Postado em 28 dEurope/London agosto dEurope/London 2009
Fonte: Correio da Cidadania
Por Paulo Metri – conselheiro da Federação Brasileira de Associações de Engenheiros
De vez em quando, consulto Madame Natasha, porque gosto do ambiente místico e é instigante vê-la tentar cruzar a barreira do intransponível. É como se eu comprasse um bilhete de loteria e ficasse esperando ganhar o grande prêmio.
Pois bem, meu dia chegou. Na última sessão, olhando sua bola de cristal, ela começou a dizer: “Vejo um auditório com tudo branco, desde o chão, tablado, cadeiras, mesa principal, luminárias, até as roupas de todos os presentes. O auditório está cheio e na mesa principal, de frente para a platéia, estão quatro senhores. Porém, o auditório está em um local aberto, sem paredes, no meio de um grande céu azul”.
A partir deste ponto, ela passou a repetir a conversa deles. Apresento a seguir minhas anotações sobre esta conversa, citando os personagens que foi possível identificar, pelos seus nomes próprios, graças ao tratamento usado entre eles. Leia o resto do artigo »
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Postado em 27 dEurope/London agosto dEurope/London 2009
Fonte: Valor
Por Carlos Lessa
O Brasil tem uma péssima matriz de transporte de mercadorias e de pessoas. A modalidade rodoviária cumpre o papel de ligação entre as diversas regiões do país e não apenas tem um peso excessivo nas toneladas quilômetro (TKU) transportadas como também, ao longo dos anos, vem crescendo o percurso médio por tonelada produzida. O transporte por trilhos para o deslocamento inter e intraurbano de pessoas é insignificante. A maioria esmagadora dos deslocamentos é feita por veículos motorizados movidos a derivados de petróleo. A modalidade rodoviária tem custos duas a três vezes superiores à ferroviária, que é maior que a aquaviária.
Cerca de 80% da população brasileira é urbanizada e mais de 50% estão nas dez regiões metropolitanas do país. O crescimento da frota de veículos motorizados é maior do que a capacidade das cidades de providenciar melhoras no sistema de circulação urbana, o que faz com que nas regiões metropolitanas brasileiras as pessoas gastem, em média, mais de duas horas de deslocamento residência-trabalho-residência. Um bom sistema de transporte coletivo sobre trilhos seria uma forma de reduzir o desperdício existencial derivado do congestionamento de trânsito. Leia o resto do artigo »
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Postado em 27 dEurope/London agosto dEurope/London 2009
Fonte: Valor
Por Vera Saavedra Durão, do Rio
A Finame, agência de desenvolvimento do BNDES, já aprovou e liberou R$ 517,3 milhões referentes a 2012 operações realizadas via agente financeiro na compra de bens de capital dentro do Programa de Sustentação do Investimento. Lançado pelo banco em 27 de julho, o programa reduziu os juros destas operações para 4,5% e 7% ao ano, até dezembro.
Cláudio Bernardo Guimarães de Moraes, superintendente da área de operações indiretas do banco, disse ao Valor que a demanda por máquinas, equipamentos, ônibus e caminhões voltou a esquentar e poderá responder até o fim do ano por R$ 11 a R$ 12 bilhões da performance da Finame em 2009. De janeiro a julho de 2009, a Finame liberou R$ 11,6 bilhões, valor 12% abaixo do desembolsado no mesmo período de 2009. “Estes meses foram fracos, mas vamos conseguir reverter a queda e crescer no ano entre 5% e 10% em relação aos R$ 26,5 bilhões de 2008, graças ao novo programa “, previu o executivo do BNDES que cuida da Finame. Leia o resto do artigo »
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Postado em 26 dEurope/London agosto dEurope/London 2009
Fonte: Carta Capital
Por André Siqueira
É curioso o contorno que ganhou o discurso antiimpostos no Brasil. Estamos entre os campeões do mundo em desigualdade social, mas o discurso dominante é o de que cada centavo recolhido aos cofres públicos se destina a alimentar mensalões e salários de políticos corruptos. Tal argumento só fez recrudescer diante da possibilidade concreta de reedição da polêmica CPMF.
Também vejo excessos na gana arrecadatória do Estado brasileiro. Também considero injusto que uma parcela pequena da população seja mais sacrificada. Proponho, entretanto, deixar de lado a miopia com que se enxerga a questão e enriquecer com alguns fatos o debate. Leia o resto do artigo »
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Postado em 24 dEurope/London agosto dEurope/London 2009
Fonte: O Globo
Maior poder a Petrobras no pré-sal e Eletrobrás nas novas usinas cria incógnita sobre papel do setor privado
Por Gustavo Paul
BRASÍLIA. Além de estabelecerem o novo marco regulatório para o setor do petróleo, as regras que estão sendo desenhadas para a exploração da camada do pré-sal consolidam a estratégia governamental de recolocar o Estado brasileiro como protagonista do desenvolvimento econômico. Nos últimos sete anos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vem perseguindo essa meta. A decisão de dar à Petrobras privilégios no modelo do pré-sal – operadora única, com pelo menos 30% de participação em todos os blocos e possibilidade de operar exclusivamente campos estratégicos – se soma às ações adotadas recentemente em relação à Eletrobrás.
A estatal do setor elétrico ganhou maior poder de atuação no Brasil e no exterior e conseguiu emplacar suas subsidiárias como sócias das duas maiores usinas hidrelétricas em construção no momento: Jirau e Santo Antônio.
Por esse modelo, o poder público assume a função estratégica de planejamento e operador econômico, com a ajuda de suas controladas. Leia o resto do artigo »
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Postado em 24 dEurope/London agosto dEurope/London 2009
Fonte: O Globo
Mais de 35 milhões saíram da pobreza, mas concentração de renda persiste
Por Cássia Almeida e Letícia Lins RIO e RECIFE
Mais de 35 milhões de pessoas ultrapassaram a faixa da pobreza no Brasil nos últimos 40 anos. O milagre econômico da década de 70, o aumento do nível educacional, o fim da inflação, os programas de transferência de renda e a valorização do mínimo fizeram a parcela de pobres baixar dos inacreditáveis 68,4% da população em 1970, com 61,1 milhões de pobres, para 14,1% nos dias atuais. Mas esse número poderia ser bem menor se não fosse a persistência da verdadeira chaga da sociedade brasileira: a extrema desigualdade de renda.
O modelo de crescimento dos anos 70, patrocinado pelo governo militar, aumentou a concentração de renda, e a hiperinflação cobrou dos mais pobres um imposto alto.
Resultado: no século XXI ainda estamos correndo atrás dos indicadores de igualdade da década de 60. O Índice de Gini (quanto mais perto de zero, mais igualitário é o país), um dos principais medidores de desigualdade, mostra isso.
Em 2009, a taxa estava em 0,543, ainda acima do índice de 0,537 encontrado em 1960.
Esse será um dos temas abordados no seminário “Cenários e Perspectivas para o Brasil”, realizado amanhã no auditório do GLOBO, em comemoração aos 40 anos do caderno de Economia do jornal. O evento, que tem o patrocínio da CNI, será aberto pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, e os governadores do Rio e de Minas Gerais, Sérgio Cabral e Aécio Neves. No encontro, haverá debates com economistas e empresários. Leia o resto do artigo »
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Postado em 24 dEurope/London agosto dEurope/London 2009
Fonte: O Estado de S. Paulo
Crise mostrou a falta de viabilidade de projetos anunciados com pompa
Por Marianna Aragão
Anunciados com estardalhaço por grupos europeus nos últimos cinco anos, projetos turísticos no Nordeste enfrentam problemas para sair do papel. O boom de empreendimentos na região foi interrompido pelo impacto da crise nas empresas investidoras – caso, por exemplo, do grupo espanhol Sánchez, que pediu concordata no ano passado. Em outro caso, os incorporadores chegaram a vender os imóveis no exterior, mas nunca iniciaram a construção no País. “Houve uma corrida ao mercado, o que trouxe muitos aventureiros e provocou um excesso de oferta”, diz o presidente da Associação para o Desenvolvimento Imobiliário e Turístico do Nordeste Brasileiro (Adit), Felipe Cavalcante.
Recentemente, o jornal inglês The Times relatou a história de compradores na Inglaterra e Espanha, vítimas de golpes de investidores imobiliários no Brasil. O empreendimento Lagoa do Coelho está no centro das denúncias. Lançado pelo empresário espanhol Luís Nicolas Mateos, do grupo Nicolas Mateos, previa a entrega de 13,5 mil apartamentos na cidade de Touros (RN), além de campos de golfe e parque aquático. Porém, no ano passado, Mateos foi preso na Espanha acusado de fraude. Os compradores, que chegaram a pagar até 75 mil por um flat no resort, estão agora acionando a Justiça em seus países. Leia o resto do artigo »
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Postado em 24 dEurope/London agosto dEurope/London 2009
Fonte: Folha de S. Paulo
CRESCIMENTO DA CLASSE MÉDIA, ESTABILIDADE ECONÔMICA E SEGURANÇA INSTITUCIONAL EXPLICAM MUDANÇA, SEGUNDO ESPECIALISTAS
Dívida de famílias, indivíduos e empresas chega a 52,9% do PIB; para economista, juro alto e prazo curto ainda são entraves ao crédito privado
Por TONI SCIARRETTA
A dívida de famílias, indivíduos e empresas privadas ultrapassou no ano passado, pela primeira vez desde o início do Plano Real, o total do endividamento do setor público, que até então absorvia a maioria dos recursos disponíveis para financiar a economia brasileira. Trata-se, segundo especialistas, de mudança estrutural na forma como o país se financia, que sinaliza o amadurecimento do mercado de capitais e maior viabilidade do setor privado. A virada ocorreu em abril de 2008, ainda no auge da expansão da economia, segundo o Cemec (Centro de Estudos do Mercado de Capitais), entidade ligada à Fundação Ibmec, criada pelas instituições do mercado para avaliar desempenho e dar suporte técnico para o comitê que define prioridades de autorregulação. Segundo o economista Carlos Rocca, autor do estudo, a mudança é fruto da estabilidade da moeda, da emergência de uma nova classe média e da pujança do setor privado. Altera progressivamente o funcionamento da economia do Brasil, país com um dos menores patamares de crédito do mundo, quase sem financiamento imobiliário e de infraestrutura. Leia o resto do artigo »
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