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Blog do Desemprego Zero

Arquivado em 'Política Econômica':

O perigoso isolamento da agricultura

Postado em 5 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

*Por Katia Alves

Segundo Rubens Ricupero, a saída é diversificar e não jogar tudo na agricultura. O que depende, por sua vez, de câmbio melhor, juros menores. E que  a mais inquietante lição do fracasso de Genebra foi a revelação de como são poucos os interessados na genuína liberalização do comércio agrícola e que as dificuldades serão ainda maiores em âmbito bilateral ou regional.

Por Rubens Ricupero

Publicado na Folha

A MAIS inquietante lição do fracasso de Genebra foi a revelação de como são poucos os interessados na genuína liberalização do comércio agrícola. O segundo ensinamento é que as dificuldades serão ainda maiores em âmbito bilateral ou regional, não existindo alternativa satisfatória para fórum de 153 países como a OMC (Organização Mundial do Comércio).

A soma dessas duas parcelas é que economias como a brasileira, cujas vantagens comparativas se concentram em pequeno número de produtos agrícolas, terão opções cada vez mais limitadas para sua estratégia comercial.  Nada ilustra melhor essas verdades do que o impasse responsável pelo fiasco final. De um lado, os EUA, cuja posição só pode ser qualificada de cínica: querem manter o dobro dos subsídios efetivamente utilizados e, ao mesmo tempo, obrigar os asiáticos a abrirem os mercados para produção subvencionada e desleal, que liquidará a agricultura interna.

Do outro lado, a Índia e a China. 

Tomam carona na abertura dos demais a suas manufaturas e seus serviços para serem os campeões mundiais do crescimento. Nem por isso abrem o mercado agrícola até para “aliados” como o Brasil, que já se abriram à indústria chinesa e aos serviços indianos e não usam subsídios. Leia o resto do artigo »

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Entrevista – Amir Khair / Especialista em finanças públicas

Postado em 5 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

De acordo com o especialista em finanças públicas Amir Khair, ex-secretário de Fazenda do Município de São Paulo, o Banco Central (BC) pratica há mais de uma década uma política antidesenvolvimentista. Khair frisa que, além da redução das despesas com juros, o caminho para o desenvolvimento sustentado e inclusivo passa por uma alteração radical no sistema tributário, que é altamente regressivo no Brasil.

“Segundo o Global Stability Report, do FMI, a riqueza mundial atingiu em agosto de 2007 US$ 190 trilhões e o PIB, US$ 48 trilhões, ou seja, a riqueza é de quatro vezes o PIB. Como o Brasil apresenta há décadas uma das piores distribuições de renda do mundo, é provável que essa relação seja superior. Assim, uma alíquota média de 1% aplicada sobre o valor dos bens poderá permitir uma arrecadação superior a 4% do PIB. Esse valor supera o conjunto de tributos indiretos: IPI, PIS, ISS, Cide e Imposto de Importação e equivale à Cofins”, compara o economista, neste entrevista exclusiva ao MONITOR MERCANTIL. Leia o resto do artigo »

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Juros, câmbio e contas externas

Postado em 5 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

Folha de São Paulo

*CÉSAR BENJAMIN

Voltamos a depender de capitais de curto prazo para financiar um déficit externo crescente; já vimos esse filme.

O GOVERNO vem reagindo de maneira frouxa à mudança no cenário das contas externas. O problema é tratado de forma difusa, não sistemática, sem que ninguém se sinta claramente responsável por ele. Os resultados em transações correntes estão negativos desde outubro de 2007, e as piores expectativas têm sido sistematicamente superadas. A balança comercial brasileira começou a perder dinamismo em 2006, quando as exportações praticamente estagnaram (em “quantum”), enquanto as importações continuavam a crescer. De lá para cá, a situação tem se agravado com rapidez. O Ipea acaba de rever para baixo as suas previsões, passando a trabalhar com um saldo situado no intervalo entre US$ 21,6 bilhões e US$ 25,1 bilhões, apesar de os preços dos nossos principais produtos de exportação continuarem excepcionalmente altos. Se a melhor dessas hipóteses se realizar, teremos uma queda de quase 40% no saldo comercial em apenas um ano. Num saudável exercício de transparência, o Ipea divulgou uma Nota Técnica em que procura compreender o seu erro de previsão. “O principal fator responsável pela deterioração nas transações correntes”, diz a Nota, “foram as remessas de lucros e dividendos”, que quase dobraram, em 2008, quando comparadas com o mesmo período do ano passado. Leia o resto do artigo »

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Entrevista Rubens Ricupero: “Estamos numa situação catastrófica”

Postado em 4 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

Por Beatriz Diniz

O embaixador fala em entrevista a respeito dos desafios do comércio exterior barsileiro, associando ao fracasso da Rodada Doha.

JORNAL DO BRASIL

“Estamos numa situação catastrófica”

Embaixador alerta para a atual supervalorizaçao do real, que anula conquistas comerciais do país

Leda Rosa

SÃO PAULO

O embaixador Rubens Ricupero, 71 anos, negociador experiente em missões diplomáticas brasileiras nos anos 80 e 90, acredita que o maior desafio do comércio exterior brasileiro não esta em Genebra, mas bem aqui em solo nacional, na atual política cambial que penaliza fortemente as exportações e pode conduzir o país ao colapso na balança comercial. Além da valorização da moeda americana, Ricupero prevê período de relativa estagnação dos acordos bilaterais do Brasil no âmbito do Mercosul, devido às diferenças entre a pauta brasileira e a de parceiros, especialmente a Argentina. Leia o resto do artigo »

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Boom agrícola não traz salto de qualidade à exportação

Postado em 4 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

Por Katia Alves

Apesar da alta das vendas externas, Brasil não consegue industrializar itens básicos. Real valorizado, custos de infra-estrutura e barreiras dos importadores afetam produção de industrializados e explicam limites às vendas.

Para Miguel Jorge, ministro do Desenvolvimento, há uma explicação básica para o país ser muito eficiente nas exportações agrícolas e menos atuante nas de produtos com maior valor agregado: a produtividade da indústria brasileira não é tão eficiente como a do campo. “Somos muito eficientes e muito produtivos na agricultura, mas não somos tão eficientes e tão produtivos nos bens industrializados”.

Por Mauro Zafalon

Publicado originalmente na Folha

O Brasil está perdendo a oportunidade de dar um salto de qualidade em suas exportações, avaliam especialistas e membros do governo. Com receitas de cerca de US$ 400 bilhões desde 1998, o país é o líder mundial na exportação dos principais produtos agropecuários, mas ainda não consegue industrializar commodities.

A liderança mundial do Brasil na exportação dos principais produtos agropecuários garantiu receitas próximas de US$ 400 bilhões desde 1998. Mas o país, segundo analistas e membros do governo, está deixando passar uma grande oportunidade para dar um salto de qualidade nessas exportações. O Brasil não consegue industrializar os produtos básicos que exporta, o que reduz a receita das vendas e barra investimentos e criação de empregos de melhor qualidade.

Real valorizado, custos de infra-estrutura, deficiências na logística e barreiras nos países importadores acabam afetando a produção de industrializados e explicam os limites ao boom exportador de commodities. Essa posição brasileira caminha na contramão dos demais países. Os exportadores de commodities impõem taxas maiores nas vendas de grãos ao exterior e menores nas de produtos industrializados para incentivar a industrialização interna. Já os que são dependentes dessas matérias-primas, como a China, impõem barreiras à entrada de produtos industrializados, priorizando a compra de produtos brutos para serem industrializados no país. Leia o resto do artigo »

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“Estamos numa situação catastrófica”

Postado em 4 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

Por Katia Alves

Em entrevista ao Jornal do Brasil, o embaixador Rubens Ricupero, negociador experiente em missões diplomáticas brasileiras nos anos 80 e 90. Alerta para a atual supervalorização do real, que anula conquistas comerciais do país. E acredita que o maior desafio do comércio exterior brasileiro não esta em Genebra, mas bem aqui em solo nacional, na atual política cambial que penaliza fortemente as exportações e pode conduzir o país ao colapso na balança comercial.

Por Leda Rosa

Publicado originalmente no JB Online

Como o senhor analisa o fracasso da Rodada Doha?

- Todos perdem. Índia e China, que bloquearam um avanço em agricultura, vão enfrentar uma atitude geral muito mais difícil em relação às concessões. O Brasil sai perdendo ainda mais, porque com interesse genuíno na agricultura chegou a fazer grande sacrifício para viabilizar o acordo. A OMC sai bastante enfraquecida, o que não é interesse de ninguém, porque é o único fórum que existe para 153 países. O Brasil nunca teria ganhado o caso do algodão contra os Estados Unidos ou o do açúcar contra a União Européia se não houvesse um sistema do tipo da OMC.

Agora a melhor alternativa é buscar acordos bilaterais?

- Não acredito muito na existência de boas alternativas nem na multiplicação de acordos bilaterais. Os acordos vão continuar a ser tão difíceis como eram na OMC. Isto varia de país para país, mas no caso do Brasil, cujo interesse maior se concentra na agricultura, o fato de ser na OMC ou bilateral não vai alterar muito. O Brasil não vai conseguir acesso mais fácil para os produtos agrícolas nos mercados da Índia e da China numa negociação bilateral. Também será muito difícil com os Estados Unidos e Europa, com os quais já estávamos negociando sem muito avanço.

Como devem ser os acordos no pós-Doha?

- A posição brasileira fez com o que o país fosse um pouco credor porque teve uma posição muito favorável, o fracasso não foi por nossa culpa e isto pode levar a alguma possibilidade de acordos estritos, concentrados em determinados produtos. O caso do etanol. Estávamos negociando cotas com a Europa, havia até uma boa perspectiva. Acredito em acordos pontuais, específicos, não grandes acordos, de tipo acordo de comércio, porque aí o Brasil tem uma situação muito difícil por causa do Mercosul. Leia o resto do artigo »

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Juros, câmbio e contas externas

Postado em 4 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

Por: Luciana Sergeiro  

“A política econômica atual amplia essas distorções. As famosas reservas de US$ 200 bilhões têm pés de barro, pois são a contrapartida de um passivo externo que é um múltiplo delas e não pára de crescer. Voltamos a depender de capitais de curto prazo para financiar um déficit externo crescente. São eles os principais beneficiários dos juros altos e do dólar barato. Já vimos esse filme mais de uma vez. Ele nunca acaba bem.” 

Publicado em: Folha de S. Paulo

Por: CÉSAR BENJAMIN 

Voltamos a depender de capitais de curto prazo para financiar um déficit externo crescente; já vimos esse filme  

O Governo vem reagindo de maneira frouxa à mudança no cenário das contas externas. O problema é tratado de forma difusa, não sistemática, sem que ninguém se sinta claramente responsável por ele. Os resultados em transações correntes estão negativos desde outubro de 2007, e as piores expectativas têm sido sistematicamente superadas. A balança comercial brasileira começou a perder dinamismo em 2006, quando as exportações praticamente estagnaram (em “quantum”), enquanto as importações continuavam a crescer. De lá para cá, a situação tem se agravado com rapidez. 

O Ipea acaba de rever para baixo as suas previsões, passando a trabalhar com um saldo situado no intervalo entre US$ 21,6 bilhões e US$ 25,1 bilhões, apesar de os preços dos nossos principais produtos de exportação continuarem excepcionalmente altos. Se a melhor dessas hipóteses se realizar, teremos uma queda de quase 40% no saldo comercial em apenas um ano. Num saudável exercício de transparência, o Ipea divulgou uma Nota Técnica em que procura compreender o seu erro de previsão. “O principal fator responsável pela deterioração nas transações correntes”, diz a Nota, “foram as remessas de lucros e dividendos”, que quase dobraram, em 2008, quando comparadas com o mesmo período do ano passado.  Leia o resto do artigo »

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“Com esse câmbio, não há acordo que nos salve”

Postado em 4 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

Por: Luciana Sergeiro 

De acordo com o ex-ministro Rubens Ricupero com a taxa de câmbio que o País vem operando, não há acordo que salve o País. De acordo com a política cambial o Brasil corre o risco de aproveitar pouco os prováveis benefícios da Rodada Doha. 

O grande fato dessa rodada é que o Brasil tornou-se presença obrigatória pela primeira vez, até mesmo em grupos muito restritos, de quatro ou cinco países. 

Publicado em: Folha de S. Paulo  

Por: MARCELA CAMPOS 

Entrevista Rubens Ricupero 

Para ex-ministro, Brasil corre o risco de aproveitar pouco os prováveis benefícios da Rodada Doha devido à sua política cambial

Após quase uma semana de árduas negociações, aumenta a perspectiva de que, após sete anos de impasses, representantes de mais de uma centena de países concluam um acordo que aumente a liberalização do comércio mundial. Rubens Ricupero, 71, que foi ministro da Fazenda e secretário-geral da Unctad (Conferência da ONU sobre Comércio e Desenvolvimento), vê com otimismo a proximidade de um encerramento da Rodada Doha. “Da minha experiência na Rodada Uruguai, momentos em que se rompe o impasse são parecidos com o que vivemos agora. É necessário haver uma grande crise para catalisar uma solução.”

Segundo o colunista da Folha, há desejo político generalizado de não permitir o prolongamento da rodada, o que enfraqueceria o sistema multilateral de comércio. Sobre o Brasil, o ex-embaixador nos EUA e hoje diretor da Faculdade de Economia da Faap acrescenta: “Com esse câmbio, não há acordo que nos salve”. Leia trechos da entrevista.

Momento crítico

Da minha experiência, da Rodada Uruguai e de outras ocasiões críticas, momentos em que se rompe o impasse são parecidos com o que vivemos agora. É necessário haver uma grande crise para catalisar uma solução. Na do Uruguai, houve um fracasso na reunião de Bruxelas, em 1990, e a rodada ficou dois anos parada. Em meio a uma crise enorme, em 1993, a coisa deslanchou e acabou em um nível de ambição até alto.

Há, hoje, uma leitura superficial negativa, por da conta da Lei Agrícola dos EUA, da não-renovação do “fast-track” [autorização que o Congresso dá ao presidente para negociar] e do fim do mandato de Bush. Leia o resto do artigo »

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