Postado em 12 dEurope/London janeiro dEurope/London 2009
“EM 15 DE JANEIRO DE 99, PAÍS TENTAVA DESMONTAR A “BOMBA-RELÓGIO” DA QUASE PARIDADE COM O DÓLAR, RESPONSÁVEL PELO SUCESSO DO REAL
Agora, desvalorização do real com agravamento da crise reaviva discussão sobre a necessidade e o grau de intervenção no câmbio”
Publicado em: Folha de S. Paulo
Por: TONI SCIARRETTA
Dez anos atrás, o Brasil parou para tentar desarmar uma “bomba-relógio” montada pouco após o Plano Real. Era a política de bandas cambiais, que mantinha o dólar quase fixo e havia sido um dos pilares do sucesso do combate à inflação, mas que, em janeiro de 1999, parecia ter os dias contados por conta do desequilíbrio nas contas externas e da sangria das reservas internacionais.
Hoje, o câmbio livre é quase uma unanimidade entre economistas brasileiros de diferentes escolas, que, no máximo, divergem sobre o grau de intervenção na flutuação. E a flutuação do real tem mais um teste, após ficar entre as moedas que mais sofreram diante da crise global, com uma variação de 46,6% desde o piso de R$ 1,559 em 1º de agosto de 2008.
Em janeiro de 1999, porém, soltar as comportas do câmbio era tão “assustador”, segundo as palavras do ex-presidente do Banco Central Francisco Lopes, que o então presidente Fernando Henrique Cardoso optou por sua proposta de tentar “administrar” o que depois se comprovou incontrolável. A escolha pela proposta de Lopes culminou na demissão de Gustavo Franco, então titular do BC, que preferia esperar um pouco mais para deixar o sistema de bandas cambiais.
“Nem o FMI nem nós tínhamos um consenso do que fazer. Eu diria que a tendência era a gente flutuar, sim, a moeda, mas todo mundo tinha muito medo do que poderia acontecer”, disse Franco. Leia o resto do artigo »
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Postado em 12 dEurope/London janeiro dEurope/London 2009
Governo cria este mês linha de empréstimo para companhias com dívidas no exterior
Publicado em: O Globo
Por: Deborah Berlinck
Até o fim deste mês, empresas brasileiras com dívidas no exterior que estão com dificuldades para levantar dinheiro poderão recorrer aos cofres públicos: o governo oferecerá empréstimos usando dólares das reservas do país, com prazo de 12 meses. A medida foi relatada ontem em detalhes pelo presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, num encontro que reúne até hoje representantes dos principais bancos centrais do mundo na Basiléia, na Suíça, para avaliar a economia mundial e a crise.
Segundo um dos participantes da reunião, outra medida adotada pelo Brasil desde outubro, o uso das reservas para garantir crédito aos exportadores, foi considerada um modelo a ser seguido por outros países. Até agora os exportadores conseguiram levantar em torno de US$7 bilhões em linha de crédito usando as reservas internacionais. O BC não fixou um limite. O total de crédito à exportação no Brasil gira em torno de US$ 30 bilhões. O que o governo vai fazer agora é um segundo tipo de linha de crédito: para as empresas, através dos bancos. Leia o resto do artigo »
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Postado em 11 dEurope/London janeiro dEurope/London 2009
Publicado em: Folha de S. Paulo
Por: SAMANTHA LIMA
A forte queda na produção de veículos acabou com as esperanças de que a indústria tivesse tido, em dezembro, um desempenho menos ruim do que em novembro. Diante da queda de 47,1% enfrentada pelas montadoras no mês passado, economistas da MCM Consultores concluíram que o tombo do setor industrial deve chegar a 7% em dezembro em relação a novembro.
Antes da divulgação do número pela Anfavea, ontem, esperava-se que a indústria tivesse encolhido entre 1% e 2,5% em dezembro, depois de cair 5,2% em novembro.
“Os dados das montadoras mostraram que a atividade econômica está mergulhando de cabeça”, diz Luiz Rabi, economista da MCM Consultores.
“Ficou evidente que a redução do IPI para veículos, anunciada em dezembro, não foi suficiente para esvaziar os estoques.”
A queda surpreendeu os especialistas, que esperavam uma produção 20% menor nas montadoras em dezembro. “O crédito está mais caro e, assustado com os efeitos da crise, o consumidor tem evitado assumir dívidas”, afirma o economista Alexandre Andrade, da Tendências Consultoria. Leia o resto do artigo »
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Postado em 10 dEurope/London janeiro dEurope/London 2009
Publicado em: Folha de S. Paulo
Por: RODRIGO VARGAS
Se a União pode desembolsar bilhões para ajudar o setor privado a enfrentar a crise internacional, também deve ajudar Estados e municípios a amenizar os efeitos da queda na arrecadação que se avizinha.
O argumento vem sendo usado pelo governador de Mato Grosso, Blairo Maggi (PR), para dar impulso a uma ampla proposta de renegociação das dívidas com a União -que inclui o fim da indexação e uma moratória de dois anos no pagamento de juros e encargos.
O secretário estadual Éder de Moraes (Fazenda) diz que as mudanças combateriam a “falta de liquidez estatal” para investimentos durante o período de “turbulência” e “desaceleração da atividade econômica”.
“O governo teve boa vontade para gastar R$ 250 bilhões em ajuda ao setor privado, então é justo que Estados e municípios sejam também amparados neste momento com a reestruturação da dívida”, avalia Moraes.
O valor total das dívidas, renegociadas na década passada pelo governo FHC, é superior a R$ 330 bilhões. Leia o resto do artigo »
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Postado em 9 dEurope/London janeiro dEurope/London 2009
Publicado em: Gazeta Mercantil
O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro registrou em outubro do ano passado a primeira queda depois de 26 meses. É uma retração pequena, de 0,88%, mas acende o “sinal vermelho” no campo, segundo avalia a presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu (DEM-TO).
A última vez em que houve queda do PIB do agronegócio foi em junho de 2006, quando a retração foi de 0,148%. Com o fim da tendência de altas, o PIB consolidado do agronegócio deverá atingir, para todo o ano de 2008, R$ 685 bilhões, avanço de 6,7% na comparação com os R$ 642,6 bilhões de 2007.
O PIB projetado para 2008 é exatamente o resultado acumulado até outubro. A CNA não calcula qualquer expansão nos dois últimos meses do ano. Considera, inclusive, possibilidade de novas retrações. Segundo Kátia Abreu, até o final de 2008 apenas 18% da nova safra já tinha sido comercializada, o índice esperado seria de pelo menos 50%. Já em 2009 o percentual de comercialização pouco avançou, atingindo 20%. Diante da retração dos negócios no campo, a CNA defende a adoção rápida de medidas de apoio à comercialização para evitar a queda dos preços pagos ao produtor. Leia o resto do artigo »
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Postado em 9 dEurope/London janeiro dEurope/London 2009
Publicado em: Folha de S. Paulo
Por: LEANDRA PERES
O governo poderá usar os R$ 14,3 bilhões que já tem no Fundo Soberano do Brasil para transferir recursos aos bancos federais com o objetivo de financiar programas considerados prioritários. Além disso, o dinheiro poderá ser aplicado numa única empresa ou instituição financeira, o que aumenta significativamente o risco do governo. Se houver calote ou o projeto não render o suficiente, o Tesouro perderá dinheiro.
Essas regras fazem parte do regulamento do FFIE (Fundo Fiscal de Investimento e Estabilização), que funcionará como o braço operacional do fundo soberano. É por meio do fundo fiscal, administrado pelo Banco do Brasil, que as aplicações do dinheiro serão feitas.
O ministro Guido Mantega (Fazenda) autorizou o BB, que receberá cerca de R$ 7,1 milhões ao ano como taxa de administração, a aplicar todo o dinheiro em títulos públicos federais e também na compra de papéis de dívida que sejam emitidos pelos bancos federais.
Na prática, essa é uma maneira de usar o fundo soberano para que as instituições públicas, em especial o BNDES, tenham dinheiro para emprestar a setores que o governo considera importantes para manter o crescimento da economia. Leia o resto do artigo »
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Postado em 9 dEurope/London janeiro dEurope/London 2009
Publicado em: Gazeta Mercantil
As taxas dos contratos de juros futuros negociados na BM&FBovespa voltaram a recuar ontem com os dados de desempenho da indústria automobilística reforçando as expectativas de que o colegiado do Banco Central (BC) deve ser mais agressivo na redução da taxa Selic, atualmente 13,75% ao ano, na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) deste mês, segundo avaliação do analista econômico da Mercatto Investimentos, Gabriel Goulart.
Para Goulart, as chances de corte de 0,75 ponto percentual da taxa de juros básica cresceram ontem diante dos dados ruins sobre a produção de veículos no País, que caiu 54,1% em dezembro na comparação o mesmo mês de 2007, segundo dados divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Leia o resto do artigo »
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Postado em 8 dEurope/London janeiro dEurope/London 2009
Publicado em: Uol Economia
O Banco da Inglaterra reduziu nesta quinta-feira sua taxa básica de juros em 0,5 ponto percentual, para 1,5% ao ano, um número nunca atingido desde a fundação da instituição, em 1694. O objetivo é evitar que o Reino Unido entre em uma longa recessão.
O juro básico chegou a esse patamar depois de sucessivos cortes realizados pelo banco central britânico. Em outubro, a taxa estava em 5% ao ano.
O corte desta quinta-feira era amplamente esperado pelos analistas da City de Londres (centro financeiro), mas alguns não descartavam que o comitê monetário – formado por nove pessoas – reduzisse os juros para 1%.
“A confiança dos negócios e do consumidor caiu consideravelmente. O crescimento comercial mundial pode ser este ano o mais fraco em muito tempo”, afirmou a instituição em nota. Leia o resto do artigo »
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