Convenções do desenvolvimento
Postado em 22 dEurope/London maio dEurope/London 2009
Por Fabio Erber
Postado em Conjuntura, Desenvolvimento, Destaques da Semana, O que deu na Imprensa, Política Econômica, Política Social | Sem Comentários »
Postado em 22 dEurope/London maio dEurope/London 2009
Por Fabio Erber
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Postado em 22 dEurope/London maio dEurope/London 2009
A manchete da Folha de S.Paulo estampa: “Petrobras gastou R$ 47 bi sem licitação em seis anos”. Tiro à queima roupa. Vamos, portanto, à CPI. Quem for brasileiro que siga Arthur Virgílio. Mas, aí, vem o maldito segundo parágrafo: “Amparada por decreto presidencial editado por Fernando Henrique Cardoso em 1998 e em decisões do Supremo Tribunal Federal, a petroleira contratou sem licitação….”. Entre 2001 e 2002, no governo FHC, a empresa contratou cerca de R$ 25 bilhões sem licitações, em valores não atualizados. O artigo é de Leandro Fortes, no blog Brasília, eu vi.
Por Leandro Fortes – Brasília eu Vi
Eu estava mesmo querendo falar sobre essa incrível cruzada ao fundo do poço que a oposição, PSDB à frente, decidiu empreender contra a Petrobras, justo no momento em que a empresa se posiciona como uma das grandes do planeta. Sim, a inveja é uma merda, todo mundo sabe disso, mas mesmo a mais suntuosa das privadas tem um limite de retenção. Como não se faz CPI no Brasil sem um acordo prévio com publishers e redações, fiquei quieto, aqui no meu canto, com meus olhos de professor a esperar por um bom exemplo para estudo de caso, porque coisa chata é ficar perdido em conjecturas sem ter um mísero emblema para oferecer aos alunos ou, no caso, ao surpreendente número de pessoas que vem a este blog dar nem que seja uma olhada. Pois bem, esse dia chegou.
Assinante do UOL há cinco anos, é com ele que acordo para o mundo, o que não tem melhorado muito o meu humor matutino, diga-se de passagem. De cara, vejo estampada, em letras garrafo-digitais, a seguinte manchete:
Petrobras gastou R$ 47 bi sem licitação em seis anos Leia o resto do artigo »
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Postado em 22 dEurope/London maio dEurope/London 2009
Por Maria Conceição Tavares
A financeirização da riqueza passou a ser, deste a década de 1980, um padrão sistêmico globalizado em que a valorização e a concorrência no capitalismo operam sobre a dominância da lógica financeira. Esta lógica originou-se nos EUA e transferiuse para Londres, no Euromercado na década de 70. Regressou à Nova York na década de 80 com a diplomacia do dólar forte e tornou-se a lógica da globalização financeira. Ao alcançar Tóquio, no final da década de 80, acabou pondo em risco o capitalismo organizado japonês e o seu “produtivismo triunfante”, levando o Japão à maior crise do pós-guerra, na década de 90. Finalmente a lógica da financeirização está sendo posta em tela de juízo na atual crise mundial.
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Postado em 21 dEurope/London maio dEurope/London 2009
Fonte: Folha de S. Paulo
Por Marcio Pochmann
A presença renovada do Estado se faz necessária. Mas seria equívoco tratar o Estado com as mesmas premissas do século passado
A visão do Estado atuando em contraposição às forças de mercado se tornou anacrônica diante dos desafios das nações neste começo do século 21.
Pela globalização, por exemplo, diversos países voltaram a se especializar no uso intensivo dos recursos naturais e da produção de contido custo do trabalho, comprometendo o avanço de projetos nacionais capazes de incluir a totalidade de suas populações nos frutos da modernidade.
No Brasil da última década, a prevalência da premissa de que menos Estado representaria mais mercado teve convergência com o modelo de sociedade para poucos. E a contenção do Estado produziu o encolhimento do próprio setor privado nacional (bancos e empresas não financeiras), cada vez mais dominado por corporações estrangeiras.
Com a redução dos bancos públicos, acompanhada da brutal diminuição dos bancos privados nacionais, e o esvaziamento das firmas nacionais entre as maiores empresas no país, parcela crescente da riqueza deixou de ser compartilhada com a nação.
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Postado em 20 dEurope/London maio dEurope/London 2009
Fonte: Carta Capital
Por Delfim Netto
Uma das perguntas mais interessantes, das que se apresentam aos brasileiros, é a seguinte: a visível continuidade da política macroeconômica do governo Lula com relação à de FHC mostra que nada mudou, que apenas tivemos mais do mesmo? Significaria essa realidade uma traição aos ideais socialistas do Partido dos Trabalhadores, como murmuram na sombra alguns ex-quase grandes revolucionários?
Desde a sua origem, o Partido Comunista Brasileiro refletiu as desventuras da esquerda europeia e seu precário cimento de um marxismo superficial e duvidoso, que teria infartado o pobre Karl. Sempre houve, no Brasil, uma oposição de esquerda (até católica) ao PCB.
Boa parte do pensamento marxista brasileiro, refletindo a oposição ao centralismo autoritário, dividiu-se entre trotskistas, luxemburguistas, kautskystas e tutti quanti…
O Partido dos Trabalhadores é uma organização quase autóctone construída em São Bernardo do Campo por um gênio político de extração católica. Ele recolheu em seu seio vários grupos de oposição e seduziu a esquerda intelectual, que tentou controlá-lo sem nenhum sucesso. Sonhou, originalmente, transformar o Brasil em um país socialista e democrático com pluralidade partidária… Leia o resto do artigo »
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Postado em 20 dEurope/London maio dEurope/London 2009
Bolhas de euforia
Por Antonio Luiz Monteiro Coelho da Costa
Uma euforia inconsistente toma conta do planeta e alimenta a nova bolha de especulação
The Economist: por enquanto, a França estatizante sai-se melhor que o liberal Reino Unido
De repente, a pior crise financeira desde 1929 pareceu desfazer-se no ar. De dois meses para cá, os índices das bolsas se recuperaram de 30% a 40%, as commodities voltaram a subir, as manchetes dos noticiários econômicos mudaram de tom e de assunto e tudo parece se passar como se os negócios já estivessem de volta ao normal. Se fosse realmente assim, seria bem estranho, talvez mesmo o caso de atribuir virtudes milagrosas ao novo presidente dos EUA.
Deixemos de lado as comparações com a Grande Depressão, que durou 43 meses – de 1929 a 1933 -, não considerada a “recaída” de 1937-1938. A duração média de uma recessão nos Estados Unidos do pós-guerra tem sido de dez meses, chegando a dezesseis nas crises dos dois choques do petróleo, o de 1973 e o de 1979. Considerando que a crise iniciou no fim de 2007, apesar de só bem mais tarde ter sido claramente reconhecida, mal se completou a duração típica de uma crise de maior importância.
Falando de bolsas, a duração média das quedas prolongadas, bear markets no jargão de Wall Street, foi de cerca de 15 meses no pós-guerra, chegando a 21 ou 22 nos casos mais graves, inclusive os choques do petróleo (33 meses em 1929). Visto que o último pico foi atingido em outubro de 2007, seria realmente insólito se o fundo do poço já houvesse sido superado. Quando o Índice Standard & Poor’s chegou a assustadores 666 pontos (6 de março) e o Dow Jones a 6.440 (9 de março), mal haviam se completado 17 meses ladeira abaixo. Leia o resto do artigo »
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Postado em 18 dEurope/London maio dEurope/London 2009
Para economista, juros cobrados pelos cartões de crédito são “agiotagem pura”
Fonte: Monitor Mercantil
“Nos cartões de crédito o que ocorre é agiotagem pura.” A afirmação é da economista Beatriz Dias David, da Uerj, ao comentar o aumento da inadimplência da pessoa física em abril: 8,9%, na comparação com o mesmo mês de 2008, chegando a 10,8% nos primeiros quatro meses de 2009, em relação a igual período do ano passado.
A economista criticou também a insistência do governo em apostar no endividamento das famílias como principal meio de aquecer a economia. Leia o resto do artigo »
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Postado em 18 dEurope/London maio dEurope/London 2009
Fonte: Jornal do Brasil
Por Norma Moura
O Brasil corre o risco de um apagão científico. A constatação vem de especialistas ligados à área científica e tecnológica. Eles denunciam que estudos sobre biofármacos, o desenvolvimento do trem de levitação magnética do Rio de Janeiro e até projetos voltados para a exploração da camada pré-sal estão ameaçados de não saírem do papel. A ameaça, apontam, vem das mudanças na atuação das fundações de apoio às universidades federais.
As regras impostas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) no ano passado impedem as fundações de apoio de receberem diretamente recursos para projetos, como vinha acontecendo. Essa mudança teria provocado a escassez dos recursos para a investigação científica e aumentado a burocracia para a gestão das propostas. O resultado, dizem os pesquisadores ouvidos pelo JB, é uma apatia no meio acadêmico, com cientistas trocando os laboratórios pelas salas de aula e a interrupção de pesquisas em vários campos.
- A situação está difícil. Os professores estão com medo de gerir projetos por causa da falta de segurança jurídica advinda de interpretações conservadoras da lei das fundações – diz Marco Antônio Raupp, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Leia o resto do artigo »
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