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Blog do Desemprego Zero

Arquivado em 'Política Brasileira':

Nassif e o Caso Veja

Postado em 9 dEurope/London março dEurope/London 2009

O jornalista Luis Nassif publicou em seu blog, neste final de semana, mais um capítulo sobre o Caso Veja, apontando comportamentos suspeitos da revista semanal da editora Abril. Vale a leitura, abaixo, ou no site de Nassif. 

O assassinato do intocável

Na edição de 20 de outubro de 2004, Veja veio com uma capa bombástica: “Os Intocáveis, A guerra do grupo de agentes de elite contra o crime organizado e a corrupção na Polícia Federal”.

No dia 13 de agosto de 2008, a capa “Espiões Fora do Controle”, falando da mesma PF e dos mesmos métodos elogiados anteriormente.

O que mudou, quem mudou nesse período, a PF ou a polícia, Paulo Lacerda ou a Veja? O que levou a revista, nas últimas semanas, a montar uma típica operação de assassinato de reputação contra o delegado enaltecido pouco tempo antes? O que a levou a considerar como atentado aos direitos individuais o que era tratado, pouco antes, como uma guerra inevitável contra a corrupção?

Na última edição (de 3 de setembro de 2008) nova tentativa de assassinato de reputação de Lacerda, inteiramente calcado em um suposto grampo de conversa do Ministro Gilmar Mendes e de um senador da CPI de Pedofilia. Um grampo curioso, aliás, porque a conversa gravada é francamente favorável aos grampeados. Leia o resto do artigo »

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Fernando Collor vive e luta

Postado em 7 dEurope/London março dEurope/London 2009

Por Celso Marcondes

Fonte: CartaCapital

O processo de “renovação” iniciado no Congresso Nacional com as eleições de Michel Temer e José Sarney continua. Agora, quem voltou por cima foi Fernando Collor. Graças ao apoio do PMDB, em aliança com o DEM, o senador alagoano, hoje no PTB, assumiu a presidência da Comissão de Infraestrutura do Senado. Foram precisos 13 votos, contra os 10 da senadora Ideli Salvatti, do PT.

Foi mais uma vitória do PMDB, esta coordenada diretamente por Renan Calheiros e pelo ministro José Múcio (PTB), das Relações Institucionais. E mais uma derrota do PT, que a cada dia que passa vê mais gordo o seu principal aliado na base governamental. Para quem não sabe a importância da tal comissão, basta dizer que sua principal atribuição será acompanhar no Senado as obras do PAC, eixo estratégico de ação do governo federal.

Ver imagem em tamanho grandeAssim como Temer e Sarney, a dupla Collor/Renan ressuscitou. Na política brasileira, quem é vivo sempre reaparece. Quem é esperto e sabe manter sólidos seus laços na corporação, estes, então, nunca morrem. Leia o resto do artigo »

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Serra foge de pergunta sobre corrupção

Postado em 6 dEurope/London março dEurope/London 2009

PH Amorim

Saiu no Estadão:

Serra não comenta vídeo e Marzagão pode ser chamado a depor

Vídeo aponta que havia um esquema de venda de cargos e ‘sentenças’ na Polícia Civil de São Paulo

da Redação – estadao.com.br

SÃO PAULO – O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), não quis comentar as denúncias esquema de venda de cargos e “sentenças” na Polícia Civil do Estado. Na quarta-feira, 4, o governador interrompeu uma entrevista ao ser questionado sobre a denúncia feita pelo Estado. Enquanto isso, o diretor-geral da Corregederoria da Polícia Civil, Alberto Angerami, não descartou chamar o secretário de Segurança Pública, Ronaldo Marzagão para depor. E avisou: “Eu não me submeto a pressões.”

Ao ser questionado sobre como se sentia ao ver que seu nome havia sido usado na suposta negociata (no vídeo, Valente diz a seu interlocutor que ninguém tinha ideia do conceito que o Laurinho tinha com o governador), José Serra abandonou a entrevista coletiva. Marzagão se dirigiu aos jornalistas dizendo que “o assunto é comigo, não com ele”.

Serra é um fujão. Ele não enfrenta nenhum problema. Ele não diz nada.

A última vez em que falou foi no comício da Central pouco antes da queda de Jango.

Serra é uma invenção do PiG(*) de São Paulo.

Ele não diz nada e diz qualquer coisa.

A corrupção da polícia de São Paulo está dentro do gabinete de Serra.

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

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Meirelles reage a pressão de empresários por corte de juro

Postado em 6 dEurope/London março dEurope/London 2009

Fonte: Luís Nassif

Cobrado em reunião do Grupo de Acompanhamento da Crise, presidente do BC se irrita

Em resposta a dirigente do setor de equipamentos e máquinas, Meirelles diz que o “BC não precisa ser lembrado dos juros o tempo todo”.

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Combater a Crise e Promover o Desenvolvimento (Não é uma escolha)

Postado em 5 dEurope/London março dEurope/London 2009

A grande tradição da teoria do desenvolvimento pensada neste continente desde os anos 1940, da qual a velha CEPAL foi o símbolo maior, sempre se apoiou na noção de que políticas econômicas que buscam o ajuste macroeconomico devem sempre estar também voltadas para a promoção do desenvolvimento. Para Prebisch e Furtado, dentre outros, não há que escolher entre enfrentar problemas emergenciais e problemas estruturais. Problemas estruturais, em um país em desenvolvimento, são problemas emergenciais. A análise é de Fernando J. Cardim de Carvalho.

Fonte: Carta Maior

Na semana anterior, eu tive a oportunidade de discutir neste espaço o dilema que opõe a solução de problemas urgentes ao enfrentamento de questões de mais longo prazo. É comum, mas errônea, a visão de que problemas de longo prazo podem esperar para serem atacados. No momento, vivemos uma versão desse dilema: o Brasil, que discutia como sustentar o crescimento recem recuperado, depois de pelo menos três décadas perdidas, agora volta sua atenção à questão de como conter os efeitos da crise internacional, que finalmente chegaram ao nosso território ao final de 2008. As reformas e estratégias necessárias para a consolidação da recuperação do crescimento e para a transformação estrutural da economia agora devem ser postas de lado, face à necessidade de se definir meios de enfrentamento da crise.

Como em muitos outros contextos, essa dicotomia no caso presente é falsa. O Brasil deve buscar sair da crise intensificando seu esforço de desenvolvimento. As melhores políticas de promoção do desenvolvimento são tambem as mais eficazes na contenção e reversão da crise.

Em uma economia capitalista, as expectativas do empresariado são fundamentais para a determinação do ritmo da produção e da acumulação de capital. É a perspectiva de que a demanda no futuro seja superior à capacidade produtiva instalada que induz os empresários a investir e preparar-se para satisfazer aquela procura. Quando a demanda privada se contrai, como agora, o governo não deve se encolher, como querem os consultores de bancos, mas se expandir, sinalizando que a demanda por bens e serviços se sustentará e a produção será rentável. É o gasto público quem tem os graus de liberdade necessários para sinalizar esta sustentação. Mas países em desenvolvimento necessitam transformar e modernizar suas estruturas produtivas, e portanto a política de combate às crises e a política de promoção do crescimento não tem por que se opor, ao contrário, já que ambas apontam para o mesmo instrumento, a expansão do investimento público.

Mas não é apenas na política fiscal (na política monetária, a esta altura, apenas os mais empedernidos parecem ainda insistir na necessidade de manter posturas cautelosas, codinome para juros elevados) que políticas de encaminhamento da solução da crise coincidem com políticas voltadas para a sustentação do crescimento. A crise, na verdade, pôs a nu, no mundo inteiro, o enorme equívoco, numa qualificação generosa, que foi o movimento de desregulação financeiro, que no Brasil iniciou-se em fins da década de 1980. Leia o resto do artigo »

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Os paulistas só pensam em São Paulo?

Postado em 4 dEurope/London março dEurope/London 2009

Paulo Henrique AmorimPH Amorim

Não é justo, portanto, que São Paulo – com o poder econômico que tem – também controle o poder político.

Esse princípio orientou a formação do que seria o Ministério de Tancredo Neves.

Tancredo se recusou a dar o Ministério da Fazenda a Olavo Setubal, dono do Banco Itaú, prefeito de São Paulo, e candidato ostensivo ao Ministério da Fazenda.

Tancredo considerava que ele, o Presidente Tancredo, tinha que ter o controle pessoal sobre duas pastas: a Economia e a Justiça, que Fernando Lyra ocupou.

Essas são algumas das revelações do livro “Daquilo que Eu Sei”, que Fernando Lyra lança na segunda-feira (16/03), em Recife, provavelmente na companhia do neto de Tancredo, Aécio Neves.

Em entrevista por telefone a Paulo Henrique Amorim, o ex-deputado e candidato a vice-presidente na chapa de Leonel Brizola, Fernando Lyra discutiu as idéias de Tancredo que ele reproduz no livro.

“Tancredo escolheu o banqueiro Olavo Setúbal para o Ministério das Relações Exteriores, porque não queria um paulista no comando da economia”, disse.

“São Paulo não poderia ser o que é e ainda comandar o Ministério da Fazenda”, completa.

Foi por esse motivo que Tancredo escolheu Francisco Dornelles – seu sobrinho – para chefiar a área econômica.

Com isso, o próprio Tancredo seria o ministro de fato, segundo Lyra.

“O problema desde aquela época já era São Paulo”, lembra o autor.

E esse quadro não mudou, pois a disputa pela sucessão de Lula envolverá o PSDB e o PT, partidos que, a rigor, não existem fora e São Paulo.

Aécio não é PSDB – diz Lyra. Aécio é mineiro.

Por isso, segundo Lyra, o paulista José Serra evita as prévias que Aécio defende.

Porque Serra não quer se submeter ao escrutínio nacional, justamente por ser paulista.

“Aécio poderá nesse período se tornar mais nacional do que o Serra”, afirma Lyra.

Para Lyra, não é só Aécio, nem foi só Tancredo quem teve a percepção de que era preciso afastar São Paulo do controle político -  se já tem o controle da economia.

Isso é uma percepção de todo brasileiro, diz Lyra.

Todo brasileiro que tem a visão de que é preciso criar um contrapeso ao poder econômico de São Paulo.

Porque São Paulo só pensa em São Paulo, diz Lyra.

São Paulo não pensa o Brasil.

“Nós admiramos São Paulo, que é o ponto alto do desenvolvimento econômico brasileiro. Eu não tenho nada contra São Paulo, mas os paulistas não podem ser donos do Brasil”, completa Fernando Lyra.

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Gilmar e o STF são um telhado de vidro

Postado em 2 dEurope/London março dEurope/London 2009

GASTOS DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

Recolhido das notícias da ONG Contas Abertas

PH Amorim

Conflito ético

Embora a Lei Orgânica da Magistratura não proíba expressamente a participação societária de magistrados em empresas privadas, a participação do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, no controle acionário do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), abala a imagem do Judiciário e coloca novamente a Justiça brasileira em delicada situação junto à opinião pública.

A situação se agrava ainda mais quando o presidente da maior Corte de Justiça do país – aliando a atividade de magistrado a de empresário da educação – compra terrenos de R$ 2 milhões por um quinto do valor e fecha contratos sem licitação para cursos diversos com entidades estatais – desde a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional até o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, conforme informações da revista Carta Capital, em reportagem do jornalista Leandro Fortes.

Criado em 1998, o Instituto de Gilmar Mendes faturou, entre 2000 e 2008, cerca de R$ 2,4 milhões em contratos com órgãos ligados ao governo federal – todos firmados sem licitação. Depois que Gilmar Mendes assumiu o cargo de presidente do STF o faturamento em contratos com a União cresceu. De 2003 para cá, o valor somou R$ 1,6 milhão, segundo dados disponíveis no site Contas Abertas. Só no mês passado, o IDP recebeu R$ 350 mil com a celebração de convênios.

No site da Transparência da Controladoria Geral da União (CGU) verifica-se que nas guias de pagamento aparece um acordo do IDP com a Receita Federal até para trabalho aduaneiro. O Ministério da Defesa – de Nelson Jobim – pagou R$ 55 mil ao Instituto, e a CGU, R$ 15 mil. O IDP tem contrato, sem licitação, com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e até com a Força Aérea Brasileira (FAB).

De acordo com a revista Carta Capital, os valores recebidos da União pelo Instituto Brasiliense de Direito Público, em 2008, devem-se, sobretudo, a três contratos firmados com o Senado Federal, Superior Tribunal de Justiça (STJ) e a Receita Federal. Do Senado, o instituto recebeu R$ 125 mil, do STJ R$ 88,2 mil e da Receita Federal R$ 117,9 mil. Os cursos oferecidos pelo IDP também foram contratados pela Procuradoria-Geral do Distrito Federal, que pagou R$ 690 mil. Assim como nos outros contratos, a licitação foi considerada “inexigível”. No período em que Nelson Jobim presidiu o STF – entre 2005 e 2006 – aquele tribunal gastou quase R$ 50 mil em cursos e eventos oferecidos pelo Instituto de Gilmar Mendes.

Em 2006, o jornal O Globo denunciou relações estranhas entre o IDP e o STF. Então presidente interino do Supremo – a titular Ellen Gracie Northfleet, estava de licença médica – Gilmar Mendes transformou em “bolsa de estudos” um empenho de R$ 3,6 mil referente a um curso de Mestrado em Ações Constitucionais, ministrado pelo IDP a três funcionários do STF.

Todas as tentativas do Ministério Publico Federal para impedir Gilmar Mendes de usar de influência para conseguir contratos no governo foram em vão. A primeira delas ocorreu em abril de 2002, pouco antes de ele ser nomeado para o STF. Na época, o Ministério Público chegou a instaurar uma ação de improbidade administrativa por Gilmar Mendes ter contratado o IDP para dar cursos no órgão do qual era o principal dirigente – a Advocacia-Geral da União.

A construção da sede do IDP – um amplo prédio de quatro andares – foi financiada com recursos do Fundo Constitucional do Centro Oeste – R$ 3 milhões – dinheiro gerenciado pelo Banco do Brasil. Quando começou a funcionar, em 1998, o IDP comprou um terreno por R$ 2,2 milhões, com recursos do Programa de Promoção do Desenvolvimento Econômico Integrado e Sustentável, que ilegalmente o enquadrou com a rubrica de “setor produtivo”, garantindo-lhe um desconto de 80% na aquisição da área. Gravitam ao redor do IDP nomes de peso como o de Nelson Jobim (Defesa) e Jorge Hage (CGU). Entre os professores incluem-se Carlos Alberto Direito, Carlos Ayres Britto, Eros Grau e Marco Aurélio Mello – todos do STF.

STF compra sofá de dois lugares por R$ 10.650,00 Leia o resto do artigo »

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Veja descobre que o Brasil não vai quebrar. Quem vai quebrar é a Veja

Postado em 1 dEurope/London março dEurope/London 2009

Paulo Henrique AmorimPH Amorim

A revista Veja, a ultima flor do Fascio, publica uma reportagem de capa com o titulo “Dez razões para otimismo … e uma preocupação”.

As dez razões para o otimismo – a Miriam Leitão vai se estrebuchar … – são: as reservas brasileiras são de US$ 200 bilhões; os bancos são competentes; não há bolhas de crédito; o mercado interno é forte; a matriz energética é verde; a estabilidade política; estabilidade econômica; o Brasil é o maior exportador de alimentos do mundo; mercado externo diversificado; projeções indicam que o Brasil cresce em 2009.

A razão para se preocupar: o gasto é de péssima qualidade.

O gasto público é de péssima qualidade. Com exceção, é claro, da venda de revistas Nova Escola à Secretaria de Educação do Estado de São Paulo. Amigo navegante: sabe como é que Robert(o) Civita, dono da Abril, e o Zé Pedágio burlam a regra da concorrência pública para salvar a Abril?

O Zé Pedágio compra as revistas de uma Fundação, a Fundação Victor Civita.

Se compra de Fundação, não precisa fazer concorrência.

Só que a Fundação Victor Civita não se funda em revistas.

E aí ela contrata o Roberto(o) Civita para produzir as revistas que o Zé Pedágio quer desesperadamente comprar para melhorar o nível dos professores do Estado de São Paulo.

Boa, essa, não amigo navegante ?

A edição da Veja que salva o Brasil tem 122 paginas e 34 páginas e meia de anúncios possivelmente pagos.

Muita coisa deve ser carry-over do ano passado.

(Dessas 34 páginas, 4 são do Governo Federal, o Governo Lula, que gosta de apanhar da Veja …)

Isso significa uma relação de 28% de páginas vendidas comercialmente.

É pouco.

Muito pouco.

A Veja sustenta metade das incompetências da Editora Abril.

Ela tem que rodar com, no mínimo, 40% de publicidade.

Por isso, a Veja e a Abril vão para o buraco.

Só não vão se o Zé Pedágio encomendar, toda semana, 800 mil exemplares da Veja à Fundação Roberto Civita, para distribuir a todo o funcionalismo público de São Paulo.

E isso será gasto público de boa qualidade.

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