Hora de evitar a recessão
Postado em 8 dEurope/London janeiro dEurope/London 2009
Palácio do Planalto e Fazenda defendem corte agressivo dos juros para manter economia aquecida
Publicado em: Correio Braziliense
Por: Vicente Nunes
O governo já admite, em discussões internas, que o Brasil não está mais lidando com um processo de desaceleração da economia, mas com riscos concretos de recessão, que pode se estender até o fim do primeiro semestre deste ano, provocando uma onda de desemprego. Por isso, conforme se diz no Ministério da Fazenda e no Palácio do Planalto, o Banco Central terá de ser mais agressivo no corte da taxa básica de juros (Selic), que começará neste mês, mais precisamente nos dias 20 e 21, quando o Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne.
Para assessores do ministro Guido Mantega e de auxiliares do presidente Lula, uma redução de 0,5 ponto percentual agora, como estima o mercado, tornou-se piso. “É daí para mais. Esperamos que o BC não seja mais realista do que o rei”, frisou um técnico da Fazenda, assinalando que a retração do Produto Interno Bruto (PIB) no último trimestre de 2008 ficou entre 1% e 1,2%. “O que nos assusta é que novas quedas estão previstas para os dois primeiros trimestres deste ano”, emendou.
A avaliação dentro do governo é de que o conservadorismo exagerado do BC pode levar à confirmação do cenário mais pessimista traçado pelos analistas, de expansão entre 1% e 2% do PIB em 2009, o que será um tombo considerável, se for levado em conta que o crescimento do ano passado ficou próximo de 5,5%. O novo quadro vislumbrado pelo governo se consolidou depois da queda de 8% da indústria no acumulado entre outubro e em novembro e da certeza de que em dezembro, janeiro e fevereiro não será muito diferente.
“Tudo indica que a retração da atividade industrial continuará e vai nos dar muita dor de cabeça. Sendo assim, temos de virar o jogo o mais rapidamente possível, e isso passa pela redução mais forte dos juros”, disse um assessor palaciano. “O ideal seria um corte de até dois pontos nas três primeiras reuniões do ano do Copom”, frisou. Só assim, acredita parte da equipe econômica, se conseguirá reverter o pessimismo para que empresários e consumidores voltem a produzir e a comprar, tornando mais factível a meta de crescimento de 4% fixada pelo presidente Lula. Leia o resto do artigo »
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mexicana de Monterrey, aprovou-se mais ou menos solenemente uma declaração intitulada “Declaração Universal de Direitos Humanos Emergentes” (1). Esta declaração era na realidade a continuação, depois de amplos e, em minha opinião, muito oportunos retoques e esclarecimentos de uma primeira, que já havia sido anunciada em Barcelona três anos antes, em setembro de 2004, também no marco do Fórum das Culturas. No terceiro item do primeiro artigo pode ler-se:
estar inscrito num cenário bem mais amplo do que as fronteiras ditadas pelo calendário. E o balanço de 2008 necessariamente nos remete a 1929, ao crack, à crise que parecia abalar os alicerces do capitalismo. Houve quem dissesse que outros tempos se avizinhavam, que ali era o ponto terminal do mais vigoroso modo de produção da história. Não foi.
dos Estados nacionais. No Brasil, foi o tempo da ida da Petrobras para o mar em busca de óleo offshore e do programa do álcool, ambos bem-sucedidos. A queda do preço do barril na segunda metade da década de 1980 retirou a energia do cenário político. Na década de 1990, a doutrina neoliberal dominante se opôs ao papel do Estado na energia, reduzindo-a à dimensão econômica de mercado. O petróleo teve o preço baixo garantido pelo poder americano após o colapso soviético, minimizando as turbulências nas áreas produtoras, como o Oriente Médio. O barril chegou a 10 dólares no fim do século XX, e quem previsse seu aumento era renegado pelo mainstream da economia.