Postado em 16 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2009
Colapso econômico mundial atinge em cheio a vida dos brasileiros. Trabalhadores perdem empregos, ficam inadimplentes e têm que arrochar gastos. Empresários demitem e restringem os investimentos
Fonte: Correio Braziliense
Por Vicente Nunes
Aos 31 anos, o agente financeiro Adaílson Gomes de Oliveira já passou por nove recessões no país. Apesar de o termo – com o qual os especialistas definem pelo menos dois trimestres consecutivos em que a economia anda para trás – lhe parecer estranho, ele está sentindo na pele todo o seu peso. No último dia de 2008, a loja da financeira em que trabalhava fechou as portas. “Simplesmente, da noite para o dia fiquei sem meu ganha-pão”, conta. Oliveira foi vitimado pela crise mundial, que fez o crédito secar, a produção desabar e o consumo minguar. Ainda desempregado e sem perspectiva, está assistindo, atônito, ao Brasil ser tragado pela décima recessão em três décadas – é como se, a cada três anos, o país botasse o pé no freio.
Nem mesmo o otimista ministro da Fazenda, Guido Mantega, descarta mais que o Produto Interno Bruto (PIB) encolheu nos últimos três meses de 2008 e vai cair nos três primeiros deste ano, o que, tecnicamente, coloca o Brasil na mesma situação vivida pelos países mais ricos do mundo – a de recessão. Mantega não se arrisca a fazer projeções. Mas, nas contas do mercado, a economia registrou retração de até 4% no quatro trimestre de 2008 e deve recuar até 1% entre janeiro e março. “Os números são cruéis. Basta ver o que ocorreu no fim do ano passado”, diz o economista-chefe da Sul América Investimentos, Newton Rosa. A produção industrial caiu quase 20% entre outubro e dezembro, voltando aos níveis de 2004, e as demissões não param de crescer. “O pior é que a recuperação será lenta e com muito sofrimento. O desemprego deixará muitas famílias à margem do mercado”, avisa. Leia o resto do artigo »
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Postado em 13 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2009
Fonte: O Estado de São Paulo
Por Lu Aiko Otta, Tânia Monteiro e Gerusa Marques
A iniciativa de um grupo de ministros de discutir a possibilidade de redução de jornada de trabalho e salários com possível uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para o trabalhador complementar sua renda causou curto-circuito no governo. O debate, ainda em estágio inicial, “vazou” para a imprensa e irritou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Fico chateado quando as pessoas começam a falar pela imprensa antes de me falar”, desabafou o presidente. “Fico chateado porque pode não acontecer.” Ele acrescentou que não é o momento de sua equipe entrar em desespero. “Cada um acha que tem uma solução no bolso do colete”, criticou. Leia o resto do artigo »
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Postado em 13 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2009
Por Paulo Passarinho
A CUT promoveu em 11 de fevereiro último, em várias capitais, um Dia Nacional de Lutas, em defesa do emprego e dos salários. No Rio de Janeiro, em ato que contou com o apoio do Conlutas, e a presença do próprio presidente da Central, Artur Henrique, a manifestação ocorreu em frente à sede da Vale do Rio Doce.
Nada mais justo e simbólico para a escolha do local da manifestação. Afinal, a Vale do Rio Doce, a segunda maior mineradora do mundo, está no centro de uma disputa judicial que já se arrasta há mais de onze anos na justiça – por força das gritantes irregularidades observadas por ocasião da transferência do seu controle acionário, em 1997. Além disso, em meio à atual crise econômica, pontificou a sua ação com cerca de 12.000 demissões de trabalhadores diretos e terceirizados, de acordo com denúncias da própria CUT. Roger Agnelli, seu atual presidente – e executivo com acesso direto a Lula – defende abertamente a flexibilização da legislação trabalhista, como forma de facilitar a demissão de trabalhadores. Leia o resto do artigo »
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Postado em 13 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2009
Por Ricardo Young
Fonte: CartaCapital
Como já ressaltei nos meus comentários, aqui mesmo em CartaCapital, o Fórum Econômico de Davos não encontrou a saída da encruzilhada para onde a crise do sistema financeiro e o aquecimento global conduziram a humanidade. Não havia otimismo na maioria dos depoimentos. Só Al Gore monstrou sua fé inabalável de os EUA, sob Barack Obama, dar a volta por cima, indicando ao mundo o caminho para a superação da crise e da matriz energética baseada em combustível fóssil. Não estive em Belém, mas, pelos relatos de Oded Grajew, a esperança de “um outro mundo possível” continua em construção.
Houve ao menos um ponto em comum entre estes dois eventos: o estabelecimento de estratégias para combate à corrupção.
Uma iniciativa do Fórum Mundial Econômico, financiada por algumas multinacionais, vai fazer do Brasil o alvo do combate à corrupção nos próximos anos. Também participam do projeto a Transparência Internacional, o Banco Mundial e o Pacto Anticorrupção das Nações Unidas. E do Fórum Social Mundial saíram a Articulação Brasileira de Combate à Corrupção e a Rede Mundial de Combate à Corrupção. A primeira congrega diversas entidades que já trabalham com temas relativos à corrupção para que troquem idéias, experiências e promovam atividades comuns. A segunda reúne ongs de seis países para também trocar experiências e estabelecer ações conjuntas em favor da integridade. Os países com ongs nesta Rede são Brasil, França, Itália, México, Quênia e Índia. Leia o resto do artigo »
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Postado em 13 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2009
Fonte: Paulo Henrique Amorim
Saiu na primeira página do Estadão:
“STF pressiona Congresso por aumento salarial de 13% – Gilmar Mendes pede a Michel Temer aprovação do reajuste para ministros – O Supremo Tribunal Federal está pressionando o Congresso para garantir a aprovação salarial de 13,1%. Considerado o teto do funcionalismo brasileiro, o salário dos ministros do STF subiria de R$ 24.500 para R$ 27.716. Isso provocaria a correção dos vencimentos de toda a magistratura federal.”
Isso é que é espírito público. Leia o resto do artigo »
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Postado em 12 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2009
PROJETO DE LEI DO SENADO Nº , DE 2007
Fonte: Senado Federal
Determina a obrigatoriedade de os agentes públicos eleitos matricularem seus filhos e demais dependentes em escolas públicas até 2014.
O CONGRESSO NACIONAL decreta:
Art. 1º Os agentes públicos eleitos para os Poderes Executivo e Legislativo federais, estaduais, municipais e do Distrito Federal são obrigados a matricular seus filhos e demais dependentes em escolas públicas de educação básica.
Art. 2º Esta Lei deverá estar em vigor em todo o Brasil até, no máximo, 1º de janeiro de 2014.
Parágrafo Único. As Câmaras de Vereadores e Assembléias Legislativas Estaduais poderão antecipar este prazo para suas unidades respectivas.
JUSTIFICAÇÃO
No Brasil, os filhos dos dirigentes políticos estudam a educação básica em escolas privadas. Isto mostra, em primeiro lugar, a má qualidade da escola pública brasileira, e, em segundo lugar, o descaso dos dirigentes para com o ensino público.
Talvez não haja maior prova do desapreço para com a educação das crianças do povo, do que ter os filhos dos dirigentes brasileiros, salvo raras exceções, estudando em escolas privadas. Esta é uma forma de corrupção discreta da elite dirigente que, ao invés de resolver os problemas nacionais, busca proteger-se contra as tragédias do povo, criando privilégios.
Além de deixarem as escolas públicas abandonadas, ao se ampararem nas escolas privadas, as autoridades brasileiras criaram a possibilidade de se beneficiarem de descontos no Imposto de Renda para financiar os custos da educação privada de seus filhos. Leia o resto do artigo »
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Postado em 12 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2009
Saiu na Folha (*), pág. B2, artigo de Paulo Nogueira Batista jr, diretor executivo do FMI (que seria um excelente sucessor de Henrique Meirelles no Banco Central):
Fonte: PH Amorim
“Não à recessão e ao desemprego. É preciso tentar conter a retração da demanda, por meio de cortes no compulsório e no juro e no estímulo fiscal. O Banco Central pode, por exemplo, diminuir a taxa básica de juros, que continua a ser a mais alta do mundo em termos reais, mesmo após o corte de um ponto percentual determinado pelo Copom na sua última reunião. O BC também pode diminuir os ainda elevados depósitos compulsórios sobre passivos bancários, o que injetaria liquidez na economia e contribuiria em princípio para reduzir os ‘spreads’ bancários.”
A culpa é do presidente Lula, o presidente que tem medo. Não há nenhuma razão que justifique o Brasil ter a maior taxa de juros do mundo. Não há astrólogo ou astrônomo que seja capaz de explicar isso.
É pura ideologia (do século passado) travestida de ciência. Leia o resto do artigo »
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Postado em 12 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2009
Por Paulo Passarinho
O presidente Lula sofreu muitas críticas pelo fato de aparentemente ter menosprezado os efeitos da crise econômica mundial na economia brasileira, ao comparar os riscos que sofreríamos a uma mera marola – aquelas pequeníssimas ondas que não assustam sequer aos estranhos ao mar.
Politicamente, podemos compreender o papel do presidente da República. Não cabe a ele a função de atemorizar a população com supostas conseqüências negativas que enfrentaremos. Ao contrário, sua responsabilidade maior é a de garantir a tomada de decisões que evitem o pior, e aliviem o trabalhador brasileiro do desemprego, da redução de sua renda e da precariedade dos serviços públicos.
E é justamente neste ponto que consideramos extremamente equivocada a posição assumida pelo governo Lula. Leia o resto do artigo »
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