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Blog do Desemprego Zero

Arquivado em 'Política Econômica':

PARA SALVAR A PELE, SARKOZY IGNORA ORTODOXIA E UE

Postado em 15 dEurope/London maio dEurope/London 2008

RIVE GAUCHE

 

Léo Nunes – Paris – A União Européia deve enviar um “aviso” ao Elysée no que diz respeito à questão fiscal. Segundo o comunicado, a França não deve ter um déficit fiscal que ultrapasse a marca de 3% do PIB em 2009 (clique aqui para ler matéria do diário francês Le Figaro).

 

No entanto, o presidente Nicolas Sarkozy não tem demonstrado muito interesse pela questão. Ele possui a pior avaliação da história da V República. Isto significa que precisa salvar sua pele. E rápido. Nada mais natural do que abandonar a ortodoxia e investir na política fiscal para sustentar o já pífio crescimento francês.

 

Leonardo Nunes: Mestre em Economia pela Unicamp e doutorando em Economia pela Universidade Paris-1 Pantheon-Sorbonne. Correspondente do Dezemprego Zero na capital francesa. Meus Artigos

 

 

Clique aqui para ler nosso manifesto.

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A proposta de universalização do SUS

Postado em 15 dEurope/London maio dEurope/London 2008

Dados da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), no Brasil, existe um médico para cada 500 habitantes. Isso significa o dobro do que a Organização Mundial de Saúde recomenda e, no entanto, grande parte da população sofre com a falta de atendimento. Faltam nos centros e postos de saúde materiais elementares como torneiras de água corrente, sabão, pias e toalhas para a lavagem de mãos; lençóis de papel para as macas de exames, médicos, termômetros e balanças…

Por Luciana Sergeiro

Publicado em: Projeto Brasil

Por Lílian Milena

De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), no Brasil, existe um médico para cada 500 habitantes. Isso significa o dobro do que a Organização Mundial de Saúde recomenda e, no entanto, grande parte da população sofre com a falta de atendimento adequando por problemas de infra-estrutura e concentração de especialistas nas regiões urbanas mais desenvolvidas do país.

O presidente da entidade, Dioclécio Campos Jr., denunciou em carta aberta às autoridades e à população: “Faltam nos centros e postos de saúde materiais elementares como torneiras de água corrente, sabão, pias e toalhas para a lavagem de mãos; lençóis de papel para as macas de exames, médicos, termômetros e balanças”.

Plano Nacional de Saúde

Em 2005, o Ministério da Saúde criou uma Agenda de Compromissos pela Saúde, definindo três áreas prioritárias de investimentos (Pacto em Defesa do Sistema Único de Saúde/ SUS, Pacto de Defesa da Vida e Pacto de Gestão). No ano seguinte, o governo federal publicou uma série de documentos divididos em sete volumes, com as diretrizes, regulamentos e orientações do plano. Leia o resto do artigo »

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Rodada Adiada

Postado em 14 dEurope/London maio dEurope/London 2008

A última reunião da Rodada de Doha, da Organização Mundial do Comércio (OMC), não deve acontecer em 23 de maio, em Genebra. Tampouco ocorrerá neste ano. Há três motivos básicos para o atraso: perca de força dos países desenvolvidos, devido à crise global dos alimentos; a disputa do evento com a Eurocopa e; possibilidade da substituição dos negociadores americanos ser um democrata.

Por Luciana Sergeiro

Publicado em:  Carta Capital

Por: Márcia Pinheiro

A última reunião da Rodada de Doha, da Organização Mundial do Comércio (OMC), não deve acontecer em 23 de maio, em Genebra (Suíça), conforme agendado. Tampouco ocorrerá neste ano. Esta é a avaliação da maioria dos técnicos que trabalham no documento final do acordo, para que tudo esteja pronto quando os ministros de Estado se reunirem.

Há três motivos básicos para o atraso. Com a crise global dos alimentos, perderam força os países desenvolvidos que dependem dos produtos exportados pelos emergentes. O jogo está mudando na OMC. Não há consenso entre os 151 integrantes da organização em relação à redução das tarifas de exportação. Nos discursos, a União Européia e os Estados Unidos acenam com a queda substancial dos subsídios agrícolas que praticam. Em troca, querem a abertura dos mercados emergentes ao setor industrial e de serviços. Há um claro impasse.

Se a reunião ocorrer em maio, não há hipótese de acontecer em junho. O evento teria de disputar espaço com a Eurocopa, o torneio de seleções intercontinentais que será sediado por Suíça e Áustria. Genebra é uma cidade pequena, de 180 mil habitantes, e todos os hotéis estão lotados para o campeonato de futebol. Leia o resto do artigo »

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A Política de Desenvolvimento do setor Produtivo: texto II

Postado em 13 dEurope/London maio dEurope/London 2008

O governo anunciou a nova Política de Desenvolvimento Produtivo, onde define diversos setores que terão incentivos e serão beneficiados pela nova política, como observa Nassif, o desafio do governo será em atuar desde a diminuição da vulnerabilidade da Política Nacional de Saúde, elevar investimentos em inovação, fortalecer e expandir a rede de laboratórios públicos, atrair centros de produção de P&D de empresas estrangeiras. Então, após descobrir os desafios, se devem procurar os instrumentos existentes para enfrentar cada um deles. E depois o governo precisará definir as iniciativas necessárias para tocar cada um desses desafios.

Por Katia Alves

Por Luís Nassif

Publicado originalmente na Coluna Econômica

Anunciada ontem, a Política de Desenvolvimento Produtivo obedece à metodologia das modernas formas de planejamento. Primeiro, define as chamadas macro-metas-país. São quatro, a serem alcançadas até 2010:

1. Ampliar o investimento-fixo de 17,8% para 21% do PIB.

2. Elevar o gasto privado em P&D (pesquisa e desenvolvimento) de 0,51% em 2005 para 0,61% do PIB.

3. Ampliar a participação das exportações brasileiras nas mundiais, de 1,18% para 1,25%.

4. Finalmente, dinamizar os gastos privados em P&D, ampliando em 10% o número de empresas exportadoras (de 11.792 em 2008) 25 setores serão atendidos pela política, seis de forma prioritária. São os setores de ponta, nos quais o Brasil tem diferenciais estratégicos: nanotecnologia, biotecnologia, complexo de defesa (incluindo enriquecimento de urânio), complexo industrial da saúde, energia e tecnologia da informação.

Vamos focar em um desses pontos, o complexo industrial da saúde, para entender a lógica das prioridades. Hoje em dia a cadeia produtiva da saúde representa de 7 a 8% do PIB, mobilizando recursos por volta de US$ 160 bilhões. Depende fortemente de importações, em produtos com mais alta densidade tecnológica. E registra um déficit comercial de US$ 5,5 bi. A meta traçada foi de reduzir o déficit para US$ 4,4 bilhões até 2013. E desenvolver localmente tecnologia para a produção de 20 produtos estratégicos para o SUS (Sistema Único de Saúde). Aí entra uma perna importante no processo: o poder de compra do governo. A meta impõe desafios: desde diminuir a vulnerabilidade da Política Nacional de Saúde, elevar investimentos em inovação, fortalecer e expandir a rede de laboratórios públicos, atrair centros de produção de P&D de empresas estrangeiras. Leia o resto do artigo »

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A nova política industrial, a Política de desenvolvimento do setor produtivo: texto I

Postado em 13 dEurope/London maio dEurope/London 2008

O governo lançou no dia 12 a nova política industrial com o nome de Política de Desenvolvimento Produtivo, com o grande objetivo de alavancar a indústria exportadora do país. A nova política vai beneficiar diversos setores como: o setor de software e tecnologia, indústria naval. Medidas de estímulo ao investimento, como diminuição do IOF nas operações de crédito do BNDES, Finame e Finep; em relação à inovação, haverá criação de uma linha de capital inovador e incentivo para as empresas aumentarem a capacidade inovativa, entre outros.

Por Katia Alves

Publicado no Tribuna on-line

Conheça as medidas da Política de Desenvolvimento Produtivo

Clique aqui para ler a íntegra da nova política industrial do governo Lula.

Veja abaixo alguma das medidas:

Software e tecnologia – Redução da contribuição patronal para a seguridade social sobre a folha de pagamento de 20% para até 10% e da contribuição para o Sistema S para até zero, de acordo com a participação das exportações no faturamento da empresas;

- Dedução em dobro, para determinação da base do cálculo do Imposto de Renda e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido das despesas com programas acelerados de capacitação de pessoal;

-Permissão para que as empresas de informática e automação possam deduzir da base de cálculo do IR e da CSLL os dispêndios relativos a pesquisa e desenvolvimento multiplicados por um fator de até 1,8; – Novo Prosoft: 1 bilhão de reais entre 2007 e 2010.

Indústria naval

- Receberá investimento inicial de R$ 400 milhões – O dinheiro será destinado a um fundo garantidor de performance.

- Haverá a suspensão da cobrança de IPI/PIS/CONFINS incidentes sobre peças e materiais destinados a construção de navios por estaleiros nacionais – Também será ampliada a suspensão da cobrança de PIS/Cofins na aquisição de combustíveis para a navegação de longo curso. Hoje, só recebe esse benefício a navegação de cabotagem.

- A Petrobras vai lançar uma licitação para a construção de 146 embarcações de apoio às operações da estatal. Deste total, 24 já vão a mercado para licitação imediata. Leia o resto do artigo »

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Brasil chega ‘na linha de frente’ dos emergentes, diz jornal

Postado em 13 dEurope/London maio dEurope/London 2008

O Wall Street Journal publicou que o Brasil finalmente conseguiu colocar seu peso no BRIC e diz que o país se “juntou à linha de frente das novas potências econômicas”. E afirma também que já é uma grande potência na agricultura e nos recursos naturais e destacou o crescimento do Brasil em 5% e que provavelmente vai conseguir continuar nesse ritmo de crescimento.

Por Katia Alves

Publicado originalmente no Estadão online

Segundo ‘Wall Street Journal’, o Brasil finalmente colocou o ‘B’ em BRIC.

- Uma reportagem do jornal americano Wall Street Journal publicada nesta terça-feira afirma que o Brasil “se juntou à linha de frente das novas potências econômicas”, alcançando Rússia, Índia e China.

A reportagem, assinada pelo repórter Matt Moffett, de São Paulo, afirma que o Brasil “está colocando o ‘B’ em BRIC”, em referência ao acrônimo para Brasil, Rússia, Índia, China, usado para designar as potências emergentes.

“Por muito tempo nesta década, o lento Brasil parecia fora da sua liga, jogado no mesmo bojo das economias emergentes dinâmicas da Rússia, Índia e China, no chamado grupo BRIC. Céticos diziam que RIC era mais correto”, afirma o texto. Leia o resto do artigo »

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Exportador estima aumento de 500% nas vendas de softwares

Postado em 13 dEurope/London maio dEurope/London 2008

As exportações no Brasil do setor de Software devem aumentar para US$ 500 milhões e gerará muito emprego. Devido à nova política industrial este setor e o setor de tecnologia serão beneficiados com a redução da contribuição patronal para a seguridade social sobre a folha de pagamento de 20% para até 10% .

Por Katia Alves

Publicado originalmente na Tribuna online

As exportações brasileiras do setor de software devem passar de US$ 100 milhões para US$ 500 milhões. Além disso, a geração de empregos deve crescer 20% com as medidas anunciadas pelo governo na segunda-feira como parte da política industrial.

A estimativa foi feira por André Fonseca, presidente de uma das cinco maiores empresas do setor, a Virtua. O empresário comparou os incentivos criados pela nova política industrial para os exportadores ao programa Bolsa Família, porque vai premiar quem conseguir cumprir a meta estabelecida pelo programa. “Acho que o governo fez as coisas de um jeito correto, porque vai recompensar quem estiver gerando resultado”,.

Dentro da nova política industrial o setor de software e de tecnologia será beneficiado com a redução da contribuição patronal para a seguridade social sobre a folha de pagamento de 20% para até 10% e da contribuição para o Sistema S para até zero, de acordo com a participação das exportações no faturamento das empresas. Haverá ainda dedução em dobro para determinação da base de cálculo do Imposto de Renda e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) das despesas com programas acelerados de capacitação de pessoal. Leia o resto do artigo »

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Alencar: juros altos são a maior barreira à geração de empregos

Postado em 13 dEurope/London maio dEurope/London 2008

Uma comissão ministerial do governo estuda a adoção de um programa de emprego garantido (PEG) semelhante ao que fizeram, com sucesso, Argentina, após a crise de 2001, Índia e África do Sul. Para debater o tema, o BNDES organizou simpósio no qual foram trocadas experiências com economistas daqueles países.

O vice-presidente José Alencar participou da abertura do evento e voltou a criticar duramente a política monetária do Banco Central (BC). Ele enfatizou que a redução do gasto público deve começar pela conta de juros.

“No primeiro mandato, gastamos R$ 600 bilhões com juros e caminhamos para gastar mais R$ 700 bilhões até 2010. Se a taxa básica (Selic) nominal fosse cortada pela metade, ainda estaríamos praticando a maior taxa de juros do mundo”, salientou.

O vice-presidente lembrou que, na média mundial, a taxa básica real encontra-se na casa de 1%: “Não sabemos como trabalham essas agências de risco. Lula mandou o FMI e o Clube de Paris para casa pagando a dívida, não foi dando calote. Então, não é risco aplicar no Brasil. É um privilégio”, prosseguiu, acrescentando que o maior risco para o investidor vem do custo de rolagem da dívida pública brasileira.

Para Alencar, o Brasil está pagando o preço de exagerar a importância do mercado, tido nos últimos 30 anos como panacéia até para resolver os problemas sociais.

Ele lembrou que Getúlio Vargas enfrentou grande resistência da parte dos conservadores quando criou Petrobras, Vale, CSN e BNDE: “A mão do Estado está presente em todas essas iniciativas muito bem-sucedidas. O Estado deve entrar em áreas estratégicas. Nem todas as privatizações são justificáveis e, em muitas delas, foram utilizados métodos inadequados”, criticou, lembrando que sem projeto previamente elaborado pelo Estado, desapropriações e licitações dificilmente uma parceria público-privada deslancha: “O Estado pertence aos brasileiros”, frisou.

 

Emprego e cidadania

 

Já o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, lembrou que o BNDES opera com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e, por isso, tem “obrigação de se preocupar com emprego e cidadania, em fazer valer um dos direitos mais elementares que o acesso ao trabalho”.

Coutinho observou que as estatísticas não consideram os que já desistiram de procurar emprego (desalento). Segundo o presidente do BNDES, o subemprego atinge 25% da força de trabalho.

“O desemprego caiu de 13% para 8%, desde 2006, nas áreas metropolitanas e o país está gerando 1,6 milhão de postos formais de trabalho por ano. Mas, embora estejamos num caminho promissor, ainda há a herança de 25 anos de baixo crescimento e aprofundamento da desigualdade. Por isso devemos aproveitar a experiência de outros países”, advogou.

Na mesma linha, o senador Marcelo Crivella (PR-RJ) disse que o país deve perseguir três “objetivos supremos”: combater o desemprego, elevar a participação do salário na renda nacional e ter a democracia social como objetivo.

“O país está crescendo e perder essa oportunidade de aproveitar o momento para reduzir esses problemas é cometer crime de lesa pátria”, disse, lembrando que Alencar “nunca se acomodou à política de juros altos”.

 

Ineficiência do mercado

 

Rania Antonopoulos, do The Levy Institute (EUA) apresentou os recentes resultados de Programas de Emprego Garantido (PEG) em termos de redução da pobreza e do crescimento econômico.

Segundo a economista norte-americana, o direito ao emprego deve estar no centro das estratégicas de crescimento inclusivo “pró-pobres”.

Para tanto, considera imprescindível que haja “coerência fiscal e monetária”. Ela salientou que, nos EUA, o papel do Estado está sendo redefinido em muitas instâncias após a crise financeira: “Os mercados não conseguiram tudo o que esperávamos deles”, definiu.

Rania contou que o governo americano vai voltar a usar estoques reguladores e subsidiar os fertilizantes para combater a inflação dos alimentos. Ela destacou, ainda, que as intervenções do Estado irão melhorar a saúde do mercado financeiro.

Sobre as políticas de pleno emprego, defendeu a adoção de políticas trabalhistas “criativas e permanentes”. Avalia que os indicadores de desemprego não refletem adequadamente a situação do mercado de trabalho por causa da informalidade, que segundo frisou, é grande também nos EUA, país em que vem caindo a quantidade de empregos por unidade produtiva. Ou seja, os ganhos de produtividade estão gerando desemprego.

“O crescimento do PIB não necessariamente resulta em geração proporcional de empregos. É uma tendência natural do capitalismo”, alertou, incluindo os países desenvolvidos.

“Daí a importância das políticas de pleno emprego. Elas são um estímulo, do ponto de vista macroeconômico, e trazem benefícios para toda a economia: ao contrário das políticas de transferência de renda, elas geram novos ativos”, ressaltou, acrescentando que as políticas de criação de emprego público “pró-pobres” fazem parte da “democracia expandida” e alteram a distribuição de renda sem precisar utilizar a tributação ou a transferência de renda”.

O objetivo, segundo a economista, não é resolver temporariamente o desemprego, mas inserir a busca do pleno emprego nas estratégias de desenvolvimento e garantir o direito ao alimento e ao emprego.

“Na Índia, é garantido na Constituição o acesso ao emprego por no mínimo 100 dias. Mas é preciso que os empregos tenham significado para as comunidades que participam dos programas. Por isso, também foi aprovada uma outra lei garantindo o acesso à informação sobre qualquer aspecto do trabalho nos programas de emprego garantido.”

 

Benefícios em escala

 

O sul-africano Maikel Lieuw-Kie-Song, do Departamento de Obras Públicas da África do Sul, enfatizou que os ganhos de escala nos programas de geração de emprego público geram “ótimos resultados para a economia”.

O objetivo de seu país é alcançar 1 milhão de pessoas a partir da expansão dos programas já existentes para reduzir o subemprego, que, tal como no Brasil, atinge 25% da força de trabalho:

“Nosso programa, ao contrário da Argentina, surgiu em ambiente de crescimento. Isso dificulta a ampliação do gasto público, um problema que o Brasil também enfrentará”, alertou.

A África do Sul concentrou seu programa em construção civil, preservação ambiental e programas de atendimento à criança e ao idoso. Várias empresas pequenas da construção civil hoje prestam serviço ao governo, segundo Maikel.

“O programa custa 0,6% do Orçamento, ou US$ 530 milhões por ano. O objetivo é ampliar essa cifra para 2,5% do Orçamento, mas a elevação de custos é uma dificuldade. Para enfrentá-la, pretendemos abrir para a participação de ONGs para ampliar a capacidade de atendimento”, revelou, informando também que, para cada três empregos gerados pelo governo, um posto de trabalho é criado no mercado livre.

 

Contra a crise, emprego

 

Para o economista Daniel Kostzer, coordenador do Programa Jefes del Jogar, o PEG argentino, adotado a partir da crise de 2001, foi a ferramenta central para recolocar p país de volta à rota do crescimento: “O aumento da produtividade e a flexibilização das leis trabalhistas para reduzir custos de produção não fizeram o país crescer, não reduziram a informalidade nem aumentaram a oferta de emprego”, frisou.

Ao contrário, a precarização do trabalho impactou negativamente a arrecadação de impostos: “Os salários deixaram de ser fator dinamizador da economia para serem mero custo de produção, pois a abertura da economia nos levou a competir com países nos quais se pagava salários mais baixos.”

Hoje, Kostzer frisa que o padrão de crescimento em seu país protege o mercado interno e o superávit fiscal produzido pela renegociação da dívida garante recursos para as políticas públicas: “Antes, tínhamos de limitar a emissão de moeda à existência de dólares e, agora, recuperamos a soberania monetária. Por sua vez, o salário mínimo virou ferramenta para alavancar o mercado interno. Sem o PEG nada disso seria possível, pois a crise elevou o desemprego para 25% e mais de 50% da população estavam abaixo da linha de pobreza.”

O governo federal avalia a implantação do projeto Cidade Cidadã, coordenado pelo economista José Carlos de Assis.

Postado em Desenvolvimento, Destaques da Semana, Pleno Emprego, Política Econômica, Política Social, Rogério Lessa | 1 Comentário »