Postado em 19 dEurope/London junho dEurope/London 2009
Fonte: Valor
Por Chico Santos
A crescente expectativa do mercado brasileiro e internacional quanto às perspectivas de produção de petróleo na camada pré-sal é o principal fator que explica a reunião de 636 empresas de 34 países para quatro dias de exposição, que terminam amanhã, em uma área de 31 mil metros quadrados de Macaé, Rio de Janeiro, principal centro da indústria do petróleo do país.
Empresas como a suíça Sulzer, cuja filial brasileira prepara-se para fabricar bombas centrífugas para injeção de água em poços (para aumentar a pressão dos reservatórios) de até sete megawatts de potência que deverão ser usadas nos campos do pré-sal. Ou como a francesa Bardot, que espera fechar até julho seu primeiro contrato no Brasil, fornecendo para a Petrobras envoltórios especiais para proteção de equipamentos que irão operar nas altas pressões do campo de Tupi, se sua parceira Technip vencer a licitação da estatal. Leia o resto do artigo »
Postado em Desenvolvimento, Política Brasileira, Política Econômica | Sem Comentários »
Postado em 19 dEurope/London junho dEurope/London 2009
Fonte: Correio da Cidadania
Por Gabriel Brito e Valéria Nader*
Depois de escabrosas e evidentes irregularidades da época da privatização, cujas vantagens apregoadas seguem desconhecidas do grande público, a Companhia Vale do Rio Doce voltou a ser alvo de denúncias no Senado. Desta vez por diversas irresponsabilidades ambientais, dentre outras, apontadas por três advogados trabalhistas da cidade de Parauapebas-PA (Carlos Viana Braga, Geraldo Pedro de Oliveira Neto e Rubens Motta de Azevedo Moraes Júnior).
Comprovados como estão, e de total conhecimento público, os prejuízos ao meio ambiente causados pela empresa – contrariamente ao apregoado nas várias incursões midiáticas da Vale -, o Correio da Cidadania conversou com duas importantes figuras das regiões de atuação da Vale – das poucas que ainda combatem as mazelas provocadas pela multinacional que, desde sua privatização, provoca danos ambientais e sócio-econômicos crescentes ao país, repassando a seu critério os ‘royalties’ devidos ao governo e criando nichos de miséria por onde seus tratores escavam.
Na entrevista que se segue, o jornalista Rogério Henrique de Almeida e o cientista social Raimundo Gomes da Cruz Neto, também agrônomo, tentam explicar por que um dos símbolos máximos da exploração no Brasil ainda causa tanta desgraça na vida de milhares de brasileiros, ao mesmo tempo em que seu prestígio segue intacto com todos os governos que cruzam seu caminho. Leia o resto do artigo »
Postado em Desenvolvimento, Política Brasileira, Política Econômica | 1 Comentário »
Postado em 18 dEurope/London junho dEurope/London 2009
Fonte: Correio da Cidadania
Por Osvaldo Russo*
Alguns estudiosos – em nome de uma ciência supostamente desprovida de ideologia – consideram irracionais a condução da reforma agrária no Brasil e a agenda pautada pelo movimento sindical e pelos movimentos sociais, quer por sua “desatualização” histórica, quer por sua radicalidade e amplitude. Entre estes, há os que chegam a falar em cooptação de pesquisadores que prestam consultoria ao governo federal nessa área.
Essa argumentação não é justa nem verossímil, pelo menos entre aqueles que se destacam no meio acadêmico por sua produção científica independente ou mesmo por sua militância política engajada na defesa da reforma agrária. Esse tipo de ataque parece somar-se à nova ofensiva contra o governo Lula e os movimentos sociais que lutam pela reforma agrária, com a tentativa de sua criminalização pelos setores conservadores, que procuram impor e antecipar a sua agenda política para 2010. Há interesses, idéias e projetos em disputa e os consensos e dissensos se fazem a cada realidade e circunstância histórica, e não ao sabor de um pensamento único, ainda que sob inspiração científica.
Ao se focar equivocadamente o debate, perde-se a oportunidade de discutir sobre qual reforma agrária nos entendemos ou divergimos. Ou, ainda, se é possível e necessária ser feita alguma reforma agrária e qual. A crise do capital muda alguma coisa? A persistência de mobilizações, acampamentos e conflitos no campo sinaliza o quê? O sistema predatório do agronegócio é sustentável? O desenvolvimento com desigualdade é aceitável? A agricultura camponesa está fadada à economia de subsistência ou isso está mais associado ao modelo de sociedade imposto por uma classe ou grupo social? As políticas públicas de educação e de acesso à pesquisa e à tecnologia podem alterar o modo e a escala da produção camponesa? As formas associativas podem cumprir uma função econômica diferenciada e competitiva? As políticas públicas são equitativas? Leia o resto do artigo »
Postado em Política Brasileira, Política Econômica | Sem Comentários »
Postado em 18 dEurope/London junho dEurope/London 2009
Fonte: Agência Fapesp
Por Thiago Romero
Açúcar, etanol, eletricidade, plásticos e hidrocarbonetos. Para Marcos Jank, presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), essa é a rota de utilização da cana a ser seguida pelas atividades de pesquisa científica e tecnológica nos próximos anos.
Em palestra no Workshop on the Impact of land use change and biofuel crops on soils and the environment, promovido pelo Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN) nesta terça-feira (16/6), na sede da Fundação, Jank apontou novos potenciais da cana-de-açúcar.
“É muito provável que, daqui a dez anos, o Brasil esteja investindo em estudos e na produção de hidrocarbonetos a partir de açúcares convencionais, quando a cana poderá dar origem a um combustível de terceira geração, principalmente se o preço do petróleo voltar a patamares elevados”, disse.
“Essas novas rotas de utilização da cana são uma possibilidade extremamente concreta e bem próxima da realidade. Pelo menos uma dezena de empresas americanas está investindo pesadamente nessa área, seja por vias biológicas ou não biológicas. Essa nova fronteira acontecerá tão mais rápido quanto maiores forem a escassez do petróleo e os problemas do clima”, afirmou. Leia o resto do artigo »
Postado em Desenvolvimento, Política Brasileira, Política Econômica | 1 Comentário »
Postado em 18 dEurope/London junho dEurope/London 2009
“E enquanto não tivermos industrialização os empregos gerados continuaram sendo de no maximo 2 salarios minimos ” – Requião
Governador do Paraná defende investimento maciço no setor produtivo para transpor os efeitos da crise econômica internacional
Fonte: Brasil de Fato Brasil de Fato
Por Mário Augusto Jakobskind
O Governador do Paraná, Roberto Requião, acredita que o Brasil está numa encruzilhada: ou se fazem fortes e maciços investimentos industriais, criando condições para o desenvolvimento real, ou “selamos a nossa história como meros produtores de commodities agrícolas, consolidando augusta presença no mundo subdesenvolvido, do atraso, da periferia”. E, se isso acontecer, acrescentou, o Brasil se reduzirá a espaço para as plantationsdas multinacionais”.
Essa opinião foi apresentada por Requião no seminário “Alternativas para o Brasil enfrentar a crise”, evento realizado na Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Rio de Janeiro, e organizado por dez entidades, entre as quais o Conselho Regional de Economia, além do jornal Monitor Mercantil.
No entender de Requião, uma das medidas para se enfrentar a crise financeira cada vez mais presente no setor produtivo da economia brasileira é a estatização do crédito. O governador defende que, em vez de repassar dinheiro para os bancos investirem em títulos do Tesouro, o Estado deve conduzir uma política de financiamento extremamente agressiva, forçando também o sistema bancário a abrir linhas de crédito para ao empresariado brasileiro, especialmente para a indústria. Requião cobrou a efetivação de uma política industrial, que nunca sai do papel, e lembrou o que considerou óbvio, ou seja, que “sem industrialização não há desenvolvimento”. Leia o resto do artigo »
Postado em Desenvolvimento, Política Brasileira, Política Econômica, política industrial | 1 Comentário »
Postado em 17 dEurope/London junho dEurope/London 2009
Fonte: Monitor Mercantil
Brasil teve déficit de US$60 bilhões em metal-mecânica, química e alimentos.
“O Brasil não é um país industrilizado, apenas detém alumas regiões desenvolvidas”. Afirmação do economista Gustavo Santos em entrevista exclusiva ao Monitor Mercantil . A defesa parte de um estudo no qual se propõe o desenvolvimento de indústrias dos setores metal-mecânico, químico e eletrônico na região Nordeste, a exemplo dos países desenvolvidos.
Postado em Desenvolvimento, Desenvolvimento Regional, Destaques da Semana, Gustavo Santos, Política Brasileira, Política Econômica, política industrial | Sem Comentários »
Postado em 17 dEurope/London junho dEurope/London 2009
Por Antonio Delfim Netto
Fonte: Valor Econômico (16/06/2009)
As manchetes de 11 de junho de todos os grandes jornais nacionais foram as mesmas e desapontadas: “O Comitê de Política Monetária do Banco Central surpreendeu o mercado com uma redução da taxa Selic de cem pontos”. Não é nenhum absurdo supor que, provavelmente, caberia uma redução de 150 pontos. Por que, então, a “surpresa e o desapontamento”? Apenas porque a “inteligência” numérica majoritária do famoso “mercado financeiro”, apurada em amostragens televisivas, havia precificado (do alto da sua “ciência” monetária), que ele deveria ser de 75 pontos!
Como nossa memória é curta, convém lembrar que, em setembro de 2008, quando a economia mundial estava se desintegrando e reduzindo sua taxa de juros, o hígido sistema bancário brasileiro, sem o conforto que poderia ter recebido do Banco Central, importou a crise: suspendeu o crédito interbancário, arrasou o setor real e teve de suportar o aumento da taxa de juros Selic recomendada pela mesma alta “ciência monetária” do Copom!
Este é o momento próprio para que as comissões de Economia do Congresso, o poder político a quem o Banco Central é subordinado, solicitem ao Copom as cópias dos votos individuais dos seus membros, para que a sociedade brasileira possa entender não apenas as divergências entre eles, que são naturais e até saudáveis, mas as razões pelas quais (ou seja, a informação factual, a justificativa teórica e as hipóteses sobre o desenvolvimento futuro da economia) votaram. Leia o resto do artigo »
Postado em Conjuntura, Destaques da Semana, O que deu na Imprensa, Política Brasileira, Política Econômica | Sem Comentários »