Postado em 11 dEurope/London março dEurope/London 2010
Por Paul Krugman
Fonte: Estadão
Chegaram a mim boatos de que o Wall Street Journal teria publicado algo mais ou menos no seguinte sentido: “Krugman diz que os benefícios contra o desemprego não levam a um aumento no desemprego, mas em seu livro ele diz o contrário, nhé nhé nhé.” Será que eles são mesmo tão estúpidos assim? Provavelmente não – mas parecem pensar que você, leitor, é.
De todo modo, talvez agora seja um bom momento para explicar a diferença entre os fatores determinantes para a NAIRU – a taxa mínima de desemprego condizente com uma inflação estável – e os fatores determinantes para o desemprego num outro momento qualquer. Leia o resto do artigo »
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Postado em 10 dEurope/London março dEurope/London 2010
Por Carlos Lessa
Li com atenção, na semana passada, o diálogo do presidente Henrique Meirelles com Wall Street. Segundo o jornalista Alex Ribeiro, a pergunta recorrente foi “porque o mercado financeiro doméstico anda tão nervoso com câmbio e juros?”.
Aparentemente, a delegação do Banco Central viajou para garantir a imagem de um processo sucessório bem tranquilo. Certamente, a presença de Henrique Meirelles e sua palavra quanto ao processo sucessório foi absolutamente tranquilizadora. Afinal de contas, há pouco tempo, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, declarou que o dólar brasileiro deveria ficar a R$ 2,70. Segundo o ministro, com essa cotação o Brasil seria industrialmente competitivo com a China e com a Índia. Como nada aconteceu no mercado de câmbio, a dedução nossa e de Wall Street é que o presidente Meirelles tem controle total e completo sobre os juros e o dólar e sua presença em New York reitera a total confiança de Wall Street. Tanto é assim que banqueiros americanos afirmaram que decisões imediatas do BC sobre câmbio e juros já não afetam mais as decisões de investimentos estrangeiros no Brasil. A presença do presidente Meirelles foi a garantia de que “tudo continua como antes no Quartel de Abrantes” ou, como os ingleses em Gibraltar, o presidente Meirelles é inamovível. Clique aqui para ler mais.
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Postado em 10 dEurope/London março dEurope/London 2010
Por José Paulo Kupfer
Quem lê alguns dos meus textos recentes – “a inflação ainda não definiu o rumo”, “melhorar o Focus”, “você tem certeza de que já é hora de puxar o freio na economia”, “compulsório: por que voltou?” – pode ficar com a impressão de que estou entre os que acredita na hipótese de o Copom não ser obrigado, se de fato observar o rumo da conjuntura, a reiniciar tão cedo um ciclo de alta nos juros básicos. A esses, gostaria de dizer que, se dei essa impressão, ela é falsa. Clique aqui para ler mais.
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Postado em 9 dEurope/London março dEurope/London 2010
Por Yoshiaki Nakano
Com a recuperação da economia brasileira, as importações estão voltando a crescer rapidamente e as previsões são de um déficit em transações correntes de mais de US$ 50 bilhões neste ano. Mantida a tendência, o déficit poderá atingir US$ 80 bilhões em 2011, com déficit na balança comercial depois de muitos anos de superávit.
Além da recuperação econômica, esse quadro deve-se à sobreapreciação do real. O aumento do compulsório dos bancos comerciais e a sinalização clara, pelo Banco Central, de que a taxa de juros sofrerá elevação, deve agravar o quadro de sobre apreciação, pois a elevação da taxa de juros neutralizará os efeitos sobre os custos de IOF dos especuladores com o real. Volto a recolocar neste artigo algumas questões de fato muito simples para desmistificar a ideia de que a taxa de câmbio flutuante responderia antecipadamente a esse déficit, fazendo o ajuste necessário. Clique aqui para ler mais.
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Postado em 6 dEurope/London março dEurope/London 2010
Luiz Carlos Bresser-Pereira é um economista de muitas ideias na cabeça, todas contrárias à ortodoxia. Uma pode facilmente ser classificada como uma autêntica obsessão, conforme reconhece o professor da FGV-SP e ex-ministro da Fazenda (governo Sarney) e da Reforma Administrativa (FHC). “Há dez anos venho falando do equívoco que é o país crescer com poupança externa”, diz Bresser-Pereira, no confortável escritório onde recebe CartaCapital, em sua casa no bairro do Morumbi, em São Paulo. Cultivada em seminários mundo afora, sua ideia fixa ganhou corpo a ponto de virar um livro (Globalização e Competição, de 2009), com direito a versões em inglês, francês e, ainda no prelo, espanhol.
“Somente na introdução da edição espanhola cheguei ao nome da teoria que está por trás, que inventei depois do livro pronto, a Macroeconomia Estruturalista do Desenvolvimento.” Na entrevista a seguir, Bresser navega por essas e outras águas. Sempre sem perder a chance de alfinetar os seus colegas de ofício, em especial os “phdezinhos” de corte ortodoxo. Clique aqui para ler mais.
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Postado em 4 dEurope/London março dEurope/London 2010
Por José Dirceu
Superado o período agudo da maior crise econômica internacional desde 1929, o mundo entra em uma fase de constatação da real dimensão e efeitos do estouro da bolha imobiliária americana, com adequação e ajustes à nova realidade. Clique aqui para ler mais.
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Postado em 2 dEurope/London março dEurope/London 2010
Por Luiz Carlos Bresser-Pereira
Uma alternativa é financiar o aumento dos gastos do Estado nos países ricos com impostos adicionais e progressivos Nos países ricos -nos EUA, na União Européia, no Japão-, a recuperação depois da crise financeira global de 2008 é lenta e insuficiente. O desemprego continua crescendo e já está em torno de 10% da população economicamente ativa. Apenas as Bolsas se recuperaram; mas isso não decorreu da melhoria da economia real, e sim do fato que os bancos centrais baixaram os juros e inundaram seus países de liquidez.
Dessa forma, essa recuperação é antes causa de preocupação do que de alegria, porque indica novas bolhas especulativas. Clique aqui para ler mais.
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Postado em 2 dEurope/London março dEurope/London 2010
Roubini Global prevê que déficit em conta corrente vai dobrar este ano
Por Patrícia Campos Mello
O déficit em conta corrente do Brasil vai dobrar em 2010, deixando o País muito mais vulnerável às condições de financiamento externo. Essa é a previsão da consultoria Roubini Global Economics (RGE), do economista Nouriel Roubini, um dos poucos que previram a crise financeira mundial.Bertrand Delgado, economista da RGE responsável pela América Latina, prevê que o déficit vai passar do 1,55% atual para 3,1% do Produto Interno Bruto (PIB) no fim deste ano. “Não teremos risco de problema de balanço de pagamentos, mas a economia brasileira vai ficar muito mais sensível às condições de financiamento externo e ao apetite por risco global”, disse ele ao Estado, em teleconferência com investidores. Clique aqui para ler mais.
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