Postado em 16 dEurope/London janeiro dEurope/London 2009
Fonte: O Estado de S. Paulo
Segundo a Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), a taxa média de juros caiu de 7,61% ao mês, em novembro, para 7,49% em dezembro. Uma redução que pouco contribuirá para reanimar a demanda.
Os juros alcançaram o teto em novembro, diante das dificuldades das instituições financeiras em captar recursos externos e pelo receio de aumento da inadimplência, embora diversas medidas do Banco Central (BC) devessem ter induzido uma redução muito maior.
É importante notar que uma taxa anual média de 141,12% é escandalosa para um país cuja inflação anual é estimada em torno de 6,5% para o IPCA. A redução dos juros que se verificou em dezembro certamente não reflete as mudanças que beneficiaram os bancos: redução do compulsório e ligeira melhora na captação de recursos, mas apenas a menor procura por crédito. Pode-se considerar como certo que o Comitê de Política Monetária optará, em 21 de janeiro, por uma redução da taxa Selic de pelo menos 0,50 ponto porcentual. Leia o resto do artigo »
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Postado em 16 dEurope/London janeiro dEurope/London 2009
Fonte: Gazeta Mercantil
Por Roberto Tenório
A valorização do dólar nos últimos meses deverá impulsionar o volume dos negócios com produtos agropecuários entre o Brasil e os países árabes em 2009. Mesmo após o agravamento da crise, no segundo semestre de 2008, as exportações para os países árabes continuaram em expansão e fecharam acima das expectativas. O crescimento no terceiro trimestre também pode ser atribuído ao direcionamento dos produtos que deixaram de ser consumidos nos mercados europeu e americano, os que mais foram prejudicados com a crise. Nesse período, por exemplo, a receita com cafés cresceu 55,8% e a de carnes subiu 8% na comparação com 2007, segundo informações da Câmara de Comércio Árabe Brasileira (CCAB).
“O problema de liquidez que afeta o mundo inteiro não é problema para os países árabes. A queda nas cotações do petróleo foram compensadas em parte pela valorização do dólar e isso poderá criar muitas oportunidades para os empresários brasileiros em 2009″, avalia Antônio Sarkis Júnior, presidente da CCAB. Ele acredita que ainda existem muitos mercados para serem explorados. “Sempre que fizemos projeções de crescimento das exportações elas foram superadas”, ressaltou. Ele disse ainda que o fluxo comercial entre Brasil e os países do bloco sempre foi equilibrado. “Em 2007, o Brasil foi superavitário na balança comercial e no ano passado foi a vez do Brasil”, conta. Leia o resto do artigo »
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Postado em 16 dEurope/London janeiro dEurope/London 2009
Fonte: Gazeta Mercantil
O presidente Lula disse que a crise financeira é motivo de preocupação, mas não pode ser desculpa para atitudes precipitadas “nem do governo, nem dos empresários”. A razão das declarações do presidente foram tanto os novos números sobre o desemprego, inclusive na indústria automobilística, como o fato de a Força Sindical ter suspendido negociações com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). A preocupação de Lula tem razão de ser. Anteontem, com a presença de 17 das maiores empresas brasileiras, foi fechada na Fiesp a proposta de redução dos salários e da jornada de trabalho para evitar grandes demissões na indústria, comércio e setor financeiro. A iniciativa imediatamente dividiu o meio sindical. Há uma semana os empresários obtiveram o apoio para essa iniciativa da Força Sindical, com quase cinco milhões de trabalhadores na base, com 612 sindicatos filiados. A reação foi diferente por parte da Central Única dos Trabalhadores (CUT) que rejeitou o acordo afirmando que há “outros meios de negociação e diálogo”. A liderança da Fiesp, por sua vez, considera o momento como “atípico” e que ficar contra a redução de salário e de jornada significa “estar a favor do desemprego”.
A rigor, a questão toda está mal posta. Há uma semana, quando parcela do sindicalismo concordou com os termos dessa proposta, as demissões não tinham começado. Desde o início desta semana, no entanto, indústrias de vários setores, de papel e celulose a têxtil, do setor químico ao metalúrgico, anunciaram cortes especialmente volumosos. O quadro ganhou dimensão muito preocupante com a decisão de uma grande montadora de demitir funcionários temporários antes do final do contrato. Ato contínuo, os sindicalistas reavaliaram os termos das propostas. O clima de desconfiança se instalou a ponto de Lula garantir ontem que pediu ao ministro da Fazenda que solicitasse à montadora o pagamento dos salários devidos aos trabalhadores até o final do contrato. O presidente assegurou que os empregados demitidos teriam contratos até março. Leia o resto do artigo »
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Postado em 15 dEurope/London janeiro dEurope/London 2009
Publicado em: Monitor Mercantil
A crise internacional está derrubando os investimentos industriais no país e provocará uma brusca reversão nos resultados da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) no produto interno bruto (PIB) já a partir do quarto trimestre de 2008, cujos dados serão apresentados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em março.
Segundo economistas, a falta de confiança dos empresários é a principal explicação para que as turbulências tenham chegado tão rápido aos investimentos. A restrição de crédito também é citada como justificativa importante para a mudança.
Para Sérgio Vale, economista-chefe da MB Associados, o desempenho da FBCF no quarto trimestre vai mostrar a maior queda, ante o trimestre imediatamente anterior, já apurada pelo IBGE. Ele projeta um recuo de 10,9% nos investimentos ante o terceiro trimestre de 2008 e um aumento de apenas 1,6% ante igual trimestre de 2007. Leia o resto do artigo »
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Postado em 14 dEurope/London janeiro dEurope/London 2009
Fonte: Último Segundo
SÃO PAULO – Cerca de 30 empresários que pertencem ao Conselho Superior Estratégico da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) foram unânimes em exigir o recuo da taxa básica de juros da economia (Selic) e a redução da jornada de trabalho com redução de salário como alternativas ao desemprego. Segundo o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, “se a taxa de juros não baixar, parte da culpa do desemprego será do governo”, disse ele, em encontro com a imprensa após a reunião do conselho nesta quarta-feira.
Ele citou que em muitos países a taxa foi reduzida e em parte deles está negativa. “Não haveria nenhum problema se a taxa estivesse em 8, 9%”, afirmou, referindo-se à taxa que hoje é de 13,75 por cento.
Segundo Skaf, com uma taxa de 8,75%, o Brasil deixaria de pagar algo como “70 bilhões de reais em juros da dívida”. O presidente da Fiesp também informou que os empresários reunidos defenderam, por unanimidade, a redução da jornada de trabalho com retração salarial, mas não se comprometeram a paralisar as demissões.
Skaf ressaltou que a possibilidade está dentro da lei e que a Fiesp tem estimulado esse tipo de acordo no lugar dos possíveis cortes.
Questionado sobre a ausência da CUT na reunião de terça-feira com sindicalistas, o empresário disse que, se cada categoria assim decidir, “vamos fazer isso com CUT ou sem CUT”.
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Postado em 14 dEurope/London janeiro dEurope/London 2009
Fonte: Carta Capital
Por Delfim Netto
É mais do que justificável a apreensão com a qual o Brasil assiste à chegada de uma crise gerada no mundo desenvolvido e que ameaça interromper o ciclo de crescimento apenas iniciado. Esta não é uma recessão como as anteriores, produzidas deliberadamente pela própria política monetária para corrigir o excesso da expansão da demanda. Ela é a colheita dos equívocos da política monetária laxista dos bancos centrais (liquidez abundante e taxa de juro real muito baixa) e da política fiscal (excesso de estímulo à atividade imobiliária para financiar residências a quem não podia pagar), com as quais se empurrou com a barriga a recessão de 2001.
O desenvolvimento da economia brasileira tem sido cheio de curiosos paradoxos. Entre 1950 e 1985, em meio a chuvas e trovoadas, o Brasil foi um dos países que mais cresceram no mundo ocidental (passou da décima para a oitava economia mundial). Crescemos à taxa anual de 6,5%, ante um crescimento mundial da ordem de 4,4%. Na convulsão planetária dos anos 80, fomos o primeiro país a equilibrar o balanço em conta corrente (1984), à custa de feroz recessão interna e, por dificuldades políticas e ideológicas, o último a negociar a dívida externa (1994), passo preliminar para o sucesso do extraordinário programa de estabilização, o Plano Real. Vencemos a inflação, mas reconstruímos a dependência externa (de 1995 a 2002, acumulamos quase 200 bilhões de dólares de déficits em conta corrente). Entre 1985 e o segundo semestre de 2006, crescemos à taxa anual de 2,6%, enquanto o mundo crescia a 3,7%.
Só voltamos a crescer mais do que o mundo no terceiro trimestre de 2006, quando, graças à expansão da economia mundial a partir de 2003 (que resolveu nosso problema externo) e à trouvaille do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o Brasil recuperou a crença de que poderia crescer acima dos fatídicos 3% do produto potencial construído por sofisticados métodos econométricos por nossos “cientistas”. A economia mundial começou a reduzir seu ritmo de crescimento no terceiro trimestre de 2007, um ano depois de o nosso crescimento voltar a ser maior do que o dela. Desde o primeiro trimestre de 2008, aumentou a velocidade de seu encolhimento como consequência da crise financeira que nela se instalou.
As ligações entre o nosso crescimento e o do mundo se fazem pela variação do ritmo da demanda externa de nossos produtos, pela variação das relações de troca (preços importação/preços exportação), pela variação do financiamento externo e pela variação do investimento externo direto. É muito difícil avaliar o resultado final de movimentos tão complexos, mas a resultante, certamente, será negativa. Recebemos o bônus de estar no mundo e vamos pagar o ônus de estar nele.
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Postado em 13 dEurope/London janeiro dEurope/London 2009
Fonte: Correio Brasiliense
Banco do Brasil compra quase metade do Banco Votorantim por R$ 4,2 bilhões, mas deixa controle acionário nas mãos da família. Instituição sofreu um forte baque e perdas com a crise internacional
Por Edna Simão
Numa operação clara de socorro financeiro, o Banco do Brasil (BB) comprou quase metade (49,99%) do Banco Votorantim por R$ 4,2 bilhões, preço considerado justo diante de um cenário de crise econômica mundial. Tanto o ministro da Fazenda, Guido Mantega, quanto o presidente do BB, Antonio Francisco de Lima Neto, e o representante da família que controla o grupo Votorantim, José Ermírio de Moraes Neto, comemoraram o negócio que, na avaliação deles, será lucrativa para todos os envolvidos.
A situação do Votorantim se deteriorou após setembro, com o estouro da crise financeira internacional, porque empresas do grupo perderam dinheiro em operações com derivativos cambiais. Esse prejuízo acabou arranhando a imagem do banco que não tinha dinheiro para cobrir com seus compromissos. O futuro presidente executivo do novo Banco Votorantim após a associação com o Banco do Brasil, Wilson Masao, destacou que a crise financeira causou dificuldades para bancos médios e pequenos. E acrescentou que a previsão é de que a instituição encerre 2008 com um lucro líquido de R$ 1 bilhão. O representante da família Votorantim disse ainda que, após setembro, houve escassez do crédito em todo o mundo. Leia o resto do artigo »
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Postado em 13 dEurope/London janeiro dEurope/London 2009
Fonte: Carta Maior
A superação da crise atual, sistêmica e estrutural, exige a construção de uma nova agenda civilizatória. Para isso, é preciso formar uma maioria política que alie capital produtivo e estratos sociais organizados, como trabalhadores e seus sindicatos, associações de bairros e entidades de classe média. Uma das principais tarefas é a defesa da sustentação das atividades produtivas com redistribuição da renda e riqueza acompanhada da democratização das estruturas de poder, produção e consumo. A análise é de Márcio Pochmann, presidente do IPEA.
Por Marcio Pochmann
O agravamento da crise do capital globalizado neste início do século 21 torna mais claro o anacronismo das idéias-forças atualmente existentes para a implantação de um novo projeto de sociedade. Poucas vezes antes as elites mundiais persistiram prisioneiras de pressupostos constituídos por quem já não vive mais, desconhecendo, portanto, as oportunidades que o novo permite concretizar.
De um lado, porque a trajetória do desenvolvimento econômico e social percorrida desde antes do segundo pós-guerra se mostrou incapaz de incluir a todos, uma vez que não mais de 1/3 de toda a população mundial teve alguma forma de acesso ao padrão civilizatório produzido pela chamada sociedade industrial do século 20. De outro, devido à insustentabilidade ambiental que marca profundamente a perspectiva de reprodução continuada do atual padrão de produção e consumo em larga escala, fortemente destrutivo, especialmente pela elevação da temperatura e demais transtornos crescentemente ocasionados pelas mudanças climáticos globais. Ou seja, o projeto de sociedade existente não pode ser universalizado, salvo na forma do subdesenvolvimento que gera o mito de permitir a absorção de alguns simultaneamente à exclusão da maioria. Leia o resto do artigo »
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