Postado em 7 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2008
Bruno Galvão
Infelizmente, no Brasil hoje, é “antiquado” defender que políticas fiscais e monetárias expansionistas resultam em crescimento acelerado. A moda no Brasil é defender superávit público e políticas monetárias e fiscais “responsáveis”. Políticas que em outros tempos eram chamadas de recessivas ou restritivas. A dicotomia expansionista X restritiva é considerada hoje fora de moda. A dicotomia moderna é: “irresponsável” X “responsável”.
É triste ver que a crítica econômica hoje se concentra em regulação financeira. O debate econômico praticamente se restringe à preocupação de impedir crises financeiras. Mas, deve-se perguntar: a quem isso interessa? Eu, particularmente, não estou preocupado se os bancos americanos estão tendo prejuízo ou não. Como 99,9999% dos brasileiros, não tenho ações de banco americano ou europeu. Com quase US$ 200 bilhões de reservas, essa crise dos bancos americanos só vão afetar os brasileiros porque o Meirelles sempre está procurando justificativas para o aumento da taxa de juros. E até surgir essa crise estava difícil de achar motivos para o BC não abaixar os juros. Por favor, pelo menos nós progressistas, não vamos ter medo de sermos “antiquados”, ou seja, precisamos voltar a discutir política monetária e fiscal usando o úteis conceitos: expansionista e restritivo.
Pelo menos nisso, poderíamos imitar os EUA. Lá não há dúvidas, se a economia está em risco de entrar em crise, democratas e republicanos são unânimes: os juros têm que baixar e os gastos do governo subir. No Brasil é o contrário!! Logo que aparece uma crise já vem o BC e a imprensa pedir corte de gasto e aumento dos juros.
Não superestimemos a questão da regulação financeira. A taxa de câmbio mostra que no atual cenário apostar em fugas de capital é uma loucura. Eventualmente, se a diretriz da política econômica mudar, poderá haver alguma necessidade de regulação financeira.
Porém, a questão principal agora é ganhar o debate sobre a funcionalidade da políticas monetárias e fiscais. A despeito dessas considerações, o Nassif traz um bom texto sobre regulação financeira hoje (clique aqui). Apesar da crise americana trazer problemas, eu prefiro muito mais estar na situação dos EUA. Leia o resto do artigo »
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Postado em 7 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2008
Léo Nunes – Ao Sul do Equador
Rio de Janeiro – Segundo reportagem do jornal Valor Econômico (clique aqui só para assinantes), muitos economistas já alertam para os possíveis efeitos de uma considerável depreciação da moeda brasileira. Os fatores responsáveis por tal possibilidade são a redução do crescimento econômico norte-americano, o aumento à aversão ao risco nos mercados financeiros internacionais e a queda nos preços das commodities.
Como é sabido, uma abrupta depreciação cambial pode ter efeitos perversos sobre uma economia. Por um lado, pode-se ter um descasamento de moedas, isto é, um descasamento entre ativos em moeda nacional e passivos em moeda estrangeira, que pode resultar em falências e crises bancárias e / ou financeiras. Por outro lado, uma depreciação do câmbio pode gerar pressões inflacionárias, o que obriga o Banco Central, num regime de metas de inflação, a apertar ainda mais a política monetária.
A estabilidade da taxa de câmbio é uma variável-chave numa economia capitalista, pois funciona como âncora de expectativas para a tomada de decisões em investimentos voltados para a exportação. Além disso, ela é importante para a manutenção da competitividade externa e para a saúde do sistema financeiro. Por fim, ela colabora para não gerar pressões inflacionárias.
Portanto, vê-se o equívoco da autoridade monetária ao deixar a taxa de câmbio flutuar livremente, ao sabor de movimentos especulativos e de arbitragem. Estas operações podem ser revertidas num ambiente internacional mais hostil, o que pode implicar uma indesejável depreciação do câmbio.
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Postado em 5 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2008
ISTO É – 01.02.08
Entrevista JOÃO FRAGOSO
Professor da UFRJ diz que escravos também foram responsáveis pela escravidão e que o marxismo prejudicou o estudo dos ricos
Por FRANCISCO ALVES FILHO
Apesar da personalidade tímida e do jeito afável, o historiador carioca João Fragoso, 49 anos, não tem medo de enfrentar grandes polêmicas. Professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, ele tem causado controvérsia por classificar como superadas muitas das idéias de ninguém menos do que Karl Marx. Mesmo formado no marxismo, corrente majoritária no ensino de história na década de 70, ele entende que vários postulados do intelectual alemão se esgotaram. “Não há mais cabimento considerar que somos apenas robôs inseridos em grandes estruturas, como o capitalismo ou o feudalismo”, critica Fragoso. “Por trás dessa alegoria há pessoas com alma e vontade própria.” Sua posição lhe rende vários ataques, vindos principalmente de seus colegas da Universidade de São Paulo (USP), onde o marxismo é tido como parâmetro fundamental para entender a sociedade.
Outro vespeiro é seu tema preferencial de estudos: a elite brasileira no período colonial. “Descobri que havia muitas pesquisas sobre escravos e operários, mas quase nada sobre as elites”, explica. O historiador carioca escreveu sete livros e seu artigo Fidalgos e parentes de pretos está incluído no livro Conquistadores & negociantes, recém-lançado pela editora Civilização Brasileira. Sua linha de pesquisa leva a conclusões que dão combustível para discussões acaloradas. Ele contesta, por exemplo, que as elites brasileiras sejam o grande vilão das mazelas sociais do Brasil. “Nós e a elite somos cúmplices de nossa história”, corrige. Nessa linha de raciocínio, é capaz de afirmações explosivas, como uma das que soltou na entrevista à ISTOÉ: “O escravo também foi responsável pela escravidão.” Ele não liga para uma possível reação de acadêmicos. “O debate é saudável e a academia é o melhor lugar para isso.”
ISTOÉ – O marxismo deixou de ser um instrumento para entender a história? Leia o resto do artigo »
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Postado em 4 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2008
País Ameaçado
Artigo publicado na Folha de S. Paulo, no dia 31/01/2008
Cristovam Buarque * Leia o resto do artigo »
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Postado em 2 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2008
Publicado no Jornal do Commercio de 29/01/08)
Sergio Ferolla, brigadeiro, membro da Academia Nacional de Engenharia
Paulo Metri, conselheiro do Clube de Engenharia
Alan Greenspan, o ex-presidente do Banco Central Americano, afirmou em seu
recém lançado livro de memórias: “Entristece-me que seja politicamente
inconveniente reconhecer o que todos sabem, que a guerra no Iraque é,
sobretudo, por causa do petróleo”. Dessa forma, os EUA e seus aliados,
dentre eles a Inglaterra, objetivavam não só garantir o suprimento do
petróleo a partir daquele país, como tornar mais seguros os fornecimentos
da Arábia Saudita e de outros países árabes. Leia o resto do artigo »
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Postado em 1 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2008
Jefferson Milton Marinho do Blog do Jefferson
Na tarde desta sexta-feira a ministra Matilde Ribeiro (Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial) anunciou seu desligamento do governo em entrevista coletiva, após reunir-se com o presidente Lula. O desgaste da ministra tornou-se politicamente incômodo assim que a imprensa publicou seus gastos com cartões corporativos referentes ao ano de 2007. O destaque ficou por conta do pagamento indevido de uma fatura em free shopping e gastos supostamente excessivos com aluguéis de carros. Destaque que entre os ministros que utilizam o cartão, a ministra é recordista nas despesas, somando-se mais de R$ 171 mil.
A ministra assumiu o erro pelo uso incorreto dos cartões corporativos, porém argumentou ter sido mal orientada por dois servidores, que já estariam demitidos. Matilde Ribeiro também disse não estar “arrependida”. Ela leu a carta de demissão entregue ao presidente Lula e respondeu a perguntas dos jornalistas. Leia o resto do artigo »
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Postado em 1 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2008
Bruno Galvão
Para ficar claro a respeito do artigo a Farra da Tapioca, é claro que a corrupção deve ser punida. Uma discussão de corrupção de R$ 8,30 (ou seja, 0,000000001% do orçamento do governo) ter tanto destaque significa que ou o Estado brasileiro é muito mais honesto do que dizem ou esse moralismo deve estar servindo para encobrir fatos obscuros muito maiores. Na minha opinião, o que ocorre é os dois. A corrupção existe, mas não é tão generalizada quanto dizem as pessoas que querem desmantelar o Estado. Parece-me que esse moralismo estridente serve para encobrir a corrupção dos grandes lobbys junto à mídia. Porque ninguém investiga o Proer da mídia, que foi um financiamento que não havia qualquer justificativa? Porque não se investiga a relação entre os banqueiros e os políticos? O prejuízo com os juros altos é 20.000.000.000 vezes maior do que o preço da tal tapioca. Mas, podem dizer, não há indício de corrupção na manutenção dessa taxa de juros, a despeito de não haver qualquer justificativa técnica para ela. Não é estranho que os ministros e diretores do banco central que propiciaram esses lucros fabulosos estão ganhando centenas de milhões no mercado financeiro ou como “consultores” (ou será prêmio por serviços já prestados?) de bancos? Não é estranho que um dos mais destacados políticos do PSDB, o Paulo Renato, mande um artigo, que se ouvido favorecerá os bancos privados, para a aprovação do presidente do maior banco privado nacional? É, realmente, é melhor cuidarmos de nossas tapiocas.
Leia: Farra da Tapioca
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Postado em 1 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2008
Léo Nunes – São Paulo
Brasil
O assunto que dominou Brasília nesta semana foi a posse do senador maranhense Edson Lobão Filho. Lobão Filho acertou uma saída amistosa do DEM. Para o partido, seria inaceitável manter em seus quadros o filho de um ministro do governo. O senador chega ao Congresso sob acusações de utilização de laranjas para sonegação de impostos, ocultação de sociedade e irregularidades na venda de uma emissora de televisão no interior do Maranhão (clique aqui para ler reportagem da Folha).
Economia
Já a economia se encontra em tempos de turbulências. O FED (Federal Reserve Bank ou Banco Central norte-americano) anunciou nesta semana uma nova redução da taxa de juros básica. Desta vez, os juros foram reduzidos para 3% ao ano (clique aqui para ler mais). O FED, que não é bobo, está receoso quanto à possibilidade de uma recessão na maior economia do mundo, resultante da crise do mercado de crédito imobiliário dos EUA. A autoridade monetária deixou claro que tomará as medidas necessárias para conter a crise, mesmo em detrimento da inflação. Lá as prioridades são outras.
Internacional
O destaque internacional fica para as eleições dos EUA (clique aqui para ler mais). Os pré-candidatos Rudolph Giuliani, do Partido Republicano, e Jonh Edwards, do Partido Democrata, desistiram da disputa, após realização das prévias do estado da Flórida. As atenções agora se voltam para a super-terça, dia no qual 20 estados escolherão seus pré-candidatos. Do lado republicano, a disputa permanece entre o senador Jonh McCain e o ex-governador Mitt Romney. Já a contenda democrata será entre os senadores Hillary Clinton e Barack Obama.
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