Postado em 12 dEurope/London agosto dEurope/London 2009
Fonte: Folha de S. Paulo
BALANÇA COMERCIAL DO LEITE NO PRIMEIRO SEMESTRE APURA DÉFICIT DE US$ 35,4 MILHÕES
Crise econômica mundial reduz demanda, custo de matéria-prima sobe e movimento de valorização do real traz apreensão
Por GITÂNIO FORTES
Depois de dois anos em que as exportações superaram as importações, em 2009 o setor de lácteos no Brasil ensaia sentir de novo o sabor azedo do déficit. No primeiro semestre, os embarques foram superados pelas aquisições de outros passados em US$ 35,4 milhões. Em igual período do ano passado, foi registrado um superávit de US$ 139,8 milhões.
Os números mostram que as exportações brasileiras de leite em pó -90% do total vendido pelas empresas do país- e de leite condensado entraram na lista das vítimas do agravamento da crise mundial.
O ainda lento ritmo de recuperação da economia global e o movimento de valorização do real ante o dólar ampliam a apreensão dos exportadores. Leia o resto do artigo »
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Postado em 10 dEurope/London agosto dEurope/London 2009
2 milhões de famílias fora da pobreza
Fonte: Jornal do Brasil
Por Gabriel Costa e Natalia Pacheco
Pessoas saem do programa por alcançarem renda superior à estabelecida para participantes
Alvo de críticas, elogios e polêmica no governo, na mídia e em meio à própria população, o Bolsa Família já possibilitou que até 2 milhões de famílias saíssem das condições de pobreza e extrema pobreza que caracterizam os beneficiários do programa.
De acordo com dados fornecidos ao Jornal do Brasil pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), desde o início do programa de transferência direta de renda com condicionalidades, em 2003, até julho deste ano, 1,96 milhão de famílias saíram do Bolsa Família por alcançarem um nível de renda per capita superior à estabelecida para o recebimento dos benefícios, de até R$ 140,00 por pessoa – ou porque já tinham renda acima desse patamar, por fraude ou equívoco.
Outras 50.643 pediram voluntariamente o desligamento do programa desde 2003, muitos também por não precisarem mais do benefício.
Essa debandada tem proporcionado a entrada de milhares de novos beneficiários, numa rotatividade silenciosa.
- O processo de transferência de renda tem proporcionado mudanças tanto do ponto de vista individual das famílias, mas também nas comunidades – destaca a secretária nacional de Renda e Cidadania do MDS, Lúcia Modesto, responsável pelo programa. Leia o resto do artigo »
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Postado em 10 dEurope/London agosto dEurope/London 2009
Fonte: O Estado de S. Paulo
Demanda da população de baixa renda leva ao crescimento das vendas, que pode chegar a 100% no 2.º trimestre
Por Raquel Landim
O mercado imobiliário brasileiro está se recuperando da crise, impulsionado pela demanda da população de baixa renda. As grandes incorporadoras relatam aumentos significativos nas vendas de casas e apartamentos no segundo trimestre do ano em relação ao primeiro. As taxas de crescimento variam de 10% a quase 100%, conforme os resultados prévios dos balanços das empresas.
Uma conjunção de fatores colabora para a retomada. Com a queda da taxa de juros e a volta do crédito, as incorporadoras recobram o fôlego financeiro para tocar as obras. Os clientes ficaram mais confiantes, ao perceberem que não vão perder o emprego e sua renda foi preservada, apesar da crise. As vantagens oferecidas pelo programa “Minha Casa, Minha Vida” também aquecem as vendas.
“O que oferecem hoje para a classe baixa não é o preço do imóvel, mas da prestação”, disse Marcos Levy, sócio da consultoria Sapiens. O fenômeno é similar ao que ocorreu nos eletrodomésticos e carros. Nos imóveis, os prazos eram longos, mas os preços continuavam salgados. A queda dos juros e os subsídios do programa do governo permitiram às empresas fixarem prestações que cabem no bolso da população pobre. Leia o resto do artigo »
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Postado em 7 dEurope/London agosto dEurope/London 2009
Por Luís Nassif
Há uma discussão retórica em torno do câmbio. No pano de fundo, estão dois modelos de desenvolvimento, beneficiando grupos distintos. O que importa para a discussão é saber qual modelo é mais adequado para o país como um todo.
No modelo livre-cambista, deixa-se a porteira aberta para a entrada e saída de capitais. Beneficia os detentores desses capitais internacionais – a maior parte dos quais capital brasileiro que saiu do país por diversas vias, inclusive por doleiros.
O principal argumento dos defensores desse modelo é que o Brasil não teria poupança interna suficiente para investir, necessitando assim de recursos externos.
É argumento capcioso por diversos motivos. O primeiro deles é que o capital de investimento, de fato, aquele que traz indústrias, moderniza a economia, não é de curto prazo. É um capital que aposta no longo prazo e não gosta de variações constantes do câmbio – como ocorre com economias expostas a esses fluxos de curto prazo. Portanto, os fluxos de curto prazo prejudicam a entrada de capitais de longo prazo. Leia mais…
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Postado em 7 dEurope/London agosto dEurope/London 2009
Por Rodrigo L. Medeiros e Manuel S. Jaufe
Fonte: Monitor Mercantil (07/08/2009)
Causa certo espanto a defasagem da condução da política monetária brasileira em relação aos desdobramentos da crise financeira iniciada em Wall Street. Todos devem se recordar de que, no início de outubro passado, a partir de uma ação coordenada, seis dos principais bancos centrais do mundo realizaram cortes simultâneos nas taxas básicas de juros.
Posteriormente, foram realizados novos cortes individuais pelos bancos centrais das economias industrializadas. Para a grande maioria dos casos, as taxas básicas de juros foram reduzidas ao patamar próximo de zero. Estímulos fiscais foram introduzidos no final de 2008 para conter a contração violenta das atividades econômicas inclusive no Brasil. Keynes foi redescoberto pela prática política.
Remando em sentido contrário, o Banco Central do Brasil (BCB) elevou a taxa básica de juros da economia no primeiro momento da crise, seguindo as expectativas pessimistas do mercado financeiro expressas no relatório de mercado Focus. Efeitos se fizeram sentir no câmbio e no balanço de pagamentos. Ao invés de influenciar positivamente as expectativas do mercado, o BCB replicou na prática as expectativas do mesmo. O mercado financeiro falava “em pressões de demanda” no início da crise financeira. Leia o resto do artigo »
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Postado em 7 dEurope/London agosto dEurope/London 2009
Fonte: Valor
Por Marcio Pochmann
No início dos anos 80, a crise da dívida externa no Brasil não interrompeu apenas o mais bem-sucedido ciclo de expansão industrial da periferia do capitalismo mundial. Representou também o fim de uma maioria política consagrada desde a Revolução de 30 em torno da construção do projeto nacional de desenvolvimento.
Essa maioria política não foi necessariamente democrática, tendo permanecido somente 22 anos sob o regime de eleições gerais e diretas em 50 anos de forte expansão econômica. Tampouco se mostrou engajada com a redistribuição da renda e riqueza geradas, tendo descartado, sempre que possível, a realização das chamadas reformas civilizatórias (agrária, tributária e social) do século 20.
Na convergência de “fugir para frente” por meio do avanço das forças produtivas, a maioria política garantiu as condições necessárias para transformar o país da condição primário-exportadora para uma economia urbana e industrial quase que completa. Não fosse o desmanche da crise da dívida externa, o Brasil despontaria nos dias de hoje como a terceira maior economia do mundo. Leia o resto do artigo »
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Postado em 7 dEurope/London agosto dEurope/London 2009
Fonte: Correio Braziliense
Brasileiros entre 15 e 24 anos são os que mais sofrem com a falta de vagas. O desemprego é três vezes maior que entre os adultos
Por Vânia Cristino
A dificuldade dos jovens em conseguir um trabalho decente vai além da pouca experiência. A falta de emprego para a população entre 15 e 24 anos está ligada à escassez e à precariedade dos postos de trabalho, que os empurram para o mercado informal. Na informalidade, eles enfrentam jornadas excessivas e, muitas vezes, abandonam os estudos. Esse círculo vicioso, que não deixa o jovem chegar à idade adulta em condições de disputar um mercado cada dia mais competitivo, é diagnosticado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), cujo escritório no Brasil acaba de preparar um estudo sobre o Trabalho Decente e a Juventude no Brasil.
Segundo a chefe do escritório da OIT no Brasil, Laís Abramo, o mundo do trabalho é ainda mais perverso para as jovens mulheres negras que vivem nas periferias das grandes cidades. O índice de desemprego desse grupo chega a incríveis 30,8%, enquanto que a taxa entre os jovens, de 16,8%, já é quase três vezes superior à dos adultos. Leia o resto do artigo »
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Postado em 6 dEurope/London agosto dEurope/London 2009
Por Marcio Holland
Fonte: Valor Econômico (05/08/2009)
O Brasil é um país de renda per capita média, de acordo com a generosa classificação do Banco Mundial. Mesmo sendo a nona economia industrial do mundo, ainda produz pouco menos de 2% do PIB mundial e contribui com menos de 1,5% do comércio mundial. Mais do que isso, mesmo com uma pauta de exportações razoavelmente diversificada se comparada com a de outras economias da América do Sul, o Brasil é basicamente um exportador de commodities. Exportamos muito do mesmo, cada vez mais do mesmo. Até quando crescemos nosso comércio mundial, estamos lá exportando cada vez mais do mesmo. Somos definitivamente uma economia pequena e pobre. Nada de ilusões.
Para se ter uma ideia, em 1990, quando o Brasil exportava pouco mais de 2% do total exportado para a China, 45% de tais exportações eram de produtos primários e baseados em recursos naturais. Hoje em dia, mandamos para a China, nosso principal parceiro comercial individual, mais de 85% destes mesmos produtos. Quase nada de produtos manufaturados e de média e alta tecnologia. Cada vez menos destes para Estados Unidos e Europa. Aos nossos produtos manufaturados e de média e alta tecnologia restam ainda nossos vizinhos sul-americanos. Os chineses, ao contrário, inundam o mundo como o maior exportador mundial, lado a lado com a poderosa Alemanha, com produtos predominantemente de alta tecnologia. A China é hoje muito mais um retrato de nossa maldição de recursos naturais do que de oportunidades de negócios. Leia o resto do artigo »
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