Postado em 14 dEurope/London julho dEurope/London 2009
O iFHC (Instituto Fernando Henrique Cardoso) conseguiu aprovação do Ministério da Cultura em 2004 (PRONAC n. 045808), para digitalizar o acervo do ex-presidente com incentivos fiscais da Lei Rounet (dinheiro público dos impostos).
Com isso captou R$ 5,7 milhões, em empresas que deixaram de pagar esse valor ao Imposto de Renda (legalmente), incluindo a SABESP.
O valor consumido já é quase 5 vezes maior do que usado pela Fundação José Sarney (PRONAC n. 052866) para fazer o mesmo trabalho.
O projeto de digitalização tem prazo para terminar em dezembro desse ano, tendo sido aprovada a captação desde dezembro de 2004.
O iFHC anuncia um futuro portal do acervo em construção, mas passados 4 anos e meio, a digitalização do acervo de FHC que encontra-se disponível na Internet é apenas 9 fotos (até o momento em que esta nota foi escrita – confira no link aqui, e a tela capturada no dia 13 de julho de 2009).
Repetindo: após 4 anos e meio, apenas 9 fotos digitalizadas estão disponíveis para consulta na Internet.
Faltam meses de seis meses para encerrar o prazo.
Nesse meio tempo o dinheiro do iFHC andou circulando pelo Fundo Opportunity de Daniel Dantas. Leia mais…
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Postado em 14 dEurope/London julho dEurope/London 2009
Senador afirma que analfabetismo, concentração de renda e ação de governadores contra piso de professor deveriam escandalizar os brasileiros
Fonte: Jornal do Senado
O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) lamentou, em pronunciamento feito ontem, que a mídia brasileira dedique muito espaço aos “escândalos visíveis”, enquanto o país convive rotineiramente com “escândalos invisíveis”, que se manifestam na adoção de programas que não interessam à grande maioria da população, e que darão origem, mais tarde, aos “escândalos previsíveis”.
- Temos que nos escandalizar com a corrupção no comportamento, mas também com a corrupção existente nas prioridades. Tornar os escândalos invisíveis também é uma corrupção. A mídia não consegue ver escândalo na falta de prioridades das políticas, mas só no comportamento dos políticos – afirmou.
Como exemplo de “escândalo invisível”, o senador citou o fato de que 27% das crianças do Piauí não sabem ler, deficiência que atinge 11% do total das crianças do país. Isso, para Cristovam, é “um escândalo tão grave como o uso de passagem do Senado sem ser para o trabalho”.
Cristovam também enquadrou na mesma categoria a existência no Brasil de 14 milhões de analfabetos plenos, a concentração de 50% da renda do país em 1% da população, a ação de inconstitucionalidade impetrada por cinco governadores estaduais contra o piso salarial de R$ 950 a ser pago aos professores, as filas para cirurgias em hospitais, a prostituição infantil e a dependência de 50 milhões de pessoas “que só conseguem comer” graças ao programa Bolsa Família do governo federal. Leia o resto do artigo »
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Postado em 13 dEurope/London julho dEurope/London 2009
O Conversa Afiada tem o prazer de reproduzir e-mail do amigo navegante Lenilson Avelino:
iFHC gasta 10 vezes mais que Fundação Sarney
O blog Os amigos do presidente Lula revela em primeira mão um caso quase idêntico ao “Escândalo da Fundação José Sarney”, com duas diferenças básicas: 1) o valor do patrocínio é dez vezes maior; e 2) a instituição beneficiada é o Instituto Fernando Henrique Cardoso (iFHC). Leia mais no Conversa Afiada…
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Postado em 13 dEurope/London julho dEurope/London 2009
Fonte: Correio Braziliense
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social empresta cinco vezes mais e tem rendimento 50% superior à do Banco Mundial
Por Liana Verdini
O principal banco financiador de investimentos de longo prazo no Brasil, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, concorre em pé de igualdade com as maiores agências multilaterais de crédito do mundo. Embora tenha um patrimônio líquido menor do que o Banco Mundial (Bird) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), por exemplo, o BNDES tem lucro maior e empresta muito mais (ver quadro). E o que faz um banco de fomento de um país de terceiro mundo ser mais efetivo e lucrativo do que instituições de atuação continental?
“Quando se comparam os lucros e os desembolsos do BNDES com os de agências multilaterais, o resultado chama a atenção”, reconhece Ernani Torres, superintendente da área de pesquisa e estudo do BNDES(1). “Mas precisamos observar que as agências emprestam para governos e para projetos de longo prazo. Estamos falando de operações de 15, 20, 25 anos. A instituição brasileira também faz empréstimos de longo prazo, como Itaipu, operação de 25 anos, mas há um volume considerável de financiamentos para compra de máquinas e equipamentos, que são de curto prazo.” Isso faz a carteira de empréstimos do banco girar com maior velocidade, aumentando os desembolsos e a lucratividade da instituição. Enquanto Bird e BID fazem operações com 15 e 25 anos, o prazo médio dos empréstimos do BNDES é de sete anos para os financiamentos via instituições financeiras. Leia o resto do artigo »
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Postado em 13 dEurope/London julho dEurope/London 2009
Fonte: Folha de S. Paulo
Nelson Machado, da Fazenda, está entre os possíveis substitutos de Lina Vieira, que ficou 11 meses no cargo; Appy também pode sair
O ministro Guido Mantega (Fazenda) demitiu a secretária da Receita Federal, Lina Maria Vieira, em razão do desgaste causado ao governo na disputa do órgão com a Petrobras envolvendo a forma de recolhimento de impostos pela estatal.
A Folha apurou que Mantega citou, entre as justificativas para a saída de Lina Vieira, reclamações que teria recebido do Planalto, entre elas da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil). O governo estava descontente com a decisão da Receita de investigar a Petrobras. Oficialmente, a Fazenda não comentou o assunto. A saída será oficializada nos próximos dias. Leia o resto do artigo »
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Postado em 13 dEurope/London julho dEurope/London 2009
Por Mauro Santayana
O governo decidiu aceitar a instalação da CPI da Petrobras. Poderia tê-lo feito antes, uma vez que dispõe de maioria no Senado. Agira com prudência, ao tentar impedi-la, porque a Petrobras – a maior empresa brasileira, e uma das maiores do mundo – tem as suas ações negociadas nas bolsas internacionais, e qualquer suspeita sobre suas atividades lhe acarretará danos. Duas devem ter sido as razões principais que orientaram o Planalto a solicitar a instalação do colégio investigador. Diante da crise na Câmara Alta, é melhor que a instituição saia do círculo de giz, e passe a atuar, ainda que por iniciativa da oposição e contra o próprio governo, e o presidente confia na lisura das atividades da empresa. Além disso, as principais figuras da oposição se encontram enodoadas com os escândalos. Se o Senado se encontra desmoralizado diante da opinião pública – e é inegável que assim está – situação e oposição se acham sob a mesma tacha. Escapam, como tantos já constataram, algumas poucas ovelhas, em rebanho enegrecido pelas cinzas da corrupção. As circunstâncias fecham com escolhos o trajeto da CPI. Dificilmente as suas sessões serão acompanhadas pelo interesse da cidadania, cansada dos mesmos comediantes de sempre. Leia o resto do artigo »
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Postado em 12 dEurope/London julho dEurope/London 2009
Acabei de descobri esse blog recém-criado do conhecido ativista político Marcelo Morel.
Como era de se esperar, lá encontramos notícias fresquinhas dos bastidores políticos e boas análises.
Vale à pena conferir.
Abraços,
Gustavo
Por Marcelo Morel
Há trinta dias o Senado afunda em si mesmo.
Após 1994, durante o governo Fernando Henrique, o Senado Federal passou por um processo de rejuvenescimento; na época os analistas políticos previam uma efervescência nos debates e um papel mais dinâmico para a casa, até então tida como um repouso de políticos veteranos, uma espécie de sub-sede da Academia Brasileira de Letras. Não deu outra.
Com a entrada dos jovens senadores, veio junto a popularização da TV Senado e os discursos começaram quentes e inflamados, até nos dias em que a plenária estava vazia. De vez em quando havia umas disputas regionais e trocas de acusações entre as excelências. Vale lembrar também que as nossas oligarquias tiveram suas desarticulações políticas às vésperas do Lula se tornar presidente.
Fernando Henrique leia mais>>
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Postado em 11 dEurope/London julho dEurope/London 2009
From The Economist
What Britain’s MPs might learn from Brazilian Senators
THE president of Brazil’s Senate sits in a fine blue leather chair designed by Oscar Niemeyer, a celebrated Brazilian architect. Comfortable it may be, but its occupants have also found it to be an insecure perch. Three senate presidents have been suspended or have resigned because of scandals in the past eight years. Now a fourth, José Sarney, a former president of Brazil and part-time novelist, is teetering.
The Senate has just 81 members but somehow they require almost 10,000 staff to take care of them. Many of these are appointed as favours to senators’ friends or political supporters. One former staffer says that his fellow-employees used to say that the senate was like a mother to them. Others liken it to a country club. The benefits of membership include free health insurance for life for all senators and their families, generous pension arrangements and housing allowances. This much was already familiar to Brazilians and, perhaps, not so different from the goings on in many other legislatures around the world. Leia o resto do artigo »
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