Postado em 4 dEurope/London março dEurope/London 2009
Fonte: Isto é
Medidas do governo deveriam reduzir juros, mas instituições financeiras preferem adotar postura defensiva contra inadimplência
Por Octávio Costa
Os bancos no Brasil têm razões que a própria razão desconhece. Com a economia de vento em popa, praticavam juros e spreads muito elevados porque os custos operacionais e os tributos eram muito altos. Também tomavam por referência a taxa básica de juros, Selic, fixada nas alturas pelo Banco Central (BC) para exorcizar os riscos inflacionários. Mas o cenário mudou. E, para enfrentar a crise econômica mundial e assegurar o fluxo de crédito no País, o governo criou uma série de facilidades para os bancos: liberou R$ 100 bilhões em depósito compulsório, baixou a Selic e reduziu os impostos sobre operações financeiras. Como consequência lógica, esperava-se o aumento no volume de crédito e a queda das taxas de juros e dos spreads. Mas isso não aconteceu. E, diante da perplexidade geral, o chefe do departamento econômico do Banco Central, Altamir Lopes, encontrou uma explicação: “Os bancos fizeram um movimento defensivo, com juros maiores, esperando um aumento maior da inadimplência. O que não ocorreu.”
A bem da verdade, o spread médio, a diferença entre as taxas de aplicação e captação, caiu 0,3 ponto, de 30,7% para 30,4%. Mesmo assim, ficou bem aquém da redução da taxa Selic, de um ponto percentual em janeiro. Os juros nas operações para pessoas físicas ficaram em 54%, no mês de janeiro, segundo as estatísticas do BC. Mas o custo do cheque especial foi de 172% ao ano. Nas operações para pessoas jurídicas, como financiamento de capital de giro, as taxas aumentaram. Nem o Banco do Brasil nem a Caixa Econômica deixaram de acompanhar essa tendência. Na análise da Serasa Experian, que pesquisa os níveis de inadimplência, “o ambiente de incerteza causou retração da oferta de recursos, os prazos de empréstimos encurtaram e as taxas de juros subiram”. Em resumo, “os bancos ficaram mais conservadores na hora de conceder crédito às empresas”. Leia o resto do artigo »
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Postado em 3 dEurope/London março dEurope/London 2009
Fonte: Gazeta Mercantil
Por Liliana Lavoratti
Os três bancos estaduais de desenvolvimento estão expandindo neste ano suas operações com o financiamento de empresas em estados limítrofes à sua área de atuação. Essas instituições – BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo-Sul), BDMG (Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais) e Bandes (Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo) – começam a aplicar a Resolução 3.593, editada em julho de 2008 pelo Conselho Monetário Nacional e Banco Central.
A medida autoriza esses bancos a apoiar grupos empresariais fora do território dos governos estaduais que detêm o controle dessas instituições financeiras, criadas exclusivamente com a finalidade de estimular o crescimento econômico. Permite ainda que esses bancos operem no mercado de câmbio para importação e exportação, como Adiantamento de Contratos de Câmbio (ACC) e Adiantamento de Contratos de Exportação (ACE). Leia o resto do artigo »
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Postado em 3 dEurope/London março dEurope/London 2009
Fonte: Carta Maior
Refundar a governança econômica para além da ruína financeira global – é disso que se trata hoje – requer marcos históricos distintos dos cercamentos ideológico que até agora delimitavam as tímidas diferenças entre projetos de desenvolvimento. O elo comum entre eles, assim como entre 29 e 2009, segundo o economista Fernando Ferrari, presidente da Associação Keynesiana Brasileira, era a subordinação política à agenda da auto-regulação dos mercados. Seu fracasso coloca na ordem do dia o comando permanente do Estado sobre o sistema financeiro.
Carta Maior, com entrevista de Fernando Ferrari
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Postado em 2 dEurope/London março dEurope/London 2009
Por Antonio Luiz Monteiro Coelho da Costa
Uma a uma, as mais respeitadas autoridades dos Estados Unidos no campo da economia e das finanças somam-se à recomendação de que o governo desista de meias medidas e estatize os bancos que não encontrem outra saída para suas dificuldades. Fazem pensar em uma junta médica reunida para tentar convencer um paciente a deixar de lado os tratamentos naturais e a homeopatia e partir de vez para a quimioterapia.
Os partidários da medicina natural são, nesta metáfora, os que recomendaram que o governo interviesse o mínimo possível e deixasse o livre mercado fazer seu trabalho, expurgando os incompetentes – que, a esta altura, parecem incluir as maiores empresas dos setores mais importantes da economia estadunidense.
Se essas vozes não se calaram totalmente, são cada vez mais restritas aos conservadores e libertarians mais teimosos, radicais e marginais. Caso de Deroy Murdock, colunista da National Review que ainda tenta iludir a si mesmo e aos leitores de que basta isentar os bancos de imposto de renda e permitir que os investidores que têm recursos na Suíça ou em paraísos fiscais os repatriem sem pagar taxas e multas. Parece difícil a alguns abandonar o reflexo condicionado desde os anos Reagan de propor cortes de impostos como solução para qualquer problema econômico imaginável, embora soe cada vez mais como a mania dos médicos do século XVIII de receitar sangrias para todo tipo de problema de saúde.
O republicano Alan Greenspan, paladino da desregulamentação e da não-intervenção durante sua gestão do Fed (1987 a 2006), encarregou-se de avisar o setor financeiro de que o gato subiu no telhado. “Pode ser necessário nacionalizar temporariamente certos bancos para facilitar uma reestruturação rápida e ordenada. Entendo que, uma vez a cada cem anos, é isso que é preciso fazer”, disse ao Financial Times em 18 de fevereiro.
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Postado em 1 dEurope/London março dEurope/London 2009
Fonte: Valor
Eduardo Campos
Os fundos de ações voltados à America Latina seguiram captando recursos, apesar da rodada de notícias negativas que marcou a semana encerrada no dia 18 de fevereiro, como as montadoras dos Estados Unidos pedindo mais dinheiro ao governo e os bancos do Leste Europeu sob suspeita de quebra.
Segundo a EPFR Global, consultoria que acompanha a movimentação de fundos com mais de US$ 11 trilhões em ativos, a categoria marcou a 7ª semana consecutiva de entrada de recursos. Nesse período, o total destinado aos fundos de ações da região somou US$ 740 milhões. Por país, o Brasil foi destaque, marcando a 4ª semana seguida com entrada de dinheiro.
Ainda entre os países menos desenvolvidos, os diversificados mercados emergentes globais (GEM, na sigla em inglês) também receberam recursos. Já os fundos de ações da Ásia (sem levar em conta o Japão) foram alvo de saques de US$ 509 milhões. Segundo a EPFR Global, essa saída de recursos é explicada pela realização de lucros nos fundos voltados para a China, que perderam US$ 450 milhões. Leia o resto do artigo »
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Postado em 1 dEurope/London março dEurope/London 2009
Fonte: Gazeta Mercantil
Por Fabiana Batista
O mercado interno está pagando mais pelo açúcar e usinas estão cancelando contratos de exportação para recolocar o produto internamente. A estimativa de analistas é de que cerca de 30 mil toneladas do produto tenham sido retiradas da rota externa para serem revendidos no mercado interno. “E difícil precisar esse número. Mas somente a minha corretora fez nas últimas semanas 20 mil toneladas de wash-out (suspensão da entrega física com liquidação financeira da diferença entre os preços do contrato e os atuais)”, diz um trader. Ele conta que a maior parte do volume cancelado se refere a açúcar cristal, cuja demanda está muito aquecida no mercado interno.
Arnaldo Luiz Corrêa, da Archer Consulting, explica que o cancelamento desses contratos é feito de forma consensual com o comprador em troca. Inclui, obviamente uma compensação financeira, geralmente equivalente à diferença entre o preço fixado no contrato e o valor atual de mercado. “As usinas e tradings desfazem o negócio para aplicar o produto em outro mercado mais rentável, nesse caso específico, o interno”, acrescenta Correa, da Archer. Leia o resto do artigo »
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Postado em 28 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2009
Fonte: Gazeta Mercantil
Por Jaime Soares de Assis e Carina Urbanin/Investnews
A taxa de desemprego no conjunto das seis regiões metropolitanas pesquisadas pela Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados) e pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) alcançou 13,1% da População Economicamente Ativa (PEA) em janeiro de 2009, ante 12,7% em dezembro de 2008. O nível de ocupação foi reduzido em 1,3% no período.
Nas capitais – Belo Horizonte (MG), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Salvador (BA), São Paulo (SP) e Distrito Federal (DF) – o contingente de desocupados foi estimado em 2,620 milhões de pessoas, com acréscimo de 75 mil desempregados, na comparação com o mês anterior. Apesar deste ser o maior avanço já registrado para o período, o índice de 13,1% é o menor já visto no mês de janeiro, desde o início da pesquisa, em 1998.
De acordo com Clemente Ganz Lucio, diretor técnico do Dieese, a pesquisa sinaliza que o patamar de aumento do desemprego mudou com a aceleração apurada de dezembro para janeiro. Leia o resto do artigo »
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Postado em 28 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2009
Fonte: Correio da Cidadania
Por Wladimir Pomar*
Alguns meses após a emergência da crise econômica mundial, e das diversas análises que procuram explicá-la, começam a pipocar as propostas para enfrentá-la, tanto à direita, quanto à esquerda. Mesmo porque, se a crise desaba principalmente sobre os trabalhadores e os pobres do mundo, ela também está fazendo estragos entre bilionários e milionários.
Mas, como propostas resultam das análises e diagnósticos, não basta haver consenso de que a crise atual é a maior que o capitalismo já assistiu. Ou de que ela será duradoura, arrastando parte considerável do planeta para a recessão. É preciso compreender a natureza da crise (crise de realização do capital industrial nos países desenvolvidos, agravada pela desenfreada ação do capital financeiro, para elevar a taxa média de lucro através da especulação com dinheiro fictício), e entender o significado da emergência dos países em desenvolvimento, como resultado da expansão do capital fora dos países centrais. Leia o resto do artigo »
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