Postado em 23 dEurope/London junho dEurope/London 2008
Por: Luciana Sergeiro 
Segundo o professor-doutor da PUC-SP, Antonio Corrêa de Lacerda, a opção pela manutenção da moeda nacional levou o Brasil a cair em uma armadilha, apresentando uma redução cada vez maior do saldo da balança comercial.
A valorização do câmbio possibilitou o crescimento das importações, e houve uma queda nas exportações. Com o aprofundamento do déficit nas transações correntes, o câmbio deve se ajustar levando a uma desvalorização do real frente ao dólar e pressionará a inflação.
Publicado em: Gazeta Online
O contínuo movimento de valorização do real frente ao dólar nos últimos anos ajudou o Banco Central a manter a inflação sob controle. Para Antonio Corrêa de Lacerda, professor-doutor da PUC-SP, a opção pela manutenção da moeda nacional mais forte levou o Brasil a cair em uma armadilha.
Ele explica que, muito embora essa situação tenha sido conveniente sob o ponto de vista inflacionário, teve como efeito colateral a redução cada vez maior do saldo da balança comercial.
Com o câmbio valorizado, as importações seguiram crescendo a um ritmo forte, por um lado, e houve arrefecimento do percentual de crescimento das exportações por outro.
Com o aprofundamento do déficit em transações correntes, diz Lacerda, o câmbio deve se ajustar levando a uma desvalorização do real frente ao dólar e, conseqüentemente, vai pressionar os índices de inflação. “No curto prazo, a prioridade foi à inflação. Mas, no médio e longos prazos, o déficit externo puxará o câmbio para cima”, diz. Leia o resto do artigo »
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Postado em 22 dEurope/London junho dEurope/London 2008
Segundo José P. Kupfer, para Banco Central só tem uma fórmula: subir os juros. E o autor afirma que se for só isso mesmo, a dose necessária terá de ser cavalar, muito acima do que imaginam os próprios economistas do mercado, que projetam uma taxa Selic de 14,25% anuais no fim do ano. E o resultado final, uma derrubada geral da economia, com riscos de desarranjo sério no lado externo.
Kupfer declara que há outros caminhos para seguir do que apenas aumentar a taxa de juros…
Publicado originalmente Blog do José Paulo Kupfer
Por José Paulo Kupfer
Os juros básicos pararam de cair, voltaram a subir, vão subir ainda mais, mas a inflação parece não dar muita bola para isso. Há uma alta ainda não virulenta, mas já bem generalizada de preços. As expectativas para o IPCA, no fim do ano, no mercado e no governo, estão, no momento, convergindo para as vizinhanças de 6% anuais. Se as projeções de momento se confirmarem, vai bater na trave do teto da faixa de variação da meta de inflação para 2008.
Há sinais, ainda um tanto difusos, de que a pressão dos preços dos alimentos começa a arrefecer. Dá para perceber um movimento de substituição, por produtos ou marcas mais em conta, e mesmo de corte no consumo. Já em abril, os dados da atividade do comércio varejista, divulgados hoje pelo IBGE, mostram uma queda nos supermercados. É a própria elevação dos preços, que corrói a renda real, fazendo o serviço de amansar a demanda.
Mas, agora, os rastilhos da inflação se deslocam para segmentos em que a demanda interna é a origem das pressões sobre os preços. Bens duráveis, movidos a crédito, habitação e serviços pessoais, impulsionados por melhorias na renda, puxam para cima os negócios e os preços. Leia o resto do artigo »
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Postado em 21 dEurope/London junho dEurope/London 2008
Para combater a inflação o governo vai aumentar a produção, Lula vai anunciar diversas medidas para incentivar a produção, como financiamentos, compra de máquina também será incentivada, vai haver preço mínimo para alguns produtos e beneficiará agricultura familiar.
O governo não quer tomar medidas como México e Argentino, pois México está fazendo congelamento de preços e a argentina está impondo barreiras para exportação. “A resposta do Brasil será diferente. Vamos produzir mais, estimular a agricultura e aproveitar o vento que sopra”, comentou o senador Aloizio Mercadante (PT-SP).
O governo quer elevar também as exportações visando diminuir o risco gerado pelo crescente déficit em contas correntes.
Por Fernando Exman
Publicado originalmente na Gazeta Mercantil
O governo aposta no aumento da produção de alimentos para combater a inflação e melhorar as condições do Brasil de enfrentar crises financeiras internacionais. Essa foi uma das decisões da reunião de ontem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com ministros, técnicos da área econômica e economistas.
No início do mês que vem, o presidente anunciará medidas para elevar a produção das próximas safras. Os ruralistas terão facilidades na obtenção de financiamentos. A compra de máquinas também será incentivada. O preço mínimo de diversos produtos e o seguro para a produção serão garantidos. A agricultura familiar será beneficiada. O Executivo lançará ainda um programa para a recuperação de áreas degradadas a fim de expandir a fronteira agrícola do País. Esses territórios somam cerca de 50 milhões de hectares. Assim, acredita o governo, a Amazônia será protegida.
Além de aumentar a oferta doméstica de alimentos, o governo quer elevar as exportações para reduzir o risco gerado pelo crescente déficit em contas correntes. Até abril, o saldo negativo somou US$ 14,1 bilhões no ano – um recorde para o período. Leia o resto do artigo »
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Postado em 21 dEurope/London junho dEurope/London 2008
De acordo com o estudo da Fiesp, as metas fixadas na nova política industrial até 2010 não será cumprida.
O investimento industrial de 21% do PIB (a chamada Formação Bruta de Capital Fixo) e a exportação de US$ 210 bilhões ao ano -1,25% do comércio mundial- não são mais metas factíveis até 2010. José Ricardo Roriz, diretor do departamento de competitividade da Fiesp, afirma que a elevação dos juros básicos da economia funcionará como um freio ao investimento, e no que diz respeito as exportações, o problema é por causa da desvalorização do dólar ante o real. A situação afeta a competitividade do produto brasileiro e expulsa exportadores do mercado.
Portanto, o Ministério do Desenvolvimento rebateu o estudo. Segundo Fernanda De Negri, chefe da Assessoria Econômica da pasta, o investimento industrial deste ano está alinhado com as projeções do governo
Por Katia Alves
Publicado originalmente na Folha Online
Agnaldo Brito
Metade das metas fixadas na nova política industrial até 2010 não será cumprida, aponta estudo da Fiesp sobre o plano anunciado no mês passado pelo governo Lula. A avaliação é endossada pelo Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial).
A política industrial pretende assegurar o crescimento econômico acima de 5% ao ano e ajustar a capacidade de produção a um novo patamar de consumo, o que pode afastar o risco de inflação por demanda. Segundo o estudo da Fiesp, o investimento industrial de 21% do PIB (a chamada Formação Bruta de Capital Fixo) e a exportação de US$ 210 bilhões ao ano -1,25% do comércio mundial- não são mais metas factíveis até 2010.
A Fiesp acha que o investimento industrial não irá passar de 19% do PIB no horizonte da nova política e que as exportações alcançarão no máximo US$ 196,8 bilhões, 1,06% do comércio mundial.
A entidade avalia que as outras duas metas (elevação do investimento em pesquisa e desenvolvimento para 0,65% do PIB e ampliação do número de empresas exportadoras para 11,8 mil) serão cumpridas. José Ricardo Roriz, diretor do departamento de competitividade da Fiesp, afirma que a elevação dos juros básicos da economia funcionará como um freio ao investimento. Leia o resto do artigo »
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Postado em 21 dEurope/London junho dEurope/London 2008
Léo Nunes – Paris
Brasil
O PSDB decide neste domingo qual será a postura com relação à candidatura à prefeitura paulistana. A ala kassabista criticou a utilização de urnas eltrônicas na eleição. Quando se sentem ameaçados, nem os tucanos acreditam na urna eletrônica. Já a ala que apóia Geraldo Alckmin acusa os kassabistas de suborno para aderir à candidatura do “demo”. Enquanto isso, Marta Suplicy assiste a briga tucana de camarote.
Economia
O FMI revisou para cima a previsão de crescimento da economia norte-americana. A nova previsão é de que a economia dos EUA cresça 1%. O FED decidiu manter a taxa básica de juros após inúmeros movimentos de queda. Ainda não se sabe ao certo a dimensão da crise, mas até o momento a situação parece razoavelmente sob controle, devido, principalmente, ao pragmatismo do FED.
Internacional
O senador Barack Obama ampliou sua vantagem em relação ao senador John MacCain. Na última sondagem, o candidato democrata abriu 15% de vantagem sobre o adversário republicano. Dois motivos explicam tal resultado: o descontentamento dos norte-americanos com a administração Bush e a migração dos votos da senadora Hillary Clinton.
Leonardo Nunes: Mestre em Economia pela Unicamp e doutorando em Economia pela Universidade Paris-1 Pantheon-Sorbonne. Correspondente do Dezemprego Zero na capital francesa, escreve neste espaço às segundas, quartas e sextas-feiras. Meus Artigos
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Postado em 20 dEurope/London junho dEurope/London 2008
Em entrevista ao “Wall Street Journal”, Barack Obama, comenta sobre seu plano econômico. Afirma que usaria gastos públicos para alavancar o crescimento, sendo mister criar uma política tributária, como também acrescentou que um governo forte é necessário para garantir que a riqueza seja distribuída de maneira mais igualitária.
Obama defendeu durante a entrevista uma intervenção de larga escala no mercado energético, afirmando que, apesar de os fundos de capital de risco estarem investindo pesado em tecnologia, há um buraco nesses financiamentos que deve ser preenchido pelo governo. Propõe várias medidas que aumentariam o imposto de renda para as camadas mais ricas e o reduziria para os contribuintes de classe média e baixa e também eliminar a tributação dos ganhos de capital de empresas iniciantes, apesar de apoiar um aumento da alíquota geral sobre esses ganhos.
Por Katia Alves
Por Bob Davis e Amy Chozick, The Wall Street Journal, de Flint, EUA
Publicado originalmente no Valor
O senador Barack Obama esclareceu um pouco mais o seu plano econômico, dizendo que usaria uma boa dose de gastos públicos para impulsionar o crescimento, aproveitaria o código tributário para diminuir a desigualdade econômica crescente nos Estados Unidos e possivelmente reduzir os impostos das empresas.
Em entrevista ao “Wall Street Journal”, Obama, de 46 anos, disse que está tentando criar uma política tributária e orçamentária que o ajude a enfrentar dois desafios. O primeiro é a concorrência de países de rápido crescimento, como Índia e China. A outra é que os EUA se tornaram uma economia “só para os vencedores”, na qual a maioria dos ganhos do crescimento econômico vai para o bolso dos ricos.
Obama, que é senador do Partido Democrata pelo Estado de Illinois, citou novas pressões econômicas para explicar o que parece ser um retorno à antiga plataforma democrata de interferência governamental e desconfiança das forças do mercado. “A globalização, a tecnologia e a automatização enfraquecem a posição dos trabalhadores”, disse, acrescentando que um governo forte é necessário para garantir que a riqueza seja distribuída de maneira mais igualitária. Ele deu entrevista a bordo de seu ônibus de campanha, onde um televisor fino exibia os momentos finais do torneio de golfe U.S. Open. Leia o resto do artigo »
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Postado em 20 dEurope/London junho dEurope/London 2008
Delfim Netto aponta no artigo abaixo que no Brasil após a Segunda Guerra Mundial mostrou que a ausência de energia ou a incapacidade de sustentar as importações, podem abortar o crescimento econômico. Sendo necessário para o crescimento a presença de um Estado-indutor tanto para dar segurança ao empresário como também para atuar em infra-estrutura.
Delfim afirma a relação Produto / Capital parece ser resultado de um processo aleatório cuja média está longe de ser constante. E afirmações como “para crescer 5% ao ano é preciso investir 25% do PIB ao ano”, têm validade duvidosa.
Por Katia Alves
Por Antonio Delfim Netto
Publicado originalmente na Folha Online
A HISTÓRIA do Brasil posterior à Segunda Guerra Mundial mostra:
1º) que só dois fatores, a falta de energia ou a incapacidade de sustentar as importações, podem abortar o crescimento econômico;
2º) que o crescimento depende de um “estado de espírito” produzido pela ação de um Estado-indutor, apoiado em instituições capazes de cooptar e de dar confiança aos empresários que tomam o risco de novos investimentos;
3º) a necessidade de uma enérgica ação do Estado-indutor (não do Estado-produtor) na expansão da infra-estrutura e
4º) que, uma vez estabelecidos os objetivos da política de desenvolvimento pelo Estado-indutor, o mecanismo mais eficiente para a alocação dos recursos sempre escassos é o funcionamento desimpedido dos mercados.
Não existe nenhuma dúvida sobre a ligação positiva entre a taxa de crescimento do PIB no médio e longo prazos e a taxa de investimento líqüido medido em relação ao PIB. Na pregressa reencarnação dos economistas (na Idade Média do sonho do “planejamento sem preços”), essa relação se chamava “Produto/Capital” Leia o resto do artigo »
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Postado em 20 dEurope/London junho dEurope/London 2008
Segundo o ministro da Agricultura a alta dos preços será controlada através do aumento da produção
interna para manter a estabilidade de preços, e aproveitar também para aumentar a exportação, devido ao aquecimento da demanda externa.
Por se tratar de um País auto-suficiente o Brasil sentiu pouco o choque externo, ou seja, os preços subiram em quase todos os países e em menor intensidade no País. O aumento da produção se dará através de prioridades, feijão, arroz, milho e trigo terão sua produção aumentada.
Questionado sobre a possibilidade de os agricultores direcionarem grande parte da produção ao mercado externo, o ministro disse que o governo “não vai cair na armadilha” em que alguns países caíram ao tabelar preços sem possuir produção, ou limitar e taxar as exportações como ocorreu na Argentina.
Por: Luciana Sergeiro
Publicado em: Portal VERMELHO
O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, disse que o melhor o antídoto para combater a alta de preços é produzir mais no país. Para isso, o governo vai investir este ano R$ 65 bilhões visando o aumento de 5% na safra, que dependendo das condições climáticas, pode chegar a 148 milhões de toneladas de grãos.
Além do aumento da produção interna para manter a estabilidade de preços, o ministro diz que a perspectiva também é aumentar a exportação, aproveitando a demanda do mercado externo.
Sthephanes diz que a alta de preço no país se deu por um choque externo. Segundo ele, o aumento da demanda por alimentos elevou os preços das commodites no mundo, o que acabou refletindo internamente. “Os preços subiram em quase todos os países e até que em menor intensidade no Brasil, exatamente por sermos auto-suficiente. O melhor antídoto é produzir mais, ou seja, aproveitar essa oportunidade não só para produzir ao mercado interno, mas aproveitar a demanda externa”. Leia o resto do artigo »
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