser boa para alguns nas fases bem-sucedidas e ruim para todos nas fases malogradas, não sendo razoável se imaginar que os mercados retornarão a normalidade sem passarem por profundas transformações. Por isso, as operações financeiras tenderão a ser mais firmemente controladas, não somente por mais e melhores regulações, como agora propõem alguns liberais arrependidos, mas principalmente por políticas mais ativas conduzidas pelos Estados nacionais, articulados em uma nova arquitetura de instituições de coordenação mundial. Em vista dessa reorientação, pode-se esperar a retomada de um papel mais relevante para o multilateralismo nas relações internacionais, fato que abre perspectivas favoráveis para que o conjunto dos países emergentes se reposicionem no mundo pós-crise. Leia o resto do artigo »
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Postado em 14 dEurope/London outubro dEurope/London 2008
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Postado em 10 dEurope/London outubro dEurope/London 2008
A queda dos gigantescos bancos hipotecários e de investimento americanos e alguns europeus acelera o declínio do dólar e põe em xeque a hegemonia americana. Na Ásia bancos só balançaram; nenhum caiu. No Brasil, os bancos jogaram os riscos para as empresas e algumas vão quebrar. A análise é de Bernardo Kucinski.
Publicado em: Agência Carta Maior
Por: Bernardo Kucinski
O terremoto financeiro americano já derrubou seis de seus grandes bancos de financiamento habitacional, três dos cinco maiores bancos de investimento e sua maior seguradora. Seis desses gigantes seis sumiram do mapa, engolidos por outros bancos. Quatro foram estatizados. Um cenário desolador com prejuízos de 200 bilhões de dólares a cidadãos e bancos comerciais , pânico e perda de confiança no sistema financeiro. Tentando estancar uma corrida generalizada a bancos, o governo Bush elevou de 100 mil dólares para 250 mil a garantia para depósitos pessoais e já fala em mais estatizações. (1)
Os bancos de investimento americanos eram os reis da selva financeira, sugando e reaplicando milhões de todo o mundo, de bilionários, de outros bancos, e de fundos de pensão. Os únicos sobreviventes, Goldman Sachs e o Morgan Stanley, ficaram tão mal que o governo autorizou sua transformação em conglomerado financeiro, forma disfarçada de permitir que tenham acesso a linhas de crédito do FED. (2)
O terremoto atingiu com intensidade o mercado financeiro londrino, o maior importante da Europa e o mais ligado ao sistema financeiro americano, reverberando no continente, embora a Inglaterra não tenha aderido ao Euro. A economia da Inglaterra já estava deprimida, com queda de quase 30% nos valor dos imóveis desde janeiro. Além da estatização parcial do grande banco hipotecário Bradford& Bingley e venda de suas agências ao Santander numa operação de 733 milhões de Euros, outro banco de financiamento da habitação, o HBOS foi absorvido pelo Lloyds TBS por cerca de US$ 20 bilhões.
Na terça-feira, dia 9, quando rumores de quebra atacaram o Stanley Morgan- Chase nos Estado Unidos e o Banco Real da Escócia, a Europa entrou em pânico. As ações dos principais bancos ingleses desabaram e o governo anunciou o pacote de salvamento maior do que o de Bush, e com mais ênfase na estatização parcial dos bancos (3): equivalente a 35% do PIB inglês, o pacote destina 50 bilhões de libras (cerca de 90 bilhões de dólares) à compra de ações de bancos, ou seja estatização parcial, 200 bilhões de libras a empréstimos aos bancos, e mais 250 bilhões para garantia de empréstimos de curto e longo prazo. Leia o resto do artigo »
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Postado em 9 dEurope/London outubro dEurope/London 2008
“Economista alemão previu, em 2006, colapso da economia global até 2010. Para ele, Brasil está bem preparado”
Publicado em: O Globo
Por: Graça Magalhães-Ruether
BERLIM. Nas livrarias de Berlim, o best-seller hoje é um livro de 2006, “Der crash kommt” (“O crash vai chegar”), de Max Otte, da Universidade de Worms, na Alemanha, que prevê o colapso global da economia até 2010. Em entrevista exclusiva, o economista de 45 anos, que nos anos 90 foi aluno de doutorado de Ben Bernanke – o presidente do Federal Reserve, o Fed – afirma que o capitalismo como o conhecemos morreu. Em seu lugar virá uma economia regulamentada. Em sua opinião, o Brasil poderá ser afetado, mas está mais bem preparado que no passado.
No seu livro, o senhor adverte para os erros da economia americana e prevê a crise das hipotecas e a falência dos grandes bancos de investimento. Por que o governo dos EUA não agiu, se o perigo era conhecido?
MAX OTTE: Qualquer um podia ver, há cinco anos, o que havia de errado na economia dos EUA e na especulação global. Eu sou um professor da província e, embora tenha feito minhas advertências em livro, elas não foram registradas. Mesmo que um professor de Harvard tivesse advertido, ninguém teria ouvido. Enquanto os executivos lucravam milhões não tinham qualquer interesse em mudança. E o governo, que pregava o mercado livre, não queria interferir para não perder sua credibilidade de governo capitalista.
Quais foram os principais prenúncios da crise?
OTTE: Um deles podia ser visto nos anos 90: a explosão dos preços dos imóveis nos EUA, associada a um crédito descontrolado. Além disso, o setor especulativo da economia cresceu muito mais do que o produtivo. Em 2005, era possível ver que essa bolha especulativa romperia. Leia o resto do artigo »
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