Postado em 13 dEurope/London maio dEurope/London 2009
Por Pierre Salama
A crise financeira não deveria chegar à América Latina, segundo a maioria dos economistas e governantes: o conjunto de indicadores de vulnerabilidade melhorou na maior parte dessas economias. No entanto, ela chegou e, à medida que os dias passam, anuncia-se cada vez mais severa. Os indicadores de vulnerabilidade, portanto, não são suficientes para estabelecer prognósticos confiáveis. É necessário combiná-los com indicadores de fragilidade mais confiáveis como a apreciação da taxa cambial, as desigualdades mais elevadas. Quanto piores forem esses indicadores, mais difícil será resistir à crise, e vice-versa. Como a crise nos países desenvolvidos adquiriu um caráter sistêmico e os indicadores de fragilidade não são muito bons, suas repercussões serão consideráveis nessas economias emergentes, apesar de indicadores de vulnerabilidade terem apresentado melhoras.
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Postado em 12 dEurope/London maio dEurope/London 2009
Por Dani Rodrik
Fonte: Valor Econômico (12/05/2009)
Os países emergentes terão de substituir políticas que operam através do câmbio por políticas industriais reais
Poderá demorar alguns meses ou um par de anos, mas de uma forma ou de outra os EUA e outras economias avançadas irão acabar se recuperando da atual crise. É improvável, porém, que a economia mundial, então, se assemelhe à atual.
Mesmo passado o pior da crise, provavelmente nos encontraremos em um mundo algo desglobalizado, um mundo no qual o comércio internacional crescerá mais lentamente, haverá menos financiamento externo e a disposição dos países ricos para incorrer em grandes déficits em conta corrente será substancialmente menor. Será isso trágico para os países em desenvolvimento?
Não necessariamente. O crescimento no mundo em desenvolvimento tende a se dar segundo três variantes distintas. Primeiro, há o crescimento impulsionado por empréstimos estrangeiros. Em segundo, há o crescimento como subproduto de alta nos preços de commodities. Em terceiro lugar, há o crescimento resultante de reestruturação econômica e diversificação em novos produtos.
Os primeiros dois modelos estão em maior risco do que o terceiro. Mas não devemos perder o sono por eles, porque são inadequados e, em última análise, insustentáveis. O que deveria ser a maior preocupação é o possível sofrimento dos países no último grupo. Esses países terão necessidade de realizar grandes mudanças em suas políticas para se adaptar às novas realidades atuais.
Os dois primeiros modelos de crescimento invariavelmente conduzirão a um desfecho desfavorável. Um endividamento no exterior pode permitir a consumidores e governos viver além de seus meios por algum tempo, mas a dependência em relação ao capital estrangeiro é uma estratégia insensata. O problema é não apenas que os fluxos de capital externo podem facilmente inverter seu sentido, como também produzir o tipo errado de crescimento, baseado em moedas sobrevalorizadas e investimentos em mercadorias e serviços não comercializáveis, como habitação e construção. Leia o resto do artigo »
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Postado em 12 dEurope/London maio dEurope/London 2009
Fonte: Valor
Por Sergio Leo
O Brasil sofrerá menos com a crise mundial, em parte por ter diversificado seus mercados de exportação, procurando clientes em todos os recantos do mundo. Em resposta à crise, e em consequência de um poderoso movimento internacional de deslocamento do eixo econômico do globo, o comércio do Brasil volta, porém, a concentrar-se rapidamente. Desta vez, em torno de mercados povoados por consumidores inteligentes de tez amarela e olhos puxados. A rápida ascensão da China como o principal destino das vendas brasileiras ao exterior é só um aspecto da emergência da Ásia como polo dinâmico do comércio mundial.
Nesta semana, quando chegar em Pequim, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva será pressionado por integrantes do próprio governo a falar de comércio. É a Embraer, que teme perder encomendas de sua filial na China para empresas aeronáuticas, concorrentes chineses puro-sangue. São os exportadores de carne suína e frango, que consideram o empurrão presidencial fundamental para mover as forças do mercado chinês. Lula deve atender às demandas dos empresários, mas quer, também, falar de política. Leia o resto do artigo »
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Postado em 11 dEurope/London maio dEurope/London 2009
Folha: O Estado de São Paulo
Por José Maria Tomazela
A tendência de alta dos preços agrícolas, como soja e milho, está ajudando a compensar a queda na cotação do suíno, afetada pelas notícias da gripe. A soja, por exemplo, atenuou as perdas que a fazenda Anália Franco, de Itapetininga (SP), teve com a suinocultura. Com uma produtividade de 3,2 mil kg de soja por hectare – boa para o padrão de terras para a região em cultura não irrigada -, a fazenda vendeu a saca de 60 Kg por R$ 50. “É um preço excelente”, diz o gerente de produção da fazenda, Fernando Chavarelli Galvão.
Segundo ele, o mercado de soja respondeu a problemas climáticos ocorridos na Argentina, Uruguai e Paraguai. A expectativa é de uma reação no preço do milho que, na sexta-feira, estava cotado a R$ 20 na região. Na safra de 2008, a saca de milho chegou a R$ 27, mas há duas semanas tinha atingido R$ 18. Leia o resto do artigo »
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Postado em 11 dEurope/London maio dEurope/London 2009
Fonte: Conversa Afiada
. É sempre um prazer ler os artigos de Pedro Malan.
. Malan é um dos poucos economistas brasileiros que sabe escrever.
. (Não fosse ele da PUC, do Rio …)
. Pena que, em oito anos de intensa convivência, Fernando Henrique Cardoso não tivesse aprendido a escrever com Malan.
. O Serra, então, nem se fala.
. Ler o José Serra é como fazer tratamento de canal.
. Este domingo, na pág. 2, o Estadão publica “Respostas à crise – nós e os outros”, de Malan.
. A certa altura ele diz:
“No Brasil … não temos problemas graves em nossas contas externas. Não tivemos, e não temos, bolhas imobiliárias e crises de crédito … Não temos, de forma complacente, a percepção de que basta o Banco Central reduzir os juros nominais para evitar a crise. Por último, mas não menos importante, resolvemos os problemas sérios de solvência no nosso sistema financeiro privado e público há mais de uma década …”
. Adiante, Malan defende a tese de que o Brasil (leia-se Lula) prefere a estatização ao mercado.
. Essa é uma outra história. Leia o resto do artigo »
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Postado em 11 dEurope/London maio dEurope/London 2009
Fonte: O Estado de São Paulo
Por Márcia De Chiara
Agricultura se recupera e pode repetir 2008 : Com alta dos preços internacionais, previsões são de que receita total chegue a R$ 156 bilhões neste ano
A alta recente dos preços internacionais dos produtos agrícolas aponta para uma recuperação rápida da agricultura brasileira. No final de 2008, com a crise financeira no auge, as previsões eram de queda de 7% na renda do campo em 2009. Agora, a projeção oficial é de que a receita chegue a pelo menos R$ 156 bilhões, resultado apenas 3% abaixo do obtido em 2008, informa a repórter Márcia De Chiara. “A tendência é de que a renda agrícola não sofra uma queda tão grande e possa até se igualar à do ano passado, que foi recorde”, diz o coordenador-geral de planejamento do Ministério da Agricultura, José Garcia Gasques. Nos últimos 30 dias, a cotação da soja subiu 13%. A do açúcar, 18%. E a do algodão, 22%. Hoje o principal temor no campo é de que a valorização persistente do real ante o dólar acabe corroendo os ganhos. “Estamos contentes, mas preocupados”, afirma o presidente da Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso, Glauber Silveira. Leia o resto do artigo »
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Postado em 11 dEurope/London maio dEurope/London 2009
Luís Nassif (blog)
Na Secretaria Especial de Acompanhamento Econômico, Roberto Mangabeira Unger tem se comportado como uma espécie de provocador de ideias de todo o governo. Vai de um lado para o outro, identifica ideias inovadoras, agita na imprensa e espera que, daí, as ideias frutifiquem.
É uma ação meio guerrilheira, em função da falta de instrumentos que permitam compatibilizar planejamento de longo prazo com o dia a dia da gestão pública. Mesmo assim, tem cumprido seu papel.
Um dos últimos documentos gerados foi o paper “O desenvolvimento do Nordeste como projeto regional”. Leia o resto do artigo »
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Postado em 8 dEurope/London maio dEurope/London 2009
Fonte: Blog de José Paulo Kupfer
Entre os pilares do neoliberalismo econômico destaca-se o protagonismo dos bancos centrais. As conseqüências relevantes desse fato estão sendo bem conhecidas agora, no cotidiano econômico, e, portanto, não é preciso perder muito tempo com a descrição do fenômeno e dos desastres que produziu.
Uma das mais esdrúxulas expressões desse protagonismo é o estilo desenvolvido pelos Bancos Centrais para comunicar suas decisões à praça. Forjou-se o mito de que a “coordenação de expectativas” a que os BCs deveriam se dedicar, incluía o recurso a uma linguagem cifrada, típica dos oráculos, presumivelmente só acessível aos iniciados.
A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), como se diria em coponês, superou as expectativas do contexto comunicativo anteriormente registrado, abrindo perspectivas relativamente ainda mais complexas do que a localizadas na mediana das atas publicadas para o entendimento de seus propósitos. Leia o resto do artigo »
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