Postado em 18 dEurope/London abril dEurope/London 2008
“Cerca de R$ 20 bilhões de investimentos foram anunciados para o Pernambuco desde o ano passado, esses empreendimento vão mudar a infra-estrutura, como também redefinir a matriz produtiva do Estado, sobretudo a indústria de transformação”.
Por Katia Alves
Publicado no: Valor
Por Carolina Mandl e Marisa Cauduro
Governador Eduardo Campos: “Estamos fazendo o maior investimento histórico em educação de Pernambuco, quase 26,4% da receita, na escola pública”.
Desde que assumiu o governo de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB) tem gasto boa parte de seu tempo recebendo em seu gabinete empresários interessados em investir no Estado. Ao longo do primeiro ano de mandato, conquistou empreendimentos que vão demandar investimentos privados de cerca de R$ 20 bilhões nos próximos anos.
Estão em obras uma refinaria, um estaleiro, dois frigoríficos e até uma fábrica de vacinas. É com a chegada desses projetos que Campos pretende mudar o perfil econômico de Pernambuco, ampliando a indústria de transformação.
Mas os ventos favoráveis não significam tranqüilidade. Mesmo no campo econômico, o governador sabe que ainda precisa levar o desenvolvimento para o interior, o que inclui desbravar um vasto sertão. Hoje, a maioria dos empreendimentos está indo para o Porto de Suape. No campo social, os desafios são ainda maiores. Pernambuco está entre os piores indicadores do país em matéria de educação, segurança pública e saúde.
As empresas que aportaram no Estado já sentiram a dimensão do problema. Para colocar as fábricas para funcionar, estão precisando investir na capacitação da população. Agora, para correr atrás do atraso de muitos anos, Campos também aumenta os investimentos em educação, do ensino básico ao técnico. Leia o resto do artigo »
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Postado em 18 dEurope/London abril dEurope/London 2008
Léo Nunes – Paris
Brasil
O Movimento dos Sem Terra (MST) promoveu uma semana de manifestações de protesto por todo país para lembrar os 12 anos do massacre de Eldorado dos Carajás. O MST também cobra as promessas não cumpridas pelo governo no que concerne à reforma agrária. As ações são positivas na medida em que trazem à tona a necessidade de uma reforma agrária como condição sine qua non para qualquer projeto de desenvolvimento.
Economia
No campo econômico, o fato mais relevante foi a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de elevar a taxa básica de juros da economia (Selic) em 0,5%. A autoridade monetária argumenta que há pressões de demanda (?) que justificariam tal medida. De fato, o monolistismo do Banco Central nos leva sempre a soluções recessivas. Como resultado disto, o Real foi a moeda que mais se valorizou frente ao dólar no mundo. Bom para os rentistas, ruim para o resto do país.
Internacional
A descoberta de um novo mega-campo de petróleo no Brasil foi destaque na imprensa internacional, especialmente na Europa. Apesar de a imprensa internacional tratar o Brasil como uma potência do petróleo, o melhor é aguardar. Se os campos tiverem viabilidade, teremos uma arma que poderá ser usada a favor ou contra nós.
Clique aqui para ler nosso manifesto.
Leonardo Nunes: Mestre em Economia pela Unicamp e doutorando em Economia pela Universidade Paris-1 Pantheon-Sorbonne. Correspondente do Dezemprego Zero na capital francesa. Meus Artigos
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Postado em 18 dEurope/London abril dEurope/London 2008
“Com uma fortuna pessoal de US$ 1,2 bilhão, Mallya é chamado na Índia de rei da boa vida”
Por Luciana Sergeiro
Publicado em: Revista Época
Por: José Fucs
Dono de negócios que vão da cerveja à Fórmula 1, o empresário – e playboy – Vijay Mallya é um símbolo do novo capitalismo indiano
Ele é um dos empreendedores mais bem-sucedidos da nova Índia, o gigante asiático que despertou no início dos anos 90, com a liberalização da economia, e se tornou um dos países que mais crescem no planeta. Em 25 anos, conseguiu transformar o grupo empresarial de médio porte que herdou do pai, morto em 1983, num império multinacional. Hoje, o UB Group, a holding que reúne suas empresas – batizada com as iniciais de sua cervejaria, a United Breweries -, é um dos 20 maiores conglomerados indianos, com presença em ramos que vão das bebidas à aviação, da construção civil à tecnologia. Em 2007, o faturamento total alcançou US$ 2 bilhões, 12 vezes o valor de quando ele assumiu o comando, com apenas 28 anos. E o valor de mercado, calculado com base na cotação dos papéis de suas empresas na Bolsa de Mumbai (ex-Bombaim), já supera US$ 3,5 bilhões. Mas foi por seu espírito inquieto e por sua personalidade controvertida que o empresário indiano Vijay Mallya, de 52 anos, se tornou conhecido pelo mundo.
Com uma fortuna pessoal de US$ 1,2 bilhão – a 962a na lista dos mais ricos do mundo da revista Forbes -, Mallya é chamado na Índia de “rei da boa vida”. Gosta de boas festas e sabe como fazê-las acontecer. Em maio do ano passado, logo depois de comprar a destilaria escocesa Whyte & Mackay por US$ 1,2 bilhão, Mallya foi o anfitrião de um evento memorável a bordo de seu iate de 312 pés (95 metros), batizado como Indian Empress (imperadora indiana), ancorado na Riviera Francesa. Entre os 300 convidados, estavam figuras aparentemente incompatíveis, como o rei do aço indiano, Lakshimi Mittal, e o rapper americano Jay-Z. Como a festa aconteceu na época da corrida de Fórmula 1 em Mônaco, o italiano Flavio Briatore, chefe da escuderia Renault, e Bernie Ecclestone, o principal executivo da categoria, também estavam presentes. Um DJ trazido da Índia tocava temas indianos. O vinho servido fartamente durante toda a noite veio de um vinhedo do Vale do Loire que Mallya comprara em 2006. “Quando eu comecei, as pessoas não aceitavam meu jeito de ser. Muita gente dizia que eu era um playboy extravagante e que quebraria a empresa do meu pai. A vida era difícil, porque as pessoas me criticavam e me questionavam, mesmo que eu tentasse fazer o melhor”, disse Mallya a ÉPOCA. “Mas o tempo mostrou que elas estavam completamente erradas. Hoje, as ações das empresas do grupo têm um dos melhores desempenhos na Bolsa de Valores e, de certa forma, me sinto vingado”. Leia o resto do artigo »
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Postado em 17 dEurope/London abril dEurope/London 2008
“…O governo federal tem consciência de que para atingir bons resultados e colocar o país na vanguarda do setor de ciência e tecnologia é fundamental também investir na formação de recursos humanos em todas as áreas do conhecimento…”
Por: Luciana Sergeiro
Publicado em: Agência Senado
Por: Valéria Castanho
“É um consenso hoje nacional de que ciência e tecnologia são fundamentais para o desenvolvimento do nosso país”. Com essa afirmação, o ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, iniciou nesta quinta-feira (17) sua apresentação sobre o Plano de Ação de Ciência, Tecnologia e Inovação (C,T&I) relativo aos anos de 2007/2010.
Em sua exposição, feita ao senadores da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT), o ministro explicou que as principais estratégias para esses quatro anos são a expansão e a consolidação do Sistema Nacional de C,T&I ; a promoção de inovação tecnológica nas empresas; a produção, o desenvolvimento e a inovação (P,D&I) em áreas estratégicas e ainda o direcionamento de C,T&I para o desenvolvimento social.
Sérgio Rezende destacou ainda que o governo federal tem consciência de que para atingir bons resultados e colocar o país na vanguarda do setor de ciência e tecnologia é fundamental também investir na formação de recursos humanos em todas as áreas do conhecimento, “fortalecendo em especial as áreas tecnológicas e as áreas portadoras de futuro”, como explicou. Leia o resto do artigo »
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Postado em 17 dEurope/London abril dEurope/London 2008
“A condição necessária para que o Brasil evite a perspectiva de um apagão da qualificação passa inexoravelmente pela modernização do processo seletivo de empregados pelas empresas privadas.”
Por Luciana Sergeiro
Publicado em: Valor Online (restrito a assinantes)
Por: Marcio Pochmann*
Com a expansão da economia nacional em torno dos 5%, o Brasil passou a gerar cerca de 2,5 milhões de empregos ao ano. Considerando que o país ainda não dispõe de um efetivo sistema público de emprego, capaz de combinar simultânea e articuladamente as funções de intermediação de mão-de-obra, capacitação profissional e pagamento de benefícios vinculados ao risco do exercício do trabalho extensivo à População Economicamente Ativa (PEA) nos mais de 5.500 municípios brasileiros, cabe analisar as razões da prevalência do anacrônico processo de seleção de pessoal adotado, em geral, pelas empresas.
Atualmente, sabe-se que há, em média, quatro trabalhadores disponíveis para cada vaga aberta no mercado nacional de trabalho. Isso quando se combina o estoque estimado de 8 milhões de desempregados com os 2,3 milhões de novos ingressantes por ano na força de trabalho, o que resulta em mais de 10 milhões de demandantes de vagas para cerca de 2,5 milhões de ocupações abertas quando a economia consegue crescer 5%.
Havendo exigências na contratação compatíveis com os requisitos do posto de trabalho, como qualificação profissional e experiência de trabalho, a oferta de mão-de-obra disponível reduz-se de 10,3 milhões para cerca de quatro milhões de trabalhadores, encurtando a relação de menos de dois candidatos por vaga aberta pelo desempenho da economia. Isso tudo sem considerar a desconexão espacial existente entre a localidade do posto de trabalho gerado com a região de residência da mão-de-obra qualificada disponível. Uma vaga, por exemplo, é gerada na cidade de Campo Grande, mas com trabalhador com o perfil exigido disponível apenas em São Paulo. Leia o resto do artigo »
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Postado em 17 dEurope/London abril dEurope/London 2008
Quando se trata do Banco Central brasileiro, as notícias sempre podem piorar a cada dia. Elevar a taxa básica de juros (Selic) não em 0,25 ponto percentual, mas em meio ponto, foi uma enorme demonstração de arrogância. Além de dar um prejuízo anual da ordem de R$ 40 bilhões ao país, na política monetária de Meirelles até o fato dos chineses estarem comendo mais arroz e soja virou justificativa para aumentar juros e nossa distância para a Turquia, vice-campeã mundial nesse quesito.
Ao contribuir para a valorização do real, juros em alta também aceleraram ainda mais o ritmo da deterioração das contas externas e o processo de destruição de boa parte da indústria. “O ciclo que o BC vai ter que administrar não pode ser muito longo, senão o dólar vai despencar mais ainda e tornar a economia mais vulnerável”, alerta o Consultor Econômico da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Carlos Thadeu de Freitas.
Freitas, que foi diretor do BC, me disse que para quem pretende fazer investimento produtivo (expandir a oferta e reduzir o risco de inflação) agora só resta esperar que o ciclo de alta dos juros seja bem mais curto do que o iniciado em 2004, quando o BC transformou em vôo de galinha um crescimento acima de 4%. “O cenário atual é totalmente diferente de 2004, tendo dois novos fatores fundamentais: alta dos investimentos e queda de juros nos EUA”, enfatiza.
Triste que a única alternativa à política monetária oferecida ao presidente Lula seja arrochar ainda mais o Orçamento, quando somente a isenção da cobrança de Imposto de Renda para estrangeiros que investem em títulos públicos implicou uma renúncia fiscal, apenas em 2007, de cerca de R$ 9 bilhões ao Tesouro Nacional. Segundo o jornal Monitor Mercantil (coluna Fatos & Comentários de 14/03/2008), esse número representou a não-cobrança sobre cerca de R$ 40 bilhões de IR de 22,5% para aplicações até 12 meses que incide sobre as aplicações dos nacionais. Somente em janeiro, o ingresso de cerca de R$ 3,4 bilhões com origem no exterior para esse tipo de aplicação resultou na não-arrecadação de mais R$ 765 milhões.
Tudo isso ocorre na semana em que o Ipea teve de reiterar, através de Nota Técnica, que ao contrário do que foi veiculado na imprensa, não está preocupado com a inflação. “Uma contração monetária seria um tremendo banho de água fria no espírito empresarial, o que pode reduzir drasticamente a sustentabilidade do atual ciclo de crescimento”, afirma o Instituto. “O presidente do BC reclamou dos grupos de interesse, como Fiesp e CNI, mas não menciona os interesses do mercado financeiro”, destacou o pesquisador Salvador Viana.
Já o economista Miguel Bruno, que também assina a nota do Ipea, frisa que a alta da Selic anulou o efeito do IOF sobre as entradas de capitais de curto prazo. “O dólar vai derreter, sepultando de vez a ilusão da eliminação da vulnerabilidade externa da economia brasileira”.
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Postado em 17 dEurope/London abril dEurope/London 2008
Léo Nunes – Paris – O diário francês Le Monde destaca, na primeira página de seu sítio na internet, a declaração feita pelo presidente Lula de que os biocombustíveis não são os vilões do aumento substancial no preço dos alimentos (clique aqui para ler a matéria).
Segundo Lula, não há nenhuma relação direta entre a produção de biocombustíveis e a crise do preço dos alimentos. Talvez o presidente desconheça o problema de escassez de terras. Além de impactar no preço dos alimentos, o projeto dos biocombustíveis reproduz a lógica do latifúndio, inimiga do desenvolvimento nacional, e da precarização das condições de trabalho. Ah, se Celso Furtado estivesse vivo….
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Leonardo Nunes: Mestre em Economia pela Unicamp e doutorando em Economia pela Universidade Paris-1 Pantheon-Sorbonne. Correspondente do Dezemprego Zero na capital francesa. Meus Artigos
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Postado em 15 dEurope/London abril dEurope/London 2008
Do Blog do Jefferson Marinho
No Rio de Janeiro, o candidato líder nas pesquisar, Marcelo Crivella (PRB), da base de sustentação do governo Lula, amplia sua aliança política, o que lhe garante maior tempo no horário gratuito de televisão. A chapa de Crivella contará com PR, PTB e PT do B, além do próprio partido PRB. Segundo Crivella, “estamos procurando apoio dentro da base do governo”. O candidato reforça a idéia de aliança política entre os governos municipal, estadual e federal para enfrentar os desafios e problemas do município. O PTB deverá indicar a vice. A a vereadora Cristiane Brasil (PTB), filha do ex-deputado cassado Roberto Jefferson, é uma das indicadas para vaga de vice.
O ponto fraco da campanha do senador era o baixo tempo de televisão. Inicialmente, sua aliança restringia ao PRB e PT do B, dois partidos nanicos e com pouco tempo no horário eleitoral gratuito. Com a ampliação da aliança, seu tempo de televisão dá um salto, o que é extremamente positivo para sua candidatura. O grande empecilho agora do candidato é a rejeição bastante elevada, o que pode criar dificuldades num hipotético segundo turno. Leia o resto do artigo »
Postado em ELEIÇÕES, projetos e estratégias: 2008 e 2010, Jefferson Milton Marinho, Política Social | 2 Comentários »