Postado em 18 dEurope/London novembro dEurope/London 2009
Fonte: Folha de São Paulo
Em encontro marcado para a próxima quarta, em Brasília, governantes devem procurar saída para impasse comercial
Atrito começou com entrave argentino a importações de 14% da pauta exportadora brasileira; Brasil retaliou sobre 10% da pauta vizinha
Por SILVANA ARANTES
DE BUENOS AIRES
“Esse tango se baila a dois” é a expressão usada na Argentina para situações em que os parceiros não querem se deixar.
É também o resumo do desfecho que o lado argentino espera para a reunião dos presidentes Lula e Cristina Kirchner, que ocorre na próxima quarta, em Brasília, cercada por elevada tensão na relação comercial entre os dois países.
“Não é a primeira vez que acontece [a tensão bilateral] e certamente não será a última. Tivemos muitas situações parecidas no passado. Sempre as autoridades máximas dos dois países se reuniram e encontraram soluções mais ou menos satisfatórias para ambas as partes”, afirma Juan Cantarella, gerente-geral da Associação de Fábricas Argentinas de Componentes, que representa o setor de autopeças.
O problema é que, desta vez, a solução “mais ou menos satisfatória” parece distante. “Houve mudança de atitude da administração Lula, que sempre foi muito complacente [com a Argentina]. Acho que acabou a paciência do governo brasileiro”, diz o consultor Dante Sica, ex-secretário de Indústria e Comércio da Argentina. Leia o resto do artigo »
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Postado em 18 dEurope/London novembro dEurope/London 2009
Por Luís Nassif (blog)
Quando o mercado fechou ontem, primeiro dia após o anúncio da demissão de Mário Torós do cargo de Diretor de Política Monetária do Banco Central, os juros futuros tinham caído. De ontem para hoje, o DI (Depósito Interbancário) de janeiro de 2011 caiu de 10,27% ao ano para 10,20% ao ano. O DI de julho de 2010, de 9,14% para 9,10% ao ano.
Qual a lógica? De acordo com a retórica terrorista do mercado, se sai um diretor ortodoxo e há sinais de afrouxamento da política monetária, os juros podem cair no curto prazo, mas deveriam subir no longo – porque, pela leitura do mercado, o afrouxamento da política monetária produziria mais inflação obrigando, mais à frente, a outro movimento de alta nas taxas.
Nada disso ocorreu. Pelo contrário, o mercado sequer reagiu à declaração do Ministro da Fazenda Guido Mantega, de que a taxa ideal para o dólar é em R$ 2,60. Nesse nível, declarou Mantega, não tem China, Coréia ou Japão que segure o Brasil.
O significado desse jogo é que começa a cair o último grande mito da economia brasileira, que é a taxa de câmbio baixa. Leia o resto do artigo »
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Postado em 18 dEurope/London novembro dEurope/London 2009
Fonte: Revista Piauí
Por FRANCISCO DE OLIVEIRA
O artigo “Hegemonia às avessas” (piauí, janeiro de 2007) pretendeu fazer uma provocação gramsciana para melhor entender os regimes políticos que, avalizados por uma intensa participação popular (a “socialização da política”, segundo Antonio Gramsci), ao chegar ao poder praticam políticas que são o avesso do mandato de classes recebido nas urnas. É o caso das duas presidências do Partido dos Trabalhadores no Brasil. E da destruição do apartheid na África do Sul, por meio de uma longa guerra de posições e das seguidas reeleições do Congresso Nacional Africano, uma frente de esquerda com forte influência do Partido Comunista.
Quase sete anos de exercício da Presidência por Luiz Inácio Lula da Silva já tornam possível uma avaliação dessa hegemonia às avessas e dos resultados que ela produziu. Não se parte aqui, e não fiz essa presunção também no artigo provocador original, de que Lula recebeu um mandato revolucionário dos eleitores e sua Presidência apenas se rendeu ao capitalismo periférico. Mas o mandato, sem dúvida, era intensamente reformista no sentido clássico que a sociologia política aplicou ao termo: avanços na socialização da política em termos gerais e, especificamente, alargamento dos espaços de participação nas decisões da grande massa popular, intensa redistribuição da renda num país obscenamente desigual
e, por fim, uma reforma política e da política que desse fim à longa persistência do patrimonialismo. Leia o resto do artigo »
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Postado em 16 dEurope/London novembro dEurope/London 2009
Por Luís Nassif (blog)
Já há algum tempo a diretoria do Banco Central (BC) tem dado mostras de desfaçatez inéditas no mercado financeiro – área em que os melhores se pautam por comportamento discreto e análises técnicas.
No final do ano passado, o Diretor de Política Monetária Mário Torós e o de Política Econômica Mário Mesquita cometeram a imprudência de, em pleno período de tensão do mercado com a crise, darem entrevistas em “off” – isto é, sem revelar o nome, com as declarações sendo atribuídas a “fontes do BC”- ameaçando se demitirem se a Fazenda adotasse determinadas medidas.
Foram desautorizados publicamente pelo presidente do BC, Henrique Meirelles. Mereciam uma denúncia à polícia, por ameaça de perturbação da ordem econômica. Leia o resto do artigo »
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Postado em 16 dEurope/London novembro dEurope/London 2009
Por Eduardo Gomes e Rodrigo Medeiros
Fonte: Monitor Mercantil
Desde Adam Smith (1723-1790), a suposta polarização entre Estado e mercado vem recebendo a atenção de diversos estudiosos de ciência econômica. Tratou-se de um filósofo moral que teceu uma poderosa crítica ao mercantilismo.
Alguns preferem exaltar de forma simplória as virtudes da “mão invisível” e ocultar as questões morais imersas na sua obra. Seus comentários sobre como o auto-interesse governa o mundo dificilmente são esquecidos.
Certamente ninguém duvida que em um sistema capitalista um indivíduo esteja mais bem servido pelo auto-interesse do que pelo altruísmo. As passagens de sua obra são claras: “Não é da benevolência do açougueiro, do cervejeiro ou do padeiro que esperamos nosso jantar, mas de seu cuidado pelos próprios interesses. Dirigimo-nos não à sua humanidade, mas a seu amor próprio de si mesmos, e nunca lhes falamos de nossas próprias necessidades, mas de suas vantagens”. Essas palavras foram muito bem acolhidas pela classe empresarial. Leia o resto do artigo »
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Postado em 13 dEurope/London novembro dEurope/London 2009
Henrique Meirelles, Mário Torós e Mário Mesquita, do Banco Central.
Belíssima matéria de Cristiano Romero e Alex Ribeiro, no Valor de hoje, sobre a corrida bancária na crise do ano passado. Some-se a matéria de ontem da Raquel Ballarin sobre o ataque especulativo de que foi alvo o Unibanco, no mesmo período (Clique aqui para ler mais.)
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Postado em 12 dEurope/London novembro dEurope/London 2009
By Robert Skidelsky
LONDON – The economist John Maynard Keynes wrote The General Theory of Employment, Interest, and Money (1936) to “bring to an issue the deep divergences of opinion between fellow economists which have for the time being almost destroyed the practical influence of economic theory…” Seventy years later, heavyweight economists are still at each other’s throats, in terms almost unchanged from the 1930′s. (Clique aqui para ler mais).
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Postado em 9 dEurope/London novembro dEurope/London 2009
Não é mais possível que um Estado pense uma política de desenvolvimento local desvinculada da vertente nacional. A guerra fiscal, muito praticada no país nas últimas décadas, é uma equação de soma zero. Isso não é projeto de país. A avaliação é do presidente do IPEA, Marcio Pochmann, que participou em Porto Alegre de um seminário para pensar o futuro do Rio Grande do Sul e a possibilidade de projetos de desenvolvimento regional. Para Pochmann, o modelo de desenvolvimento fordista de São Paulo, outrora chamado de “locomotiva do país”, está ultrapassado e precisa ser superado.
Fonte: Carta Maior
O Brasil terá uma grande oportunidade em 2010 de discutir um projeto de longo prazo para o país. Será uma oportunidade singular no ciclo de 24 anos de redemocratização, pós-ditadura militar. Neste período, os momentos eleitorais foram contaminados por debates conjunturais determinados pelos sérios constrangimentos econômicos internos e externos vividos pelo país. Agora, estão dadas as condições para discutir o Brasil que queremos e não apenas questões conjunturais. A avaliação é de Marcio Pochmann, presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), que abriu sábado pela manhã, em Porto Alegre, o ciclo de seminários Diálogos RS – Para Pensar o Rio Grande do Sul, uma promoção do PT gaúcho e da Fundação Perseu Abramo.
Pochmann esteve em Porto Alegre para falar sobre “Desenvolvimento regional e local, o desafio da sustentabilidade ambiental, dos sistemas locais de produção e do trabalho”. Ele iniciou sua intervenção contextualizando o tema no atual período histórico que vive o país. “É importante lembrar que o Brasil ainda não tem uma tradição democrática. Em 500 anos de história, não temos 50 anos de democracia”. No período da redemocratização, acrescentou, o debate sobre o modelo de desenvolvimento se deu com o Brasil numa situação muito enfraquecida e periférica em relação ao capitalismo central. “Hoje, queremos assumir uma condição de liderança no cenário global e não ser um mero replicador de políticas definidas no exterior. Não avançaremos na marcha da insensatez que caracteriza o atual modelo destruidor do meio ambiente”.
O presidente do IPEA apresentou três elementos para orientar esse debate: Leia o resto do artigo »
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