Postado em 18 dEurope/London junho dEurope/London 2009
Fonte: Agência Fapesp
Por Thiago Romero
Açúcar, etanol, eletricidade, plásticos e hidrocarbonetos. Para Marcos Jank, presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), essa é a rota de utilização da cana a ser seguida pelas atividades de pesquisa científica e tecnológica nos próximos anos.
Em palestra no Workshop on the Impact of land use change and biofuel crops on soils and the environment, promovido pelo Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN) nesta terça-feira (16/6), na sede da Fundação, Jank apontou novos potenciais da cana-de-açúcar.
“É muito provável que, daqui a dez anos, o Brasil esteja investindo em estudos e na produção de hidrocarbonetos a partir de açúcares convencionais, quando a cana poderá dar origem a um combustível de terceira geração, principalmente se o preço do petróleo voltar a patamares elevados”, disse.
“Essas novas rotas de utilização da cana são uma possibilidade extremamente concreta e bem próxima da realidade. Pelo menos uma dezena de empresas americanas está investindo pesadamente nessa área, seja por vias biológicas ou não biológicas. Essa nova fronteira acontecerá tão mais rápido quanto maiores forem a escassez do petróleo e os problemas do clima”, afirmou. Leia o resto do artigo »
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Postado em 18 dEurope/London junho dEurope/London 2009
“E enquanto não tivermos industrialização os empregos gerados continuaram sendo de no maximo 2 salarios minimos ” – Requião
Governador do Paraná defende investimento maciço no setor produtivo para transpor os efeitos da crise econômica internacional
Fonte: Brasil de Fato Brasil de Fato
Por Mário Augusto Jakobskind
O Governador do Paraná, Roberto Requião, acredita que o Brasil está numa encruzilhada: ou se fazem fortes e maciços investimentos industriais, criando condições para o desenvolvimento real, ou “selamos a nossa história como meros produtores de commodities agrícolas, consolidando augusta presença no mundo subdesenvolvido, do atraso, da periferia”. E, se isso acontecer, acrescentou, o Brasil se reduzirá a espaço para as plantationsdas multinacionais”.
Essa opinião foi apresentada por Requião no seminário “Alternativas para o Brasil enfrentar a crise”, evento realizado na Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Rio de Janeiro, e organizado por dez entidades, entre as quais o Conselho Regional de Economia, além do jornal Monitor Mercantil.
No entender de Requião, uma das medidas para se enfrentar a crise financeira cada vez mais presente no setor produtivo da economia brasileira é a estatização do crédito. O governador defende que, em vez de repassar dinheiro para os bancos investirem em títulos do Tesouro, o Estado deve conduzir uma política de financiamento extremamente agressiva, forçando também o sistema bancário a abrir linhas de crédito para ao empresariado brasileiro, especialmente para a indústria. Requião cobrou a efetivação de uma política industrial, que nunca sai do papel, e lembrou o que considerou óbvio, ou seja, que “sem industrialização não há desenvolvimento”. Leia o resto do artigo »
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Postado em 17 dEurope/London junho dEurope/London 2009
Fonte: Monitor Mercantil
Brasil teve déficit de US$60 bilhões em metal-mecânica, química e alimentos.
“O Brasil não é um país industrilizado, apenas detém alumas regiões desenvolvidas”. Afirmação do economista Gustavo Santos em entrevista exclusiva ao Monitor Mercantil . A defesa parte de um estudo no qual se propõe o desenvolvimento de indústrias dos setores metal-mecânico, químico e eletrônico na região Nordeste, a exemplo dos países desenvolvidos.
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Postado em 17 dEurope/London junho dEurope/London 2009
Por Antonio Delfim Netto
Fonte: Valor Econômico (16/06/2009)
As manchetes de 11 de junho de todos os grandes jornais nacionais foram as mesmas e desapontadas: “O Comitê de Política Monetária do Banco Central surpreendeu o mercado com uma redução da taxa Selic de cem pontos”. Não é nenhum absurdo supor que, provavelmente, caberia uma redução de 150 pontos. Por que, então, a “surpresa e o desapontamento”? Apenas porque a “inteligência” numérica majoritária do famoso “mercado financeiro”, apurada em amostragens televisivas, havia precificado (do alto da sua “ciência” monetária), que ele deveria ser de 75 pontos!
Como nossa memória é curta, convém lembrar que, em setembro de 2008, quando a economia mundial estava se desintegrando e reduzindo sua taxa de juros, o hígido sistema bancário brasileiro, sem o conforto que poderia ter recebido do Banco Central, importou a crise: suspendeu o crédito interbancário, arrasou o setor real e teve de suportar o aumento da taxa de juros Selic recomendada pela mesma alta “ciência monetária” do Copom!
Este é o momento próprio para que as comissões de Economia do Congresso, o poder político a quem o Banco Central é subordinado, solicitem ao Copom as cópias dos votos individuais dos seus membros, para que a sociedade brasileira possa entender não apenas as divergências entre eles, que são naturais e até saudáveis, mas as razões pelas quais (ou seja, a informação factual, a justificativa teórica e as hipóteses sobre o desenvolvimento futuro da economia) votaram. Leia o resto do artigo »
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Postado em 15 dEurope/London junho dEurope/London 2009
Fonte: O Estado de S. Paulo
O Brasil aplicará, nos próximos dias, US$ 10 bilhões em títulos do Fundo Monetário Internacional (FMI), tornando-se credor da instituição, anunciou o ministro da Fazenda, Guido Mantega. A decisão é possibilitada pela solidez das contas externas e atende à conveniência de diversificar as reservas cambiais, que atingiram US$ 204,6 bilhões em 9 de junho. O diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, enfatizou que “o Brasil mais uma vez reafirma seu forte papel de liderança entre as economias emergentes”.
Com o anúncio, o País cumpre compromisso assumido na reunião de cúpula do G-20, em Londres, em abril. O FMI deverá receber aportes de US$ 750 bilhões para enfrentar a crise e financiar a retomada, sobretudo do comércio global. Do montante total, US$ 500 bilhões deverão ser aportados pelos países-membros do G-20. No grupo dos Brics, a China comprometeu-se a aplicar US$ 50 bilhões e a Rússia, US$ 10 bilhões, mas a Índia ainda não anunciou o montante. Os Estados Unidos se comprometeram a destinar US$ 108 bilhões ao FMI, mas o Congresso ainda não aprovou a aplicação dos recursos. Leia o resto do artigo »
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Postado em 15 dEurope/London junho dEurope/London 2009
Estão atrasadas 18 obras de construção de hidrelétricas no país
Fonte: O Globo
Por Gustavo Paul
A despeito do discurso otimista do governo, a expansão do sistema elétrico nacional está esbarrando em entraves ambientais e jurídicos envolvendo questões indígenas. Aguardando esse sinal verde, o país está deixando de iniciar a construção de hidrelétricas capazes de produzir cerca de 19,5 mil megawatts (MW) de energia nos próximos anos, quase 20% da atual capacidade de geração brasileira. De acordo com dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), estão atrasados pelo menos 18 empreendimentos hidrelétricos, que representam três vezes a potência das duas usinas do Rio Madeira – Jirau e Santo Antonio – em Rondônia, as maiores obras do setor em andamento. As novas hidrelétricas são consideradas fundamentais para possibilitar o crescimento do país, a um custo menor, na comparação com outros tipos de geração de energia.
Jirau, com seus 3.300 MW de potência, deixou de fazer parte da conta dos atrasados no início de junho, mas protagonizou um episódio exemplar dos problemas vividos pelo setor elétrico. Por semanas, a empresa Energia Sustentável do Brasil travou uma queda de braço com os governos de Rondônia e de Porto Velho em torno da mitigação do impacto ambiental. Enquanto isso, a obra ficou parada. Só depois de se comprometer a pagar mais R$114 milhões em ações para prefeitura e estado, a obra foi liberada pelo Ibama. Leia o resto do artigo »
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Postado em 15 dEurope/London junho dEurope/London 2009
Por Adriano Benayon *
Barack Obama anunciou programa para gerar “mais de 600 mil empregos”, sendo 135 mil na educação. Seriam investidos US$ 787 bilhões por agências federais em obras de parques nacionais, aeroportos, estradas, escolas e centros médicos para veteranos.
Parece impressionante, mas há que avaliar o plano nos contextos da depressão econômica, eufemisticamente chamada de recessão, e do caos financeiro. Este é alimentado: 1) pelos derivativos e outros títulos podres, que não param de surgir; 2) pelas desbragadas emissões monetárias; 3) pela dívida federal que ascende a US$ 15,5 trilhões este ano.
A depressão tende a ser mais profunda que a dos anos 30, a menos que: 1) se reedite nos EUA algo parecido com a 2ª Guerra Mundial, quando se mobilizaram 14 milhões de homens; ou, 2) a menos que se realize a desconcentração do sistema financeiro e da indústria e que o Estado use seu direito de criar moeda para financiar nova infra-estrutura e estruturas tecnológica e industrial para produzir bens e serviços capazes de atender ao bem-estar da sociedade em seu conjunto. Leia o resto do artigo »
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