Postado em 14 dEurope/London maio dEurope/London 2009
Fonte: Carta IEDI n.362
A produção física industrial brasileira registrou, descontados os efeitos sazonais, crescimento de 0,7% na passagem de fevereiro a março. Com esse terceiro resultado positivo consecutivo, a indústria acumula crescimento de 4,8% nessa base de comparação. Essa alta reflete aumento de produção em onze dos vinte e sete ramos pesquisados, com destaque para veículos automotores (7,0%).
Nas demais bases de comparação, a indústria registrou taxas negativas. Frente a março de 2008, a produção fabril brasileira encolheu 10,0%, registrando a quinta queda consecutiva nesse indicador. No acumulado de janeiro a março, a indústria registrou retração de 14,7% frente a igual período do ano passado. Em doze meses, a indústria permaneceu em trajetória declinante, acumulando variação de -1,9% (contra -1,0% em fevereiro). Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, descontadas as influências sazonais, a produção industrial recuou (7,9%) pelo segundo trimestre consecutivo, acumulando uma perda de 16,7% no período.
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Postado em 13 dEurope/London maio dEurope/London 2009
Fonte: Valor
Por Samantha Maia
Depois de crescer de forma sustentada acima de 4% até setembro do ano passado, a produtividade da indústria brasileira começou a recuar em outubro e encerrou o período de 12 meses até março com queda de 1,8%. O resultado foi puxado pelo recuo de 1,9% na produção, pois na mesma comparação o total de horas pagas na indústria diminuiu 0,1%, segundo dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A forte contração na produtividade poderia indicar que as indústrias, para recuperar parte da eficiência perdida, planejam, para os próximos meses, um forte corte de pessoal. A produção, contudo, responde mais rápido às mudanças econômicas que o mercado de trabalho e uma parcela expressiva da queda no volume produzido decorreu da necessidade de ajustar estoques, explicam economistas ouvidos pelo Valor. Por isso eles não esperam que as demissões sigam o ajuste expressivo observado na produção. Dessa forma, o sinal de retomada na atividade industrial dado a partir de março – quando houve manutenção da atividade, com alta de 0,7% sobre fevereiro – pode indicar que o ciclo de demissões deve chegar ao fim ainda neste semestre.
“A produção tem caído de maneira mais forte, porque as empresas estavam muito estocadas no início da crise e se empenharam para se livrar do excesso de mercadorias”, diz Fábio Romão, economista da LCA Consultores. Isso explica, segundo ele, o fato de as horas pagas não terem caído com a mesma intensidade. Leia o resto do artigo »
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Postado em 12 dEurope/London maio dEurope/London 2009
Por Dani Rodrik
Fonte: Valor Econômico (12/05/2009)
Os países emergentes terão de substituir políticas que operam através do câmbio por políticas industriais reais
Poderá demorar alguns meses ou um par de anos, mas de uma forma ou de outra os EUA e outras economias avançadas irão acabar se recuperando da atual crise. É improvável, porém, que a economia mundial, então, se assemelhe à atual.
Mesmo passado o pior da crise, provavelmente nos encontraremos em um mundo algo desglobalizado, um mundo no qual o comércio internacional crescerá mais lentamente, haverá menos financiamento externo e a disposição dos países ricos para incorrer em grandes déficits em conta corrente será substancialmente menor. Será isso trágico para os países em desenvolvimento?
Não necessariamente. O crescimento no mundo em desenvolvimento tende a se dar segundo três variantes distintas. Primeiro, há o crescimento impulsionado por empréstimos estrangeiros. Em segundo, há o crescimento como subproduto de alta nos preços de commodities. Em terceiro lugar, há o crescimento resultante de reestruturação econômica e diversificação em novos produtos.
Os primeiros dois modelos estão em maior risco do que o terceiro. Mas não devemos perder o sono por eles, porque são inadequados e, em última análise, insustentáveis. O que deveria ser a maior preocupação é o possível sofrimento dos países no último grupo. Esses países terão necessidade de realizar grandes mudanças em suas políticas para se adaptar às novas realidades atuais.
Os dois primeiros modelos de crescimento invariavelmente conduzirão a um desfecho desfavorável. Um endividamento no exterior pode permitir a consumidores e governos viver além de seus meios por algum tempo, mas a dependência em relação ao capital estrangeiro é uma estratégia insensata. O problema é não apenas que os fluxos de capital externo podem facilmente inverter seu sentido, como também produzir o tipo errado de crescimento, baseado em moedas sobrevalorizadas e investimentos em mercadorias e serviços não comercializáveis, como habitação e construção. Leia o resto do artigo »
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Postado em 11 dEurope/London maio dEurope/London 2009
Luís Nassif (blog)
Na Secretaria Especial de Acompanhamento Econômico, Roberto Mangabeira Unger tem se comportado como uma espécie de provocador de ideias de todo o governo. Vai de um lado para o outro, identifica ideias inovadoras, agita na imprensa e espera que, daí, as ideias frutifiquem.
É uma ação meio guerrilheira, em função da falta de instrumentos que permitam compatibilizar planejamento de longo prazo com o dia a dia da gestão pública. Mesmo assim, tem cumprido seu papel.
Um dos últimos documentos gerados foi o paper “O desenvolvimento do Nordeste como projeto regional”. Leia o resto do artigo »
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Postado em 30 dEurope/London abril dEurope/London 2009
Por David Kupfer
Fonte: Valor Econômico
Com o título “O primeiro ano do resto das nossas vidas”, a coluna anterior, publicada em 1º. de abril, buscou sugerir algumas condições de contorno para a análise das perspectivas da indústria brasileira após o crash de 2008. O centro do argumento desenvolvido estava baseado na convicção de que, para além da convergência das expectativas quanto à necessidade de dois a três anos para que os níveis de atividade pré-crise sejam retomados, o pós-crise vai se dar em um quadro estruturalmente distinto. Nesses novos fundamentos estruturais tenderão a prevalecer, pelo lado da demanda, mudança nos padrões de consumo de volta a uma ressegmentação baseada em diferenciação de produtos; pelo lado da oferta, forte processo de concentração do capital por meio de fusões e aquisições de empresas; e, pelo lado da regulação, não só mais ativismo do Estado como, principalmente, mais seletividade na sua atuação, o que significará mudança de orientação das políticas industriais adotadas pelos países mundo afora.
Tentando extrair implicações para a indústria brasileira, a coluna enfocou possíveis modificações nas diferentes trajetórias estruturais que os diversos setores vinham percorrendo quando da eclosão da crise: nos setores da base da indústria, o retorno da equação da geração de valor ao seu sentido histórico, no qual os produtos mais elaborados são mais valorizados do que os mais básicos, poderá significar a quebra da espinha dorsal da estratégia de aposta nos produtos menos elaborados que vinha sendo adotada pela nata das empresas brasileiras; para os setores do topo da indústria, também estará em cheque e precisará ser revista a estratégia de expansão quase que totalmente dependente de tecnologias incorporadas em insumos e equipamentos importados. Leia o resto do artigo »
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