Postado em 28 dEurope/London setembro dEurope/London 2009
Por Nouriel Roubini
Fonte: CartaCapital
As ações políticas coordenadas e unilaterais adotadas pelos líderes do G-20 – incluindo estímulos monetário e fiscal agressivos, aumento das verbas do FMI e o apoio global aos sistemas financeiros – ajudaram a conter a queda livre econômica. O cenário melhorou desde a última reunião em abril, mas o desafio de navegar para o crescimento sustentável é igualmente difícil e o próximo período traz o risco de erros políticos, enquanto os países começam a planejar suas estratégias de saída. Na véspera da reunião do G-20, em Pittsburgh, permanecem divisões importantes sobre o momento e o âmbito das estratégias de saída da acomodação monetária, o caminho para a consolidação fiscal e o impulso das reformas financeiras.
A regulamentação continuará sendo uma peça-chave da discussão entre os líderes. Novas exigências de capital parecem mais prováveis, na linha das sugestões levantadas pelo Banco de Compensação Internacional (BIS, em inglês) e o Conselho de Estabilidade Financeira. A recente reunião dos ministros das Finanças e presidentes de bancos centrais do G-20 apoiou essas medidas. Mas a reunião terminou sem um acordo sobre as mudanças na forma de remunerar os agentes do mercado, de modo a evitar o enfoque nos retornos a curto prazo, uma política defendida pela União Europeia. Leia o resto do artigo »
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Postado em 25 dEurope/London setembro dEurope/London 2009
The Observer, Sunday 30 August 2009
The great economist’s theories have never been more relevant – and his biographer remains their most compelling advocate, says Paul Krugman.
“At research seminars, people don’t take Keynesian theorising seriously anymore; the audience starts to whisper and giggle to one another.” So declared Robert Lucas of the University of Chicago, writing in 1980. At the time, Lucas was arguably the world’s most influential macroeconomist; the influence of John Maynard Keynes, the British economist whose theory of recessions dominated economic policy for a generation after the Second World War, seemed to be virtually at an end.
But Keynes, it turns out, is having the last giggle. Lucas’s “rational expectations” theory of booms and slumps has shown itself to be completely useless in the current world crisis. Not only does it offer no guide for action, but it more or less asserts that market economies cannot possibly experience the kind of problems they are, in fact, experiencing. Keynesian economics, on the other hand, which was created precisely to make sense of times like these, looks better than ever. Leia o resto do artigo »
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Postado em 23 dEurope/London setembro dEurope/London 2009
Por Luís Nassif
Durante dois dias, a Escola de Economia da Fundação Getúlio Vargas, de São Paulo, juntou economistas, advogados, cientistas sociais para analisar o novo momento da economia brasileira.
Dentre os vários temas levantados, um dos mais relevantes – e pouco estudado pela literatura econômica – é a dinâmica que momentos de crescimento impõem à economia.
O caso brasileiro é exemplar. Durante anos, a discussão pública se restringia a bordões recorrentes sobre superávit fiscal, taxa Selic e inflação. Como lembrou Yoshiaki Nakano, na própria FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) havia um clima permanente de velório.
Era impossível virar o disco, buscar uma agenda de desenvolvimento. Cada movimento era afogado por toneladas de alertas quanto à volta da inflação, o déficit público, como se fosse impossível compatibilizar crescimento e inflação controlada. Leia o resto do artigo »
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Postado em 22 dEurope/London setembro dEurope/London 2009
Fonte: Evolverde
Por Mario Osava
Rio de Janeiro, 21 de setembro (IPS/IFEJ) – O veículo elétrico, híbrido ou puro, provocará uma revolução industrial e energética no mundo nas próximas décadas, golpeando em especial os combustíveis líquidos. Mas o etanol vegetal sobreviverá e crescerá, afirmam especialistas brasileiros ouvidos pelo Terramérica. A atual indústria automobilística “estará sepultada dentro de 15 anos” se a produção chinesa de carros elétricos atingir suas metas, estima o economista Gustavo dos Santos, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Dessa forma, a expansão do etanol (mais limpo do que a gasolina) será menor do que a esperada pelo governo brasileiro e será interrompida em 2020, prevê Santos. Leia o resto do artigo »
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Postado em 22 dEurope/London setembro dEurope/London 2009
By PAUL KRUGMAN
Published in the NYT (September 21, 2009)
In the grim period that followed Lehman’s failure, it seemed inconceivable that bankers would, just a few months later, be going right back to the practices that brought the world’s financial system to the edge of collapse. At the very least, one might have thought, they would show some restraint for fear of creating a public backlash.
But now that we’ve stepped back a few paces from the brink – thanks, let’s not forget, to immense, taxpayer-financed rescue packages – the financial sector is rapidly returning to business as usual. Even as the rest of the nation continues to suffer from rising unemployment and severe hardship, Wall Street paychecks are heading back to pre-crisis levels. And the industry is deploying its political clout to block even the most minimal reforms.
The good news is that senior officials in the Obama administration and at the Federal Reserve seem to be losing patience with the industry’s selfishness. The bad news is that it’s not clear whether President Obama himself is ready, even now, to take on the bankers. Leia o resto do artigo »
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Postado em 21 dEurope/London setembro dEurope/London 2009
Por Luís Nassif
Na entrevista dada ao jornal “O Valor”, Lula sintetizou de forma objetiva princípios que deverão nortear a política econômica brasileira na próxima década, independentemente de quem for seu sucessor.
Mas ainda há lacunas importantes no seu pensamento.
Um dos pontos centrais é o câmbio. Lula defende o papel do Estado no fortalecimento das empresas brasileiras, chamando à responsabilidade os grandes grupos, valendo-se do pré-sal para estimular a produção interna etc.
Só que esse modelo de desenvolvimento é incompatível com um câmbio valorizado. Na verdade foi o mesmo erro cometido no pós-guerra, quando o Brasil ingressou no Tratado de Breton Woods com o câmbio apreciado. Depois disso, qualquer impulso de crescimento esbarrava no problema das contas externas. E o crescimento do país se fez para dentro, para o mercado interno apenas, sem conseguir desenvolver áreas tecnologicamente mais sofisticadas e competitivas – como os coreanos e japoneses, que usaram o câmbio para crescer. Leia o resto do artigo »
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Postado em 21 dEurope/London setembro dEurope/London 2009
Por Luiz Gonzaga Belluzzo
Fonte: CartaCapital
O discurso do presidente Obama sobre a nova regulamentação financeira foi recebido entre sorrisos de Mona Lisa e carantonhas aborrecidas: na plateia figuravam ilustres personagens de Wall Street. Os figurões da finança pareciam apreensivos diante das ameaças de redução no valor dos bônus que ainda esperam receber como reconhecimento por seu estrondoso sucesso pessoal e rotundo fracasso institucional.
Muita gente desconfia, no entanto, que o presidente dos Estados Unidos vá sucumbir diante das resistências e humores dos senhores da finança. É cada vez maior o contingente de analistas céticos em relação à disposição de Obama de impor aos mercados regras prudenciais e medidas capazes de reverter o impulso de buscar inovações capazes de satisfazer o apetite feroz por ganhos maiores.
Nos anos 90, os democratas de Clinton patrocinaram a extinção das regras que determinavam a separação das funções entre os bancos comerciais, de investimento e instituições encarregadas do crédito hipotecário, imposta pelo Glass-Steagall Act na crise bancária dos anos 30. A rápida ampliação dos mercados de capitais, ao promover a securitização dos créditos, não só abriu espaço para as trampolinagens do subprime, como também estimulou as operações de tesouraria por parte dos bancos ou quase-bancos. Leia o resto do artigo »
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Postado em 16 dEurope/London setembro dEurope/London 2009
Por Luís Nassif
Desde o aparecimento da economia como ciência – através de Adam Smith -, e da sistematização da economia política – por Friedrick List – as discussões sobre política econômica passaram a girar em torno de dois eixos, com todas suas variações servindo, no fundo, a jogos de poder que subsistem desde o século 19.
Numa ponta, o capital financeiro, propondo articulações supranacionais, uma espécie de superestrutura de poder organizada em torno dos Bancos Centrais e tendo como pressuposto a “mão invisível” do mercado. O capital financeiro torna-se um fim em si próprio, comandando todo o processo produtivo.
Na outra ponta, o chamado capitalismo de estado, propondo agendas nacionais de desenvolvimento, com o Estado se valendo de ferramentas como políticas industriais, diplomacia, amparo à produção local etc. Nesse modelo, o capital industrial conduz o processo e financeiro torna-se meio.
A cada ciclo da história há a preponderância ideológica de uma dessas pontas, amparadas de lado a lado por evoluções teóricas e por circunstâncias históricas. Leia mais…
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