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Blog do Desemprego Zero

Arquivado em 'Política Econômica':

O Pós-Consenso neoliberal

Postado em 13 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

Por Katia Alves

No artigo abaixo, o autor afirma que as idéias consagradas pelo Consenso de Washington estão sendo superadas e o receituário de medidas postas em prática nas décadas recentes produziu estagnação econômica e muito pouca melhoria nas condições de vida do conjunto da população, ou seja, as conseqüências para os países que adotaram fielmente a lista proposta pelo “Consenso” foram desastrosas.

Alguns especialistas afirmam que a imposição de uma agenda única teria sido a razão do fracasso do Consenso de Washington. Ela teria falhado por não levar em consideração as especificidades culturais e políticas de cada formação social, impondo uma forma política e institucional de organizar a vida econômica e política de cada país.

Publicado no Monitor Mercantil

Por Ranulfo Vidigal

Uma leitura crítica com relação aos desdobramentos e conseqüências do projeto conservador, posto em prática na América Latina a partir dos anos 1990, nos leva a crer que estejamos vivenciando um momento histórico, onde as idéias consagradas pelo Consenso de Washington estão sendo superadas. De fato, o receituário de medidas postas em prática nas décadas recentes produziu estagnação econômica e muito pouca melhoria nas condições de vida do conjunto da população.

A lista do “Consenso”, segundo seu criador, não teria se tratado de imposição, mas sim de uma convergência universal, em torno das medidas que o mainstream acreditava como sendo necessárias para a retomada do crescimento econômico, a partir da superação da crise da dívida vivida pela América Latina, ao longo dos anos 80. Para fundamentar esta afirmação o “pai” do “Consenso” John Willianson aponta que não somente a disciplina macroeconômica, como a estabilidade fiscal vieram para ficar.

A agenda original que vigorou na fase mais dura da implantação da doutrina conservadora listava disciplina fiscal, política monetária restritiva, liberação dos mercados de crédito e trabalhista, taxa de câmbio competitiva, liberação comercial, livre entrada de investimentos estrangeiros, privatização e garantia dos direitos de propriedade.

As conseqüências para os países que adotaram fielmente a lista proposta pelo “Consenso” foram desastrosas. Além disso, o mantra da diminuição do papel do Estado, bem como a despolitização da economia foi voz corrente a todo o momento. A realidade, entretanto mostra que as teses de despolitização é radicalmente fantasiosa, na medida em que, qualquer decisão que tenha sido tomada por qualquer governo e suas conseqüências é fruto de opções políticas complexas, entre a elite local e suas relações estreitas com as congêneres do primeiro mundo. Leia o resto do artigo »

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E se o resto do mundo for incompetente?

Postado em 12 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

Heldo Siqueira*

Parece plenamente justificável a atitude do BC brasileiro do aperto monetário para conter a inflação. Segundo essa perspectiva, se as expectativas inflacionárias estão acima da meta do BC, trata-se de um desvio da demanda, provocado por uma oferta monetária “frouxa”. Assim, os agentes formam expectativas quanto aos preços, dado que o volume real ofertado é “escasso” e previsível. Nesse caso, a inflação desajustaria os preços relativos, diminuindo a eficiência do mercado em alocar os recursos escassos.

O problema dessa perspectiva está em esquecer que no resto do mundo também há política monetária. Além disso, o resto do mundo pode estar com a política monetária frouxa. Entretanto, um aperto monetário da autoridade brasileira não influencia a demanda no resto do mundo. Assim, a expectativa de inflação brasileira poderia estar influenciada por essa política frouxa e o BC não pode fazer nada em relação a isso. A única alternativa que o BC tem para combater expectativas inflacionárias “importadas” é apreciar o câmbio. Além disso, a apreciação do câmbio deve ser de tal magnitude que compense a inflação importada e ainda provoque uma apreciação real.

Entretanto, diminuindo a absorção interna, o BC está na verdade, diminuindo a perspectiva de demanda real. Em resposta a essa nova demanda real, haveria um ajuste da oferta real, modificando completamente a estrutura produtiva. Assim, quando o câmbio voltar, através do aumento das importações e diminuição das exportações, ao nível de equilíbrio, deveria haver outro ajuste nos preços relativos. Ou seja, o efeito da inflação menor será igualmente diminuir a eficiência do mercado em alocar os recursos escassos. Dessa forma, uma inflação menor que a inflação internacional, conseguida através da apreciação do câmbio, trás os mesmos efeitos de uma deflação.

De fato, a meta de inflação brasileira não parece levar em conta a inflação internacional, caso contrário, deveria ser revista para os anos de 2009 e 2010, quando foram mantidas em 4,5%, mesmo com a inflação internacional em ascensão. Dessa forma, tanto o Conselho Monetário Nacional, por ignorar a complexidade da economia internacional na definição das metas para inflação, quanto o Banco Central, por mesmo percebendo (se é que percebe) o erro do CMN persegue cegamente uma meta de inflação inconsistente com a realidade internacional, estariam sendo incompetentes.

* Heldo Siqueira: Gremista, economista graduado na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Trabalho na Assessoria de Planejamento do IDAF-ES (Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo). (Meus artigos)

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Lutar pela reforma agrária e pela livre manifestação

Postado em 12 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

Por Beatriz Diniz

O texto abaixo se refere às questões que envolvem o desenvolvimento da reforma agrária no nosso país. Ele aponta acertadamente, como as esferas governamentais não incentivam e nem investem no pequeno produtor, como forma de resolver o problema da crise dos alimentos através da reforma agrária (programas/iniciativas que atenda as demandas dos assentados e diretamente incentive a produção de alimentos ao ocupar as terras improdutivas). É notável a grande extensão de terras improdutivas, sendo atualmente ocupadas para o plantio da soja, eucalipto e para pasto. Um ponto que também é evidenciado é a possibilidade de desenvolvimento social e econômico dos municípios á partir do momento que se invista em cooperativas para os assentados através de programas de agroindústria colaborando também para o aumento da renda das famílias.

O mais importante a ser colocado é a importância da produção de alimentos através de um novo modelo agrícola, em substituição a atual política que dá prioridade a agroexportação e favorece as grandes empresas nacionais e internacionais ligadas ao capital financeiro.

Fonte: Correio da cidadania

A reforma agrária está parada em todo o país. Foi por este motivo que no mês de julho trabalhadores e trabalhadoras do MST de 12 estados do país ocuparam as ruas, sedes do Incra e fazendas, exigindo o assentamento das 140 mil famílias acampadas e investimentos públicos nos já existentes.

Acampados e assentados passam por situações difíceis. Existem famílias esperando pela desapropriação de áreas há mais cinco anos. E muitas daquelas que já conquistaram um pedaço de chão não têm acesso a crédito rural e infra-estrutura que garanta boas casas, saneamento básico, escola e hospital.

Somente a reforma agrária pode resolver o problema da crise dos alimentos, com a produção de verdura, legumes e frutas baratas para a população. É por sabermos dessa condição que temos uma proposta de desenvolvimento para o campo brasileiro, que compreende, além da produção de alimentos saudáveis, a geração de emprego e justiça no campo.

Para a concretização dessa proposta, investimentos na produção dos assentamentos tornam-se imprescindíveis. Investimentos que impulsionem programas de agroindústrias para cooperativas de assentados e assistência técnica para viabilizar a produção. Dessa forma, é possível gerar renda para as famílias e condições para o desenvolvimento social e econômico dos municípios. Leia o resto do artigo »

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Sinais preocupantes do mercado

Postado em 12 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

Por Katia Alves

O BC deverá elevar mais os juros visando apreciar o real, e a economia tenderá a se desacelerar mais fortemente.

A taxa de câmbio, que, aparentemente, encontrou resistências à queda e inverteu sua trajetória na semana passada, apesar de termos mais de US$ 200 bilhões em reservas cambiais e de o Banco Central ter acelerado o aumento da taxa de juros. Sabemos que pelo menos 70% do comportamento da inflação no Brasil é explicado pela variação na taxa de câmbio.

Por Yoshiaki Nakano

Publicado na Folha

Apesar de o Banco Central acelerar a elevação da taxa de juros, a apreciação do real pode ter chegado ao seu pico e, pelas razões que aponto abaixo, deslocado as expectativas e invertendo sua trajetória. No primeiro semestre, as empresas estrangeiras remeteram para o exterior mais de US$ 18 bilhões em lucros e dividendos, ampliando o déficit em transações correntes de forma alarmante.

Da mesma forma, US$ 15 bilhões saíram da Bolsa de Valores de São Paulo no mesmo período, fazendo o Índice Bovespa desabar. Todos esses fatos não apontam ainda para uma tendência persistente, mas são sinalizações preocupantes de que precisam ser acompanhados de perto, pois podem representar um ponto de inflexão da economia brasileira.

O elemento crítico é a taxa de câmbio, que, aparentemente, encontrou resistências à queda e inverteu sua trajetória na semana passada, apesar de termos mais de US$ 200 bilhões em reservas cambiais e de o Banco Central ter acelerado o aumento da taxa de juros. Sabemos que pelo menos 70% do comportamento da inflação no Brasil é explicado pela variação na taxa de câmbio. Leia o resto do artigo »

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A VITÓRIA DE MORALES E OS NOVOS DESAFIOS DA BOLÍVIA

Postado em 12 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

A VITÓRIA DE MORALES E OS NOVOS DESAFIOS DA BOLÍVIA

 

RIVE GAUCHE

 

Léo Nunes – Paris - O presidente boliviano Evo Morales garantiu a vitória no referendo do último domingo. Com 63% dos votos, porcentagem maior do que a da sua eleição em 2005, o povo boliviano ratificou não apenas o desejo de permanência do líder aymar, mas também a esperança na continuação da revolução democrática que vem ocorrendo na Bolívia.

 

Não obstante, é necessário frisar que parte dos seus principais opositores também foram confirmados nos seus respectivos cargos. A vitória dos governadores de Santa Cruz, Beni, Pando e Tarija possibilitou o endurecimento do discurso por parte da direita boliviana. Desta forma, o principal desafio do presidente boliviano é levar adiante as reformas progressistas, sem colocar em risco a unidade política do país.

 

Morales deve se concentrar em três pontos. O primeiro deles é a continuidade da nacionalização de empresas que controlam recursos estratégicos, tais como o gás. Além da sua importância política, os recursos oriundos da exploração dos mesmos é a principal fonte de recursos do Estado, que os utiliza para a criação de programas de distribuição de renda.

 

Em segundo lugar, o governo deve avançar na reforma agrária. A absurda concentração de terras, que persiste na maior parte dos países latino-americanos, tem expulsado importantes contingentes de mão-de-obra para as grandes cidades, criando significativos bolsões de pobreza urbanos, que se consolidam como exército industrial de reserva disponível a baixos salários.

 

Em terceiro lugar, o país deveria, na medida de suas possibilidades, diversificar seu parque industrial, para que a melhoria na distribuição de renda tenha uma contrapartida na estrutura produtiva do país. Como já nos ensinaram o mestre Celso Furtado e a tradição cepalina, o desenvolvimento de um país só pode ser alcançado quando há homogeneização dos padrões de consumo, compatíveis com sua estrutura produtiva.

 

O desafio da Bolívia, e do governo Morales, é levar a cabo tal projeto, a despeito dos interesses da oligarquia boliviana, que defenderá com unhas e dentes o latifúndio e o desenvolvimento associado, sem soberania e respeito ao povo boliviano.

 

Leonardo Nunes: Mestre em Economia pela Unicamp e doutorando em Economia pela Universidade Paris-1 Pantheon-Sorbonne. Correspondente do Dezemprego Zero na capital francesa. Meus Artigos

 

Clique aqui para ler nosso manifesto.

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Câmbio leva empresas a reduzir nível de emprego

Postado em 11 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

Por: Luciana Sergeiro 

A valorização do real frente ao dólar já provoca demissões em setores industriais tradicionalmente afeitos à exportação. Caso haja a manutenção das taxas de câmbio, o desemprego virá em 2009. Segundo estudo da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), com a valorização do real, as indústrias com maior rentabilidade são as siderúrgicas, extrativa mineral, de autopeças, químicas, metalúrgicas, material de transporte e fertilizantes. Na contramão, os setores que amargam menor rentabilidade são os de celulose, petroquímico, vestuário, minerais não metálicos, têxtil, materiais elétricos e produtos alimentares. 

Publicado em: Gazeta Mercantil

Por: Leda Rosa

A valorização do real frente ao dólar já provoca demissões em setores industriais tradicionalmente afeitos à exportação. Áreas mais sensíveis às variações cambiais, entre elas a de madeira processada, estimam que, de maio a julho, as demissões atingiram 15 mil trabalhadores. Nas produtoras de calçados, vestuário e têxteis, ocorre a extinção de aproximadamente 200 mil vagas a cada ano. Nas fábricas, os empregados já sabem: caso haja a manutenção das taxas de câmbio, o desemprego virá em 2009.

“Nosso volume físico exportado tem caído, em média, 17%. Com tal encolhimento, produzimos menos e temos menor necessidade de mão-de-obra”, explica Antonio Rubens Camilott, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada (Abimci).

O contingente empregado pelo setor é de 2 milhões de trabalhadores. O executivo calcula que, se confirmadas as previsões de valorização do dólar, a escalada de demissões pode ser estancada ainda neste ano, no fim do quarto trimestre.

“As condições de competitividade estão permitindo uma formalização muito aquém do que poderíamos gerar”, diz Fernando Pimentel, diretor superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit). “Em vez de criar, no mínimo, mais de 160 mil empregos diretos por ano no setor, ficaremos com patamares reduzidos de 30, 40 mil postos de trabalho este ano”, diz o executivo. “A continuar o câmbio apreciado em 2009, com juros altos trazendo redução no nível de atividade econômica interna e queda de consumo, poderemos ter sim demissões formais”. Leia o resto do artigo »

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Falta um pouco de humildade

Postado em 11 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

Delfim Netto

Fonte: DCI

O Banco Central brasileiro é provavelmente o único dentre os bancos centrais do mundo que “sabe” como se formam as expectativas inflacionárias e como essas expectativas afetam a taxa de inflação.

Porque tem essa “sabedoria” que falta ao restante do universo, a nossa autoridade monetária está sugerindo que só um novo e dramático aumento na taxa de juro real (em seguida à absurda elevação de 0,75 da última sessão do Copom) será capaz de reconduzir “tempestivamente” as expectativas do mercado para 4,5%, o centro da meta inflacionária, já no início de 2009.

Seria interessante que, antes de insistir na overdose de juros que está impondo aos brasileiros, o Banco Central demonstrasse que sabe aferir o quanto as expectativas influenciam a formação dos preços no setor produtivo de bens. Um pouco de humildade não faria mal ao nosso pessoal, reconhecendo pelo menos que existem sérias dúvidas nesse processo, como recentemente confessou o presidente do Federal Reserve dos EUA, Ben Bernanke.

Discursando na abertura da 53ª Conferência Econômica Anual do Federal Reserve Bank of Boston, em 9 de junho último, ele disse que nem ele, nem o Fed, nem os demais bancos centrais sabem como se formam as tais “expectativas de inflação”.

A verdade é que estamos todos no meio de um nevoeiro, tentando entender uma inflação planetária que, não importa sua origem, se manifesta num aumento enorme dos preços da energia, dos alimentos, dos produtos minerais.

Bernanke concedeu humildemente que não sabe como conciliar a idéia dos aumentos com este negócio de “expectativas inflacionárias” e deixou no ar uma pergunta: “como a expectativa inflacionária pode afetar a taxa de inflação se grande maioria dos empresários afirma não levá-la em conta no processo de decisão sobre o preço de seu produto?”

Isso foi demonstrado empiricamente numa enorme pesquisa junto aos empresários norte-americanos para tentar entender até que ponto eles se deixavam influenciar pelas tais “expectativas inflacionárias” para a precificação de seus produtos. A esmagadora maioria respondeu que não levava isso em consideração na formação de seus preços e nem sabia bem o que significa.

Uma questão da maior importância, levantada pelo presidente do Fed na ocasião, é que seria muito útil saber como a formação das expectativas é influenciada pela comunicação da política monetária.

Hoje, no Brasil, a alta interna dos preços depende dos preços externos, mais do que de qualquer outro fator, o que mostra o caráter ilusório da argumentação da autoridade monetária sobre a formação das expectativas inflacionárias.

Diante disso, é absolutamente insensata a insistência na política de elevação da taxa de juros para reverter as expectativas da inflação. Vai contribuir, isto sim, para desacelerar o crescimento e cortar empregos de brasileiros. Trata-se da repetição da política monetária oportunística que usa o câmbio para controlar a inflação. É preciso interromper tal processo, pois já pagamos muito caro por esse tipo de aventura.

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Inflação dos mais pobres começa a ceder

Postado em 10 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

Por: Luciana Sergeiro 

Após intensa pressão no primeiro semestre deste ano, a inflação para as famílias mais pobres finalmente começa a perder força. Segundo a FGV, 90% da redução da taxa do IPC-C1 resulta da alta menos intensa dos alimentos. Porém, ainda cedo para afirmar que a perda de fôlego da inflação dos alimentos é “sustentável”.  

Publicado em: Folha de S. Paulo

Após intensa pressão no primeiro semestre deste ano, a inflação para as famílias mais pobres finalmente começa a perder força. O IPC-C1 (Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1) subiu 0,61% em julho, percentual abaixo do 1,29% registrado em junho, segundo a FGV (Fundação Getulio Vargas).
A desaceleração foi causada pela alta menor dos alimentos, que corresponde a 40% do índice. O IPC-C1 mede a inflação para famílias com renda de 1 a 2,5 salários mínimos.

Em julho, o grupo alimentação subiu 0,98%, menos do que os 2,50% de junho, disse André Braz, coordenador do IPC.

Segundo a FGV, 90% da redução da taxa do IPC-C1 resulta da alta menos intensa dos alimentos. Apesar dos aumentos mais moderados, Braz disse ser ainda cedo para afirmar que a perda de fôlego da inflação dos alimentos é “sustentável”.

É que, diz ele, o cenário de incertezas persiste. “O consumo permanece aquecido e não há no horizonte de curto e médio prazos uma perspectiva de aumento da oferta de alimentos em escala mundial. Esses fatores favorecem repasses.” Leia o resto do artigo »

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