Postado em 6 dEurope/London novembro dEurope/London 2009
Por Luís Nassif
O último grande desafio do governo Lula será romper com a lógica da política monetária e cambial. Há uma série de sinais no ar, mostrando que em breve haverá um ataque mais consistente contra o encarecimento do real.
Para Lula, a lógica política sempre teve prevalência sobre a lógica econômica. Não é prerrogativa sua: com FHC também foi assim. Essa lógica fez com que, no seu governo, Lula sempre procurasse minimizar as zonas mais sensíveis de atrito, dentre as quais a principal era o mercado financeiro. Esse poder desestabilizador ficou nítido nas eleições de 2002.
Não se trata de uma conspirações, mas de circunstâncias que tornam o mercado mais sensível. Esse quadro surge sempre que aumenta a vulnerabilidade externa – isto é, quando o país passa a necessitar do mercado financeiro para fechar suas contas. Leia o resto do artigo »
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Postado em 5 dEurope/London novembro dEurope/London 2009
Fonte: Folha de S. Paulo
Por Antonio Delfim Netto
2009, O ANO da “Grande Crise”, já vai caminhando para o final, e nós, brasileiros (ao contrário da maioria dos povos do mundo), podemos contabilizar uma safra bastante razoável de boas notícias na economia: depois da imersão forçada no final de 2008 (e de continuar “fazendo água” no primeiro trimestre deste ano), a economia iniciou uma saudável recuperação e vai entrar 2010 crescendo com vigor.
Este é o dado que interessa: voltamos a crescer mais do que o mundo. “That”s the point”, dizem os “gringos”: “Os caras deram a resposta menos esperada”… Como é natural, entre nós algumas pessoas desmerecem essa visão periférica e podem até ter razão: o conhecimento que se tem do Brasil lá fora é, obviamente, incompleto.
Esse desconhecimento só perde, às vezes, para o distanciamento que nós próprios mantemos a respeito de alguns problemas vitais deste nosso país-continente (ainda agropastoril) e da gente que o povoa e o faz caminhar para se tornar uma potência agroindustrial. Leia o resto do artigo »
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Postado em 5 dEurope/London novembro dEurope/London 2009
Fonte: Valor
Por José Luís Fiori
Depois de uma década à esquerda, a América do Sul está entrando numa zona de forte turbulência. Neste final de 2009, o Uruguai pode eleger para presidente da República, um homem do povo e ex-guerrilheiro tupamaro; e o Chile talvez eleja um bilionário arrogante e de direita, que lembra muito o primeiro ministro italiano, Silvio Berlusconi. No mesmo ano em que a Bolívia e o Equador reelegeram governos dispostos a mudar radicalmente a estrutura do estado e da propriedade dos seus países, com objetivos socialistas, mas sem ruptura revolucionária. Em 2010, haverá eleições na Colômbia e no Brasil; e, em 2011, no Peru e na Argentina.
Durante esta primeira década do século, as mudanças no continente foram apoiadas pela expansão econômica mundial, que também estimulou o projeto de integração da América do Sul. Mas a crise financeira de 2008 provocou uma desaceleração do crescimento e do próprio projeto de integração econômica. E o projeto de integração política foi atingido em cheio pelo novo acordo militar entre a Colômbia e os Estados Unidos, que autoriza o uso do território colombiano por forças militares norte-americanas, de onde poderão controlar o espaço aéreo da Venezuela e de toda a América do Sul. Por isso, não é exagero dizer que o futuro da América do Sul, na primeira metade do século XXI, pode estar sendo decidido nestes próximos dois anos. E já é possível mapear as grandes disjuntivas e escolhas que estão no horizonte do continente sul-americano. Leia o resto do artigo »
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Postado em 5 dEurope/London novembro dEurope/London 2009
Por Martin Wolf
Fonte: Valor Econômico (04/11/2009)
Déficits fiscais não são resultado da estupidez de governo mas uma resposta ao comportamento privado
Se quisermos entender onde estamos, precisamos entender onde estivemos. Isso é especialmente verdade se quisermos escapar dos enormes déficits fiscais que estão sendo administrados por muitos governos. Esses déficits não são resultado da estupidez de governo; são principalmente uma consequência e uma resposta ao comportamento privado.
Não podemos ignorar essa conexão.
A diferença entre poupança interna e investimento é igual à conta corrente da balança de pagamentos (em si o inverso da conta de capital). A poupança interna e o investimento podem ser divididos, por sua vez, entre setor privado e governo. A soma das contas privadas, governamental e externa, deve ser igual a zero. Mas ainda é possível perguntar como fazem isso e, em particular, que comportamento aciona os padrões específicos e níveis de atividade que vemos. Na crise atual, fazer essa pergunta é particularmente revelador. Leia o resto do artigo »
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Postado em 4 dEurope/London novembro dEurope/London 2009
Fonte: Anais do Seminário Internacional sobre o Desenvolvimento Regional do Nordeste
Por Eduardo Kaplan Barbosa e Gustavo Antônio Galvão dos Santos
Desde meados do século XIX, o Brasil vem implementando políticas de expansão da oferta hídrica no semiárido nordestino. Este artigo buscará compreender as possibilidades e restrições de suas vertentes em atuar como elementos de uma política de desenvolvimento regional. Para isso, centra sua análise no projeto de integração da bacia do rio São Francisco às bacias hidrográficas do nordeste setentrional, destacando seu efeito dinamizador não apenas da agricultura irrigada, mas de setores industriais e serviços urbanos. Para isso, o artigo comenta esforços teóricos na dimensão espacial da economia, centrados nos condicionantes da localização empresarial. A partir dessas contribuições, é apresentada uma síntese do corpo teórico do desenvolvimento regional, destacando principais as contribuições na identificação dos mecanismos causadores dos diferenciais de renda e das taxas de crescimento. O trabalho procura relacionar a ausência de garantia de suprimento contínuo de água com uma possível restrição à diversificação econômica. Argumenta-se que, ao fornecer um volume de água suficiente para homogeneizar níveis nacionais de consumo per capita, a integração da bacia do rio São Francisco às bacias hidrográficas do nordeste setentrional poderá ser um vetor de desenvolvimento econômico que viabilize um semiárido brasileiro mais rico e dinâmico.
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Postado em 3 dEurope/London novembro dEurope/London 2009
Por LUIZ CARLOS BRESSER-PEREIRA
Publicado na FSP de 02/11/09
A política de crescimento com poupança externa causa a elevação artificial dos salários reais e do consumo
NESTA SEMANA , deverá estar nas livrarias meu livro “Globalização e Competição”. Seu subtítulo completa o conteúdo do livro: “Por que alguns países emergentes têm sucesso e outros não”. É a síntese do meu trabalho dos últimos dez anos visando explicar o desenvolvimento econômico em um mundo em que os países competem duramente no plano econômico por maiores taxas de crescimento. É um livro de um economista keynesiano e estruturalista, pois minha visão da economia foi formada na escola de pensamento latino-americana formulada originalmente por Raul Prebisch e Celso Furtado após a Segunda Guerra. Na primeira parte, discuto a economia global em que vivemos e a estratégia correspondente: o novo desenvolvimentismo. Na segunda, procuro desenvolver uma macroeconomia estruturalista do desenvolvimento apropriada para nosso tempo.
O livro parte da tese de que a competição tornou os Estados-nação mais interdependentes, mas também mais estratégicos. Por isso, os países bem-sucedidos são os que adotam a estratégia que denomino novo desenvolvimentismo. O nacional-desenvolvimentismo que foi bem-sucedido na promoção da industrialização e em transformá-los em países de renda média entre 1930 e 1980. A crise da dívida externa nos anos 1980 e a nova hegemonia ideológica neoliberal, porém, levaram muitos países a adotar a ortodoxia convencional ou o “Consenso de Washington”, que causou as crises de balanço de pagamentos e elevou a desigualdade, em vez de promover o crescimento. Entretanto, depois das sucessivas crises financeiras dos anos 1990 e dado o êxito de diversos países asiáticos, está surgindo na América Latina o novo desenvolvimentismo, que comparo ao antigo nacional-desenvolvimentismo e à ortodoxia convencional. Leia o resto do artigo »
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Postado em 1 dEurope/London novembro dEurope/London 2009
Fonte: O Estado de S. Paulo
Por Rubens Ricupero
Ex-embaixador na OMC
O ingresso da Venezuela no Mercosul é um lamentável fato consumado. Um fato mal conduzido desde suas origens. Ele não deveria ter sido tratado como um caso político, mas sim como um caso de integração comercial, da mesma forma que acontece na Organização Mundial de Comércio (OMC), nos acordos de livre comércio e nas uniões aduaneiras. Em todos esses lugares, antes que o país ingresse é preciso completar as negociações das concessões tarifárias – o que não ocorreu aqui.
Para se ter uma ideia do que estou dizendo, vale recordar que a China demorou 12 anos para concluir o processo de negociações na OMC. O caso da Rússia é muito mais dramático: ela ainda não concluiu as negociações, que já duram 19 anos. Leia o resto do artigo »
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Postado em 31 dEurope/London outubro dEurope/London 2009
Fonte: O Estado de S. Paulo
Relatório proíbe corte no Orçamento
Por Edna Simão
O relator-geral do Orçamento de 2010, deputado Geraldo Magela (PT-DF), embutiu em seu parecer preliminar uma cláusula especial para garantir os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no próximo ano, previstos em cerca de R$ 23,4 bilhões. Pela regra, os 10 relatores setoriais estarão impedidos de realizar cortes nos investimentos do PAC para equilibrar as receitas previstas para a área com as despesas.
Essa mudança, que ainda depende de aprovação do plenário do Congresso, causa polêmica porque retira do relator setorial a liberdade para realizar os cortes que considerar necessários. Mas, segundo Magela, a medida tem como objetivo viabilizar a liberação de recursos em um ano onde o ritmo das obras deve subir. Leia o resto do artigo »
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