Postado em 3 dEurope/London abril dEurope/London 2009
Por José Luis Fiori
Fonte: Valor, 18.3.2009.
A reunião dos presidentes Obama e Lula, na hora da sesta de um sábado de inverno, na avenida Pensilvânia, 1600, em Washington, foi uma cerimônia litúrgica, com temas aleatórios, propostas inócuas e encenações simbólicas. Como no caso das duas reuniões anteriores, com os primeiros-ministros Taro Aso, do Japão, e Gordon Brown, da Grã-Bretanha, ocasião em que foram confirmadas as velhas alianças preferenciais ou imperiais dos Estados Unidos, na Ásia, Europa e América Latina.
Não há nenhuma surpresa ou novidade neste assunto: o Brasil, por exemplo, depois da reunião, manteve a mesma posição que já tinha desde a administração Truman, até os governos de Clinton e Bush. As próximas reuniões ficarão mais difíceis, devido à radicalização fundamentalista do Estado de Israel, o esfriamento das relações com a Arábia Saudita e o esfacelamento do poder no Paquistão. Seja como for, a escolha dos convidados e a ordem das reuniões, será sempre um gesto simbólico e uma decisão exclusiva do governo americano. Mas isto não condena os convidados ao imobilismo, porque fora da Casa Branca, o mundo segue girando e mudando de forma cada vez mais surpreendente. Leia o resto do artigo »
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Postado em 1 dEurope/London abril dEurope/London 2009
Fonte: Monitor Mercantil (31/03/2009)
A França ameaça retirar-se da reunião do Grupo dos 20 – países mais industrializados e em desenvolvimento – quinta-feira, em Londres, se suas demandas por maior regulação financeira não forem atendidas. O anúncio foi feito pela ministra das Finanças da França, Christine Lagarde, em entrevista à BBC.
“Sim, vamos. O presidente (Nicolas) Sarkozy foi muito claro nesse front. Ele disse que, se as condições “não estiverem lá, eu não vou assinar o comunicado”. Isso quer dizer abandonar”, afirmou Lagarde. “Eu acho que ele está muito determinado”, acrescentou a ministra.
Já os governos da Argentina e do Brasil defenderão posição comum na reunião do G20, segundo o ministro argentino de Relações Exteriores, Jorge Taiana, que está no Catar, acompanhando a presidente Cristina Kirchner na cúpula de países sul-americanos e árabes:
“Temos pontos em comum com Brasil e Arábia Saudita, que participam dessa reunião e estarão no encontro do G20″, disse Taiana.
Para o ministro argentino, a cúpula do Catar está dando oportunidade de ouvir nações que não estarão em Londres: “Será preciso escutar outros países, tanto árabes, como sul-americanos. Escutar suas razões e argumentos para enriquecer nossa posição”, salientou.
O governo argentino defende uma reforma dos mecanismos de supervisão do sistema financeiro, além de maior regulação das instituições financeiras e a mudança na estrutura de votação do Fundo Monetário Internacional (FMI).
O governo argentino também quer que o FMI conceda empréstimos aos países emergentes sem impor condições que sacrifiquem o crescimento desses países.
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Postado em 31 dEurope/London março dEurope/London 2009
Por Nouriel Roubini
Um jornalista entrou em contato comigo com a seguinte pergunta: “Sou repórter e escrevo uma matéria sobre a vida de Bernard Madoff, depois de ter se confessado culpado. Gostaria de saber se você poderia avaliar qual significado ele terá na história. Ele representará mais do que um velhaco que roubou muito dinheiro dos clientes? Como Bernie Ebbers e Ken Lay foram os símbolos de fraude e avareza, o que Madoff vai representar?”
Minha resposta detalhada a seguir.
Os americanos viveram por uma década ou mais em um mercado escapista, com base na bolha Ponzi. Madoff é o espelho da economia dos Estados Unidos e de seus agentes superalavancados. Somos um castelo de cartas de alavancagem sobre alavancagem dos mutuários, de empresas financeiras e de corporações, que hoje quebram.
A relação entre a dívida e a renda dos mutuários saltou de 65% há quinze anos para 100%, em 2000, e 135% hoje. Todos jogaram o esquema Ponzi. A relação da dívida total, de mutuários, empresas financeiras e corporações, é agora de 350%. Os preços dos imóveis caíram 20% e recuarão outros 20%, antes que atinjam o fundo do poço, e as ações despencaram mais de 50% (e devem cair mais). Não funciona mais usar os imóveis como caixas eletrônicos para financiar o consumo Ponzi. A festa acabou para mutuários, bancos e corporações altamente alavancados.
O estouro da bolha imobiliária, acionária, dos fundos hedge e das operações de private equity mostrou que muito da “riqueza” que sustentou a maciça alavancagem e os supergastos dos agentes era falso. É cristalino que o rei está nu e nós somos o imperador sem roupas. A onda da bolha escondia o fato de que os americanos e seus bancos estavam nadando nus. O estouro apenas revelou o fato, com a maré baixa.
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Postado em 28 dEurope/London março dEurope/London 2009
Por Cesar Benjamin
Fonte: Folha de S.Paulo, 21.3.2009.
QUANTO MAIS volátil se torna a riqueza, mais ela necessita de uma retaguarda segura. A especulação não poderia ter ido tão longe se o sistema internacional não contasse com o lastro dos títulos do Tesouro americano. Por outro lado, esses títulos não seriam tão importantes se as demais expressões da riqueza não tivessem assumido formas tão inseguras. Denominados em dólar, eles garantem o papel especial da moeda americana no mundo, como moeda de reserva. Assim, globalização financeira e hegemonia dos Estados Unidos tornaram-se faces de um mesmo processo, combinando, como sempre, riqueza e poder.
Mas a financeirização promoveu transformações estruturais na própria economia americana, crescentemente dominada por um novo tipo de gestão de negócios, a gestão de ativos líquidos. Movimentando-se com desenvoltura no espaço dos mercados de capitais, manejando portfólios muito diversificados, os gestores dessas grandes massas de recursos alteraram o modo como a economia funciona, capturando e abandonando empresas, sucessivamente, conforme as expectativas de rentabilidade no curto prazo. O impacto disso sobre a crise atual é tremendo.
Os acionistas controladores -frequentemente detendo uma quantidade ínfima de ações, por causa da pulverização- deixaram de ter vínculos de longo prazo com as empresas que controlavam, introduzindo óbvias deformações nos processos decisórios. As empresas passaram a ter estruturas de comando sempre transitórias, submetidas à tirania dos balanços trimestrais. Projetos de longa maturação passaram a ser sistematicamente adiados.
O conceito de eficiência desvinculou-se de qualquer visão sistêmica e passou a se confundir com os benefícios que essa forma de gestão trazia para os próprios gestores, cuja remuneração era definida pelo preço das ações negociadas em Bolsa. Esse pífio indicador foi transformado em fetiche. Leia o resto do artigo »
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Postado em 28 dEurope/London março dEurope/London 2009
Por Marcio Pochmann
Fonte: Valor Econômico, 19.3.2009
As consequências sociais decorrentes da presente crise difundem-se rapidamente, tendo o desemprego e a precarização dos postos de trabalho a maior centralidade na organização do bem-estar humano. Sem trabalho, os indicadores sociais tendem a se degradar pronunciadamente.
Na Depressão de 1929, quando o nível de ocupação atingiu patamares reduzidos jamais vistos, o enfrentamento do desemprego não se deu exclusivamente pela porta da geração de novos postos de trabalho. Não há dúvidas que somente a retomada sustentada da economia terminou por abrir condições adequadas de elevação do nível de ocupação, mas isso se deu no longo prazo, a partir da superação das causas que haviam levado à grande crise dos anos 1930.
Por conta disso, parcela importante das ações de enfrentamento do desemprego ocorreu para além da demanda econômica de absorção de trabalhadores. Ou seja, a redução do desemprego transcorreu sobre a determinação da oferta de mão-de-obra, com intuito de reduzi-la em função da crescente ociosidade da força de trabalho. Assim, por exemplo, ganhou maior importância o conjunto de ações voltadas tanto para a postergação do ingresso como a antecipação da saída do mercado de trabalho.
Ao invés da entrada no mercado de trabalho a partir dos 5 ou 6 anos de idade, conforme experiência anterior da sociedade agrária, houve a postergação para os 15 anos, após passagem pelo ensino básico. Ou seja, a educação passou a antecipar qualquer experiência laboral, da mesma forma que depois da conclusão de um determinado tempo de trabalho regular (geralmente 30 anos para mulher ou 35 anos para o homem), foi definida a saída do mercado de trabalho para a inatividade financiada por fundos públicos.
Nesses termos, a superação da crise do desemprego da década de 30 implicou uma nova combinação da jornada de trabalho com o tempo de vida. A jornada do trabalho pela sobrevivência, que representava 4/5 do tempo de vida do ser humano antes da Depressão de 1920, passou para não mais do que 2/5 em função da postergação do ingresso e da antecipação da saída do mercado de trabalho. Na ausência de trabalho para todos, foram sendo constituídas as condições políticas necessárias para a acomodação da oferta de mão-de-obra com garantia de renda à quantidade e qualidade da demanda econômica de trabalhadores. Leia o resto do artigo »
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Postado em 26 dEurope/London março dEurope/London 2009
Efeitos colaterais do lulismo incondicional
Por Maria Inês Nassif
Fonte: Valor-online
A adesão incondicional do PT ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem efeitos colaterais. O partido suprimiu qualquer projeto de agenda própria por constatar que a sua dependência eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva continua a mesma de 1989,1994, 1998, 2002 e 2006, mesmo não existindo a possibilidade de que ele seja novamente candidato em 2010.
Ao longo dos últimos meses, enquanto consolidava a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, como candidata à sua sucessão, dentro e fora do partido, Lula passou também a ser o fator de convergência de uma rearticulação interna que em outras eleições não apenas definiu um grupo majoritário no partido, mas o setor que se aliaria à sua figura e à sua popularidade. A diferença para os anos anteriores é que, antes, as contradições internas obrigavam a uma costura dos interesses dos grupos em conflito de tal forma que, se era objetivo de todos os grupos vencer as eleição com o candidato Lula, o programa que o levaria ao poder seria a síntese da dinâmica partidária. Em algum momento, no processo de luta interna, o partido conferia um perfil ideológico ao seu candidato e estabelecia uma relação orgânica com ele.
Nessas eleições, a dinâmica partidária está seriamente comprometida pelo que parece, de um lado, uma exigência de Lula ao partido, de adesão incondicional a um projeto de poder que é uma construção quase pessoal sua, e de outro, de um pragmatismo do PT, que cede por não ver possibilidades de uma vitória autônoma, que não dependa da popularidade do presidente Lula. Até o momento, não há sinais de que um projeto de poder e um projeto de partido irão se unir lá na frente de forma orgânica. A aliança entre ambos parece se dar muito mais em função de um risco de “retrocesso” – que, no entendimento interno, seria perder o poder para o PSDB – do que em função de um projeto político comum. Leia o resto do artigo »
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Postado em 26 dEurope/London março dEurope/London 2009
by Robert Shilller
A critical aspect of animal spirits is trust, an emotional state that dismisses doubts about others. In talking about animal spirits, Keynes sought to convey the message that swings in confidence are not always logical. The business cycle is in good part driven by animal spirits. There are good times when people have substantial trust and associated feelings that contribute to an environment of confidence. They make decisions spontaneously. They believe instinctively that they will be successful, and they suspend their suspicions. As long as large groups of people remain trusting, peoples somewhat rash, impulsive decision-making is not discovered. Unfortunately, we have just passed through a period in which confidence was blind. It was not based on rational evidence.
The more complex the transaction the more trust is needed to sustain the transaction. So what must we do to revive our animal spirits and economic growth? The Treasury and the Federal Reserve not only need a fiscal target, they also need a credit target. The banks, whose managers are suffering from the same flagging animal spirits as the rest of the economy, will not expand their credit much just because they are more solvent.
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Robert Shiller is professor of economics at Yale University. His new book, with George Akerlof, “Animal Spirits: How Human Psychology Drives the Economy and Why It Matters for Global Capitalism”, is published by Princeton.
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Postado em 26 dEurope/London março dEurope/London 2009
Fonte: PH Amorim
Aí está a fina flor da oposição brasileira: PSDB, DEM e PPS (Alô, alô, Roberto Freyre e Raul Jungmann…).
Com o PMDB não há por que se surpreender.
Mas, o que dirão os cardeais da oposição ?
E, agora, como vão para a eleição de 2010 ?
Esse é o dólar na cueca deles ?
Ou o dinheiro que eles pegavam com a Camargo Correia é santo ?
E o dinheiro do Daniel Dantas, também é santo ?
E a privatização dos telefones é santa ?
É preciso enforcar o corajoso Juiz Fausto De Sanctis HOJE!
A elite branca de olhos azuis não pode conviver com esse homem, especialmente se a cabeça dele ficar em cima do pescoço !
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