Postado em 22 dEurope/London junho dEurope/London 2009
Trabalhadores, produtores e governo selam pacto para melhorar as condições de trabalho e a imagem do etanol
Fonte: O Estado de S. Paulo
Por Mariana Barbosa
O famoso “gato” , intermediador de mão de obra na agricultura, está com os dias contados nos canaviais. Acabar com o gato e com a terceirização de mão de obra – grandes responsáveis pela precarização do trabalho no setor – faz parte do “Compromisso Nacional da Cana” que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lança em Brasília na próxima quinta-feira. Negociado durante mais de um ano por representantes dos trabalhadores, de produtores e do governo federal, o compromisso não tem poder de lei, mas visa estimular melhores práticas a partir da adesão voluntária dos produtores de cana.
“Este acordo é uma grande conquista para o País e ganha ainda mais importância por se tratar de uma categoria que costuma ser notícia por razões negativas, como as mortes no transporte, nos anos 80 e, mais recentemente, pela questão da exaustão”, diz o presidente da Federação dos Empregados Rurais Assalariados do Estado de SP (Feraesp), Elio Neves, ex-cortador de cana que pegou no facão pela primeira vez aos 13 anos. “O acordo tem 51 itens e traz compromissos que estão, em alguns casos, acima da legislação.”
A cana é a maior empregadora de mão de obra da agricultura brasileira. São 528,4 mil trabalhadores, dos quais 75% são trabalhadores manuais. Mas a profissão centenária – os primeiros cortadores vieram da África junto com a cana, introduzida no Brasil por Martim Afonso de Souza em 1532 – está ameaçada pelo progresso. A mecanização, que acaba com as queimadas, uma das exigências para o etanol ser reconhecido como uma fonte de energia realmente limpa, deverá eliminar, até 2017, 119 mil postos de trabalho no setor. Leia o resto do artigo »
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Postado em 22 dEurope/London junho dEurope/London 2009
Fonte: O Estado de S. Paulo
ENTREVISTA- Guido Mantega: ministro da Fazenda
David Friedlander e Leandro Modé
A queda de braço entre o governo e os bancos privados por causa do spread (diferença entre o custo que o banco paga na captação do dinheiro e o juro que cobra do cliente) esquentou. Depois de muita pressão, as instituições financeiras passaram a dizer que desejam baixar o spread, mas não conseguem em razão do peso elevado dos impostos e do depósito compulsório em seus custos. Nesta entrevista, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, contesta esse argumento sem fazer rodeios. “Os bancos têm margem para baixar o spread sem precisar de redução da cunha fiscal ou do compulsório”, afirma.
Bem-humorado com o desempenho acima da média do Brasil na crise econômica global, Mantega só mostra desconforto quando fala do câmbio e das mudanças anunciadas para a caderneta de poupança. No primeiro caso, afirma que está preocupado mas, no momento, não há nada a fazer. Sobre a poupança, deu a entender que o anúncio de mudanças nas regras é complicado, assusta as pessoas e trouxe algum desconforto ao governo. A seguir, os principais trechos da entrevista. Leia o resto do artigo »
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Postado em 22 dEurope/London junho dEurope/London 2009
Por Luiz Carlos Bresser-Pereira
Fonte: Folha de SP (22/06/09).
Ninguém pode assegurar que as políticas adotadas serão suficientes para tirar a economia mundial da crise
AINDA estamos em plena crise financeira global. A previsão de crescimento para os países ricos é negativa; para os países em desenvolvimento, excluídos a China e a Índia, deverá estar próxima de zero. O Brasil, ainda que menos atingido, não é exceção: ficará também sem crescimento do PIB em 2009.
Em toda parte o desemprego continua a aumentar. Para os países ricos, a previsão é que em meados de 2010 suas economias começarão a reagir, mas só saberemos se isso é verdade no último quartil do ano. É consenso que esta é a crise econômica mais grave que o mundo enfrenta desde a Grande Depressão de 1930.
Existe também razoável consenso em relação a sua principal causa. Não se limitam apenas ao fato de que os sistemas financeiros são inerentemente instáveis, de que os mercados financeiros são opacos facilitando a especulação e o surgimento de euforias ou de bolhas seguidas por pânico e recessão. Leia o resto do artigo »
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Postado em 22 dEurope/London junho dEurope/London 2009
Banco do Brasil, que tem tradição no crédito ao setor, deve ser gestor de novo fundo; PIB agrícola recuou 2,26% com a crise
Medida faz parte dos planos do governo para reaquecer a economia do país e chegar com mais força à eleição presidencial do próximo ano
Fonte: Folha de São Paulo
Por KENNEDY ALENCAR e EDUARDO SCOLESE
O governo federal prepara a criação de um fundo garantidor para o agronegócio, a exemplo de medida adotada recentemente para estimular o crédito a micro e pequenas empresas.
A ideia é que o Banco do Brasil, que tem tradição na concessão de crédito rural, seja o gestor do fundo. O valor, ainda em estudo, oscila entre R$ 7 bilhões e R$ 10 bilhões.
Os ruralistas alegam que a crise internacional e as dívidas agrícolas acumuladas nos últimos anos frearam novos empréstimos bancários. Assim, o fundo entraria como uma espécie de avalista para os produtores endividados. Leia o resto do artigo »
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Postado em 19 dEurope/London junho dEurope/London 2009
Fonte: Valor
Por Chico Santos
A crescente expectativa do mercado brasileiro e internacional quanto às perspectivas de produção de petróleo na camada pré-sal é o principal fator que explica a reunião de 636 empresas de 34 países para quatro dias de exposição, que terminam amanhã, em uma área de 31 mil metros quadrados de Macaé, Rio de Janeiro, principal centro da indústria do petróleo do país.
Empresas como a suíça Sulzer, cuja filial brasileira prepara-se para fabricar bombas centrífugas para injeção de água em poços (para aumentar a pressão dos reservatórios) de até sete megawatts de potência que deverão ser usadas nos campos do pré-sal. Ou como a francesa Bardot, que espera fechar até julho seu primeiro contrato no Brasil, fornecendo para a Petrobras envoltórios especiais para proteção de equipamentos que irão operar nas altas pressões do campo de Tupi, se sua parceira Technip vencer a licitação da estatal. Leia o resto do artigo »
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Postado em 19 dEurope/London junho dEurope/London 2009
Fonte: Valor
Por Luiz Sérgio Guimarães
O dólar ameaçou ontem retomar a fronteira de R$ 2,00 perdida no fim de maio. A moeda chegou a ser cotada por até R$ 2,00, em valorização de 1,73% em relação ao R$ 1,9660 da véspera. Mas o movimento de alta matinal, reflexo do desmonte de posições na Bovespa e em renda fixa, não resistiu a anúncio feito pelo Banco Central de que, dependendo da demanda, estaria disposto a rolar US$ 2,121 bilhões em contratos de swaps cambiais que vencem no dia 1º. Após pesquisa de demanda feita no fim do expediente, decidiu leiloar hoje o equivalente a US$ 1,75 bilhão. Essa predisposição do BC em assumir uma posição de compra no mercado futuro suspendeu provisoriamente a arrancada. É que, para rentabilizar os swaps, a base de partida do dólar precisa ser baixa. Foi por isso que a moeda fechou em queda de 0,10%, a R$ 1,9640. Apesar da frenética volatilidade, a tendência básica é de apreciação do dólar. Os corretores acreditam que a moeda retornará ao preço acima de R$ 2,00 em breve. A razão principal ainda é o parcial esvaziamento da minibolha que vinha inflando os preços de ações, de commodities e de moedas de emergentes. Os fundos voltaram a se refugiar em ativos denominados em dólar. Leia o resto do artigo »
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Postado em 19 dEurope/London junho dEurope/London 2009
Fonte: Correio da Cidadania
Por Gabriel Brito e Valéria Nader*
Depois de escabrosas e evidentes irregularidades da época da privatização, cujas vantagens apregoadas seguem desconhecidas do grande público, a Companhia Vale do Rio Doce voltou a ser alvo de denúncias no Senado. Desta vez por diversas irresponsabilidades ambientais, dentre outras, apontadas por três advogados trabalhistas da cidade de Parauapebas-PA (Carlos Viana Braga, Geraldo Pedro de Oliveira Neto e Rubens Motta de Azevedo Moraes Júnior).
Comprovados como estão, e de total conhecimento público, os prejuízos ao meio ambiente causados pela empresa – contrariamente ao apregoado nas várias incursões midiáticas da Vale -, o Correio da Cidadania conversou com duas importantes figuras das regiões de atuação da Vale – das poucas que ainda combatem as mazelas provocadas pela multinacional que, desde sua privatização, provoca danos ambientais e sócio-econômicos crescentes ao país, repassando a seu critério os ‘royalties’ devidos ao governo e criando nichos de miséria por onde seus tratores escavam.
Na entrevista que se segue, o jornalista Rogério Henrique de Almeida e o cientista social Raimundo Gomes da Cruz Neto, também agrônomo, tentam explicar por que um dos símbolos máximos da exploração no Brasil ainda causa tanta desgraça na vida de milhares de brasileiros, ao mesmo tempo em que seu prestígio segue intacto com todos os governos que cruzam seu caminho. Leia o resto do artigo »
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Postado em 18 dEurope/London junho dEurope/London 2009
Fonte: Correio da Cidadania
Por Osvaldo Russo*
Alguns estudiosos – em nome de uma ciência supostamente desprovida de ideologia – consideram irracionais a condução da reforma agrária no Brasil e a agenda pautada pelo movimento sindical e pelos movimentos sociais, quer por sua “desatualização” histórica, quer por sua radicalidade e amplitude. Entre estes, há os que chegam a falar em cooptação de pesquisadores que prestam consultoria ao governo federal nessa área.
Essa argumentação não é justa nem verossímil, pelo menos entre aqueles que se destacam no meio acadêmico por sua produção científica independente ou mesmo por sua militância política engajada na defesa da reforma agrária. Esse tipo de ataque parece somar-se à nova ofensiva contra o governo Lula e os movimentos sociais que lutam pela reforma agrária, com a tentativa de sua criminalização pelos setores conservadores, que procuram impor e antecipar a sua agenda política para 2010. Há interesses, idéias e projetos em disputa e os consensos e dissensos se fazem a cada realidade e circunstância histórica, e não ao sabor de um pensamento único, ainda que sob inspiração científica.
Ao se focar equivocadamente o debate, perde-se a oportunidade de discutir sobre qual reforma agrária nos entendemos ou divergimos. Ou, ainda, se é possível e necessária ser feita alguma reforma agrária e qual. A crise do capital muda alguma coisa? A persistência de mobilizações, acampamentos e conflitos no campo sinaliza o quê? O sistema predatório do agronegócio é sustentável? O desenvolvimento com desigualdade é aceitável? A agricultura camponesa está fadada à economia de subsistência ou isso está mais associado ao modelo de sociedade imposto por uma classe ou grupo social? As políticas públicas de educação e de acesso à pesquisa e à tecnologia podem alterar o modo e a escala da produção camponesa? As formas associativas podem cumprir uma função econômica diferenciada e competitiva? As políticas públicas são equitativas? Leia o resto do artigo »
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