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Blog do Desemprego Zero

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Quantidade sem qualidade

Postado em 23 dEurope/London julho dEurope/London 2008

Por Katia Alves

David Kupfer observa no artigo a seguir que pela primeira vez desde a estabilização monetária de 1994, pode-se observar a trajetória da indústria brasileira na perspectiva temporal de uma década.

Kupfer afirma que de 1996 a 2006, a parcela dos salários nas receitas caiu, como resultado da redução do salário médio real, e não do aumento da produtividade e que a evolução dos custos das operações industriais foi bastante desfavorável, tendo crescido 47% na década em questão. Com isso, o peso dos custos de produção (inclusive salários) saiu de 61% do valor das receitas em 1996 para 69% em 2006, certamente contribuindo para o achatamento das margens da atividade industrial.

A paisagem descortinada pela série de dados da PIA desde então até 2006 revela que não há mudanças estruturais muito visíveis, nem mesmo na linha do horizonte. Se os dados não deixam dúvida de que o tamanho da indústria aumentou no período, são igualmente bastante enfáticos em mostrar que não houve uma melhoria significativa da qualidade dessa indústria.

E finaliza ressaltando que “esse quadro somente deverá se modificar quando entrar em cena um regime competitivo completamente distinto do que predominou no período analisado, no qual prevaleça um nível de proteção efetiva variável para a indústria, pragmaticamente ajustado de acordo com a capacidade de resposta das empresas e firmemente apoiado em uma taxa de câmbio competitiva e em uma ativa política industrial pró-inovação”.

Publicado originalmente no Valor

Por David Kupfer

Com a recente divulgação pelo IBGE da edição 2006 da Pesquisa Industrial Anual (PIA), a série de informações estruturais sobre a indústria brasileira atingiu, enfim, seu décimo ano de cobertura após a quebra do encadeamento com os dados anteriores, causada pela profunda revisão metodológica introduzida em 1996. Com isso, pela primeira vez desde a estabilização monetária de 1994, pode-se observar a trajetória da indústria brasileira na perspectiva temporal de uma década, intervalo que os economistas concordam em estabelecer como mínimo para propiciar análises estruturais mais robustas. Ainda que baseada em alguns poucos indicadores agregados, pois mais não caberia no curto espaço dessa coluna, uma primeira exploração dos novos números da PIA mostra um leque de transformações experimentadas pela indústria brasileira, algumas já amplamente percebidas, outras nem tanto, todas sugestivas de que esses 10 anos não foram exatamente benevolentes com a atividade industrial no país.

Aplicando-se deflatores setoriais, estimados a partir dos dados do IPA-FGV, para o conjunto da indústria extrativa e de transformação, exclusive petróleo (extração e refino), constata-se que, em relação a 1996, as receitas das empresas industriais em 2006 estavam 32% maiores em termos reais, montante satisfatório se comparado ao obtido na década anterior, mas irrisório se anteposto ao desempenho alcançado por diversos países emergentes. Leia o resto do artigo »

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Economia deve desacelerar

Postado em 23 dEurope/London julho dEurope/London 2008

Por Katia Alves

João Sicsú, diretor de Estudos Macroeconômicos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – Ipea -, acredita que a alta dos preços deste ano vai reduzir o ritmo de crescimento. E se Banco Central contiver a taxa de juros poderá haver continuidade de crescimento dos investimentos.

Para Sicsú, a inflação excluindo o item alimentos, “está até muito bem comportada” em relação ao ano passado. Ela se torna preocupante, no entanto, particularmente por causa do efeito sobre as camadas mais pobres da população, que estão com a cesta de consumo “a preço bastante elevado”.

Publicado originalmente na Gazeta Mercantil

Apesar de a inflação estar dando pequenos sinais de recuo, a tendência é que a alta de preços neste ano, em relação aos índices de 2007, provoque redução no ritmo de crescimento da economia, segundo avaliação do diretor de Estudos Macroeconômicos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), João Sicsu.

Ele acredita, porém, que o País vai continuar contando com crescimento dos investimentos, se o Banco Central contiver as elevações na taxa de juros básicos da economia (a Selic). Do contrário, deverão cair os investimentos a partir de 2009, com crescimento menor da economia e menor oferta de emprego. No momento, os investimentos estão crescendo em ritmo acima do próprio PIB.

Em entrevista ao programa “Revista Brasil”, da Rádio Nacional, Sicsu falou sobre o documento Carta de Conjuntura, que o Ipea vinha editando a cada três meses e que registrou recuo da inflação nas últimas semanas, em relação aos demais períodos do ano. Ele destacou o desempenho do item alimentação como principal responsável pela alta da inflação nos últimos meses. Leia o resto do artigo »

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O preço dos alimentos

Postado em 22 dEurope/London julho dEurope/London 2008

Por: Luciana Sergeiro

A economia mundial está vivendo as dificuldades de duas crises simultâneas, segundo Delfim Netto, são elas: financeira, que é resultado da falta de cuidado das agencias que permitiram a transformação de créditos em papéis de primeira linha. A desorganização do sistema creditício vai aos poucos minando o crescimento da economia real nos países desenvolvidos. 

E a segunda é produzida pela rápida evolução do petróleo, dos metais e dos alimentos advinda do rápido crescimento econômico dos países emergentes. O rápido aumento da demanda desses países, produzido pela expansão da sua produção industrial e urbanização, levou a um desequilíbrio físico entre as ofertas e procuras globais de petróleo, minérios e alimentos.  

Publicado em: Valor Online (restrito a assinantes) 

Por: Antonio Delfim Netto 

A economia mundial está vivendo as dificuldades de duas crises simultâneas, mas de origem e conseqüências diferentes: 1) a financeira, que se iniciou com a descoberta – a partir dos problemas surgidos no setor imobiliário americano – da imoralidade que se escondia no sistema financeiro internacional; e 2) a produzida pela rápida evolução dos preços do petróleo, dos metais e dos alimentos. 

A primeira é resultado da falta de cuidado das agências, que permitiram à imaginação financeira transformar crédito duvidosos em papéis de primeira linha. Isso foi feito apondo marcas “famosas” aos papéis de péssima qualidade escondidos dentro dos que emitiram. Tudo debaixo do nariz dos mecanismos de controle do sistema financeiro (às vezes nos bancos centrais) e das agências de “risco”, como agora reconheceu o relatório do Instituto de Finanças Internacionais. A grave imoralidade reside no fato de que esses riscos não eram registrados nos balanços das marcas “famosas”. Isso foi possível devido à hegemonia de um falso pensamento liberal, que sugere que o “mercado” dá aos agentes não só a oportunidade de lucro, mas também a moralidade. Cada um deles teria no seu peito o “espectador imparcial” sonhado por Adam Smith. Essa crise deu a volta ao mundo: atingiu primeiro o sistema financeiro americano, migrou para o sistema financeiro europeu e está ameaçando o japonês. 

A desorganização do sistema creditício vai aos poucos minando o crescimento da economia real nos países desenvolvidos. Hoje, as melhores estimativas mostram que o aumento do PIB dos EUA será da ordem de 1,3% em 2008 (contra 2,2% em 2007) e na Eurolândia será de 1,7% (contra 2,6% em 2007).  Leia o resto do artigo »

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Empresas mantêm investimentos em alta

Postado em 22 dEurope/London julho dEurope/London 2008

Por: Luciana Sergeiro

Com base em balanços financeiros de 800 empresas de setores da indústria, do comércio e de serviços, a Serasa constatou que os empresários expandiram os investimentos no primeiro trimestre deste ano em relação a igual período de 2007.

Inflação e juros em alta passaram a preocupar mais as empresas no segundo trimestre, mas não a ponto de levá-las a interromper projetos para expandir a produção ou substituir máquinas e equipamentos.

O setor de serviços, que abrange os serviços de energia elétrica e de telefonia, foi o que apresentou maior taxa de investimento no primeiro trimestre, de 9,7%. O setor industrial registrou taxa de 7,8%, e o de comércio, de 1,3%. Nos serviços, a maior taxa é do setor de energia elétrica, de 14,3%; e, na indústria, nos setores de papel e celulose (11,5%), siderúrgico (9,5%) e químico (9,2%).

Publicado em: Folha Online

Por: FÁTIMA FERNANDES

Estudo da Serasa com 800 balanços mostra que taxa de 7,4% ultrapassa a registrada nos começos de 2007 e de 2006

Setores de serviços de energia elétrica e telefonia, além da indústria de papel e celulose, foram os que mais investiram, mostra pesquisa

Com base em balanços financeiros de 800 empresas de setores da indústria, do comércio e de serviços, a Serasa constatou que os empresários expandiram os investimentos no primeiro trimestre deste ano em relação a igual período de 2007.

Inflação e juros em alta passaram a preocupar mais as empresas no segundo trimestre, mas não a ponto de levá-las a interromper projetos para expandir a produção ou substituir máquinas e equipamentos, como constatou a Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação da Fundação Getulio Vargas de junho.

No primeiro trimestre, a taxa de investimento de 800 empresas que divulgaram balanços foi de 7,4%, maior do que a de igual período de 2007 (7,2%) e de 2006 (6,3%). Para chegar a esse indicador, a Serasa considerou o valor do crescimento do ativo imobilizado das empresas de um ano para o outro sobre o faturamento líquido no período.

“Com a economia crescendo desde 2004, todos os setores passaram a investir mais”, diz Márcio Torres, gerente de análise de crédito da Serasa e coordenador do estudo. Leia o resto do artigo »

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Brasil já faz mais negócios com emergentes do que com ricos

Postado em 22 dEurope/London julho dEurope/London 2008

Por: Luciana Sergeiro

Segundos dados do Mdic as transações entre o Brasil e as nações em desenvolvimento superou, no primeiro semestre, as transações do Brasil com os países desenvolvidos. A desaceleração do crescimento da economia e a crise dos Estados Unidos foram fatores significativos para a mudança do quadro comercial.

O estudioso destaca, ainda, que a “China se tornou o segundo parceiro do País e isso também é uma das razões para esse aumento comercial. Isso porque os asiáticos compram muita soja e mineiro de ferro do Brasil.

Publicado em: DCI

Por: Robson Gisoldi

A corrente comercial entre o Brasil e os países em desenvolvimento superou, no primeiro semestre, as transações com as nações mais ricas, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic). Os emergentes somaram US$ 85,4 bilhões entre ações de importação e exportação contra US$ 82,2 bilhões dos desenvolvidos. Já no mesmo período do ano passado a movimentação foi bem diferente, sendo superior para os países ricos que somaram US$ 64,2 bilhões, contra US$ 59,8 bilhões dos mais pobres.

Analistas consultados pelo DCI apontaram a desaceleração do crescimento da economia e a crise nos Estados Unidos como fatores significativos para a mudança do quadro comercial. O professor da Aduaneiras, escritor e consultor em comércio exterior, Samir Keedi, destaca que o crescimento dos emergentes está mais saliente do que em outras nações, contribuindo para essa inversão.

Uma prova disso está na estimativa de crescimento mundial divulgada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Segundo a projeção, o avanço na zona do euro será de 1,7% em 2008 e 1,2% em 2009, ante 2,6% em 2007. As economias avançadas, como um todo, devem crescer 1,7% e 1,4%, respectivamente, em 2008 e 2009, ante 2,7% de 2007, segundo o documento Perspectiva Econômica Mundial (WEO, na sigla em inglês). Já as economias emergentes vão registrar uma desaceleração de seu crescimento para 6,9% em 2008 e 6,7% em 2009, ante o ritmo de 8% de 2007. A China deve crescer 9,7% em 2008; a Índia deve avançar 8% e a Rússia 7,7% . Leia o resto do artigo »

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Um novo mundo nos trópicos?

Postado em 22 dEurope/London julho dEurope/London 2008

Por Katia Alves

O economista João Paulo dos Reis Velloso, é um personagem singular na cena política brasileira. Ministro do Planejamento de 1969 a 1979. Extremamente sensível ao papel da ciência e da tecnologia nesse âmbito, tanto que criou o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), ajudou a fazer da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) uma agência competente com um fundo respeitável para gerir, o FNDCT (Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e ainda trabalhou para transformar o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) em fundação.

João Paulo dos Reis Velloso diz que usamos demais a política monetária, quer dizer, elevação de taxa de juros, nós somos o país com maior taxa de juros do mundo, e não estamos usando a política fiscal, contenção de gastos, falando claramente. Quer dizer, nós estamos sob o signo da incerteza mundialmente. Porque há três crises, simultaneamente. As crises são: a crise financeira dos Estados Unidos, a crise dos alimentos e a crise do petróleo. Principalmente nas duas últimas, o Brasil é a solução, não é o problema.

Publicado Pesquisa FAPESP

Por Mariluce Moura

O economista João Paulo dos Reis Velloso, 77 anos feitos neste 12 de julho, é uma personagem singular na cena política brasileira. Ministro do Planejamento de 1969 a 1979, portanto, em dois governos do período da ditadura militar, os dos generais Médici e Geisel, dificilmente alguém o relaciona com o clima de medo, supressão de liberdades políticas e civis, tortura e mortes que assinalou os duros anos inaugurados em 1964. Pensa-se em Reis Velloso antes como o planejador competente da infra-estrutura institucional voltada para o desenvolvimento do país nos anos 1960 e 1970, extremamente sensível ao papel da ciência e da tecnologia nesse âmbito, tanto que criou o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), ajudou a fazer da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) uma agência competente com um fundo respeitável para gerir, o FNDCT (Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e ainda trabalhou para transformar o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) em fundação. Ou pensa-se nele como o coordenador do I e o II PND (Plano Nacional de Desenvolvimento) que paralelamente percebeu, em dado momento, que a universidade brasileira e a pesquisa acadêmica ganhariam muito se os professores trabalhassem em regime de tempo integral e, melhor ainda, com dedicação exclusiva. O ex-ministro é também identificado como alguém que contribuiu decisivamente para que se organizasse a pós-graduação no país em bases eficazes, o que, 30 anos depois, repercutiu de forma visível na expansão e na qualidade da pesquisa nacional.

Quem convive mais de perto com Reis Velloso, casado desde 1975 com Isabel Barrozo do Amaral, cinco filhos no conjunto (um deles já falecido), sabe também de sua ligação especial com o cinema brasileiro, de seu gosto pela literatura, pelas artes plásticas, e de sua relação com a cultura de forma mais geral. E percebe com que delicadeza ele traz à cena suas lembranças do Piauí e de Parnaíba, a cidade em que nasceu.

Depois que saiu do governo em 1979 Reis Velloso fez uma breve incursão pela iniciativa privada, mas se reencontrou na tarefa de pensar o Brasil, apresentar idéias e projetos para o país no Fórum Nacional que inventou em 1988 e que, a essa altura, já acumula 80 livros onde ambos estão muito bem documentados. O XX Fórum, ocorrido entre 26 e 30 de maio último, com o tema “Um novo mundo nos trópicos (sob o signo da incerteza)”, forneceu a ocasião perfeita para a conclusão dessa entrevista que, na verdade, começara em fins de 2005 (para uma tese de doutorado). A conversa, apesar da interrupção de dois anos e meio, continuou fluente.

A impressão que ficou desse XX Fórum Nacional foi de que estamos diante da possibilidade real de um momento de virada no Brasil. Qual o seu balanço das idéias que passaram pelo fórum?

- Eu acho que o Brasil realmente está diante de uma grande oportunidade, como há muito tempo não tínhamos. É claro que há alguns problemas na área chamada macroeconômica, com a inflação querendo voltar e uma nuvem escura no horizonte relativamente à questão de vulnerabilidade externa que não havia, mas como somos criativos, inventamos um câmbio flutuante que flutua para baixo e ainda ontem o dólar deu menos de R$ 1,6. Sugiro que você viaje já ou pelo menos compre todas as passagens. Isso se deve em grande medida ao fato de que estamos usando demais a política monetária, quer dizer, elevação de taxa de juros, nós somos o país com maior taxa de juros do mundo, e não estamos usando a política fiscal, contenção de gastos, falando claramente. Quer dizer, nós estamos sob o signo da incerteza mundialmente. Porque há três crises, simultaneamente. Leia o resto do artigo »

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Lula tem na mão a maior batata quente desde o início do Governo

Postado em 22 dEurope/London julho dEurope/London 2008

RIVE GAUCHE

Léo Nunes – Paris - O presidente Lula já pensou em antecipar a saída de Henrique Meirelles do Banco Central. É o que conta o jornalista Kennedy Alencar na sua coluna na Folha on line, reproduzida abaixo. O que o jornalista não sabe é que agora, por razões bem mais relevantes, o presidente do BC voltou a ficar na linha de corner, ele e todos os membros do Conselho Monetário Nacional. É que Meirelles é o principal responsável pela edição da Medida Provisória 435, destinada a legalizar as imensas perdas do Banco Central em swap reverso – R$ 14 bilhões em 2006 e 2007, R$ 4 bilhões neste ano, até maio, e R$ 2 bilhões somente em maio.

Essa Medida Provisória é uma verdadeira armadilha para Lula. Tudo indica que o presidente não tinha como saber que havia um dispositivo alheio ao objetivo da MP. Sua data é de quatro semanas atrás (26/06/08), no mesmo período em que uma outra Medida Provisória, a que trata da criação do Banco do Sul, foi assinada pelo Presidente, mas não remetida ao Congresso. Um alto funcionário do Governo, o senador Paulo Paim, alertou sobre essa Medida no sentido de que ele interviesse e a mandasse de volta ao Executivo para evitar um constrangimento maior para o presidente, já que nela se inclui um dispositivo (que nada tem a ver com o objetivo dela) que esconde na contabilidade do Banco Central e do Tesouro os prejuízos com o swap reverso.

É possível que as trapalhadas do Governo com a Medida Provisória 435 custe mais que a saída de Meirelles. Guido Mantega é co-responsável por ela, e pode vir a ser substituído pelo conselheiro privado de Lula, Delfim Netto; Paulo Bernardo é outro co-responsável, e pode ser substituído por Luiz Gonzaga Belluzzo, também ele conselheiro privado do Presidente. Para Meirelles, os substitutos mais indicados seriam os ex-diretores Carlos Thadeu de Freitas Gomes, Francisco Amadeo e Nakao. Não tem tanta confiança do mercado como o substituto que Meirelles quer fazer, Tombini, mas têm o maior respeito e a maior admiração da própria Casa. Além de serem respeitadíssimos como servidores públicos exemplares.

20/07/2008

Meirelles quase perdeu a presidência do BC

KENNEDY ALENCAR
colunista da Folha Online

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, quase deixou o cargo na virada de abril para maio. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu trocá-lo quando Meirelles o procurou para dizer que pensava em deixar o banco em 2009 a fim de disputar o governo de Goiás no ano seguinte. O presidente disse que seria melhor antecipar a mudança. O presidente do BC ficou surpreso, mas não teve como voltar atrás. E começou a dizer a pessoas próximas que deixaria o cargo. Leia o resto do artigo »

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Quem vai pagar a conta?

Postado em 21 dEurope/London julho dEurope/London 2008

Por Beatriz Diniz

O artigo abaixo discursa a respeito do sistema tributário brasileiro, afirmando que este é marcado pela regressividade. Diferente dos outros países classificados como desenvolvidos, o Brasil tem sua carga de impostos concentrada sobre o consumo e não sobre a renda.
Considerando a forma como a sociedade brasileira esta disposta socialmente, ou seja, marcada pela desigualdade social, econômica e cultural, podemos dizer que o sistema tributário acaba contribuindo para a perpetuação da desigualdade no país. Os pobres acabam sempre pagando mais, visto que a cobrança de impostos sobre alimentos é abusiva se comparada aos impostos cobrados sobre renda ou patrimônio.

Fonte:Revista Desafios

Por Edla Lula
O Brasil possui um sistema tributário marcado pela regressividade – quem ganha mais paga menos do que quem ganha menos, o que torna a cobrança de impostos mais injusta do ponto de vista social. Isso ocorre porque a carga se concentra nos impostos sobre o consumo e não considera a renda de quem compra o produto.

“Dois terços da nossa carga tributária são, grosso modo, cobrados sobre consumo e um terço, sobre renda e patrimônio”, diz Fernando Gaiger Silveira, pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Nos países desenvolvidos, acontece o inverso: a tributação sobre a renda é muito mais elevada que a tributação sobre o consumo. Assim, os tributos naqueles países se caracterizam pela progressividade, com pobres pagando menos do que os ricos.

“Um sistema tributário justo trata os desiguais como desiguais”, acrescenta Gaiger, ao citar países escandinavos, onde até mesmo uma multa de trânsito “pesa mais para o dono de uma BMW do que para o dono de um fusquinha”. Leia o resto do artigo »

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