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Blog do Desemprego Zero

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Três medidas para incentivar o crédito

Postado em 28 dEurope/London outubro dEurope/London 2008

IEDI

Embora seja uma medida eficaz para barrar a elevação dos pagamentos de encargos financeiros pelo governo, uma desejada interrupção dos aumentos de juros pelo Banco Central em sua reunião dessa semana terá diminuto efeito imediato em ativar o crédito concedido pelos bancos à atividade econômica. O crédito para as empresas e famílias brasileiras tornou-se mais difícil e caro desde o aprofundamento da crise internacional a partir de 15 de setembro, primeiramente porque as fontes externas de recursos sofreram um virtual colapso devido à crise financeira mundial, o que reduziu fortemente, por exemplo, os financiamentos com recursos estrangeiros para o financiamento do capital de giro dos exportadores e agricultores. Mas também o crédito com recursos domésticos se contraiu muito devido a uma grande cautela com que os bancos brasileiros passaram a conduzir as novas operações de crédito.

A “aversão ao risco” dos bancos nacionais tornou escassas as anteriormente abundantes linhas de financiamento às empresas e causou expressivo aumento no custo e redução dos prazos dos financiamentos às famílias. Tão acentuados têm sido os efeitos internos e externos sobre o crédito aos agentes produtivos, que não se deve descartar a hipótese de a economia brasileira proximamente entrar em uma recessão. Como cabe observar, se o crédito não era o único mecanismo indutor do crescimento do consumo e do investimento na economia brasileira, era, certamente, o mais importante. Para evitar esse grave problema devemos tomar medidas em paralelo às ações já acionadas pelo governo para ampliar a liquidez na economia e facilitar os financiamentos para a agricultura e exportação.

Como reduzir ou compensar a aversão ao risco dos bancos? Uma primeira medida que poderia tornar a concessão de novos financiamentos mais atraente para os bancos, ou poderia baratear o crédito se os bancos repassarem o benefício para o tomador dos recursos, seria a redução do imposto sobre operações financeiras cobrado no crédito. No início deste ano, o governo aumentou o IOF, com o duplo objetivo de reforçar a arrecadação fiscal para compensar o fim da CPMF e conter a rapidíssima elevação do crédito no país, algo que agora se torna totalmente desnecessário. Em nossa avaliação, essa medida colaboraria principalmente para uma maior regularização dos volumes e custos dos financiamentos para as pessoas físicas, beneficiando o consumo. Uma segunda medida consistiria em permitir que os bancos utilizem, para fins de concessão de crédito para empresas e famílias, parte dos recursos que recolhem compulsoriamente ao Banco Central e que nada rendem. Seriam operações casadas, nas quais os saques dos recursos do compulsório não remunerado teriam como condição os financiamentos concedidos em igual valor. O alto rendimento dessa “operação casada” seria um estímulo para os bancos reduzirem a presente “aversão ao risco do crédito”. Leia o resto do artigo »

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A crise e a regulação do sistema financeiro

Postado em 28 dEurope/London outubro dEurope/London 2008

A confiança – ingrediente essencial de qualquer sistema financeiro – foi por água abaixo nos terremotos registrados nas últimas semanas. Desse ponto de vista não há alternativa para fazê-lo funcionar a não ser com garantias públicas. Propor que essas garantias tenham caráter muito limitado ou circunstancial, como ocorreu no caso americano, constitui uma miopia ancorada na ideologia e nos interesses das finanças, o que poderá levar a economia a uma recessão ainda mais profunda. A análise é de Ricardo Carneiro.

Ricardo Carneiro*

Carta Maior

Em vários momentos nas últimas semanas a ideologia neoliberal foi posta de pernas para o ar. Intervenções nos mercados financeiros foram ganhando extensão e profundidade culminando com a virtual estatização dos bancos em vários países da Europa e a aceitação pelo establishment de um grau inusitado de ingerência do governo, nas finanças privadas nos EUA. No Brasil, as intervenções foram variadas e intensas com liberação do compulsório, indução a compra de carteiras de crédito de pequenos bancos pelo Banco Central e intervenção pesada no mercado de divisas.

 Em todas as partes, as justificativas para tal ação baseiam-se na idéia de evitar o mal maior. Uma tese correta, mas tão geral que esconde o essencial: a natureza da ação. A atuação do Estado tem assumido feições distintas segundo países e regiões. Veja-se, por exemplo, a clara distinção entre o que fizeram os governos europeus e o americano. Nos primeiros, por meio da participação direta do estado na propriedade das instituições financeiras, e por garantias públicas ao mercado interbancário, o sistema adquiriu uma característica semi-pública. Já nos EUA, essa forma de intervenção demorou a ser admitida pelos interesses dominantes – que antes advogavam apenas a compra de títulos podres com recursos do Tesouro – e quando o foi, privilegiou a menor e a pretendida circunstancial interferência do Estado.

O que está em jogo exatamente nos dois casos? Desde logo, a capacidade de influenciar de imediato os rumos que tomará o sistema financeiro na arbitragem das perdas mas, também, no futuro imediato, a sua capacidade de retomar novos financiamentos à atividade econômica. O essencial aqui é que dado os terremotos ocorridos recentemente, a confiança – ingrediente essencial de qualquer sistema financeiro – foi por água abaixo. Desse ponto de vista não há alternativa para fazê-lo funcionar a não ser com garantias públicas. Propor que essas garantias tenham caráter muito limitado ou circunstancial como no caso americano constitui uma miopia ancorada na ideologia e interesses das finanças e que poderá levar essa economia a uma recessão mais profunda. Leia o resto do artigo »

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From Global Imbalances to Effective Global Governance

Postado em 27 dEurope/London outubro dEurope/London 2008

by Michael Spence

Project Syndicate

The current credit crisis has led to scaled-back projections for growth around the world. Governments and central banks are responding to damaged balance sheets and credit lockups in an attempt to limit extreme harm to their economies outside the financial sector.

In the United States, the financial sector is undergoing a high-speed but permanent structural transformation, the effects of which could be severe for developing countries’ economic growth. Indeed, these countries are already experiencing large relative price increases for food and oil, a food emergency for the poor, and higher rates of inflation induced by commodity price shifts. While rapid growth in developing countries has been an important factor in the rising commodity prices, much of this is beyond their control.

For the past two years, my colleagues and I on the Growth Commission have sought to learn how 13 developing countries managed to record growth rates averaging 7% or more for 25 years or longer. In The Growth Report , published in May, we tried to understand why most developing countries fell far short of this achievement, and explored how they might emulate the fast growers.

Sustained high growth is enabled by and requires engagement with the global economy that goes beyond simply being able to produce for a potentially massive export market. It also involves, crucially, importing an essential intangible asset: knowledge. Economies can learn faster than they can invent, so less developed countries can achieve much faster growth than was experienced by today’s industrialized countries when they were becoming wealthy.

Because of the importance of the global economy, the destiny of developing countries is not entirely in the hands of their leaders, workforces, and entrepreneurs. Today, there are potential adverse global trends and challenges, many of which are relatively new developments that the 13 high-growth cases did not face.

The most immediate is financial distress emanating mainly, but not exclusively, from the US and spilling out to hit all sectors of the global economy. This was and is the result of an asset bubble fueled by excessive leverage and by the massive transparency issues associated with complex securities and derivatives that were supposed to spread risk, but instead mainly increased the systemic risk already present with excess debt. 

Much has become clear. First, extreme financial distress can bring down the real economy, with a shortage of credit being the most potent channel. Second, the current regulatory structure is not adequate to ensure stability in the US economy. America’s light, incomplete, and fragmented pattern of regulation will not survive, and it will not be used as a model in other parts of the world.

Third, contributing factors included low interest rates, compressed risk spreads, and global imbalances that accommodated low savings in the US, consumption in excess of output, and a mounting trade deficit. Absent the willingness of large developing countries to run trade surpluses and high savings rates relative to investment, the asset bubble in the US – leading to a rise in domestic consumption and a fall in the savings rate – would have triggered inflation and higher interest rates.

That would have put a partial brake on growth in asset prices, raised savings, reduced investment, and probably lowered the trade deficit. But the automatic stabilizers that normally kick in did not. In general, automatic stabilizers may not kick in across the global economy, which means that policies need to be coordinated.

Fourth, regulatory structures will need to be rebuilt, and this will require a global effort. Absent international coordination, the opportunities for destructive regulatory competition will defeat regulatory reform. Finally, both the interdependence and global risk that are evident in this crisis will and probably should cause countries to adopt policies with respect to financial structures that provide for some insulation from external shocks, even if such policies impose a cost. 

The interdependencies in the global economy (in areas as diverse as financial markets, product safety, infectious diseases, natural resource dependency, and global warming) have outrun our collective capacity to manage them and coordinate policy responses. Restoring that balance will take time, leadership, a shift in attitudes, and creativity. 

In the interim, the mismatch creates risks for everyone, including developing countries. It creates skepticism about whether the net benefits of openness are positive, and uncertainty about what adaptations are needed in the regulation of free markets to achieve a reasonable balance between their benefits and risks. Leia o resto do artigo »

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Adeus à revolução neoclássica

Postado em 25 dEurope/London outubro dEurope/London 2008

O termo liberal no mundo anglo-saxão é usado como sinônimo de centro-esquerda ou favorável ao Estado e não como no Brasil, uma expressão intransigente do liberalismo econômico…

Robert Skidelsky

Project Syndicate

A ameaçadora quebra do Lehman Brothers e a venda forçada do Merrill Lynch, dois dos maiores nomes das finanças, marcam o fim de uma era. Mas, então, o que virá a seguir?

Os ciclos de modas econômicas são tão antigos como os ciclos econômicos e normalmente são causados por profundos distúrbios na atividade empresarial. Os ciclos “liberais” são seguidos por ciclos “conservadores”, que dão lugar a ciclos “liberais” e assim por diante.

Nos Estados Unidos, ciclos liberais são caracterizados por intervenções do governo e ciclos conservadores, pelo recuo do governo. Um longo ciclo liberal estendeu-se dos anos 30 aos 70, seguido por um conservador, de desregulamentação econômica, que agora parece ter chegado ao fim. Com a estatização de dois gigantescos bancos hipotecários dos Estados Unidos, Fannie Mae e Freddie Mac, na seqüência de outra nacionalização também promovida neste ano, a do britânico Northern Rock, os governos começaram a intervir de novo, para evitar a dissolução do mercado. Os dias entorpecentes da economia conservadora acabaram – por ora.

Cada ciclo de regulamentação e desregulamentação é desencadeado por crises econômicas. O ciclo liberal passado, associado à política do “New Deal” do presidente Franklin Roosevelt e do economista John Maynard Keynes, foi acionado pela Grande Depressão, embora ainda fossem necessários os volumosos gastos governamentais da Segunda Guerra Mundial para que entrasse na marcha apropriada. Durante os 30 anos de era keynesiana, os governos no mundo capitalista geriram e regularam suas economias para manter o pleno emprego e moderar as flutuações econômicas.

O ciclo conservador seguinte foi despertado pela inflação da década de 70, que pareceu ser produto das políticas keynesianas. O guru econômico dessa era, Milton Friedman, sustentava que a busca deliberada pelo pleno emprego estava fadada a alimentar a inflação. Os governos deveriam concentrar-se em manter o dinheiro “sadio” e deixar a economia tomar conta de si mesma. A “nova economia clássica”, como ficou conhecida, ensinava que, na ausência das rudes interferências do governo, as economias gravitariam naturalmente para o pleno emprego, maior inovação e melhores índices de crescimento.

A crise atual do ciclo conservador reflete a acumulação maciça de dívidas de difícil recuperação, tornada visível após o debacle das hipotecas de má qualidade, que se iniciou em junho de 2007 e agora se disseminou para todo o mercado de crédito e afundou o Lehman Brothers. “Pense um uma pirâmide invertida”, escreve o executivo de banco de investimento Charles Morris. “Quando mais se reivindica sobre a produção real, mais cambaleante fica a pirâmide”. Leia o resto do artigo »

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A opinião de Anna Schwartz…

Postado em 24 dEurope/London outubro dEurope/London 2008

Anna Schwartz critica Greenspan e Bernanke

Valor-online

Os mercados de crédito continuam congelados, o mercado de ações continua a ser castigado e uma recessão profunda agora parece ser uma certeza – se é que já não é uma realidade. A maioria das pessoas nunca viu um aperto de crédito como o atual. Anna Schwartz, 92, é uma exceção. Ela não só tem idade suficiente para se lembrar do período entre 1929 e 1933, como também sabe mais sobre a história monetária e bancária do que qualquer pessoa viva. Ela escreveu, junto com Milton Friedman, “A Monetary History of the United States” (1963), relato de como uma política monetária mal conduzida transformou o “crash” do mercado de ações em 1929 na Grande Depressão.

Anna Schwartz, contra socorro a bancos: “Empresas que tomam decisões erradas deveriam falir. E uma vez que isso fica estabelecido como princípio, o mercado reconhece que faz sentido.” 

Schwartz trabalha desde 1941 no National Bureau of Economic Research, em Nova York, onde nos encontramos para uma entrevista. Ela está usando uma cadeira de rodas, depois de ter sofrido uma queda, e lamenta suas “muitas enfermidades”. Mas são apenas males físicos. Sua mente está afiada, como sempre. Ela fala com paixão a respeito da atual crise financeira, e uma pitada de resignação. E ao analisar a maneira como as autoridades vêm-se conduzindo, não gosta do que vê. 

O presidente do Fed, Ben Bernanke, chamou “Monetary History” de “a principal e mais convincente explicação sobre o pior desastre da história americana”. Schwartz acha que os bancos centrais e o Departamento do Tesouro americano estão errando de novo.  Leia o resto do artigo »

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LUIZ GONZAGA BELLUZZO – “Cortar gasto público? Foi essa receita que empurrou a Alemanha para o nazismo em 1933″

Postado em 24 dEurope/London outubro dEurope/London 2008

Diante da crise que se aprofunda, o economista e professor titular da Unicamp sugere um tripé para preservar a economia brasileira: estatização do crédito, defesa das reservas cambiais e expansão do investimento público. O governo, adverte Belluzzo, está sendo acossado pela demência de um certo pensamento econômico que pode imobilizá-lo. “O governo brasileiro não pode sacrificar o PAC em nome de uma religião de superávit primário”.

Carta Maior

Retoma inestimável atualidade nos dias que correm – ou talvez fosse mais honesto dizer, nas horas que urgem – a frase bordão proferida pelo presidente Franklin Delano Roosevelt no famoso discurso de posse, em março de 1933. Em meio à Grande Depressão, que destruiria 25% dos postos de trabalho nos EUA, o político de origem conservadora, mas que passaria à história por ter abraçado instrumentos heterodoxos que permitiram tirar os norte-americanos do fundo da recessão, inaugurou seu mandato com uma advertência que, 79 anos depois, presta-se como uma luva a seus pares de hoje, igualmente assombrados por uma crise de gravidade equivalente, ou pior, que a de então. “A única coisa da qual devemos ter medo é do próprio medo”, disse o líder democrata à Nação, a si mesmo e, agora vê-se, à posteridade. Leia o resto do artigo »

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A queda do fundamentalismo de mercado

Postado em 24 dEurope/London outubro dEurope/London 2008

Greenspan discute com Adam Smith: cadê o manual de instruções?

Estadão

Em depoimento à Câmara dos EUA, Alan Greenspan, o mitológico presidente do Federal Reserve, guru da desregulamentação do mercado nas últimas décadas, declarou: “Eu cometi um erro ao presumir que os interesses das organizações, especificamente de bancos e outras, eram tais que seriam o melhor meio de proteger seus próprios acionistas”. Numa espécie de revisão crítica que remonta a Adam Smith, cuja “Riqueza das Nações” foi considerada por Greenspan como “uma das grandes conquistas da humanidade”, ele afirmou, sobre a ideologia do livre mercado: “Encontrei um defeito. Eu não sei quão significativo ou permanente ele é. Mas estou bastante preocupado com isso”.

Um deputado quis saber se, de fato, Greenspan estava renegando tudo aquilo que passou a vida defendendo. “Totalmente”, respondeu. “Sabe, esta é precisamente a razão pela estou chocado, porque eu passei os últimos 40 anos com evidências bastante consideráveis de que [o livre mercado] estava funcionando excepcionalmente bem”. Leia o resto do artigo »

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Let’s Get Fiscal

Postado em 24 dEurope/London outubro dEurope/London 2008

By PAUL KRUGMAN

NYT

The Dow is surging! No, it’s plunging! No, it’s surging! No, it’s …

Nevermind. While the manic-depressive stock market is dominating the headlines, the more important story is the grim news coming in about the real economy. It’s now clear that rescuing the banks is just the beginning: the nonfinancial economy is also in desperate need of help.

And to provide that help, we’re going to have to put some prejudices aside. It’s politically fashionable to rant against government spending and demand fiscal responsibility. But right now, increased government spending is just what the doctor ordered, and concerns about the budget deficit should be put on hold.

Before I get there, let’s talk about the economic situation.

Just this week, we learned that retail sales have fallen off a cliff, and so has industrial production. Unemployment claims are at steep-recession levels, and the Philadelphia Fed’s manufacturing index is falling at the fastest pace in almost 20 years. All signs point to an economic slump that will be nasty, brutish – and long.

How nasty? The unemployment rate is already above 6 percent (and broader measures of underemployment are in double digits). It’s now virtually certain that the unemployment rate will go above 7 percent, and quite possibly above 8 percent, making this the worst recession in a quarter-century.

And how long? It could be very long indeed.

Think about what happened in the last recession, which followed the bursting of the late-1990s technology bubble. On the surface, the policy response to that recession looks like a success story. Although there were widespread fears that the United States would experience a Japanese-style “lost decade,” that didn’t happen: the Federal Reserve was able to engineer a recovery from that recession by cutting interest rates.

But the truth is that we were looking Japanese for quite a while: the Fed had a hard time getting traction. Despite repeated interest rate cuts, which eventually brought the federal funds rate down to just 1 percent, the unemployment rate just kept on rising; it was more than two years before the job picture started to improve. And when a convincing recovery finally did come, it was only because Alan Greenspan had managed to replace the technology bubble with a housing bubble.

Now the housing bubble has burst in turn, leaving the financial landscape strewn with wreckage. Even if the ongoing efforts to rescue the banking system and unfreeze the credit markets work – and while it’s early days yet, the initial results have been disappointing – it’s hard to see housing making a comeback any time soon. And if there’s another bubble waiting to happen, it’s not obvious. So the Fed will find it even harder to get traction this time.

In other words, there’s not much Ben Bernanke can do for the economy. He can and should cut interest rates even more – but nobody expects this to do more than provide a slight economic boost.

On the other hand, there’s a lot the federal government can do for the economy. It can provide extended benefits to the unemployed, which will both help distressed families cope and put money in the hands of people likely to spend it. It can provide emergency aid to state and local governments, so that they aren’t forced into steep spending cuts that both degrade public services and destroy jobs. It can buy up mortgages (but not at face value, as John McCain has proposed) and restructure the terms to help families stay in their homes.

And this is also a good time to engage in some serious infrastructure spending, which the country badly needs in any case. The usual argument against public works as economic stimulus is that they take too long: by the time you get around to repairing that bridge and upgrading that rail line, the slump is over and the stimulus isn’t needed. Well, that argument has no force now, since the chances that this slump will be over anytime soon are virtually nil. So let’s get those projects rolling.

Will the next administration do what’s needed to deal with the economic slump? Not if Mr. McCain pulls off an upset. What we need right now is more government spending – but when Mr. McCain was asked in one of the debates how he would deal with the economic crisis, he answered: “Well, the first thing we have to do is get spending under control.”

If Barack Obama becomes president, he won’t have the same knee-jerk opposition to spending. But he will face a chorus of inside-the-Beltway types telling him that he has to be responsible, that the big deficits the government will run next year if it does the right thing are unacceptable.

He should ignore that chorus. The responsible thing, right now, is to give the economy the help it needs. Now is not the time to worry about the deficit.

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