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Blog do Desemprego Zero

Arquivado em 'Política Econômica':

O mais político dos temas econômicos

Postado em 10 dEurope/London junho dEurope/London 2008

A economista Leda Paulani, autora de o artigo a seguir, faz uma análise das políticas de desenvolvimento econômico que ganhou interpretações estritamente técnicas, como a estabilidade macroeconômica a qualquer forma, criação de um ambiente favorável aos negócios para garantir o crescimento econômico do País.Esta interpretação técnica iniciou-se no governo FHC, que era um dos maiores críticos da concepção economicista do desenvolvimento. E esta mesma visão esteve presente no Governo Lula.

Mesmo com o lançamento do PAC (Programa de Aceleramento do Crescimento), que visa o crescimento econômico do País, a visão tecnicista está presente na estabilidade macroeconômica, autonomia do Banco Central, incentivo ao setor privado, entre outros pontos. O PAC pode proporcionar elevações na taxa de crescimento, porém ainda está longe do nível desejado de desenvolvimento sustentado.

Quando o governo mostrou-se capaz de realizar investimentos para estimular o crescimento, os setores rentistas mostraram-se insatisfeitos, pois poderiam perder parte de sua acumulação sob a dominância da valorização financeira, já que com os juros cada vez mais altos e não atrai capital produtivo para o País e sim o capital especulativo o que gera ganhos extraordinários para os rentistas.

O PAC apenas mostra a disputa de interesses entre a geração de renda e uma melhoria na distribuição destas e a forma de se auferir lucros cada vez maiores pelos rentistas.

Por  Luciana Sergeiro – Editora

Publicado em: JB Online

Por: Leda Paulani

Tendo vencido as eleições presidenciais de 2006, Luiz Inácio Lula da Silva assumiu com o discurso da retomada do crescimento (a primeira gestão teria servido para “arrumar a casa”, “fazer o dever”, abrindo-se assim espaço, na segunda gestão, para enfrentar a questão do crescimento econômico). Desse modo, logo no fim de janeiro de 2007, lançou-se o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que seria a peça de resistência dessa “nova” postura (como a política hiperortodoxa havia sido na primeira gestão). Foi ambígua a reação da chamada opinião pública a essa primeira investida no problema, com críticas sucedendo-se à direita e à esquerda. Por trás dessa ambigüidade, determinada visão sobre a natureza do processo de desenvolvimento (e sobre o crescimento do produto, ao qual normalmente ele está associado).

Desde o início dos anos 1990, em consonância com as transformações que ocorriam no plano mundial, tanto material quanto ideologicamente, a questão do desenvolvimento econômico foi ganhando foros de tema estritamente técnico. Estabilidade macroeconômica (leia-se monetária) mais “ambiente favorável” aos negócios (leia-se redução do risco dos investimentos e aplicações financeiras) e estaria garantido o crescimento substantivo e sustentado.

Interessante notar que essa visão tecnicista deslanchou a partir do governo de Fernando Henrique Cardoso, justamente um dos maiores críticos, nas décadas de 1960 e 1970, da concepção que tinha a Cepal do processo de desenvolvimento, para ele excessivamente “economicista”. Ainda em 1995, já presidente da República, FHC pronunciou uma conferência em Washington com o título Desenvolvimento: o mais político dos temas econômicos, indicando que, ao menos em teoria, não se alterara sua opinião sobre o assunto. Na prática, porém, foi justamente sua gestão que consagrou a inversão na forma de encarar a questão. Leia o resto do artigo »

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Brasil é o melhor entre emergentes, diz Fitch

Postado em 9 dEurope/London junho dEurope/London 2008

A Agência Fitch Ratings após elevar a classificação de risco do Brasil de BB+ para BBB-, colocando o país com grau de investimento confiável, divulgou um relatório que coloca o país com as melhores perspectivas para o mercado imobiliário numa analise entre outros países emergentes pesos-pesados. A Agência encontra no país condições favoráveis para o mercado imobiliário.

Mesmo com pressão inflacionária a demanda por imóveis continua aquecida, expandindo o mercado imobiliário, e atraindo a atenção para programas de financiamento para aquisição de imóveis. Para Roberto Romero, diretor da Fitch, há espaço para o crédito imobiliário no País alcançar cerca de 10% do PIB.

Outro fator que coloca o Brasil em vantagem em relação ao resto do mundo, segundo a Fitch, é a capacidade de adaptação das empresas aos diferentes nichos de mercado. “O segmento de média e baixa renda tende a ser o grande comprador, e as empresas já estão criando estrutura para tratar desse público”.

Por  Luciana Sergeiro – Editora

Publicado em: Gazeta Online 

Por: Sabrina Lorenzi

Uma semana após dar grau de investimento ao Brasil, a Fitch divulgou relatório que o coloca com as melhores perspectivas para o mercado imobiliário numa análise entre outros países emergentes pesos-pesados. Ao comparar Brasil, China e Rússia, a classificadora de risco encontra nos brasileiros condições favoráveis na regulação atual, no interesse dos bancos pelo setor bem como nos recursos compulsórios aplicados neste mercado e na queda das taxas de juros. A pressão inflacionária e – ou – a alta dos juros, ainda não ameaçam, de acordo com a Fitch, o aquecimento da demanda por imóveis. Mas pode ser motivo suficiente para abreviar a expansão do setor no futuro.

Para o diretor da Fitch, Roberto Romero, há espaço para o crédito imobiliário no País alcançar cerca de 10% do Produto Interno Bruto (PIB), percentual que hoje não passa de 3%. O especialista afasta qualquer possibilidade de “bolha”, ou de um “subprime” no Brasil, porque considera que o processo ainda é tímido aqui. “Não há bolha, ainda temos muito para avançar. O que temos é uma retomada”, afirmou o executivo à Gazeta Mercantil.

Romero lembrou que na década de 80 havia por ano financiamento para 600 mil casas ou unidades residenciais. Atualmente, há 500 mil unidades financiadas. Considerando que a população passou de 120 milhões de habitantes para 200 milhões, há um déficit em relação ao passado.  A falta de moradias na Rússia é bem menor do que no Brasil, mais pela privatização de ativos, que eram estatais, do que pela oferta de imóveis novos. Leia o resto do artigo »

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Investimento puxa produção da indústria

Postado em 9 dEurope/London junho dEurope/London 2008

A categoria de bens de capital lidera a expansão da indústria e indica forte aumento do investimento no país, segundo dados do IBGE e do BNDES. Impulsionada pela forte confiança dos empresários e pelo avanço do crédito a empresas, a produção de bens de capital subiu 1,6% ante março.

O BNDES através de suas linhas de financiamento torna-se o principal sustentador de tal expansão, principalmente através de suas linhas de financiamento de projetos de longo prazo e de máquinas e equipamentos do país.

O crescimento abrange todos os setores: agricultura, indústria e infra-estrutura, este último concentra a maior parte dos financiamentos. Os empresários confiam que a demanda continuará aquecida e isso impulsiona os investimentos na indústria.

Por  Luciana Sergeiro – Editora

Publicado em: Folha de S Paulo

Por: PEDRO SOARES

Crédito do BNDES alavanca o setor de máquinas e equipamentos, que tem o melhor desempenho em quatro anos

Empréstimos do banco estatal ao segmento crescem 34,6% no primeiro quadrimestre; produção aumenta 30,1% em abril

Se a indústria, por um lado, dá sinais de arrefecimento neste ano, a categoria de bens de capital lidera a expansão e indica forte aumento do investimento no país, revelam dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) obtidos pela Folha.

Impulsionada pela forte confiança dos empresários e pelo avanço do crédito a empresas, a produção de bens de capital subiu 1,6% ante março e 30,1% ante abril de 2007. É o melhor desempenho desde agosto de 2004, segundo o IBGE.

Tal expansão é sustentada, em parte, pelo crédito do BNDES, principal financiador de projetos de longo prazo e de máquinas e equipamentos do país. De janeiro a abril, os empréstimos do banco estatal subiram 34,6% e totalizaram R$ 6,9 bilhões.

Dados preliminares do BNDES indicam ainda que os financiamentos de máquinas e equipamentos se aceleraram em maio, quando saltaram 47% ante o mesmo mês de 2007. Alcançaram R$ 2,5 bilhões no mês passado. Em abril, o total havia sido de R$ 1,7 bilhão. Leia o resto do artigo »

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A falência das metas de inflação

Postado em 9 dEurope/London junho dEurope/London 2008

No artigo publicado no O Globo, Joseph E. Stiglitz, Prêmio Nobel de Economia faz uma interessante observação sobre o regime de metas de inflação e afirma que os bancos centrais seguem manias e modismos, como foi o caso dos anos 80 com o monetarismo.

 Stiglitz ressalta a importância dos países não implementarem esse  regime de metas de inflação – quando os preços aumentam acima de determinado patamar deve-se elevar os juros. Pois países em desenvolvimento enfrentam taxas mais altas de inflação, e não é por causa de problemas na política macroeconômica, mas porque os preços da energia e dos alimentos estão em alta. Afirma também que a inflação nesses países é, na maior parte, importada. 

 E ao finalizar o texto, Joseph E. Stiglitz diz que aumentar a taxa de juros pode diminuir a demanda e com isso frear a economia e amenizar a elevação dos preços, portanto se isso for feito de forma inadequada essas medidas não acabam com a inflação. Mas sim, tornará mais penoso o desafio de sobreviver nessas condições   

*Por Katia Alves

Publicado originalmente no O Globo  

 Por Joseph E. Stiglitz

 Os bancos centrais formam um fechado clube, dado a manias e modismos. No início dos anos 80 sucumbiram ao encanto do monetarismo, teoria econômica simplista de Milton Friedman. Depois que o monetarismo caiu em descrédito – com elevado custo para os países que o adotaram – começou a busca de um novo mantra.

A resposta veio na forma do regime de metas de inflação, segundo o qual sempre que os preços sobem acima de determinado nível os juros devem ser elevados. A receita se baseia em rala teoria econômica ou evidência empírica; não há razão para esperar que, qualquer que seja a fonte de inflação, a melhor resposta seja elevar os juros. Espera-se que a maioria dos países tenha o bom senso de não implementar esse regime; minha simpatia vai para os infelizes cidadãos daqueles que já o fizeram. Entre eles Brasil, Israel, República Tcheca, Polônia, Chile, Colômbia, África do Sul, Tailândia, Coréia do Sul, México, Hungria, Peru, Filipinas, Eslováquia, Indonésia, Romênia, Nova Zelândia, Canadá, Reino Unido, Suécia, Austrália, Islândia e Noruega.

O regime de metas (inflation targeting) está sendo testado – e quase certamente falhará. Países em desenvolvimento enfrentam taxas mais altas de inflação, não devido a problemas na política macroeconômica, mas porque os preços da energia e dos alimentos estão em alta, e estes itens pesam muito mais no orçamento doméstico do que nos países ricos. Na China, a inflação se aproxima dos 8% ao ano. No Vietnã, deverá chegar a 18,2% este ano, e na Índia está em 5,8%. Em contraste, a inflação nos EUA se mantém em 3%. Isto quer dizer que esses países em desenvolvimento deveriam subir suas taxas de juro muito mais do que os EUA? Leia o resto do artigo »

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G8 e potências asiáticas pedem produção maior de petróleo

Postado em 9 dEurope/London junho dEurope/London 2008

Os titulares da Energia do G8 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Itália, Japão e Rússia) realizaram uma reunião em Amori em que também participaram três potências econômicas asiáticas: China, Índia e Coréia do Sul. Esses onze países representam dois terços do consumo de energia do planeta.

Demonstraram na reunião sua preocupação pelo aumento do preço do petróleo e pediram um aumento da produção do ‘ouro negro’ diante do perigo de uma recessão mundial.

Os países consideram ainda “uma urgente necessidade de aumento dos investimentos no setor energético” para desenvolver a produção de petróleo e tentar frear a alta dos preços. Nesse sentido, pediram “aos outros países produtores de petróleo que aumentem os investimentos para manter uma boa provisão aos mercados”, apesar de reconheceram que a tensão atual no preço do produto se deve a fatores “estruturais” como o aumento da demanda.

Por: Luciana Sergeiro, Editora 

Publicado em: Portal vermelho

Os onze países que representam dois terços do consumo de energia do planeta reiteraram neste domingo, no Japão, sua preocupação pelo aumento do preço do petróleo e pediram um aumento da produção do ‘ouro negro’ diante do perigo de uma recessão mundial.

Os titulares da Energia do G8, os oito países mais industrializados do mundo – Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Itália, Japão e Rússia – realizaram uma reunião em Amori (norte do Japão) em que também participaram três potências econômicas asiáticas: China, Índia e Coréia do Sul.

“Compartilhamos uma grande preocupação pelo nível atual do preço do petróleo”, declararam os onze países em um comunicado conjunto.

Os países consideram ainda “uma urgente necessidade de aumento dos investimentos no setor energético” para desenvolver a produção de petróleo e tentar frear a alta dos preços. Leia o resto do artigo »

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Dez anos depois

Postado em 6 dEurope/London junho dEurope/London 2008

No fim do mês de maio aconteceu a Conferencia Internacional de Responsabilidade Social Empresarial (RES) promovido pelo Instituto Ethos. Durante o evento foram discutidos os papéis da mídia, da educação, do agronegócio, do diesel e do desenvolvimento sustentável da Amazônia.

As empresas têm atividades econômicas que causam impacto no meio ambiente. O Instituto Ethos deseja criar uma demanda pela sustentabilidade através do consumidor que exigirá sustentabilidade da empresa da qual vai comprar.

Por Luciana Sergeiro – Editora

Publicado em: CartaCapital

Por: Manuela Azenha

Entre os dias 27 a 30 de maio aconteceu a Conferência Internacional de Responsabilidade Social Empresarial (RSE) promovido pelo Instituto Ethos. O evento celebrou os 10 anos do instituto e do aparecimento de inciativas de RSE no Brasil com uma exposição dessa trajetória.

Durante o evento, entre outros assuntos, foram discutidos os papéis da mídia, da educação, do agronegócio, do diesel e o desenvolvimento sustentável da Amazônia, além da assinatura de um manifesto pela ARES (Instituto do Agronegócio Responsável) que exprime o compromisso de 20 entidades ligadas direta ou indiretamente ao agronegócio brasileiro em prol do desenvolvimento sustentável, apesar dos interesses econômicos divergentes.

Ainda que voltada para as empresas, a Conferência reuniu jornalistas, educadores, empresários e profissionais na área da responsabilidade social para discutirem o mercado com cultura sustentável. O vice-presidente do Instituto Ethos, Paulo Itacarambi, falou com CartaCapital sobre a décima edição do evento e analisa o panorama da responsabilidade social no País.

CartaCapital: O quê qualifica uma empresa como socialmente responsável e quem é que determina isso?

Paulo Itacarambi: As empresas têm atividades econômicas que causam impacto no meio ambiente. Elas emitem resíduos, gases, extraem minérios. Causam impactos na natureza e na comunidade onde se instalam. Ajudam a produzir riqueza, que pode ser mal ou bem distribuída. A riqueza pode não contribuir para o desenvolvimento da região ou então pode ser investida na cultura, na diversidade, na equidade entre as pessoas, criar oportunidades de trabalho. É o que a gente chama de gestão sustentável. Se a empresa cuida desses impactos, se cria oportunidades para os que sofrem de alguma discriminação como deficientes, os da raça negra. Não existe um órgão que julgue se a empresa é socialmente responsável ou não. O Ethos não faz isso. Quem determina isso são os bem ou mal afetados por esses impactos. Ou seja, o consumidor, o trabalhador, o fornecedor. Leia o resto do artigo »

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A SEMANA A LIMPO

Postado em 6 dEurope/London junho dEurope/London 2008

Léo Nunes – Paris

 

 

Brasil

 

A multinacional Alstom está sendo investigada pelo Ministério Público. Segundo o jornal Folha de São Paulo (clique aqui para ler a reportagem), a empresa teria utilizado sua filial suíça e empresas sediadas em paraísos fiscais para pagamento de propina a políticos brasileiros. O principal objetivo do esquema teria sido a fraude de licitações relacionadas ao metrô de São Paulo. Vale lembrar que o governo estadual, responsável pela administração do metrô, está em mãos tucanas há 14 anos.

 

Economia

 

O Banco Central elevou a taxa básica de juros (Selic) para 12,25% na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Desta vez, a justificativa foi a pressão inflacionária oriunda do aumento dos preços dos alimentos e do petróleo. Parece que a autoridade monetária só conhece o amargo remédio das taxas de juros para curar a inflação.

 

Internacional

 

O senador Barack Obama garantiu a vitória nas primárias democratas, quando se consideram apenas os votos diretos. Apesar da necessidade de confirmação do apoio dos superdelegados do Partido Democrata, Obama já é considerado o nomeado do partido na corrida pela Casa Branca. Para uma sociedade que manteve o ultra-conseravdor George W. Bush por oito anos na presidência, é um alento ter um negro, de origem mulçumana e progressista com chances reais de assumir o cargo mais importante do planeta (clique aqui para ler mais).

 

Leonardo Nunes: Mestre em Economia pela Unicamp e doutorando em Economia pela Universidade Paris-1 Pantheon-Sorbonne. Correspondente do Dezemprego Zero na capital francesa, escreve neste espaço às segundas, quartas e sextas-feiras.  Meus Artigos

 

 

Clique aqui para ler nosso manifesto.

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O Mito que o Brasil não pode crescer a mais do que 5% ao ano

Postado em 6 dEurope/London junho dEurope/London 2008

Por Bruno Galvão dos Santos*

Deve-se notar que esses dois BCs, ao contrário do brasileiro, não promoveram antecipadamente um choque de juros sob o argumento de que o país não poderiam crescer mais do que 5%. Não está claro porque, enquanto outros países emergentes puderam ter uma rápida aceleração do crescimento nos últimos anos sem que o BC agisse contra, e, o BC do Brasil alega que tinha que fazer isso, pois o Brasil é incapaz de crescer a mais do que 5%a.a.

Mas, e se a hipótese de crescimento potencial máximo do BC em 5% a.a. estiver errada, não é melhor fazer como qualquer outro país, ir testando e, caso a inflação aumente, o BC jogue a economia num crescimento medíocre, como foi de 2005 e de 2006? Não está claro porque grande parte dos países da América do Sul, muitos da África e do Oriente Médio, quase a totalidade do Leste Europeu e da ex-URSS, do Sul e sudeste e Leste Asiático podem crescer a taxas de 6% a mais de 10% a.a. de forma sustentada e o Brasil não pode.

Quais as condições que países tão distintos como Colômbia, Letônia, China, Armênia, Argentina, R. Tcheca, Arzebaijão, Índia, Angola, Etiopia, Rússia, Cingapura, Belarus. Sempre que comparo o crescimento medíocre que o Brasil teve com a ultra-conservadorismo econômico dos últimos anos com determinado país, o ouvinte diz:” Não pode comparar porque o país pequeno é fácil de governar, ou porque país grande tem suas facilidades, ou por causa da cultura milenar, ou porque não dá para comparar com países que não são socialistas, ou porque eles tiveram uma crise forte anos atras, ou porque eles estão crescendo muito há tempos, ou porque esse país tem ajuda da União Europeia, ou porque tem petróleo, ou porque pelo fato de não ter recursos naturais a população teve que desenvolver outras habilidades. Eu ainda não vi o Meirelles falando qual é a condição que todos esses países têm que o Brasil não tem.

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