Postado em 10 dEurope/London junho dEurope/London 2009
Por José Carlos de Assis
Fonte: Valor Econômico (05/06/2009).
Tomando emprestado o dinheiro parado nas empresas, por meio de títulos públicos, o Estado pode investi-los.
O imperativo da sobrevivência está impondo a todas as economias importantes do mundo a realização de grandes déficits públicos para salvar seus sistemas financeiros e estimular a demanda. É tempo, pois, de revisitar as teses acadêmicas segundo as quais o déficit, que leva a um aumento da dívida pública, deve ser evitado a todo o custo para não sobrecarregar as gerações futuras com as crescentes obrigações por conta de juros e de amortizações, e o risco de aumento de tributos.
Houve tempo, dos anos 70 para cá, em que economistas neoclássicos, depois chamados neoliberais, como os americanos Robert Lucas e Robert Barro, encantavam políticos conservadores de todo o mundo com suas teses de que o déficit público, mesmo em recessão, era fonte de desequilíbrios permanentes na economia e não funcionavam como estímulo à recuperação. Era melhor esperar e deixar que as livres forças do mercado promovessem o relançamento, que seria inevitável.
Vivíamos num mundo inocente, no qual ocorriam recessões periódicas e crises financeiras periódicas, mas nunca as duas juntas. Ou seja, pensava-se que estávamos vacinados contra crises globais do tipo da Grande Depressão. Vemos agora que não é bem assim. Uma crise de demanda sem a ocorrência simultânea de uma crise financeira pode ser revertida com adequadas políticas monetárias, mediante uma redução consistente da taxa de juros básica. Uma crise financeira podia ser revertida em sua própria órbita, sem comprometimento fiscal. As duas juntas não aconteciam desde os anos 30. O que é melhor fazer quando acontecem? Leia o resto do artigo »
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Postado em 7 dEurope/London junho dEurope/London 2009
Aqui na França, pegou mal as autoridades brasileiras apresentarem pedaços de madeira como peças possíveis do Airbus. Trata-se de um avião e, não, de uma jangada!
Leia mais: Conversa Afiada
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Postado em 7 dEurope/London junho dEurope/London 2009
Fonte: Monitor Mercantil
Em palestra na UFRJ, o delegado da Política Federal Protógenes Queiroz, acusou o então presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, e o então presidente do Banco Central (BC), Armínio Fraga, de fraudarem a dívida pública:
“Como policial federal, tive acesso a investigações sobre a dívida externa. Houve muita fraude, ninguém foi punido. Houve até quem virasse presidente do BC”, disse, referindo-se a Fraga.
Segundo Queiroz – afastado de seus funções após investigar o Banco Opportunity – o esquema contou com articulações internacionais, em paraísos fiscais e até na França.
“Quando esteve exilado na França, FH se envolveu na falsificação de títulos da dívida externa”, acusou.
O delegado, no entanto, se recusou a entrar em maiores detalhes naquele momento. “Isso daria uma outra palestra específica”, argumentou.
Queiroz creditou ao atual ministro de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, a coordenação da Operação Guarda-chuva, de 1992, que, segundo ele, teria resultado nos programas de privatizações da década de 90: “A Operação Satiagraha descobriu esse acordo. Daniel Dantas foi irrigado por dinheiro de fundos de pensão. Chegou a administrar US$ 1 trilhão no governo FH. Participam também grupos internacionais, como o Citygroup.”
O delegado acusou Daniel Dantas de ter 1.400 concessões do subsolo brasileiro, que estaria revendendo a estrangeiros e parte da imprensa de estar “a mercê de uma justiça elitista”.
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Postado em 3 dEurope/London junho dEurope/London 2009
Por Carlos Lessa
Fonte: Valor Econômico (03/06/09).
O pré-sal ocupa uma área correspondente a 800 km de extensão por 200 km. É uma reserva de cerca de 90 bilhões de barris de petróleo leve, o que situa o Brasil com a provável quarta reserva mundial. Na década de 70, havia suspeita geológica. A descoberta com procedimentos de sondagem aperfeiçoados pela Petrobras, foram abertos 11 poços e todos chegaram ao petróleo do pré-sal. O primeiro custou US$ 260 milhões; hoje, se reduziu a US$ 60 milhões. Com barril acima de US$ 50, há economicidade na produção de petróleo do pré-sal.
O Brasil, em 2008, exportou 36,9% de produtos básicos e 13,7% de semimanufaturados, enquadrando-se como um país exportador de commodities. Alguém diria, entusiasmado: “O Brasil agora será um importante exportador de petróleo”. Espero que isto não aconteça. Sou favorável a que o Brasil amplie continuamente sua receita de exportações, porém preferencialmente com semimanufaturados – melhor exportar diesel que petróleo – ou com manufaturados. Certamente o Brasil continuará sendo exportador de commodities. A soja em grão é um produto agropecuário no âmbito do estabelecimento agrícola; para ser produzida necessita fertilizantes e combustível para as máquinas agrícolas, ou seja, produtos de petróleo. O caminhão de transporte ao porto utiliza combustível derivado de petróleo, sendo ele mesmo composto com diversas peças – pneus, plásticos – diretamente produzidas a partir de petróleo. A soja em grão exportada “leva ao exterior” o petróleo utilizado ao longo de sua cadeia produtiva. Isto é verdadeiro para todos os produtos exportáveis. É sempre preferível, para a geração de emprego e renda no Brasil, dispor da economia de petróleo a serviço da exportação e da produção para o mercado interno. Leia o resto do artigo »
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Postado em 3 dEurope/London junho dEurope/London 2009
“Uma recessão profunda comprova que existe um enorme aumento na poupança excedente desejada com pleno emprego, como argumenta o professor Krugman. No momento, portanto, os déficits fiscais não estão dificultando as emissões do setor privado. Pelo contrário, estão facilitando as emissões, apoiando a demanda, que sustenta os postos de trabalho e os lucros. O que teria acontecido se os governos tivessem decidido reduzir despesas e elevar impostos? Pode-se discordar de quanto de afrouxamento fiscal deliberado foi necessário. Mas um dos motivos mais importantes que explicam porque esta não é a Grande Depressão é que aprendemos uma lição então, e no Japão na década de 1990: não apertem a política fiscal cedo demais. Além disso, economias historicamente bem administradas certamente são capazes de aguentar níveis mais altos de endividamento público muito confortavelmente” – Martin Wolf, ‘A política está funcionando’, Valor Econômico (03/06/09).
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Postado em 2 dEurope/London junho dEurope/London 2009
“Para os que creem na matemática como linguagem universal, essa estética leva à existência de uma única verdade. Acho isso preocupante, pois me soa como ecos de um monoteísmo judaico-cristão, uma infiltração religiosa, mesmo que sutil e metafórica, nas ciências. Melhor é defender a matemática e a beleza como nossa invenção. Criamos uma linguagem para descrever o mundo, que não podemos deixar de achar bela”.
Fonte: Jornal da Ciência
Marcelo Gleiser é professor de física teórica no Dartmouth College, em Hanover (EUA), e autor do livro “Harmonia do Mundo”. Leia o resto do artigo »
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Postado em 2 dEurope/London junho dEurope/London 2009
Yvonne Maggie elogia decisão do TJ do Rio, critica cotas raciais e defende investimentos na educação básica
José Meirelles Passos escreve para “O Globo” (31/05/09):
Fervorosa ativista contra o sistema de cotas raciais para o ingresso nas universidades, a antropóloga Yvonne Maggie, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, comemorou a recente suspensão, pelo Tribunal de Justiça, da lei estadual que estipulava a reserva de vagas em universidades estaduais, como um primeiro passo para a revogação de leis raciais.
A seu ver, elas servem apenas para dividir os brasileiros que, no geral, diz, rejeitam o racismo. Segundo ela, o sistema de cotas é fruto de pressão internacional alimentada por milhões de dólares da Fundação Ford: – Essa pressão talvez tivesse caído no vazio se não houvesse dinheiro americano nessa história.
- O sistema de cotas é apresentado como forma de criar oportunidades iguais para todos. A senhora discorda. Por quê?
Porque ele faz parte de leis raciais que querem implantar no Brasil. E elas são inconstitucionais. A Constituição Federal proíbe criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si. A do Estado do Rio também. Estou defendendo o estatuto jurídico da nação brasileira, com base no fato de que raça não pode ser critério de distribuição de justiça. Raça é uma invenção dos racistas para dominar mais e melhor. Leia o resto do artigo »
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Postado em 2 dEurope/London junho dEurope/London 2009
Por Luís Nassif
Com a concordata requerida, a General Motors não desaparecerá. O modelo de concordata americano, assemelha-se no nosso recém-criado recuperação judicial – inspirado no Capítulo 11 da legislação americana sobre falências e concordatas.
Primeiro, a empresa declara sua incapacidade de quitar suas dívidas. Comprova comparando seu faturamento com seu passivo. Depois, tem 60 dias para apresentar um plano de negociação das dívidas.
No caso da GM, será impossível equacionar a dívida sem redução do total devido e sem aporte de capital novo. É aí que entra o governo norte-americano.Para poder ajudar a companhia, o governo de Barack Obama exigiu um plano que mostrasse sua viabilidade. A GM não conseguiu se acertar com os credores e trabalhadores. Entrou, então, com o pedido de proteção judicial – para evitar a liquidação, caso em que seria fechada e seus bens leiloados para atender aos credores.
Agora, a administração federal colocará cerca de US$ 50 bilhões na companhia – US$ 20 bilhões dos quais já liberado. Ficará com 60% do capital. O governo do Canadá entrará com US$ 95 bilhões e ficará com mais 12,5%. O sindicato UAW com 17,5%. Leia o resto do artigo »
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