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Blog do Desemprego Zero

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Quem acredita no poder da magia das finanças?

Postado em 11 dEurope/London outubro dEurope/London 2008

Por Rodrigo L. Medeiros

“O episódio eufórico é protegido e sustentado pela vontade dos envolvidos, a fim de justificar as circunstâncias que os tornam ricos. E é igualmente protegido pela vontade de ignorar, exorcizar ou condenar aqueles que exprimem dúvidas” – John Kenneth Galbraith (1908-2006).

Há alguns anos trás, John Kenneth Galbraith escreveu: “Em Wall Street, como em toda parte, há uma fé profunda no poder da magia. A magia preventiva requeria que um importante número de pessoas repetisse com o máximo de firmeza que isso [a queda do mercado] não aconteceria”. O livro ‘1929: o colapso da bolsa’, originalmente publicado em 1955, se tornaria um clássico.

Não há dúvidas quanto ao fato do momento presente ser outro. No entanto, a clássica descrição de Galbraith merece ser revisitada. O “apoio organizado”, por exemplo, captura o quadro da recente concertação em torno da redução das taxas básicas de juros realizada por vinte bancos centrais. Segundo Galbraith, “apoio organizado significava que os homens poderosos se organizariam para manter os preços dos valores em níveis razoáveis”. Irving Fisher, professor e especulador, declarou na época que a queda do mercado traduzia apenas a eliminação dos irracionais. Mesmo assim, o pânico não cederia.

Uma onda de fusões ocorreu na década de 1920. Cada nova fusão demandou, invariavelmente, algum novo capital e novas emissões de títulos. Tratou-se também de uma época de consolidação. Entre as motivações, destaca-se a eliminação ou regularização da concorrência. Thorstein Bunde Veblen (1857-1929) havia identificado tal tendência quando analisou a sabotagem que os capitães de indústrias e finanças operavam para manter os lucros estavelmente elevados pela via da regulação do output para impedir que a oferta ultrapassasse gradualmente a demanda.

À análise crítica de Galbraith não escapou o fato de que se há alguma diferença entre o oráculo caldeu e um economista moderno ela se deve ao “detalhe” de que as previsões de chuva ou seca do caldeu não influíam no clima. Os rumos da economia dependem, cada vez mais, das previsões dos tomadores de decisão. Conforme alertou a UNCTAD, em seu TDR 2008, as estratégias dos bancos comerciais e das outras instituições financeiras influenciam a concessão do crédito e a alocação de recursos na economia. A crítica de Galbraith encontra-se em consonância com os movimentos atuais da Casa Branca, incluindo o Federal Reserve System, e os bancos centrais do Primeiro Mundo. Quanto ao fim da magia, Galbraith afirmou: “o milagre da alavancagem permitia realizar essa operação relativamente sem custos ao homem situado no final de toda a cadeia de grupos”. O socorro de instituições financeiras integra esse imbróglio sociológico. O “incesto fiscal” no âmbito das grandes corporações mostrou-se um instrumento de estímulo da alavancagem.

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“De todos os mistérios da Bolsa de Valores nenhum é tão impenetrável quanto a razão de sempre haver um comprador para cada vendedor. Ninguém sabia, mas nunca é demais ressaltar, que para a eficácia da magia o conhecimento não é nem necessário nem presumido. Um banqueiro não precisa ser popular; de fato, um bom banqueiro em uma sociedade capitalista coerente deve, provavelmente, ser objeto da reprovação geral. As pessoas não desejam confiar seu dinheiro a um cidadão complacente, mas a um misantropo que pode dizer não. Entretanto, um banqueiro não deve parecer fútil, ineficaz ou vagamente tolo” – J. K. Galbraith.

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Não se pode dizer que a disciplina de mercado mostrou-se capaz de monitorar os abusos do sistema. Onde estariam as virtudes da auto-regulação do mercado no momento em que elas são mais necessárias? Pois bem, essa ainda é uma questão atual. A crise de 1929 testemunhou uma queda do prestígio dos banqueiros. Longe de ajudar a estabilizar o mercado, o pool de banqueiros de então estava buscando se livrar do papelório. Leia o resto do artigo »

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Crise financeira nos EUA (para entender as notícias)

Postado em 11 dEurope/London outubro dEurope/London 2008

Luís Nassif

1. Não dê muita atenção a entrevistas com economistas. Quem tem informações a dar são os operadores, os tesoureiros, os financistas especialistas em sistema financeiro. No tiroteio atual, modelos macro-econômicos não servem para nada.

2. Dentre os economistas, dê atenção aos que têm pensamento sistêmico e conhecimento histórico. Vale muito mais a visão de conjunto de Delfim Netto, Nakano. Quando ler um economista falando sobre inflação e Selic (Schwartsman) ou contas públicas (Velloso), pode passar batido: é falta do que falar, porque é falta de entender.

3. Conforme alertei no último post sobre “como entender”, o ponto central era a capitalização (isto é, a nacionalização) do sistema bancário mundial (particularmente EUA e Europa). Essa discussão já está vencida. Você precisa prestar atenção, agora, ao noticiário sobre o tamanho do rombo comparado com a capacidade dos Tesouros nacionais. Se o rombo for muito maior, a saída será emissão desenfreada e inflação mundial.

4. No caso brasileiro, o ponto imediato a ser analisado é a conversa que o BC terá com bancos e empresas que entraram na aventura do swap reverso. Se Henrique Meirelles fosse minimamente pró-ativo e responsável, em vez de ir aos EUA receber prêmios inexpressivos, estaria em reunião direta com esses atores, buscando saídas para o impasse. Na próxima semana, se não houver essa concatenação promovida pelo Banco Central, vão pipocar ações judiciais de empresas não querendo pagar e bancos sem recursos. E mais pólvora no noticiário.

5. Fique atento também aos leilões de dólares por parte do BC. Se começar a gastar as reservas por aí, trate você também de comprar dólares, porque o piloto sumiu.

6. Nos próximos dias, caso o BC não atue rapidamente, o travamento da liquidez começará a afetar as empresas da economia real. Haverá uma sucessão de notícias ruins. O papel do BC será o de garantir linhas de financiamento do comércio exterior e prover crédito direto para as empresas. Se se limitar a soltar o compulsório, não vai destravar o crédito. Dinheiro que cair no caixa do banco, o banco não passará para frente. Possivelmente, cairá lentamente a ficha das autoridades monetárias, que logo à frente acionarão os bancos públicos para prover essa liquidez. Leia o resto do artigo »

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O abalo dos muros

Postado em 10 dEurope/London outubro dEurope/London 2008

Frei Betto

Folha de S.Paulo, 5.10.2008

NO PRÓXIMO ano, completam-se 20 anos da queda do Muro de Berlim, símbolo da bipolaridade do mundo dividido em dois sistemas: capitalista e socialista. Agora assistimos ao declínio de Wall Street (rua do Muro), na qual se concentram as sedes dos maiores bancos e instituições financeiras.

O muro que dá nome à rua de Nova York foi erguido pelos holandeses em 1652 e derrubado pelos ingleses em 1699. Nova Amsterdam deu lugar a Nova York.

O apocalipse ideológico no Leste Europeu, jamais previsto pelos analistas, fortaleceu a idéia de que fora do capitalismo não há salvação. Agora, a crise do sistema financeiro derruba o dogma da imaculada concepção do livre mercado como única panacéia para o bom andamento da economia.

Ainda não é o fim do capitalismo, mas talvez seja a agonia do caráter neoliberal que hipertrofiou o sistema financeiro. Acumular fortunas tornou-se mais importante que produzir bens e serviços. A bolha especulativa inflou e, súbito, estourou.

Repete-se, contudo, a velha receita: após privatizar os ganhos, o sistema socializa os prejuízos. Desmorona a cantilena do “menos Estado e mais iniciativa privada”. Na hora da crise, apela-se ao Estado como bóia de salvamento na forma de US$ 700 bilhões (5% do PIB dos EUA ou o custo de todo o petróleo consumido em um ano naquele país) a serem injetados para anabolizar o sistema financeiro.

O programa Bolsa-Fartura de Bush reúne quantia suficiente para erradicar a fome no mundo. Mas quem se preocupa com os pobres? Devido ao aumento dos preços dos alimentos, nos últimos 12 meses, o número de famintos crônicos subiu de 854 milhões para 950 milhões, segundo Jacques Diouf, diretor-geral da FAO (Fundo das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação). Leia o resto do artigo »

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A derrocada dos bancos americanos e seis efeitos no mundo

Postado em 10 dEurope/London outubro dEurope/London 2008

A queda dos gigantescos bancos hipotecários e de investimento americanos e alguns europeus acelera o declínio do dólar e põe em xeque a hegemonia americana. Na Ásia bancos só balançaram; nenhum caiu. No Brasil, os bancos jogaram os riscos para as empresas e algumas vão quebrar. A análise é de Bernardo Kucinski.

Publicado em: Agência Carta Maior

Por: Bernardo Kucinski

O terremoto financeiro americano já derrubou seis de seus grandes bancos de financiamento habitacional, três dos cinco maiores bancos de investimento e sua maior seguradora. Seis desses gigantes seis sumiram do mapa, engolidos por outros bancos. Quatro foram estatizados. Um cenário desolador com prejuízos de 200 bilhões de dólares a cidadãos e bancos comerciais , pânico e perda de confiança no sistema financeiro. Tentando estancar uma corrida generalizada a bancos, o governo Bush elevou de 100 mil dólares para 250 mil a garantia para depósitos pessoais e já fala em mais estatizações. (1)

Os bancos de investimento americanos eram os reis da selva financeira, sugando e reaplicando milhões de todo o mundo, de bilionários, de outros bancos, e de fundos de pensão. Os únicos sobreviventes, Goldman Sachs e o Morgan Stanley, ficaram tão mal que o governo autorizou sua transformação em conglomerado financeiro, forma disfarçada de permitir que tenham acesso a linhas de crédito do FED. (2)

O terremoto atingiu com intensidade o mercado financeiro londrino, o maior importante da Europa e o mais ligado ao sistema financeiro americano, reverberando no continente, embora a Inglaterra não tenha aderido ao Euro. A economia da Inglaterra já estava deprimida, com queda de quase 30% nos valor dos imóveis desde janeiro. Além da estatização parcial do grande banco hipotecário Bradford& Bingley e venda de suas agências ao Santander numa operação de 733 milhões de Euros, outro banco de financiamento da habitação, o HBOS foi absorvido pelo Lloyds TBS por cerca de US$ 20 bilhões.

Na terça-feira, dia 9, quando rumores de quebra atacaram o Stanley Morgan- Chase nos Estado Unidos e o Banco Real da Escócia, a Europa entrou em pânico. As ações dos principais bancos ingleses desabaram e o governo anunciou o pacote de salvamento maior do que o de Bush, e com mais ênfase na estatização parcial dos bancos (3): equivalente a 35% do PIB inglês, o pacote destina 50 bilhões de libras (cerca de 90 bilhões de dólares) à compra de ações de bancos, ou seja estatização parcial, 200 bilhões de libras a empréstimos aos bancos, e mais 250 bilhões para garantia de empréstimos de curto e longo prazo. Leia o resto do artigo »

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A fatura da anarquia liberal

Postado em 10 dEurope/London outubro dEurope/London 2008

CartaCapital

O economista Joseph Stiglitz observou que as conseqüências da atual crise financeira para o fundamentalismo de mercado serão equivalentes ao que a queda do Muro de Berlim significou para as economias dos países comunistas. Com efeito, a crise bancária desencadeada há um ano por uma avalanche de inadimplência no mercado hipotecário dos EUA demoliu pilares vitais do capitalismo, entre os quais centenárias instituições financeiras essenciais para o funcionamento das engrenagens financistas de Wall Street. E corroeu, de forma irreversível, a credibilidade do sub-regulamentado mercado financeiro do país e de seus agentes anarquistas.

O que o mundo assistiu na semana passada foi a vaporização dos dogmas da absoluta capacidade do mercado de se auto-regular. Princípios fundamentais do consenso de Washington restaram desmoralizados em seu mais simbólico domínio, na medida em que as opiniões de norte-americanos convergiam em favor da redentora intervenção do Estado para reverter uma situação de falência do mercado financeiro e endividamento dos cidadãos. Doutrinados e doutrinadores viraram a casaca liberal e, dedos cruzados, assistiram à votação do trilionário pacote de injeção de recursos dos contribuintes na veia do mercado. A emergência silenciou os brios liberais e o pacote foi aprovado com sobras de apoio. O mundo terminou a semana bastante diferente, não importa qual seja o desfecho da crise.

O terremoto de Wall Street segue propagando suas ondas destrutivas para outros destinos mundiais. A Europa já está remediando seus mercados financeiros. Embora a proporção do estrago seja muito menor que os EUA, não são poucos os bancos que foram socorrer-se nos recursos públicos. Já sob as nuvens escuras da recessão, os líderes do G8 no continente reuniram-se neste fim-de-semana, preocupados em injetar confiança em suas praças financeiras. Essa substância tão essencial ao capitalismo de mercado, a confiança, começa a escassear também no outro lado do Atlântico, mas os líderes de Alemanha, França, Inglaterra e Itália deram um claro recado de garantia de apoio público aos seus bancos em dificuldade. Os banqueiros do velho continente brindam aliviados, enquanto os contribuintes têm motivos de sobra para se preocupar com a predisposição de seus governos à socialização dos prejuízos. Nessa roteiro, a queda do muro tende a ganhar mão dupla no imaginário libertário europeu. “Berlim Oriental tinha lá seus muitos encantos”, dirão os novos sócios do generoso estado europeu. Leia o resto do artigo »

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Até a Miriam Leitão pede mudanças na política monetária brasileira!

Postado em 10 dEurope/London outubro dEurope/London 2008

Banco Central terá que repensar política monetária

Miriam Leitão

Como comentei no Bom Dia Brasil, está na hora do Banco Central rever a política monetária. O contexto da economia mundial hoje é completamente diferente de meses atrás, quando o BC iniciou o ciclo de alta com a escalada da inflação no país.

Este é o dilema que o BC terá que resolver: por um lado, as commodities estão caindo e isso dá um alívio para os preços. Por outro, o real está se desvalorizando, e isso é um elemento inflacionário.

Mas, no momento, a crise financeira mundial é muito mais relevante. E os bancos centrais do mundo inteiro estão reduzindo juros. Aqui dentro, vários setores da economia já começaram a reduzir o ritmo de investimentos.

Não faz sentido manter a escalada de juros nesse contexto, sendo que os nossos já são absurdamente altos.

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O mito do colapso americano

Postado em 9 dEurope/London outubro dEurope/London 2008

Apesar da violência desta crise financeira, não deverá haver um vácuo nem uma ‘sucessão’ na liderança política e militar do sistema mundial. E, do ponto de vista econômico, o mais provável é que ocorra uma fusão financeira cada vez maior entre a China e os Estados Unidos.

José Luís Fiori

Artigo publicado originalmente no jornal Valor Econômico (08/10/2008)

“Como é meu intento escrever coisa útil para os que se interessarem, pareceu-me mais conveniente procurar a verdade pelo efeito das coisas, do que pelo que delas se possa imaginar” (N. Maquiavel, O Príncipe, 1513).

Na segunda feira, 6 de outubro de 2008, a crise financeira americana desembarcou na Europa, e repercutiu em todo mundo, de forma violenta. As principais Bolsas de Valor do mundo tiveram quedas expressivas, e governos e Bancos Centrais tiveram que intervir para manter a liquidez e o crédito de seus sistemas bancários. Neste momento, não cabem mais dúvidas: a crise financeira que começou pelo mercado imobiliário de alto risco dos EUA já se transformou numa crise profunda e global, destruiu uma quantidade fabulosa de riqueza, e deverá atingir de forma mais ou menos extensa, desigual e prolongada, a economia real dos EUA, e de todos os países do mundo.

Muitos bancos e empresas seguirão quebrando, nascerão rapidamente novas regras e instituições, e haverá nos próximos meses, uma gigantesca centralização do capital financeiro, sobretudo nos EUA e na Europa. Os bancos e organismos multinacionais seguem paralisados e impotentes e se aprofunda, por todo lado, a tendência à estatização de empresas, à regulação dos mercados, e ao aumento do protecionismo e do nacionalismo econômico.

De todos os pontos de vista, acabou a “era Tatcher/Reagan” e foi para o balaio da história o “modelo neoliberal” anglo-americano, junto com as idéias econômicas hegemônicas nos últimos 30 anos. Como contrapartida, mesmo sem fazer proselitismo explícito, deverá ganhar pontos, nos próximos meses e anos, em todas as latitudes, o “modelo chinês” nacional-estatista, centralizante e planejador.

No meio do tiroteio, é difícil de pensar. Talvez por isto, multiplicam-se, imprensa e na academia, os adjetivos, as exclamações e as profecias apocalípticas, anunciando o fim da supremacia mundial do dólar e do poder global dos EUA, ou, do próprio capitalismo americano. Na mesma hora em que os governos e investidores de todo mundo estão se refugiando no próprio dólar, e nos títulos do Tesouro americano, apesar de sua baixíssima rentabilidade, e apesar de que o epicentro da crise esteja nos EUA. E o que é mais interessante, é que são os governos dos estados que estariam ameaçando a supremacia americana, os primeiros a se refugiarem na moeda e nos títulos americanos. Para explicar este comportamento aparentemente paradoxal, é preciso deixar de lado as teorias econômicas convencionais sobre o “padrão ouro”e o “padrão-dólar”, e também, as teorias políticas convencionais sobre as crises e “sucessões hegemônicas”, dentro do sistema mundial. Leia o resto do artigo »

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‘O poder imensurável dos bancos e do capital acabou’

Postado em 9 dEurope/London outubro dEurope/London 2008

“Economista alemão previu, em 2006, colapso da economia global até 2010. Para ele, Brasil está bem preparado”

Publicado em: O Globo
Por: Graça Magalhães-Ruether

BERLIM. Nas livrarias de Berlim, o best-seller hoje é um livro de 2006, “Der crash kommt” (“O crash vai chegar”), de Max Otte, da Universidade de Worms, na Alemanha, que prevê o colapso global da economia até 2010. Em entrevista exclusiva, o economista de 45 anos, que nos anos 90 foi aluno de doutorado de Ben Bernanke – o presidente do Federal Reserve, o Fed – afirma que o capitalismo como o conhecemos morreu. Em seu lugar virá uma economia regulamentada. Em sua opinião, o Brasil poderá ser afetado, mas está mais bem preparado que no passado.

No seu livro, o senhor adverte para os erros da economia americana e prevê a crise das hipotecas e a falência dos grandes bancos de investimento. Por que o governo dos EUA não agiu, se o perigo era conhecido?

MAX OTTE: Qualquer um podia ver, há cinco anos, o que havia de errado na economia dos EUA e na especulação global. Eu sou um professor da província e, embora tenha feito minhas advertências em livro, elas não foram registradas. Mesmo que um professor de Harvard tivesse advertido, ninguém teria ouvido. Enquanto os executivos lucravam milhões não tinham qualquer interesse em mudança. E o governo, que pregava o mercado livre, não queria interferir para não perder sua credibilidade de governo capitalista.

Quais foram os principais prenúncios da crise?

OTTE: Um deles podia ser visto nos anos 90: a explosão dos preços dos imóveis nos EUA, associada a um crédito descontrolado. Além disso, o setor especulativo da economia cresceu muito mais do que o produtivo. Em 2005, era possível ver que essa bolha especulativa romperia. Leia o resto do artigo »

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