Postado em 5 dEurope/London agosto dEurope/London 2009
“A presença de Minsky”, por Márcia Pinheiro
“De repente, um momento de provação para o capitalismo”, por Cyro Andrade
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Postado em 5 dEurope/London agosto dEurope/London 2009
By PAUL KRUGMAN
Americans are angry at Wall Street, and rightly so. First the financial industry plunged us into economic crisis, then it was bailed out at taxpayer expense. And now, with the economy still deeply depressed, the industry is paying itself gigantic bonuses. If you aren’t outraged, you haven’t been paying attention.
But crashing the economy and fleecing the taxpayer aren’t Wall Street’s only sins. Even before the crisis and the bailouts, many financial-industry high-fliers made fortunes through activities that were worthless if not destructive from a social point of view. Op-Ed Columnist
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Postado em 4 dEurope/London agosto dEurope/London 2009
Por Luís Nassif
Anos atrás, a ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial) anunciou uma política industrial. Não foi longe, especialmente porque o Ministério da Fazenda, do Ministro ao porteiro, era contrário a qualquer forma de política industrial. Tempos depois, foi anunciada uma segunda política industrial, privilegiando alguns setores mas especialmente políticas horizontais – como estímulo ao investimento e à inovação.
Devolveu ao BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) o vigor perdido, por muitos anos sem políticas pró-ativas. Essa mudança ajudou no segundo semestre do ano, quando foi necessária montar a política anticíclica que ajudou a reduzir os impactos da crise global, lembra Júlio César de Almeida, do IEDI (Instituto de Estudos de Desenvolvimento Industrial).
Mas quem moldará definitivamente o desenho do país nas próximas décadas será o câmbio. E o governo Lula continua permitindo a loucura iniciada no governo FHC, de perpetuação da apreciação cambial. Leia mais…< >< ><-->
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Postado em 3 dEurope/London agosto dEurope/London 2009
Afinal, qual a política industrial brasileira? Nos últimos anos foram lançadas várias, definidas várias prioridades, montados planos de trabalho inter-ministeriais. Depois do lançamento solene, fica-se no ar, sem saber o que avançou, o que não avançou.
A impressão que passa é um país ainda sem plano de vôo.
Tome-se esses dados, extraídos da matéria do Estadão sobre o tema:
“Vamos precisar de um arrojo muito maior se quisermos continuar a ter alguma expressão no comércio mundial de manufaturados, coisa que hoje está em xeque”, diz Gomes de Almeida. Ele ainda cita que o Brasil perdeu 50% da exportação de automóveis, 50% de aço, 60% de motores elétricos e 40% de calçados. “O Brasil está ameaçado na sua exportação de manufaturados como nunca esteve antes.”
Embora a cadeia produtiva de automóveis seja relevante, os benefícios concedidos a ela (isenção de IPI) foram sem contrapartida e não geraram consequências positivas. Sabendo que a isenção tem tempo certo para terminar, nenhuma indústria vai planejar investimentos sem saber o nível certo de demanda pós-isenção. Leia mais em Luís Nassif…
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Postado em 2 dEurope/London agosto dEurope/London 2009
Por Eduardo Gomes e Rodrigo L. Medeiros
Fonte: Monitor Mercantil (01/08/09)
Há mais de 70 anos, John M. Keynes sugeriu que se fizesse de conta, num contexto de precárias condições, que o certo é errado e o errado é correto, pois o errado é útil e o certo não. Keynes observou que o desenvolvimento econômico decorreu da avareza, da usura e da precaução, atributos que ele pessoalmente desprezava.
A utopia keynesiana recomendava então que tais atributos precisariam continuar, por mais algum tempo, a serem “nossos deuses”. Os sistemas produtivos sinalizavam capacidade de liberar os seres humanos para o lazer e a cultura.
Com a gradual superação do contexto da escassez para o de afluência magistralmente descrito por John K. Galbraith em 1958, tudo indicava que a respectiva utopia não precisaria aguardar um século para que fosse realizada. Leia o resto do artigo »
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Postado em 29 dEurope/London julho dEurope/London 2009
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Postado em 28 dEurope/London julho dEurope/London 2009
Fonte: Correio da Cidadania
Por Paulo Metri
Os ministros Lobão e Dilma vão aos Estados Unidos para uma reunião de executivos americanos e brasileiros, e para reuniões com autoridades americanas, incluindo o presidente Obama, com o tema principal dos debates sendo o pré-sal. Lembro, de pronto, que amigos me falam há anos sobre o Diálogo Interamericano, entidade com a qual as lideranças brasileiras submissas ao capital internacional, principalmente ao anglo-saxão, selam acordos antes de se candidatarem à Presidência da República, permitindo a elas ter acréscimos consideráveis em suas chances de vencer as eleições. Sempre achei que estes amigos tinham muito da “teoria da conspiração”, conceito exposto no filme de mesmo nome, em que o personagem principal via conspiração de grupos e países fortes em diversos atos e fatos. Hoje, começo a achar que existe a possibilidade de eles não estarem tão errados.
Mesmo que não haja a submissão criminosa e impatriótica citada, até porque ela seria um complô contra a sociedade brasileira, existe na atitude dos ministros, inquestionavelmente, um erro de prioridade e outro de entendimento sobre o que representa o pré-sal, ambos muito preocupantes. Erro de prioridade porque os ministros não explicaram, salvo engano, as novas medidas a serem tomadas com relação ao pré-sal para sindicatos, associações de funcionários, federações sindicais, centrais de trabalhadores e nem para nenhum movimento social. A classe trabalhadora e os movimentos sociais não precisam ser ouvidos, segundo os ministros? Pensam eles que estes grupos não têm para onde correr em 2010? Leia o resto do artigo »
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Postado em 26 dEurope/London julho dEurope/London 2009
Promessa de campanha do presidente Lula, a Sudene foi recriada, mas, na prática, sobrevive sem força política e recursos
Fonte: JORNAL DO COMÉRCIO, Recife (25/07/2009).
Bem diferente da obra do seu principal idealizador, o economista paraibano Celso Furtado (1920-2004), a Sudene parece a cada dia mais dissociada dos ventos que empurram a economia do Nordeste para um crescimento acima da média nacional. Promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a recriação da autarquia de fato aconteceu. Mas não há motivo para festa. Na prática, a Sudene sobrevive sem força política, sem recursos e quase sem pessoal. Pode-se até dizer que a recriação não adiantou de nada. No ano do cinquentenário do clássico Formação Econômica do Brasil (leia matéria vinculada), de Celso Furtado, a Sudene nada mais é do que um monumento a uma fracassada e quase inexistente política de desenvolvimento regional. Definitivamente, um dos mais destacados intelectuais do Brasil não merecia isso.
A Sudene ocupa hoje apenas parte da Ala Norte do edifício de 13 andares que já abrigou seus mais de 3 mil funcionários, nos tempos áureos, e que foi tomado por varas da Justiça do Trabalho. Tem um quadro de 140 funcionários e já recusa cartas-consultas para concessão de incentivos fiscais do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) porque o seu orçamento de 2009, da ordem de R$ 1,4 bilhão, está praticamente todo comprometido com o projeto da Ferrovia Transnordestina, da Transnordestina Logística (antiga Companhia Ferroviária do Nordeste, CFN), que absorve R$ 1,3 bilhão, a ser liberado com a execução da obra. Mesmo que isso não ocorra, os recursos estão empenhados e não podem ser destinados a outros projetos privados. Leia o resto do artigo »
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