Postado em 22 dEurope/London outubro dEurope/London 2009
Publicado na FSP de 22/10/2009
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva diz que até “Jesus teria de chamar Judas para fazer coalizão” se fosse eleito para governar o Brasil. Na primeira entrevista à Folha após dois anos, declara que “a transferência de voto não é como passe de mágica”. Diz, porém, que se empenhará em transferir o seu prestígio e o do governo para a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, sua candidata. Nega que a eleição dela fosse equivaler a um terceiro mandato. “A Dilma no governo tem de criar a cara dela. Rei morto, rei posto.”
Lula afirma ser “debate pequeno” a declaração do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, de que faz comícios pró-Dilma em viagens pelo país. Novamente de dieta para emagrecer, diz que apoiou a manutenção no cargo do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), por “segurança institucional”. Segundo Lula, a oposição ia “fazer um inferno neste país”. Leia o resto do artigo »
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Postado em 20 dEurope/London outubro dEurope/London 2009
Um artigo publicado na edição desta terça-feira do jornal Financial Times afirma que “o Brasil é a potência do século 21 a se observar”.
Fonte: BBC Brasil
Assinado pelo comentarista Michael Skapinker, o artigo compara duas visões antagônicas do país – uma negativa, na qual se sobressaem problemas de violência e desigualdade social, e uma positiva, que ressalta uma economia pujante e plena de recursos naturais.
Sem tomar partido por uma das visões, o comentarista diz que o país será “a grande história do próximo ano”.
Os fundamentos de sua avaliação foram apresentados por ele em um recente encontro que reuniu jornalistas de diferentes publicações internacionais. Leia o resto do artigo »
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Postado em 20 dEurope/London outubro dEurope/London 2009
O governo decidiu taxar com uma alíquota de 2% o capital estrangeiro que entrar no País para aplicações em renda fixa e ações. O intuito é evitar uma valorização exagerada do real e a criação de uma bolha decorrente do excesso de liquidez internacional. Para o conselheiro informal do presidente Lula para assuntos econômicos, Luiz Gonzaga Belluzzo, a medida poderia até ser mais radical. Ele defende, há muito tempo, maior intervenção do Banco Central no câmbio.
- Na verdade, quem está contra a taxação quer cuidar dos próprios investimentos, dos interesses próprios. O governo tomou uma medida que, na minha opinião, deveria ser mais radical. Deveria ter alterado a forma de atuação do Banco Central no mercado de câmbio – avalia Belluzzo, ex-secretário do Ministério da Fazenda.
Clique aqui para ler o resto da entrevista.
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Postado em 10 dEurope/London outubro dEurope/London 2009
Por Cynara Menezes
Fonte: CartaCapital
Sentado na primeira fila na cerimônia em Copenhague, na Dinamarca, ao lado dos nervosíssimos Eduardo Paes, prefeito do Rio, do governador Sérgio Cabral e do presidente Lula, o ministro do Esporte, Orlando Silva, parecia paralisado em uma espécie de transe zen, ansioso de que o desfecho da tortura viesse logo. “Eu tinha certeza que íamos ganhar. Até disse pro Cabral, que estava desesperado: ‘Esquece, compadre, essa nós ganhamos’. Mas a demora me deixou apreensivo. Para que aquele ritual todo? Pega o papel e abre, ué. Não, tem de botar o envelope numa bacia, levar a bacia até o presidente do comitê olímpico internacional…” O presidente do COI, Jacques Rogge, finalmente anuncia o nome do Rio de Janeiro como cidade-sede das Olimpíadas de 2016.
Lembranças de uma noite de festa. Depois, porém, dos abraços da vitória, começaram as divergências entre o presidente da Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, também presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), e o governo. A preocupação é que não se repitam os quase 800% de estouro do orçamento dos Jogos Pan-Americanos de 2007, organizados porr Nuzman, mas também que se aproveite o evento para mudar o perfil do esporte no País. Leia o resto do artigo »
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Postado em 10 dEurope/London outubro dEurope/London 2009
Por Eduardo Gomes e Rodrigo L. Medeiros
Fonte: Monitor Mercantil (08/10/2009)
Sinais de que o Brasil vencerá a crise são visíveis. O FMI prevê uma queda de 0,7% no PIB brasileiro neste ano e um aumento de 3,5% para 2010. Novamente na história brasileira a força do seu povo mostrou-se ímpar. Sua justaposição à contraditória acomodação da política econômica ao ambiente de crise foi importante para espantar o pior dos mundos.
Estamos ainda bem longe do “melhor dos mundos”. Medidas de ordem keynesiana foram adotadas por diversos países. A condução da política monetária brasileira, por sua vez, demorou a acompanhar o que se passava em outros países afetados pela crise originada em Wall Street.
Enquanto a política fiscal apontava num sentido expansionista, a política monetária elevou os custos de oportunidade para os investimentos produtivos na economia brasileira e dificultou o giro das operações de muitas pequenas e médias empresas. Leia o resto do artigo »
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Postado em 5 dEurope/London outubro dEurope/London 2009
Publicado na FSP de 15/09/2009.
Historiador marxista volta a defender-se com relação a ataques às suas convicções ideológicas “me recuso a dizer que perdi a esperança”
FOLHA – O que mais deveria ser discutido no aniversário de 20 anos da queda do Muro de Berlim?
ERIC HOBSBAWM – A celebração é oportuna porque o capitalismo agora chegou a seu limite. A crise econômica mundial é o fim de um ciclo, que começou a ruir quando caiu o Muro em Berlim. No Leste Europeu, vejo dificuldade em rompimento com o legado comunista. Mas é o Ocidente quem deve refletir mais sobre o que ocorreu na Guerra Fria e o que pode ser feito para evitar um novo colapso.
FOLHA – As “Eras” são consideradas um exemplo de boa análise histórica dedicada a um amplo período. O sr. acha que falta ambição a historiadores hoje?
HOBSBAWM – Para fazer história com uma perspectiva maior, é preciso ser um intelectual maduro. Hoje, os jovens historiadores gastam muito mais tempo em suas especializações. Quando estão aptos a dar um passo maior, hesitam. A história equivocadamente se afastou da “história total” que fazia Fernand Braudel [1902-1985].
FOLHA – O sr. começa “A Era dos Impérios” contando uma história autobiográfica (a do encontro de seus pais no Egito) e então propõe uma reflexão sobre história e memória. Quão diferente foi escrever este volume, que se refere a passagens mais próximas do seu olhar no tempo, do que os anteriores? Leia o resto do artigo »
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Postado em 5 dEurope/London outubro dEurope/London 2009
Por Luiz Gonzaga Belluzo
Publicado no Valor Econômico de 15/09/2009.
Na edição de segunda-feira, 14 de setembro, a “Folha de São Paulo” publicou entrevista com a “especialista em desenvolvimento” australiana Linda Weiss. Ela proclama que a “a redução do papel do Estado na economia sempre foi um mito”. Disso já sabia o celebrado historiador Fernand Braudel. Em sua obra maior, “Civilização Material e Capitalismo”, Braudel escreveu: “o erro mais grave (dos economistas ) é sustentar que o capitalismo é um sistema econômico… Não devemos nos enganar, o Estado e o Capital são companheiros inseparáveis, ontem como hoje.”
Em seu curso no College de France, oferecido entre 1978 e 1979, mais tarde publicado sob o título de “Nascimento da Biopolítica”, Michel Foucault cuidou de examinar as condições da governabilidade nas sociedades de mercado. A certa altura, Foucault concluiu que a teoria econômica move-se num vazio institucional e histórico, enquanto a vida econômica dos homens concretos se movimenta numa ordem social economicamente regulada pelo direito “com base na economia de mercado”. Não se trata de mercado ou Estado, senão de uma coisa e outra.
As reformas ditas liberalizantes não afastaram, de fato, o Estado da arena econômica, mas foram empreendidas, desde o crepúsculo dos anos 70 do século passado, com o propósito de mobilizar os recursos políticos e financeiros dos Estados Nacionais para fortalecer os respectivos sistemas empresariais envolvidos na concorrência global. Leia o resto do artigo »
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