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Blog do Desemprego Zero

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Por que no te callas, Meirelles?

Postado em 7 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

Elio Gaspari

Fonte: FSP (06/08/2008)

“O presidente do Banco Central só deveria falar ao Congresso ou durante as reuniões da diretoria da instituição”.

A PANCADA de 0,75% do Banco Central no aumento na taxa de juros ainda não esfriou e seu presidente, doutor Henrique Meirelles, já está no circuito insinuando uma nova punição para a economia nacional. Comprou seu forno de microondas? Sua mulher não precisa mais voltar para o fogão para servir a janta? Visigodo ignóbil, você está aquecendo o consumo. Conseguiu um trabalho com a queda da taxa de desemprego? Ostrogodo inconseqüente, você ofende a racionalidade econômica, abrindo o caminho para um surto inflacionário. Contra esses bárbaros só há um remédio, subir a taxa de juros brasileira que é, há tempos, a maior do mundo.

Quando o doutor Meirelles retoma o circuito da quiromancia financeira para dizer que a queda do IPCA não é bem uma queda do Índice de Preços aos Consumidor, não está praticando um exercício didático. Se há um aumento de casos de febre amarela, e o ministro José Gomes Temporão determina o aumento da produção de vacinas, a decisão é neutra. Quem quer vai ao posto de saúde. Quem não precisa não vai. Ninguém ganha dinheiro com isso. No caso dos juros, Meirelles ameaça com a propagação de uma epidemia que faz a felicidade da turma do papelório que se remunera com a expansão da moléstia.

Admita-se que a alta dos juros seja uma necessidade. Ainda assim, ela é uma decisão de Estado. Compete ao presidente da República, não a um funcionário demissível ad nutum. (Ele e todos os çábios do Copom.) Admita-se ainda que Nosso Guia, emparedado pelo terrorismo financeiro, tenha terceirizado essa atribuição. Ainda assim, o delegado do papelório não se pode investir no papel de ombudsman da administração pública, punindo a economia por conta de certezas e de dúvidas que são suas, mas que não são dos seus colegas de ministério.

O doutor Meirelles (como seus antecessores) investiu-se de um papel supraconstitucional, como se houvesse dois países, um governado pelos eleitos, outro sob regime de ocupação, disciplinado pelos sábios, com ele no papel de xamã. O presidente do Banco Central estimula essa bagunça saindo por aí a propagar platitudes. Por exemplo: “Achamos um pouco prematuro ainda fazer uma previsão da evolução dos preços das commodities nos próximos meses”. Segundo seu horóscopo (ele é de Libra), nesta semana deve evitar mortadela e guaraná.

Assim como se deve desejar que os ministros do Supremo Tribunal só falem durante as sessões da corte, coisa que está em desuso desde que surgiram os juristas-celebridade, seria melhor para todo mundo se o presidente do Banco Central só falasse ao Congresso ou durante as sessões do Copom.

Em abril passado, ao conferir a posição dos parafusos de sua cadeira, Meirelles viu que alguns deles estavam frouxos. Coisa da vida para quem ocupa um cargo da confiança do presidente da República. Sua postura recente é a de quem acredita ter pista própria, sem combinar com a federação de atletismo. Ou, talvez, a de quem quer aproveitar o fim da pista para sair do estádio debaixo dos aplausos da turma do cercadinho VIP. Nos dois casos, prejudica o bom andamento dos negócios do Estado.

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La vulnerabilidad moral de los mercados

Postado em 7 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

Robert Skidelsky

by Robert Skidelsky

Fonte: Project Syndicate

Hoy parece no existir ninguna alternativa coherente para el capitalismo. Sin embargo, los sentimientos anti-mercado están bien en forma, lo cual queda de manifiesto, por ejemplo, en la reacción moralista contra la globalización. Como ningún sistema social puede sobrevivir mucho tiempo sin un sustento moral, las cuestiones planteadas por los defensores de la antiglobalización son urgentes -mucho más en medio de la actual crisis económica.

Es difícil negar cierto valor moral del mercado. Después de todo, le adjudicamos valor moral a los procesos así como a los resultados, como en la frase “el fin no justifica los medios”. Es mejor, desde un punto de vista moral, que nuestros productos sean suministrados por mano de obra libre que por esclavos y que podamos elegir nuestros productos en lugar de que el Estado los elija por nosotros. El hecho de que el sistema de mercado sea más eficiente a la hora de crear riqueza y satisfacer las necesidades que cualquier otro sistema es un beneficio adicional.

Las críticas morales del mercado se centran en su tendencia a favorecer un tipo de personalidad moralmente deficiente, privilegiar motivos desagradables y promover resultados indeseables. Al capitalismo también se le adjudica la falta de un principio de justicia.

Consideremos la personalidad. Muchas veces se dijo que el capitalismo retribuye la cualidad de autocontrol, trabajo arduo, inventiva, austeridad y prudencia. Por otra parte, deja afuera todas las virtudes que no tienen ninguna utilidad económica, como el heroísmo, el honor, la generosidad y la piedad. (El heroísmo sobrevive, en parte, en la idea romántica del “empresario heroico”).

El problema no es sólo la insuficiencia moral de las virtudes económicas, sino su desaparición. El trabajo arduo y la inventiva siguen siendo retribuidas, pero el autocontrol, la austeridad y la prudencia seguramente empezaron a desvanecerse con la primera tarjeta de crédito. En el Occidente opulento, todos piden dinero prestado para consumir tanto como sea posible. Estados Unidos y Gran Bretaña están ahogándose en deuda. Leia o resto do artigo »

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A geopolítica e o pensamento econômico

Postado em 6 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

Por Heldo Siqueira*

A nova engenharia do mundo industrializado incita algumas discussões que haviam ficado ultrapassadas. A antes imparável e inevitável globalização parece agora ultrapassada e os países ganham novo fôlego para tomar atitudes protecionistas. Nesse ambiente, o papel das políticas estatais no desenvolvimento econômico volta a ser tema de debate e a liberdade dos mercados é posta em cheque.

Os anos 70 marcaram a economia mundial pelas crises no preço do petróleo. Os aumentos repentinos e drásticos no preço da commodity desviaram volumes dramáticos de divisas em direção aos países exportadores de petróleo (os petrodólares). Em geral, a exportação de petróleo ocorre dos países que consomem pouco combustível (em geral os mais pobres) em direção aos países ricos, que consomem mais combustível. Ou seja, o combustível ia dos países pobres em direção aos ricos, enquanto as divisas iam dos países ricos em direção aos pobres. O que permitia aos países pobres exportar petróleo era sua pouca industrialização. Afinal, caso houvesse políticas que oportunizassem inversões de recursos nos próprios países, é provável que a riqueza permanecesse nesses países e esses passassem a consumir mais petróleo. Por outro lado, era preciso criar mecanismos que permitissem a rápida mobilização das divisas de volta às matrizes localizadas nos países desenvolvidos.

Concomitantemente a esses problemas, há o ressurgimento da discussão acerca do liberalismo nos fóruns de debate econômico. Para os neoliberais (como foram chamados) as políticas de desenvolvimento estatais atrapalhavam o crescimento econômico pois geravam ineficiência e, em última instância, inflação ao invés de prosperidade. A solução era “desaparelhar” os Estados nacionais e permitir ao mercado alocar os recursos. Por outro lado, a liberalização financeira garantiria a mobilidade de divisas necessária para financiar as dívidas públicas.

A nova teoria econômica encaixava-se perfeitamente à necessidade dos países desenvolvidos, e talvez por isso tenha sido tão bem aceita nos principais círculos de debate econômico. Na prática, o neoliberalismo foi muito eficiente em uniformizar o ideal de bem-estar social no mundo. Afinal, com a abertura comercial todos os consumidores podiam adquirir mercadorias de qualquer lugar do mundo e podiam, finalmente, ambicionar ter os bens de consumo que antes eram proibidos de ter. Entretanto, a abertura financeira não conseguiu, em momento algum, uniformizar os meios de financiamento dos bens de consumo. Além disso, a remuneração do trabalhador comum nos países “em desenvolvimento”, diminuiu em relação aos ricos durante toda a fase de neo-liberalismo. Ou seja, enquanto os trabalhadores de países ricos podiam financiar seus luxos em condições extremamente favoráveis (o que, afinal de contas, gerou a crise dos sub-prime), os trabalhadores de países “em desenvolvimento” podiam apenas sonhar com os novos produtos de tecnologia de ponta.

Ignorando a teoria econômica e adaptando-se de maneira formidável à nova economia, o gigante chinês fez exatamente o que fizera o Japão anos antes para reconstruir-se depois da IIª Guerra: usar uma moeda desvalorizada (controlada através da compra de títulos da dívida americana) para dar competitividade à sua indústria, e, de quebra, influenciar a política da economia hegemônica. Alguns outros países na Ásia seguiram o mesmo caminho e, como no Japão, a estratégia deu certo. Assim, o centro dinâmico da economia mundial passou, talvez definitivamente, para a Ásia. É a trajetória da China, ou o famoso descolamento, que os analistas utilizam para fazer suas previsões e não mais a dos países europeus ou da América do Norte. Por outro lado, as reuniões da OMC têm sido exemplares para demonstrar a capacidade de pressão dos países em desenvolvimento.

Os próximos anos vão dar a verdadeira dimensão de quão profundas serão as mudanças nas tomadas de decisões internacionais, pois os EUA continuam a ser a maior potência bélica e o maior pólo de desenvolvimento tecnológico. Entretanto já é inconcebível aos americanos tomar decisões, pelo menos no campo econômico, sem levar em conta os interesses de seus parceiros comerciais. Será interessante também, ver como ficarão as discussões acadêmicas acerca da liberalização econômico-financeira e seus benefícios.

* Heldo Siqueira: Gremista, economista graduado na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Trabalho na Assessoria de Planejamento do IDAF-ES (Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo).

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Delfim e Bresser unidos em duras críticas à ação do BC

Postado em 6 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

Por Katia Alves

Delfim Netto e Luiz Carlos Bresser Pereira, durante seminário na Fundação Getúlio Vargas, fizeram fortes críticas à política de juros e metas de inflação do Banco Central.

Delfim classifica de infantil a atitude do governo brasileiro de se antecipar com o aumento dos juros, sendo que a inflação é internacional. Pois o efeito principal dessa medida é a valorização do câmbio.

Bresser Pereira, classificou de “suicida e alucinada” a política cambial do Brasil e não acredita que o mercado possa ajustar os valores caso o dólar venha se apreciar, por conta da taxa atrativa de juros para especuladores estrangeiros. E a atual política cambial segue exemplos de governos populistas. O ex-ministro afirmou que a valorização do real favorece os gastos dos brasileiros.

Publicado no JB Online

A política de juros e metas de inflação do Banco Central esteve sob fortes ataques, ontem, em São Paulo, especialmente por parte de dois ex-ministros da Fazenda, Delfim Netto e Luiz Carlos Bresser Pereira, durante seminário na Fundação Getúlio Vargas.

Para Delfim, com a política monetarista do BC, o Brasil torna-se o último “peru com farofa na mesa dos especuladores internacionais, fora no Dia de Ação de Graças”.

Já Bresser Pereira classificou de “suicida e alucinada” a política cambial do Brasil, o que, no seu entender levará a uma crise de pagamentos em dois ou três anos”.

Bresser também disse não acreditar que o mercado possa ajustar os valores caso o dólar venha se apreciar, por conta da taxa atrativa de juros para especuladores estrangeiros. Leia o resto do artigo »

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Combate à inflação divide os países do Sudeste Asiático

Postado em 6 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

Por Katia Alves

Os governos e bancos centrais dos países do Sudeste Asiático divergem quanto às estratégias para conter os preços sem sufocar a economia. Um exemplo disso é o que vem ocorrendo na Tailândia, onde o ministro da Fazenda e o presidente do banco central divergem publicamente sobre o aumento da taxa de juros.

 Por James Hookway, The Wall Street Journal

 Publicado no Valor

 À medida que a inflação crescente e a desaceleração econômica atingem mais fundo os países do Sudeste Asiático, acostumados com expansão constante, os governos e bancos centrais da região divergem quanto às estratégias para conter os preços sem sufocar a economia.

 O confronto mais agudo acontece na Tailândia, onde o ministro da Fazenda e o presidente do banco central divergem publicamente sobre o aumento da taxa de juros. Para pressionar o banco central, o governo chegou a criar um painel de supervisão da política monetária do Banco da Tailândia.

 A tensão está aumentando em todos os lugares. No Vietnã, as autoridades monetárias do Banco do Estado do Vietnã se perguntam quando os líderes do partido comunista vão autorizar um aumento de juros suficiente para conter a inflação, que acumulou 27% nos 12 meses até julho. No mês passado o banco central da Malásia decidiu manter a taxa de juros inalterada, apesar de a inflação ter atingido o patamar mais alto em 27 anos. O grande vizinho do norte, a China, onde a crescente demanda por petróleo tem contribuído para pressões inflacionárias globais, também está amaciando sua retórica antiinflacionária à medida que os líderes em Pequim ficam mais sensíveis à desaceleração econômica. Leia o resto do artigo »

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Aumento da taxa Selic causa efeito contraditório

Postado em 6 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

Por Katia Alves

No X Seminário Anual de Metas para Inflação, realizado na sede carioca do BC, houve debate sobre o aumento de juros básicos provoca contradições, segundo Bruno Martins, analista do Banco Central, quando o dinheiro fica mais caro, os bancos que têm títulos indexados à Selic lucram e se enchem de liquidez. E desta forma, “” os títulos indexados aos juros (quando a Selic sobe) despotencializam a política monetária”, afirmou Martins.

O evento contou com a presença de Stanley Fischer, que ostenta em seu currículo o cargo de chefe do Banco Central de Israel. Fischer um árduo defensor da adoção de um sistema flexível para as metas de inflação, adotado inicialmente pela Nova Zelândia em 1990, em seguida pelo Canadá, em 1991, e pelo Brasil em 1999. Para o economista, o sistema tem a capacidade de tranqüilizar o mercado pelo fato de trabalhar com referenciais de longo prazo.

Por Ana Cecilia Americano e Sabrina Lorenzi

Publicado originalmente no Gazeta Mercantil

Além da gritaria do setor privado, o aumento dos juros básicos provoca contradições. Quando o dinheiro fica mais caro, os bancos que têm títulos indexados à Selic lucram e se enchem de liquidez. Tornam-se então mais capazes de emprestar, contrariando o objetivo original de reduzir o crédito e conter a demanda. A antítese foi levantada, ontem, por Bruno Martins, analista do Banco Central, no X Seminário Anual de Metas para Inflação, na sede carioca do BC.

“Os títulos indexados aos juros (quando a Selic sobe) despotencializam a política monetária”, afirmou Martins. “Esse efeito de aumento de liquidez (conforme a Selic cresce) é importante em bancos pequenos e o canal de transmissão realmente existe e é importante no Brasil”. Os bancos de médios e pequenos são mais vulneráveis aos altos e baixos da Selic porque dependem mais dos títulos atrelados à taxa de juros do que as grandes instituições financeiras, conforme concluiu o economista do Banco Central.
Bancos de menor porte costumam ter grande participação no empréstimo a pessoas físicas. O alvo direto é o consumo, geralmente de classes de renda menos afortunadas..

Esse e outros desafios dos bancos centrais estiveram no cerne das discussões do evento que contou, ainda, com expoentes internacionais como Stanley Fischer, que ostenta em seu currículo o cargo de chefe do Banco Central de Israel, além de posições como a vice-presidência do conselho de administração do Citigroup, a presidência do Citigroup e a chefia do departamento de Economia do prestigioso Massachusetts Institute of Technology (MIT). Para ele, o Brasil deixou de ser o país do futuro. “Agora é um dos países do momento”, garantiu. Leia o resto do artigo »

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Os limites do câmbio

Postado em 6 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

Por Luís Nassif

Fonte: Projeto Brasil

Mensalmente, a Agência Dinheiro Vivo realiza um encontro de economistas de diversas áreas de especialização e tendências – o “Tornos e Planilhas” – tentando encontrar um denominador comum sobre as perspectivas da economia global e brasileira.

Há uma conclusão quase majoritária: a de que se está próximo do fim da trajetória de apreciação do real. Em algum momento haverá a reversão do câmbio.

Segundo Paulo Tenani, do UBS-Pactual, há duas forças puxando o dólar para baixo. Uma delas, a política de juros do Banco Central. A segunda, a constituição de reservas cambiais, que dá uma sobrevida ao processo de apreciação cambial -

Na outra ponta, há um fantasma cada vez mais presente, puxando o dólar para cima: a deterioração das contas externas brasileiras, que desde dezembro assumiu uma dinâmica explosiva.

Aí se esbarram em fatores extra-econômicos. Professor da PUC-SP, Antonio Correa de Lacerda vê a política monetária-cambial atrelada ao calendário eleitoral. A exemplo do primeiro governo FHC, o que se pretende é segurar a inflação, via câmbio até as eleições presidenciais de 2010.

Há um fato adicional, que poderá acelerar o desfecho: a queda nas cotações de commodities agrícolas, que começou a ficar mais nítida na última semana. José Vicente Ferraz, da Agra FNP vê como inevitável as cotações despencarem ante a perspectiva de um desaquecimento da economia global.

Ocorre que – conforme já escrevi várias vezes aqui – os mercados de commodities estão fundamentalmente alavancados por fundos hedge. Quando se sente que o caminho é a alta, os fundos entram pesados tornando mais agudo o movimento – o chamado “overshooting”. O mesmo ocorre no sentido inverso. E isso aparentemente começou.

Na economia global, as mudanças não se restringirão ao comportamento das commodities. Os grandes fundos estão com a mão no gatilho aguardando o início da reversão da desvalorização do dólar frente ao euro e às moedas asiáticas.

Até agora o ajuste do dólar foi feito em cima de países com câmbio flexível – Europa e América Latina, particularmente o Brasil.

No segundo tempo do jogo, prevê Tenani, o ajuste será bancado pelos países que até agora mantiveram suas moedas protegidas, especialmente a China, que será obrigada a permitir a valorização da sua moeda.

Esse movimento está sujeito a fricções variadas. A China tem uma necessidade enorme de manter altas taxas de crescimento. Nos próximos anos enfrentará desafios econômicos e sociais dos mais intensos. No campo industrial, a necessidade de continuar gerando empregos. Na agricultura, o fantasma apavorante da escassez de água. Hoje em dia, lembra Ferraz, a agricultura chinesa tem produtividade das mais altas devido à irrigação. Mas precisará dobrar a capacidade de sua agricultura e em breve se deparará com a escassez de água.

Todo esse quadro sugere que o Brasil deveria se preparar rapidamente para a hipótese de reversão do quadro de euforia que marcou a economia global nos últimos anos.

Mas as mudanças, por aqui, só ocorrem em períodos de crise. É a sina histórica do Brasil.

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Pilhagem do petróleo brasileiro

Postado em 5 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

Publicado em: Jornal do Brasil

Por: Sergio Ferolla* e Paulo Metri**

Com a possibilidade de ocorrência de grandes campos na região do pré-sal, cujos reservatórios ocupariam, cada um, mais de um bloco, recomenda-se a unificação das parcelas que estão em diferentes blocos, formando um único campo, o que, também, é chamado de “individualização da produção”. Às vezes, campos são descobertos em mais de um bloco, sem se saber, em um primeiro momento, que compõem um único campo. Nos contratos de concessão de blocos pela ANP, consta uma cláusula que trata da individualização da produção, estabelecendo regras para as concessionárias poderem produzir petróleo, em conjunto, do único campo, que se localiza em mais de um bloco. Esta cláusula busca evitar que cada dono de bloco tire, a partir de seu acesso ao campo, o máximo de petróleo, no menor período de tempo, visando levar mais petróleo do campo comum que o outro dono de bloco.

A conciliação reside em buscar dimensionar quanto petróleo cada dono de bloco possui naquele campo e, depois, eles passarem a repartir a produção coletiva na mesma proporção dos volumes de petróleo que possuem. Entretanto, esta conciliação não é tão fácil de ocorrer e a arbitragem da ANP pode ser necessária.

Se grandes campos forem confirmados na região do pré-sal e como muitos blocos desta região ainda não foram licitados, estes campos irão englobar, provavelmente, blocos não licitados. Não será válido considerar que o petróleo dos blocos não licitados de um campo não é de ninguém e que pode haver acordo de unificação do campo sem existirem representantes destes blocos. Outra proposta incorreta é a de se licitar, rapidamente, os blocos ainda não concedidos, para possibilitar o início da unificação do mesmo. Como o preço mínimo de venda de um bloco desse tipo, sobre o qual se tem uma boa estimativa do petróleo existente, deve corresponder ao valor do fluxo de caixa dos lucros futuros do negócio descontados para o presente e, como não se consegue estimar, ao certo, o preço do petróleo em diversas épocas futuras, torna-se difícil estabelecer o preço mínimo. Na hipótese desse fluxo poder ser montado, o preço mínimo do bloco ficaria justo, mas muito alto, e as empresas fariam grande dissimulação, com o argumento de não se sentirem atraídas para apresentar proposta, quando, na verdade, estariam tentando conseguir lucros extraordinários. Leia o resto do artigo »

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