Postado em 24 dEurope/London julho dEurope/London 2009
Por Mauricio Dias
Depois de muita hesitação, o presidente Lula abriu caminho para a realização da 1ª Conferência Nacional de Comunicação, marcada para dezembro. Entra em pauta, pela primeira vez no Brasil, a discussão sobre a imprensa, suas virtudes e vícios.
Dois livros, lançados recentemente, ajudam na reflexão sobre o papel da mídia no Brasil e em toda a América Latina e põem foco em uma questão crucial para a democracia: o monopólio da informação.
A Batalha da Mídia (Editora Pão e Rosas) é de Dênis de Moraes, jornalista e doutor em Comunicação e Cultura pela UFRJ. A Ditadura da Mídia (Editora Anita Garibaldi) é do jornalista e secretário de comunicação do PCdoB, Altamiro Borges.
Os dois textos abaixo, escritos pelos dois autores a pedido do colunista, iluminam melhor a compreensão dos livros que escreveram. Leia mais em Carta Capital…
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Postado em 24 dEurope/London julho dEurope/London 2009
Fonte: Luís Nassif
Um minuto depois de jurar que jamais colocaria “um alfinete para atrapalhar uma investigação” [do Ministério Público], o presidente Luiz Inácio Lula da Silva jogou um caminhão inteiro de mísseis, não de alfinetes, no caminho dos procuradores.
Disse o presidente, na posse do procurador-geral da República: “Um dia vai aparecer alguém que vai achar que vocês são demais e vai propor mudanças no Congresso Nacional. Sabemos que a mudança nunca será por mais liberdade e sim por mais castramento”.
Lula sabe perfeitamente que o Congresso Nacional está discutindo limites à atuação dos procuradores, ou seja, que já apareceu alguém que quer “castrar” esse pessoal que, descontados alguns abusos, tem sido de extraordinária valia para a República.
A frase de Lula roça até na ameaça, ainda mais que ela está claramente vinculada à descabelada tese segundo a qual nem todos são iguais perante a lei, posto que um político como José Sarney não pode ser tratado como “pessoa comum”.
Ante os procuradores, Lula insistiu nessa rematada tolice, ao dizer que o investigador “tem que pensar não apenas na biografia de quem está investigando, mas na de quem também está sendo investigado” (a reprodução é literal de uma frase algo pedregosa).
Não, presidente, quem tem que pensar na biografia é o próprio biografado, que não pode cometer crimes, trambiques ou imoralidades. É correto, presidente, o investigador inocentar um assassino só porque, nos 50 anos anteriores, sua biografia era exemplar?
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Postado em 23 dEurope/London julho dEurope/London 2009
Por Luiz Carlos Bresser-Pereira
O Brasil é o exemplo a ser seguido, mas, como bom caipira, fico desconfiado com tanto elogio para nosso país.
Em sua coluna de 12 deste mês, Clóvis Rossi escreveu que o Brasil, que agora deve participar do G14, chegou ao “topo do mundo”, mas continua caipira. Não sei se nosso problema é realmente o caipirismo. A dialética entre o elemento nacional e o cosmopolita foi sempre uma fonte fértil do progresso humano. Mas, como ao notável jornalista, também me preocupa esse “topo do mundo”. No início do século 20, os brasileiros foram vítimas do ufanismo local; no início do século 21, é a vez de sermos vítimas do ufanismo alheio. Viajo bastante, e nunca vi tanto elogio para o Brasil e para Lula como atualmente. Fico feliz pelo presidente, mas, como bom caipira, fico desconfiado com tanto elogio para nosso país. Leia mais…
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Postado em 22 dEurope/London julho dEurope/London 2009
Fonte: Carta Capital
Por Delfim Netto
O desenvolvimento econômico estável e saudável em um ambiente democrático exige respeito às regras de um jogo cooperativo entre três parceiros: os trabalhadores, os empresários e o governo. É preciso construir instituições que, sem prejudicar a eficiência, garantam aos trabalhadores uma realidade participativa, faceta fundamental da aspiração por uma relativa igualdade que persegue o homem. A sobrevivência da democracia exige que eles se percebam parte integrante, respeitada e beneficiada no processo de crescimento da sociedade e não seres alienados, para os quais o desenvolvimento material não chega e a liberdade é irrelevante.
Como parte importante da vida do cidadão é na empresa, fica evidente a implicação, para a conservação e estabilidade do regime democrático, das políticas internas das corporações. É preciso que elas levem à razoável realização do indivíduo dentro do seu exercício produtivo. Devem tentar captar a imaginação do trabalhador e dar-lhe perspectivas de cooperação como parceiros, na liberdade criativa e na relativa igualdade. As empresas só podem fazer isso dentro de um contexto macroeconômico que lhes seja amigável. Cabe ao governo a construção desse ambiente, estimulando a criação e o crescimento das instituições que assegurem a plena apropriação, a cada um, dos resultados do seu trabalho e, simultaneamente, garantam o efetivo exercício da competição. É este o desafio que, juntamente com seus furúnculos, o velho Karl Marx deixou para o capitalismo e que a economia social de mercado tentou implementar na Alemanha antes de se perder, nos anos 70, no estado providência da Social Democracia e dissolver-se, afinal, na terza via. Leia o resto do artigo »
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Postado em 22 dEurope/London julho dEurope/London 2009
Na prática, como empresário ou cidadão, Dantas está desmoralizado irreversivelmente. Leia mais no Conversa Afiada…
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Postado em 21 dEurope/London julho dEurope/London 2009
Fonte: Agência Petroleira de Notícias
Veja fotos do ato em www.apn.org.br
Puxada pela União Nacional dos Estudantes (UNE), a passeata que reuniu cerca de 4 mil pessoas em Brasília, no dia 16, foi um marco na campanha O Petróleo Tem que Ser Nosso. Essa é a avaliação do secretário geral do Sindipetro-RJ, Emanuel Cancella, que representou a Frente Nacional dos Petroleiros (FNP), no palanque. Além da UNE e da FNP, participaram da coordenação do evento o MST, a Federação Única dos Petroleiros (FUP), a Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS) e a CUT. Outras centrais sindicais também estiverem presentes -Intersindical, CTB e CGTB.
De volta ao Rio, Cancella trouxe na bagagem uma dose extra de entusiasmo, convencido de que o envolvimento massivo dos universitários vai contagiar a sociedade, levando a campanha para todos os estados e municípios brasileiros. Independente dos conteúdos das reportagens, em face da relevância política do Congresso da UNE, os principais jornais do país tiveram que destacar a imagem da imensa faixa que abriu a passeata em Brasília, estendida pelos organizadores: “Em defesa do Petróleo e da Petrobrás”. É o grito em favor da soberania nacional que já não pode ser contido nem omitido, estampado nas primeiras páginas da grande imprensa.
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Postado em 20 dEurope/London julho dEurope/London 2009
À frente do Ministério da Administração Federal e Reforma do Estado, durante o primeiro mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso, o economista e cientista social Luiz Carlos Bresser-Pereira ajudou não só a inscrever a palavra “eficiência” como principio fundamental em nossa Carta, como definiu as diretrizes de uma das mais bem sucedidas reformas gerenciais já realizadas no mundo – cujo modelo é apresentado em minúcias no livro Construindo o Estado Republicano: Democracia e Reforma da Gestão Pública, recém-publicado pela Editora FGV. Dono de uma fecunda produção acadêmica, professor Bresser e também um comentarista arguto de nossa realidade, como fica evidente nesta entrevista exclusiva. Com argumentos cristalinos, ele aponta a emergência dos “direitos republicanos” como um novo capitulo da luta cidadã; critica com veemência a ideologia neoliberal e afirma que o SUS e um dos grandes êxitos da democracia brasileira.
Clique aqui para ler a entrevista
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Postado em 19 dEurope/London julho dEurope/London 2009
Da Folha
Por Clóvis Rossi
(…) De quebra, Sarney refugia-se na velhíssima e fajutíssima tese de perseguição da mídia. Não, senador, é perseguição dos fatos, e enquanto eles não forem total e definitivamente explicados, continuarão a persegui-lo, no Maranhão, em Brasília, onde for.
É essa fuga à “accountability” que explica os parlamentares que se lixam para a opinião pública. Ela paga os salários de todo esse “band of brothers”, mas eles não se sentem compelidos a dizer ao púbico o que fazem, o que só aumenta a suspeita de que o que fazem só cabe mesmo em BOs.
O caso de Sarney é mais grave porque tem um espaço semanal, aqui ao lado, em que poderia dar todas as explicações sem ser interrompido por perguntas. Prefere mudar de assunto. Sempre.
Comentário de Luís Nassif
Por que o “accountibility” demorou vinte anos para ser praticado em relação à Sarney e só se manifestou agora? E por que a Folha deu vinte anos de espaço a Sarney sem jamais tê-lo cobrado por seus atos? E por que a cobrança é apenas sobre Sarney, se todos os senadores participaram de uma lambança que tem no mínimo 14 anos?<-->
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