Postado em 10 dEurope/London janeiro dEurope/London 2008
Por João Pedro Stedile, Dom Demétrio Valentini, José Antônio Moroni e Emir Sader* Vermelho
As classes dominantes fizeram uma articulação e, por meio dos seus parlamentares no Senado, conseguiram derrubar a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira). Logo depois, aprovaram a continuidade da DRU (Desvinculação de Receitas da União), que permite o desvio de 20% da receita da União. Com isso, recursos podem ser utilizados sem controle para o pagamento de juros, em vez de em investimentos sociais.
A questão fundamental é que a CPMF era um imposto que taxava principalmente os mais ricos – 70% da sua arrecadação vinha de grandes empresas e bancos. Além disso, impedia sonegação, fraudes e desvios.
Com a derrota no Senado, o governo federal tomou a iniciativa de aumentar o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e a CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) e retomou a cobrança do imposto sobre as remessas de lucros para o exterior. Leia o resto do artigo »
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Postado em 10 dEurope/London janeiro dEurope/London 2008
Léo Nunes – Ao Sul do Equador
São Paulo – O PSDB repete os “Demos” e, para fazer coro com a direita, entrará com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) com o objetivo de impedir a implementação das medidas tributárias anunciadas pelo governo no início deste ano (clique aqui para saber mais sobre as medidas).
O líder do PSDB na Câmara, deputado Antonio Carlos Pannunzio (SP), afirmou que a ação, se acatada pelo STF, obrigará o governo a rever seus “gastos mal administrados”. Alguém deveria avisar o deputado que mais de dois terços dos recursos da extinta CPFM (clique aqui para saber como a elite branca barrou a CPMF) eram utilizados para gastos como Saúde e Bolsa Família.
No fundo, fica claro qual é modus operandi do choque gestão tucano. Dinheiro, só para banqueiro (clique aqui para ver como tucanos e “demos” estão consternados com o aumento dos impostos para os banqueiros). Se for para áreas sociais, é desperdício. Aí tem que cortar na carne.
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Postado em 10 dEurope/London janeiro dEurope/London 2008
Paulo Passarinho*
A derrota parcial sofrida pelo governo federal, ao não conseguir a prorrogação da cobrança da CPMF no Senado, mas garantir a manutenção do mecanismo da DRU, a Desvinculação de Receitas da União, abriu um novo capítulo na luta travada entre as forças governistas e a oposição parlamentar de direita, capitaneada pelo DEM – o ex-PFL – e pelo PSDB, diferentes blocos que na prática controlam o jogo parlamentar.
Logo após a derrota, o governo colocou alguns dos seus quadros “de esquerda” para duramente criticarem a vitória da oposição. Patrus Ananias, ministro do Desenvolvimento Social, e José Gomes Temporão, da Saúde, manifestaram toda a sua contrariedade e descontentamento com o Leia o resto do artigo »
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Postado em 9 dEurope/London janeiro dEurope/London 2008
Sobre a repercussão da entrevista de José Dirceu à Revista Piauí, mais importante que opinar a respeito do ex-ministro da Casa Civil é observar o que disse o experiente jornalista Alberto Dines em seu Observatório da Imprensa: “Quando se lê uma matéria como a da revista Piauí sobre José Dirceu percebe-se claramente a distância que separa nossa grande imprensa do bom jornalismo.”
No Plano Cruzado, tínhamos o “gatilho salarial”, que era acionado para recompor as perdas dos trabalhadores sempre que a inflação chegasse a um determinado patamar. Hoje, confirmando a opinião de Dines, temos no cartel da “grande imprensa” um gatilho ideológico que no final do ano passado foi disparado sobre a nova diretoria do Ipea, que se posiciona contra os incríveis privilégios da Neocasagrande (rentistas) no Brasil.
Ainda que em menor proporção, o mesmo mecanismo foi usado contra Paulo Nogueira Batista, nosso representante no FMI que ousa exigir para o Brasil um espaço naquele organismo multilateral correspondente ao peso de nossa economia.
Os colunistas devotos do Consenso de Washington foram à histeria quando o presidente Lula mostrou (antes tarde do que nunca) ter descoberto o óbvio: “se não gastar, não governo”.
Quando o governo decide taxar um pouco mais os bancos, campeões mundiais de lucratividade, e ameaça reduzir timidamente a meta cruel para o superávit primário, nossos formadores de opinião alertam para o risco de que isso possa comprometer o crescimento da economia (sic) ou atrasar o grau de investimento. Mas nada dizem com relação à interrupção da trajetória de queda da taxa básica de juros (Selic).
Talvez o mais importante no momento seja mostrar à sociedade a quem interessa manter o país parado e o governo imobilizado: aos nossos “concorrentes” no exterior, à neocasagrande e a boa parte do setor produtivo, que tem no rentismo uma reserva automática de mercado.
Rogério Lessa Benemond: Jornalista do Monitor Mercantil, colaborador da revista Rumos do Desenvolvimento. Prêmio Corecon- RJ de jornalismo econômico 2006. Meus Artigos
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Postado em 8 dEurope/London janeiro dEurope/London 2008
Por Alberto Dines em 7/1/2008
Comentário para o programa radiofônico do Observatório da Imprensa, 7/1/2008
Quando se lê uma matéria como a da revista Piauí sobre José Dirceu percebe-se claramente a distância que separa nossa grande imprensa do bom jornalismo.
A entrevista-perfil assinada pela repórter Daniela Pinheiro é modelar: pode ser lida como uma peça devastadora contra o ex-chefe da Casa Civil ou como retrato de uma personalidade fascinante. Há nela dinamite suficiente para derrubar meia dúzia de figurões do PT e do governo, mas há também um rico material sobre a perigosa tangência entre o público e o privado, o mundo de negócios e a administração pública, tanto na esfera nacional como internacional.
“O consultor” – este é o titulo da reportagem – é ao mesmo tempo uma denúncia irrespondível e uma confissão surpreendente. José Dirceu aparece ora como uma espécie de cardeal Richelieu, ora como revolucionário arrependido ou playboy internacional. Leia o resto do artigo »
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Postado em 7 dEurope/London janeiro dEurope/London 2008
Léo Nunes – Ao Sul do Equador
São Paulo – O senador Romero Jucá (PMDB-RR), líder do governo no Senado, afirmou hoje, em entrevista à Folha (clique aqui para ler), que a decisão da oposição de protocolar duas Ações Diretas de Inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal (STF) para barrar as medidas tributárias propostas pelo governo, tem como objetivo defender o lucro dos bancos. Leia o resto do artigo »
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Postado em 7 dEurope/London janeiro dEurope/London 2008
Uma reportagem a meu respeito, publicada pela revista “Piauí”…
em sua primeira edição deste ano, constituiu-se no grande “must” desse início de 2008 na mídia e em boa parte do PT e dos meios políticos. Jornais e emissoras de rádio e de TV, durante quase uma semana, deram ampla repercussão ao assunto. Na verdade, mais do que uma entrevista minha, a matéria é um simples, bem feito e, no geral, correto relato do meu trabalho hoje, especialmente sobre o desenvolvido durante viagem que fiz à Espanha e a países da América Central, acompanhado por Daniela Pinheiro, jornalista da revista. Leia o resto do artigo »
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Postado em 7 dEurope/London janeiro dEurope/London 2008
Divulguei “nota à imprensa” no dia 04 deste mês…
para esclarecer pontos pouco claros, imprecisos e até incorretos da reportagem a meu respeito publicada pela primeira edição deste ano da revista Piauí. Leia o resto do artigo »
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