Alguém duvida da desindustrialização brasileira?
Postado em 31 dEurope/London julho dEurope/London 2008
Por: Luciana Sergeiro
A elevação da Selic para 13% a.a. revelou a crença do Banco Central em que a pratica de uma política
monetária de taxas de juros altíssimas é o melhor remédio para conter a inflação, porém esta medida atrasa em muito o crescimento do País. Com juros altos e dólar baixo as atividades econômicas ficam estagnadas. A taxa de juros inviabiliza investimentos e consumo, e a moeda super valorizada favorece a importação, gerando déficits na balança comercial ampliando a desindustrialização do País.
Publicado em: Gazeta Mercantil
Por: RODRIGO DA ROCHA LOURES
É preciso rever o modelo mental dominante para destravar o desenvolvimento
A elevação da taxa Selic para 13% ao ano revela a crença cega dos gestores da política monetária numa receita perversa para conter a inflação. Há muito tempo esta estratégia se mostra um remédio amargo para o Brasil. Trava o crescimento do País e faz com que se repitam ciclos de “stop and go” na nossa economia.
É preciso rever o modelo mental dominante para destravar o desenvolvimento brasileiro. É vital mudarmos a âncora monetária baseada no juro e no câmbio. Em tempos de inflação globalizada, o único instrumento eficaz que resta para conter a alta de preços é assumir o imperativo de um grande esforço fiscal para zerar o déficit nominal. Falta, portanto, encarar corajosamente o desafio de reduzir as despesas do governo.
O resultado da equação de juros altos e dólar baixo é o engessamento da atividade econômica. Nenhum país cresceu nestas condições. A taxa de juro inviabiliza investimentos e consumo. A moeda supervalorizada favorece a importação e amplia a desindustrialização, por mais que se tente, reiteradamente, negar este fato.
A desindustrialização é um processo de longo prazo. Não se revela a partir de diagnósticos de curtos períodos. Não é porque a indústria opera a plenos pulmões, impulsionada por uma demanda doméstica reprimida por anos, que devemos ignorar o fenômeno. Dados do próprio governo indicam a perda de participação da indústria na formação do PIB. Leia o resto do artigo »
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Em entrevista à Folha, Celso Amorim afirma que todos perdem com o fracasso da Rodada Doha e nega “estranhamento” com aliados como Argentina e Índia na OMC. Para chanceler, divergência com argentinos seria resolvida no Mercosul e acordo seria bom para indústria e agronegócio.
*Por Rodrigo Ávila
Esse recorde criou uma situação inusitada. O poço mais longínquo está a apenas 60 quilômetros da fronteira que delimita o campo de atuação brasileira para fins exploratórios no mar. Essa área é chamada Zona Econômica Exclusiva (ZEE). Fora dos limites da ZEE, está o alto-mar, cujas riquezas não podem ser reivindicadas por nenhum país, de acordo com a Convenção dos Direitos do Mar das Nações Unidas. É patrimônio da humanidade. A proximidade das últimas descobertas daquilo que também poderia ser chamado de limbo preocupa a cúpula da Petrobras, o governo e desperta a curiosidade dos especialistas. Todas as pesquisas sobre o potencial das novas reservas – na região do subsolo marinho que se estende do litoral norte do Espírito Santo à costa de Santa Catarina – sugerem boas perspectivas de que elas alcancem trechos a 380 quilômetros de São Paulo, por enquanto. Surpresas são uma constante na indústria do petróleo.