O elo das desigualdades
Postado em 21 dEurope/London julho dEurope/London 2008
Por Beatriz Diniz
O artigo abaixo traz elucidações de diversos autores relacionadas principalmente a questão da desigualdade de gênero e etnia/raça. A temática é colocada como fator importante para referenciar a necessidade de políticas públicas que tratem da desigualdade e exclusão existentes atualmente. O artigo, seguindo estudos do Ipea, aponta a necessidade de políticas universais voltadas para as políticas de ações afirmativas.
Sobre a discussão de políticas de ações afirmativas, é importante destacar a efetividade desta no âmbito da sociedade. Não podemos deixar de colocar que se tratam de políticas de caráter imediato, e que não podem ser creditadas como única saída para enfrentar a desigualdade perpetuada atualmente como resultado de um processo histórico. Cabe ressaltar também que esse tipo de política tem na sua essência, de alguma forma, a negação da universalidade. Ela pode ser sim um primeiro passo para o enfrentamento da exclusão, na qual está incluída principalmente os pobres, que tem como grande maioria os negros.
Por Lúcia Pinheiro
Fonte:Revista Desafios
As políticas públicas têm avançado nos últimos anos para reverter a estrutura excludente e discriminatória ainda efetiva e operante na sociedade, especialmente com relação à desigualdade de gênero e de raça/etnia. Estudos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) indicam a necessidade de políticas universais fortes para todos e um conjunto de políticas complementares e temporárias de ações afirmativas.
O estudo Desigualdades raciais, racismo e políticas públicas: 120 anos após a abolição, do Ipea, apresentado no dia 13 de maio deste ano, avalia que a falta de oportunidades educacionais, de políticas de proteção social e de qualquer política de inclusão no mercado de trabalho formal da população mais pobre foi tão eficaz para impedir a ascensão social da maioria da população negra quanto a permanência do racismo.
Para se combaterem as desigualdades raciais e sociais no país são necessárias políticas universais fortes e um conjunto de ações afirmativas complementares e temporárias. Dada a existência de racismo pessoal e institucional, as ações afirmativas se transformam no único meio de reduzir grandemente as desigualdades, conclui o estudo. Leia o resto do artigo »
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Léo Nunes – Paris