Postado em 27 dEurope/London novembro dEurope/London 2007
Do Blog do Sérgio Léo
Boa a reportagem de Veja, nesta semana, sobre o que querem os militares brasileiros. de um excelente repórter, o André Petry. Gosto da boa reportagem porque nos permite ver a realidade para além das opiniões dos editores. Lendo os dados bem apurados do Petry, por exemplo, saí com forte impressão de que todo o discurso dos milicos sobre uma suposta corrida armamentista na Venezuela são lobby para comprar mais armas no Brasil.
Já ouvi, de general de quatro estrelas, que há um detalhe logístico importante e tranquilizador em relação a Chávez e à imaginada ameaça dele contra o Brasil. Em uma hora, um avião-caça na fronteira Leia o resto do artigo »
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Postado em 26 dEurope/London novembro dEurope/London 2007
VALOR – 26/11/2007
Sergio Lamucci e Denise Neumann, de São Paulo
Antônio Delfim Netto acredita que o Brasil pode voltar a crescer, em breve, em um ritmo de 6% a 7%. A última vez em que essa velocidade foi alcançada foi no chamado milagre econômico, nos anos 70, período durante parte do qual ele foi o comandante da área econômica. A chave para essa mudança, diz ele, está na aposta que a União e Estados importantes – entre eles São Paulo e Minas Gerais, comandados pelo PSDB e por potenciais candidatos a sua sucessão – estão fazendo na infra-estrutura. E a aposta, explica, vem junto com a convicção de que agora parte importante deste investimento cabe ao setor privado,
Para Delfim, o BC, apesar de sustentar “o último peru disponível no mundo fora do Dia de Ação de Graças e do Natal”, não tem mais o poder de frear esse crescimento porque o investimento privado não “obedece” à Selic. A seguir, os principais trechos da entrevista.
Valor: Quais suas perspectivas para o crescimento da economia nos próximos anos?
Delfim Netto: Estou com uma visão Leia o resto do artigo »
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Postado em 22 dEurope/London novembro dEurope/London 2007
Paulo Passarinho* 22/11/2007
Está em curso uma pesada campanha difamatória contra os novos dirigentes do IPEA – o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, órgão atualmente subordinado ao recém-criado Ministério de Assuntos Estratégicos, e presidido pelo economista Márcio Pochmann.
O pretexto para a orquestrada campanha foram mudanças de natureza administrativa, que começam a ser operadas no órgão, a partir da posse dos novos dirigentes do Instituto, que conta também com a participação de João Sicsú, assim como Pochmann, acadêmico dos mais qualificados, além de professor do Instituto de Economia da UFRJ.
Algo que seria absolutamente corriqueiro – inclusive com amplo amparo e exigência de normas administrativas e legais em vigor – passou a ser apresentado em veículos da grande imprensa como um triste exemplo de perseguição ideológica e cerceamento ao livre exercício analítico e de pesquisa que deveriam caracterizar o trabalho dos pesquisadores dessa instituição.
A campanha teve início no dia 15/11, em matéria assinada por Guilherme de Barros – “IPEA expurga economistas divergentes” -, na Folha de S.Paulo Leia o resto do artigo »
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Postado em 22 dEurope/London novembro dEurope/London 2007
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CONSELHO REGIONAL DE ECONOMIA – 1ª REGIÃO – RJ
Av. Rio Branco, 109 – 16º e 19º andares – Centro
Tel: (21) 2103-0178
CEP: 20054-900 – Rio de Janeiro – RJ
E-mail.: corecon-rj@corecon-rj.org.br
www.corecon-rj.org.br
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Em reunião de 14 de novembro último o CORECON – RJ, o SINDECON e o CED, aprovaram e recomendaram a ampla divulgação da seguinte moção. Versão Word para impressão (clique)
A imprensa vem criticando duramente os recém-nomeados presidente e diretor do IPEA, Márcio Pochmann e João Sicsú, pelo fato de terem dispensado quatro pesquisadores da instituição. Tendo sido essa decisão supostamente devida ao fato de serem os mesmos contrários a política econômica do Governo.
Com respeito à questão, o fato a ser inicialmente sublinhado é que a mudança no comando de instituição de pesquisa oficial (e não acadêmica) traduz o desejo do Poder Público de dar nova orientação aos trabalhos da entidade. No caso em análise, a mudança no comando do IPEA traduz a nova orientação (embora ainda tímida e incompleta) do Presidente Lula no sentido de melhorar os resultados obtidos pelo Brasil em termos de desenvolvimento. O Programa de Aceleração do Crescimento – PAC, a criação do Ministério Extraordinário de Ações Estratégicas, com a indicação de Mangabeira Unger para comandá-lo, a nomeação de Guido Mantega para o Ministério da Fazenda e de Luciano Coutinho para o BNDES, constituem importantes corolários dessa decisão de imprimir novos rumos à economia brasileira. É, portanto, perfeitamente natural e necessário que o IPEA, órgão oficial de apoio à definição de políticas econômicas, seja comandado por dirigentes afinados com a nova orientação desejada pelo Governo. E esses dirigentes, para levarem adiante sua tarefa, devem ajustar a equipe técnica do órgão às suas novas funções.
Mais grave, porém, é a alegação de que a dispensa dos quatro pesquisadores, cuja capacidade profissional e contribuição científica não se discute, teria decorrido de serem eles contra a política econômica oficial. Ora, o fato incontestável com respeito a esta, é que os economistas brasileiros se dividem hoje entre os que aceitam, ou rejeitam, a visão neoliberal do Banco Central que, presentemente, comanda os destinos econômicos do país. Visão que concede absoluta prioridade à manutenção dos equilíbrios fundamentais (cambial, fiscal e monetário) relativamente à necessidade de incremento acelerado do PIB brasileiro. Com a conseqüência de ter sido o crescimento da economia brasileira muito inferior ao de países em condições bem menos favoráveis que as nossas para o desenvolvimento econômico.
Com base nesse critério, o que se pode afirmar é não terem os quatro economistas desligados do IPEA jamais se colocado firmemente (o que possivelmente seria sua obrigação) contra o Leia o resto do artigo »
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Postado em 19 dEurope/London novembro dEurope/London 2007
J. Carlos de Assis*
Creio ter sido um dos primeiros economistas políticos brasileiros a se dar conta, ainda nos anos 80, de que o neoliberalismo não era um fenômeno puramente ideológico, mas o produto de uma realidade sociológica profunda que se exprimiu em maiorias eleitorais efetivas, sobretudo européias. É o que explica o deslizamento para a ala neoliberal mesmo de partidos tradicionalmente de esquerda, como trabalhistas ingleses (Terceira Via), socialistas franceses e sociais democratas alemães.
Acredito que quem originalmente levantou a cortina sobre esse processo de fundo foi William Greider, em seu monumental “The Secrets of the Temple”, sobre a história do Banco Central norte-americano. Ele “sacou” que a maioria eleitoral que apoiou Reagan em 79 era formada em grande parte de classes médias afluentes, indignadas com a perda de renda financeira oriunda da combinação entre inflação alta e juros baixos, prevalecente ao longo dos anos 70, sobretudo depois da débâcle do sistema de Bretton Woods.
Na Europa Ocidental, o que deixou apavoradas as classes médias afluentes foi principalmente a instabilidade monetária e cambial. O sucesso espetacular do experimento social-democrata do pós-guerra eliminou o medo do desemprego e mudou o eixo das preocupações dos afluentes para as oportunidades de ganho financeiro, no país de origem e no exterior, pelo que a instabilidade cambial passou a ser um estorvo. Aos poucos, a demanda de estabilidade dos ricos acabou por formar uma maioria eleitoral.
Pode-se dizer que, na Europa, o neoliberalismo é um produto da afluência da maioria. No Brasil, ao contrário Leia o resto do artigo »
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Postado em 11 dEurope/London novembro dEurope/London 2007
Por Carolina Brauer, http://blogdabrauer.zip.net/
A possível extradição de Salvatore Cacciola para o Brasil e a revelação do que realmente aconteceu há oito anos vai trazer à luz do debate discussões sobre o Banco Central (BC). Nessa época, sob a alegação de evitar uma quebradeira geral no mercado, em meio à crise de janeiro de 1999, o então presidente do BC, Francisco Lopes, vendeu dólar mais barato aos bancos Marka (de Cacciola) e FonteCindam. Esses bancos foram beneficiados em plena desvalorização do real, causando um prejuízo bilionário aos cofres públicos.
Meses depois, cinco testemunhas vazaram o caso e alegaram que Cacciola comprava informações privilegiadas do próprio BC. Sem explicações, Lopes pediu demissão em fevereiro. Cacciola foi condenado a 13 anos de prisão, mas o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello o liberou da prisão preventiva. Em 2002, o ex-banqueiro Cacciola, que também tem cidadania italiana, fugiu para a Itália, que se recusou a extraditá-lo. Leia o resto do artigo »
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Postado em 7 dEurope/London outubro dEurope/London 2007
Dar a patinha, rolar no chão e falar mal de tudo que cheire a povo são as eternas gracinhas da pet shop chamada Veja. Os Civita adoram mascotes. Têm vários.
Gilberto Maringoni
A humanidade sempre gostou de animais de estimação, mas agora o costume virou moda. Pet shops tomam conta das cidades brasileiras e roupas, brinquedos e alimentos especiais para bichinhos disputam um mercado crescente. Escolas especiais pipocam por toda parte, sofisticando a pedagogia caseira de ensinar mascotes a sentar, dar a patinha ou buscar objetos atirados ao longe. Todos gostam dessas companhias domésticas. Fazem a alegria das crianças.
Há uma família em São Paulo que parece adorar mascotes. É um clã de origem italiana, aqui radicado há décadas. Não se sabe bem o porquê, mas alguns de seus membros exibem socialmente um inconfundível acento novaiorquino. Manias, quem sabe. Trata-se da turma dos Civita, gente boa, com negócios para os lados da marginal Pinheiros.
Os Civita adoram mascotes. Têm vários. Um dos orgulhos de sua casa de negócios atende pelo nome de Diogo. Leia o resto do artigo »
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Postado em 7 dEurope/London setembro dEurope/London 2007
VALOR – 03/09/2007
Produtividade cai e Brasil fica mais longe de desenvolvidos
Assis Moreira
A produtividade por empregado no Brasil caiu abaixo do nível verificado em 1980, na contramão da tendência global. A capacidade de produção do trabalhador brasileiro é três vezes menor do a que a de trabalhadores de economias industrializadas e está ameaçada pela China e outros concorrentes emergentes. Os dados são da Organização Internacional do Trabalho (OIT), em relatório que mostra a crescente diferença entre a produtividade do país e das principais economias.
O nível de vida num país depende também da produtividade, que mede quanto um trabalhador produz por hora. Os lucros das empresas crescem quando os empregados produzem mais por hora do que antes. A renda adicional pode ser repartida entre lucro extra e aumento salarial, alimentando gastos e investimentos, criando mais empregos e expandindo a economia. Para a OIT, a produtividade é mais alta quando a empresa combina melhor capital, trabalho e tecnologia. Falta de investimento na formação e qualificação e em equipamentos e tecnologias provoca subutilização do potencial da mão-de-obra.
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